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Autoconhecimento

1 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 18.05.2020

Você é o imã de alguém que te botou na geladeira?

Quem nunca se viu em alguma relação onde a importância que damos para a pessoa é muito maior do que a que ela dá para a gente? Quem nunca se esforçou demais pra pertencer e, mesmo usando todas as energias pra fazer dar certo, nunca pareceu o suficiente?

frase: @eufuipoeta

Não precisa ser relacionamento amoroso, não. Pode ser amizade, pode ser na vida profissional, pode ser familiar….Não importa de onde vem, estamos aqui para lembrar que é cilada, Bino.

E a coisa mais curiosa desse tipo de estrutura é que a culpa não é só da outra pessoa, não. Sei que é fácil a gente culpar a outra parte. Se vitimizar costuma ser um caminho mais aconchegante nessas estruturas, mas a verdade é que isso também nos impede de enxergar nossa parcela de culpa na equação. Já reparou que geralmente caímos nessas roubadas em momentos de maior insegurança?

Não é à toa. Quando não conseguimos sustentar quem somos, a gente acaba permanecendo em lugares onde não cabemos direito. São em momentos de maior insegurança que tentamos nos encaixar onde não faz sentido. Fazemos o impossível para agradar, inclusive passando por cima de vontades e até mesmo valores. Identificar qual a sua parcela de responsabilidade nessa equação não só é preciso como é saudável!

Se você está sentindo que virou o imã de alguém que te pôs na geladeira, que tal aproveitar esse momento para mudar essa situação?

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 27.04.2020

Autocuidado em tempos de pandemia

Sabe aquela instrução da aeromoça em viagens de avião? Ela fala, mais ou menos assim: em caso de despressurização coloque a máscara primeiro em você, e depois em quem precisa da sua ajuda. Você já parou para pensar sobre isso?

Você conseguiria fazer isso? Se do seu lado, estivesse seus pais, seus avós, sua irmã, suas filhas? Como seria colocar a máscara primeiro em você e depois naqueles que você ama?

Léa Taillefert

Uma difícil escolha. No entanto, como ajudar alguém sem ar? Se sua ajuda não der certo, você e a pessoa ficam em maus lençóis. Por isso, acho que precisamos falar de autocuidado.

Muitas vezes nós ligamos essa palavrinha a cuidar do corpo. Fazer uma hidratação no cabelo, manter uma rotina de skincare, comer de forma balanceada, dormir bem, fazer exercícios orientada por um profissional. Tudo isso pode contribuir para seu autocuidado. Nestes tempos de pandemia, além disso tudo, usar máscara ao sair de casa, lavar sempre as mãos, usar alcool 70% entre outros cuidados, podem também te ajudar a proteger a si mesma e aos outros. 

Para além das questões corporais, é também destinar um tempo para olhar para si mesma.

Uma autoanálise para ter consciência dos seus limites, possibilidades e desejos. Isso é fundamental para entender quem é você e que pode mudar quantas vezes quiser. Nestes tempos de pandemia, quarentena, isolamento social ou mesmo distanciamento somos “convidadas” a olhar para dentro de nós mesmas. A dedicar um tempo nos cuidando. O que temos feito neste tempo? 

Será que temos colocado a máscara primeiro em nós mesmas? Ou nos outros? O quanto temos fugido de nós mesmas quando temos a oportunidade ímpar de olhar e cuidar de nós? Preparar um chá, meditar, comer uma sobremesa, conversar com sua rede de apoio, ouvir uma boa música, tomar um banho demorado, chorar. Essas coisas também podem ser estratégias de autocuidado fundamentais em tempos tão áridos e incertos. 

1 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 03.03.2020

Feliz ano novo, seja ele sabático ou não.

Eu gostaria de tirar o tal ano sabático. Pegar a mochila e ir andar pelo mundo. Quando mandasse mensagem, eu responderia: “estou rezando com as mulheres na Índia”. Tudo isso poderia ser possível se eu não tivesse uma filha de 11 anos e um trabalho, onde isso está fora de cogitação. 

No entanto, é possível alguns aprendizados aqui mesmo da zona norte do Rio de Janeiro. Mas antes, agora que Carnaval terminou: Feliz Ano Novo!!!

Imagem: Amy Shamblen

Voltando ao assunto, o que posso fazer sem pegar a mochila e ir para Bali?

Posso aprender a dizer não ao que me incomoda. Ao que não combina mais, ao que não tem a ver. A relacionamentos tóxicos ou que não te acrescentam nada. 

Amizades reais aguentam meus surtos e perguntam: “mana o que está acontecendo com você?” Um namorado de verdade não vai criticar meu jeito de ser. Uma família amorosa vai me apoiar em todos os momentos. 

Vou seguir me conhecendo. Aproveitar aquele vinho, cinema, teatro, até aquele chopp no final de tarde sozinha. Amigos e parceiros (as) não são pessoas para preencherem lacunas na minha agenda. O mesmo acontece com filhos, eles crescem e as demandas mudam.

Minha história é única e incomparável. Não a comparo com ninguém. Cada um vive sua história, que tem altos e baixos, sucessos e fracassos. Quando me comparo, esqueço de celebrar minhas virtudes e conquistas. Minha autoestima não pode estar calcada em me sentir melhor do que outro, repense isso. Tenho orgulho de você!

Os outros são espelhos de mim mesma. A forma como os interpreto diz mais sobre mim do que sobre eles. Então, procure se ver com mais complacência e ter mais complacência com os outros. É mais fácil quando vemos o outro como espelho de nós mesmos. O outro nos muda e nós mudamos o outro.

Por fim e não menos importante, vá ao encontro de quem é real e recíproco em sua vida. Pare de insistir em relações vazias e sem troca, sejam elas: familiares, amorosas ou fraternais. 

E, por fim, março, ano que se inicia. Faça diferente. Seja diferente. Você não perde nada em tentar.

Bebam água.
Abracem.
E sejam felizes.