4 em Comportamento/ Convidadas/ Cultura/ feminismo no dia 20.12.2017

A Guerra nas Estrelas é feminista

Cresci sem saber o que era muito bem Star Wars, mas de uma coisa eu sabia, era “coisa de menino”. Enquanto Harry Potter, Crepúsculo e Jogos Vorazes foram sagas que me acompanharam na adolescência, Star Wars era apenas um mito pelo qual eu nunca me interessei. Até os 18 anos.

Desde que descobri Star Wars no início do ano passado, ele se tornou mais que um filme ou uma franquia bilionária. E depois que vi Os Últimos Jedi, filme novo que estreou nessa semana, isso apenas se solidificou.

Texto sem spoilers do mesmo, fiquem tranquilos.

Star Wars significa pra mim esperança, rebeldia, resistência, poder feminino, e tantas outras coisas. Star Wars é mais que apenas uma franquia de filmes de fantasia.

A Força é como a religião, ela tem o lado da luz e da escuridão, e cabe aos discípulos fazerem a escolha certa. E nem sempre eles fazem. E nem sempre a culpa é deles. Nem sempre os mestres os guiam da maneira certa, não existe uma linha exata entre o certo e o errado.

E ai tem a Leia, que desde 1977 não aceitou ser a princesinha subordinada, ela lutou junto pelo povo dela. E vai ser pra sempre a nossa princesa-general. Leia tem esperança de um mundo melhor em meia à guerra, mas não fica de mãos atadas esperando ser salva.

Acho que por ter conhecido a saga já sendo feminista e no auge dos meus 18 anos, sempre enxerguei na Leia uma princesa revolucionária. Ela não usava coroa, vestidos brilhantes ou nada que não fosse prático para batalha. Ela sabe usar uma arma, e usa com maestria.

Leia é tão importante que nos dias de hoje ela é a General suprema da Aliança Rebelde! Ela que manda nos rebeldes! Quer mais girl power que isso? Então toma!

Toda garota tem uma rebelião dentro de si – ilustra: Sydney Maria Hughes

Desde “O Despertar da Força” lançado em 2015 temos a Rey, UMA MULHER JEDI!!!!!! Finalmente!!!!!!! E sendo, além disso, uma personagem forte, cheia de camadas e conflitos, ela é uma jedi, mas ainda assim, uma jovem mulher se descobrindo. A Rey é confusa, fora dos padrões de comportamento femininos. Ela não usa vestidos, saias, nem nada do tipo, Rey usa roupas que sejam úteis e que façam o serviço de cobri-lá no deserto em que vive. Rey luta para viver num planeta prementemente dominado por homens, mas ela tem esperança (olha a esperança aqui de novo!) de que um dia a vida dela vai mudar, e enquanto isso ela não espera sentada pelo príncipe encantado, ela trabalha para ter o que comer.

Star Wars é sobre regimes totalitários, sobre um grupo que se acha mais apto a governar a galáxia que os outros (qualquer semelhança com nazismo não é mera coincidência). Primeiro com os Sith, depois com o Império, agora com a Primeira Ordem.

E sobre resistência, luta, resiliência, rebeldia. Sobre como até in the darkness of times, there must be hope.

Que a gente tem que lutar, lutar, lutar e lutar. Ainda mais se formos mulheres! Star Wars é a melhor franquia de filmes já feitas. E uma das mais feministas também!

May the force be with you.

E assistam ao novo filme, Os Últimos Jedi, ele tá PREENCHIDO de girl power!

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4 Comentários

  • RESPONDER
    Joci
    20.12.2017 às 14:54

    Eu, que nunca assisti Star Wars, por pura preguiça do hype que todo que filme lançado gera, preconceito (???) mesmo, agora to com vontade de assistir. hahaha
    Adorei o texto :*

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    Ana Luiza
    20.12.2017 às 15:16

    Texto maravilhoso. Amo ver o quanto Star Wars coloca as mulheres numa posição de líderes, de lutadoras, de guerreiras mesmo e o quanto isso inspira as meninas, que logo serão mulheres tão fortes quanto as personagens que assistem. Umas das melhores, se não a melhor franquia que existe ❤️

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    Sil
    22.12.2017 às 19:27

    Errr… Padme é uma donzela em perigo, ela pode até participar de uma cena ou outra de ação MAS no fim das contas toda a história dela gira em torno de um romance. No segundo filme existem VÁRIAS mulheres Jedi, e no antigo universo expandido existia um jogo com a melhor história de todos os tempos – qualquer fã de verdade queria ver esses filmes serem feitos – chamada KOTOR (Knights of the Old Republic) onde uma das personagens deveria ser filha de uma das Jedi mais fortes da galáxia que é Nomi Sunrider.

    Aliás em Rogue One a mãe da personagem principal é claramente uma Jedi também. Sem falar que no trailer do filme VII o Luke dizia “A força é forte na minha família, eu tenho, meu pai tinha e minha irmã tem” e mostrava a mão da Leia pegando um Lightsaber, o que deixou vários fãs decepcionados por ela não aparecer usando a Força no filme.

    Agora é legal falar sobre isso, mas o problema é não saber do machismo e dos abusos que Carrie sofreu na Saga Original. Lucas fez com que ela emagresse absurdamente, não usasse calcinha e sutiã pois no espaço ninguém deveria usar calcinha e sutiã, e a famosa roupa de escrava sexual do Jabba The Hutt até hoje é contestada sobre ser necessária ou não, além de outras situações. Carrie foi a primeira a dizer que se era para fazer a Rey que ela não passasse por tudo o que ela passou e a própria Padme com sua roupa colada e rasgada em lugares estratégicos.
    Star Wars não precisa ser uma coisa de meninos, eu cresci amado a série, mas é preciso entender que ela não é esse universo de sororidade e “Girl Power” que muitos fãs novos acham. Muito pelo contrário, hoje nós brigamos com os marmanjos mais velhos pq nós estamos lá desde o começo com eles. Pq nós também temos a Capitã Phasma que comanda um exército de Stormtroopers, por exemplo.

    Ah! E a força não é bem uma religião, ela só é mostrada assim em Rogue One. Na verdade a força é a própria energia existente no Universo e alguns seres são capazes de sentir e também manipula-lá. Os Jedis acreditavam que em dois tipos diferentes de uso para Força: um seria a Força Viva e o outra a Força Unificadora. Já os Siths acreditam que a Força é apenas uma ferramenta para ganho pessoal. Ou seja, pessoas diferentes acreditam que devem servir a Força de forma diferente.

    Bem, fico por aqui, até pq no fim todo mundo sabe que o verdadeiro herói de todos os filmes é um robô: R2-D2!

    E que a Força fique com vocês!

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    Divana Barbosa
    03.01.2018 às 7:55

    Só passando pra confirmar:
    Assistam O Último Jedi.
    Eu sou feminista com alguns princípios e Star Wars está de parabéns!

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