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Autoconhecimento

0 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 21.02.2019

Limites emocionais, você sabe como impor os seus?

Quando falamos nas várias facetas que influenciam nossa autoestima, a conversa sobre impor limites sempre aparece. Quando falamos que esses limites precisam ser físicos, como se afastar da pessoa, não abrir uma porta, é algo que se compreende facilmente.

Porém, existem os limites emocionais. E esses são maiores e mais profundos.

Os limites emocionais não são tão fáceis de ver, mas são igualmente importantes. Especialmente com a família, os limites emocionais são os mais difíceis de estabelecer.

Essa época de férias até o Carnaval é geralmente quando temos mais contato com nossas famílias. E geralmente, é quando vemos mais queixas a esse respeito. Se você não tem limites adequados com sua família, sogros ou até mesmo amigos, há muito estresse desnecessário nessa época em especial.

Sendo bem direta: pessoas autoconfiantes sabem criar, comunicar e impor seus limites emocionais. Veja três motivos pelos quais você precisa criar limites emocionais na sua vida e avalie se este é o seu caso.

Você se faz de forte todo o tempo

Você é o tipo de pessoa que se faz de durona, veste a carapuça da mulher forte e acaba não pedindo ajuda pra nada? Seja na vida pessoal, no relacionamento ou no trabalho.

Bem, a verdade é que você não precisa carregar tudo sozinha. Só quem não confia em si mesma acaba não pedindo ajuda quando necessário. A impressão que dá é que você quer sempre provar pra si e pros outros que tem valor. E por isso, acaba se colocando em uma redoma de vidro impenetrável, onde teoricamente você não precisa de ninguém.

Aceite o elogio, peça ajuda quando necessário, deixem que paguem uma conta de um jantar. Você não é mais forte ou independente por causa disso.

 Você não prioriza suas necessidades

Acredite ou não, você está 100% no controle de suas ações. Mas só porque você está no controle, não significa que você está alinhando suas ações com suas necessidades. É como ter um carro e entregar as chaves. O carro ainda é seu, mas você está deixando alguém dirigir.

Logo, você percebe que não é mais você, nunca perde tempo fazendo coisas de que gosta e pode até mesmo começar a ficar ressentida com as pessoas que ama. Mesmo quando você tem relacionamentos saudáveis, pode se perder neles se não tiver limites emocionais.

Quando você sempre deixa que decidam por você,  é um sinal de que seus limites emocionais precisam ser elevados. Muitas vezes nos sentimos culpadas por dizer “não” a outra pessoa. No entanto, quando você coloca as necessidades de todos os outros antes das suas, a pessoa que você diz “não” é você mesmo. Dizer “não” aos outros para que você tenha energia para si mesmo é, na verdade, uma das formas mais poderosas de autocuidado que você pode praticar. Além disso – quando as pessoas realmente se importam com você, elas vão querer que você faça coisas de que gosta, só porque você gosta delas!

Você permite pensar coisas ruins a seu respeito

Todo mundo em algum momento questiona suas habilidades. Isso é normal, mas o que acontece quando a maioria dos seus pensamentos é crítica? Permitir esse tipo de pensamento negativo é um sinal de falta de limites consigo.

Sim, você pode ser seu maior vilão. Isso também significa que você pode ser sua maior incentivadora. A parte boa disso é que, como você é o problema, fica muito mais fácil de resolver, afinal a solução também está em você. Tudo se resume a praticar a confiança em vez de criticar. Definir limites com você torna mais fácil definir limites com os outros.

Pense em seus limites emocionais, aprenda a priorizá-los para o bem da sua sanidade mental. E tenho certeza que sua vida vai ficar muito mais fácil!

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0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 07.02.2019

Palavras têm poder. Você já pensou no peso das suas?

As palavras tem poder. E por mais que pareça óbvio, nem sempre isso fica tão claro assim. Quando digo isso, não quero falar apenas da escolha de palavras positivas para atrair coisas boas ou desejar outras tantas. As palavras também podem acabar com a autoestima das pessoas. Elas têm o poder de impactar alguém positiva e negativamente, deixando marcas. E esse poder não tem força apenas momentaneamente.

Já que palavras têm poder, devemos ser mais responsáveis com as palavras que escolhemos.

Pense em casos de pessoas que carregaram medo, culpa, outras angústias e inseguranças. Provavelmente em algum momento, alguém disse algo para elas que causou isso. Algo que construiu essa crença limitante. Palavras deixam legados. Em crianças e adolescentes, elas podem deixar marcas pesadas.

Frequentemente vemos casos, seja na vida ou no grupo do Papo no Facebook, em que pessoas ficaram emocionalmente abaladas com o que para o outro foi apenas um comentário. Muitas vezes algo falado sem intenção de maldade. Apenas por falta de tato ou por falta de consciência. Só que não controlamos como o outro recebe essa informação, e isso pode ter, sim, um impacto mais profundo. Afim de evitar isso, precisamos lembrar que palavras têm poder. E que podemos dosar e rever se nossos comentários têm doses de preconceito, crueldade ou carregam algum estigma que pode fazer mal à outra pessoa.

Buscando uma escolha mais responsável e produtiva no que falamos é que a empatia se faz tão importante!

Não podemos controlar o impacto que as nossas palavras terão sobre a vida da outra pessoa que vai ouvir. Por isso, se botar no lugar do outro é tão importante.

É egoísta demais pensar que “eu sou responsável pelo que eu falo, não pelo que o outro entende”. Um argumento como esse nos isenta de pensar com responsabilidade no peso que nosso julgamento tem sobre a vida do outro. Justamente porque o outro é um ser humano, e tem suas falhas, assim como eu e você! O outro pode ser impactado de uma maneira péssima porque alguém, no auge do próprio egocentrismo, não pensou em como a outra pessoa iria se sentir ao ouvir o que foi dito.

