Cresci sem saber o que era muito bem Star Wars, mas de uma coisa eu sabia, era “coisa de menino”. Enquanto Harry Potter, Crepúsculo e Jogos Vorazes foram sagas que me acompanharam na adolescência, Star Wars era apenas um mito pelo qual eu nunca me interessei. Até os 18 anos.
Desde que descobri Star Wars no início do ano passado, ele se tornou mais que um filme ou uma franquia bilionária. E depois que vi Os Últimos Jedi, filme novo que estreou nessa semana, isso apenas se solidificou.
Texto sem spoilers do mesmo, fiquem tranquilos.
Star Wars significa pra mim esperança, rebeldia, resistência, poder feminino, e tantas outras coisas. Star Wars é mais que apenas uma franquia de filmes de fantasia.
A Força é como a religião, ela tem o lado da luz e da escuridão, e cabe aos discípulos fazerem a escolha certa. E nem sempre eles fazem. E nem sempre a culpa é deles. Nem sempre os mestres os guiam da maneira certa, não existe uma linha exata entre o certo e o errado.
E ai tem a Leia, que desde 1977 não aceitou ser a princesinha subordinada, ela lutou junto pelo povo dela. E vai ser pra sempre a nossa princesa-general. Leia tem esperança de um mundo melhor em meia à guerra, mas não fica de mãos atadas esperando ser salva.
Acho que por ter conhecido a saga já sendo feminista e no auge dos meus 18 anos, sempre enxerguei na Leia uma princesa revolucionária. Ela não usava coroa, vestidos brilhantes ou nada que não fosse prático para batalha. Ela sabe usar uma arma, e usa com maestria.
Leia é tão importante que nos dias de hoje ela é a General suprema da Aliança Rebelde! Ela que manda nos rebeldes! Quer mais girl power que isso? Então toma!
Desde “O Despertar da Força” lançado em 2015 temos a Rey, UMA MULHER JEDI!!!!!! Finalmente!!!!!!! E sendo, além disso, uma personagem forte, cheia de camadas e conflitos, ela é uma jedi, mas ainda assim, uma jovem mulher se descobrindo. A Rey é confusa, fora dos padrões de comportamento femininos. Ela não usa vestidos, saias, nem nada do tipo, Rey usa roupas que sejam úteis e que façam o serviço de cobri-lá no deserto em que vive. Rey luta para viver num planeta prementemente dominado por homens, mas ela tem esperança (olha a esperança aqui de novo!) de que um dia a vida dela vai mudar, e enquanto isso ela não espera sentada pelo príncipe encantado, ela trabalha para ter o que comer.
Star Wars é sobre regimes totalitários, sobre um grupo que se acha mais apto a governar a galáxia que os outros (qualquer semelhança com nazismo não é mera coincidência). Primeiro com os Sith, depois com o Império, agora com a Primeira Ordem.
E sobre resistência, luta, resiliência, rebeldia. Sobre como até in the darkness of times, there must be hope.
Que a gente tem que lutar, lutar, lutar e lutar. Ainda mais se formos mulheres! Star Wars é a melhor franquia de filmes já feitas. E uma das mais feministas também!
May the force be with you.
E assistam ao novo filme, Os Últimos Jedi, ele tá PREENCHIDO de girl power!