Isso não significa que você não possa ser sincero e honesto com as pessoas que você ama. Muito menos que não possa alertar alguém que esteja fazendo que não seja tão legal. Eu sou daquelas que acredita que amizade verdadeira é aquela que puxa a sua orelha quando necessário. Porém, é possível dizer coisas duras sabendo que minhas palavras têm poder. Dessa forma, consigo encontrar um jeito que não magoe ou que prejudique a autoestima do outro.

“Ah, mas se eu viver tendo cuidado com fulana, ela nunca vai amadurecer. O mundo não é assim”.

Realmente não é, mas você pode ser! Você pode ser quem vai começar a mostrar às pessoas ao seu redor que podemos ser mais amorosos, cautelosos e gentis com quem gostamos e convivemos. Pessoas diferentes respondem a estímulos diferentes, nem todo mundo reage de forma positiva e produtiva à comentários cruéis.

Tenha sempre em mente que as palavras têm poder. Mesmo quando parecem brandas, mesmo quando parece que não é grave. Nós não estamos na pele do outro para saber a dimensão que isso pode ter. Por isso, e justamente por isso, é importante que sejamos sempre empáticos e façamos o possível para se colocar no lugar do outro.

Traga pra você: seria útil e proveitoso receber esse conselho? Ótimo, dê o conselho sem diminuir o esforço do outro, escolha bem as palavras. Você se magoaria com as palavras que está usando? Se sim, reformule a frase. Ao repensar, viu que era apenas um julgamento por você pensar diferente do outro? Repense se vale a pena impor sua verdade, dado que seus valores são diferentes!

Dar o verdadeiro peso para o legado das nossas palavras é também um ato de auto responsabilidade.

Quanto mais refletimos sobre o que realmente queremos dizer, menos julgamos o outro a partir do nosso umbigo. Projetamos menos de nós nele e assim podemos aprender mais com essa troca.

Esse cuidado pode mudar completamente a nossa forma de se expressar e, consequentemente, melhorar significativamente a qualidade das nossas relações.

Trabalhar a nossa autoestima de uma forma generosa é entendermos que temos responsabilidade com o processo de desenvolvimento da autoestima do outro. Então, que tal não prejudicarmos a autoestima de quem a gente ama? Que tal assumirmos que nossas palavras têm poder e entender o que podemos fazer para sermos melhores?

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0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 04.02.2019

Equilíbrio não é a mesma coisa que dar conta de tudo sempre.

Equilíbrio parece ser o segredo de toda pessoa bem sucedida, não importa em que área. Se você for ver, sempre que essas pessoas falam sobre seus segredos, elas mencionam um equilíbrio entre o trabalho e o lazer. Entre ser mãe e ser mulher. Entre horas de sono e horas trabalhadas. Ficamos sempre com a sensação de que parece algo fácil. Mas quando tentamos adaptar isso para nossa realidade, nos atolamos aqui e ali com as tarefas, os desejos, as vontades e a organização da vida. Fácil? Só para os outros, pelo jeito.

A questão é que esse equilíbrio que a gente imagina, como na balança, idêntico para os dois lados, não existe.

E se a gente tentar perseguir esse objetivo, iremos falhar miseravelmente todas as vezes. E achar que nunca conseguiremos ser bem sucedidas na vida.

Tirando as necessidades básicas como dormir e comer – e mesmo elas não vêm em uma medida certa para todas as pessoas – na vida a gente vai levando as coisas como dá. Tem fases em que a gente trabalha um pouco mais do que se diverte. Em outras, os momentos livres têm mais espaço na agenda. Isso eu poderia considerar equilíbrio.

Porém, a todo tempo somos bombardeadas de mensagens mostrando que temos que desenvolver todos os nossos papéis todos os dias. Que ser bem sucedido é achar equilibrio, mesmo tendo que equilibrar 200 pratinhos com apenas 2 mãos.

Tem dias em que só dá pra ser profissional (e ainda assim com esforço), tem dias em que só dá pra ser mãe, ou nossa agenda fica comprometida em tarefas de casa, cuidar dos pais e qualquer outra coisa. E tem dias em que dá sim, pra fazer um pouco de tudo.

E quem disse que viver assim não é ter uma vida equilibrada?

“Você tem as mesmas horas no dia que a Beyoncé” – não caia nessa roubada, caso contrário tudo que você sentir é sobrecarga

Uma vida em equilíbrio é aquela em que você se sente feliz e realizada sendo você. Mesmo que as tarefas fiquem às vezes pela metade ou que não dê tempo de fazer tudo o que gostaria. Se você se sente feliz sendo quem é e fazendo o que se propôs a fazer naquele dia, eu considero equilíbrio. 

Não caia nessas ciladas de “o dia de fulana também tem 24 horas, qual a sua desculpa?”. Ninguém, nem a Beyoncé (que é a celebridade mais citada nessas frases), não consegue fazer todas as coisas. Mesmo com toda ajuda do mundo, ela também vai se sentir em falta com algo, assim como você. A vida vai acontecendo, a gente vai fazendo o que dá pra fazer, e tá tudo bem assim. Nenhuma de nós precisa carregar o peso de ter que ser, além de tudo, uma pessoa que tem esse falso equilíbrio que nunca se realiza de maneira igual e proporcional. Isso não é real, muito menos humano.

Então, ao invés de comparar o seu processo com o de pessoas que estão te vendendo uma ideia irreal de equilíbrio, que tal tentar encontrar o equilíbrio dentro de si mesma? Sabendo e compreendendo que vamos fazendo o que for prioridade, no tempo que conseguirmos, mas sempre da melhor maneira possível. E que isso sim é ser, de fato, equilibrada.