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Autoestima

0 em Autoestima/ Comportamento/ Destaque no dia 01.06.2020

10 passos para uma aliança antirracista

A Ingrid Silva, que já participou de alguns posts aqui no Papo, divulgou o link da Mireille Charper onde ela fez um pequeno passo a passo de como ser uma aliada na luta antirracista. Como o texto está em inglês, achei que valia a pena traduzir e deixar aqui, para todas vocês que queiram se juntar ao movimento. Para quem quiser ver o original, é só clicar aqui.

1 – Entender o que uma aliança antirracista significa:

“A aliança superficial serve apenas para alavancar o aliado. Ela pode até chamar a atenção mas não se aprofunda e não é direcionada para quebrar os sistemas de poderes opressores.” – Latham Thomas

2 – Dar uma olhada no seus amigos, familiares, colegas de trabalho e conhecidos negros:

Esse é um momento emotivo e traumático para a comunidade. Dar uma olhada na sua rede de contatos e checar se está tudo bem significa mais do que você pode imaginar. Pergunte como você pode oferecer suporte.

3 – Se prepare para trabalhar:

Entenda que reconhecer seus privilégios como pessoa branca não vai ser uma experiência bonita ou divertida. É necessário sentir culpa, vergonha e raiva no meio do processo.

4 – Leia trabalhos antirrascistas:

Não é suficiente se dizer antirracista, você precisará ler para entender e combater o racismo. Algumas leituras importantes para seu aprendizado (e com foco em um feminismo interseccional):
Mulheres, Raça e Classe – Angela Davis
Rumo a um feminismo descolonial – Maria Lugones
Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil – Sueli Carneiro
O feminismo é para todo mundo – bell hooks
Irmã Outsider – Audre Lorde
Memórias da Plantação – Grada Kilomba

5 – Não compartilhe conteúdos traumáticos:

Não importa as suas intenções, é vital considerar que o compartilhamento de pessoas sofrendo abusos e violência pode gerar gatilhos em pessoas negras. Evite compartilhar esse conteúdo que desumaniza pessoas negras.

6 – Doe para fundos e apoie iniciativas:

Considere apoiar plataformas e iniciativas que apoiam pessoas negras. Algumas que podemos indicar no Brasil são o Voz das Comunidades, Perifa Connection, Bibliopreta (que inclusive estamos fazendo vários cursos e indicamos), Winnieteca são alguns deles.

7 – Não centralize a narrativa para você:

Apesar de ser legal você empatizar com as histórias, agora não é hora de dividir suas experiências pessoas em uma narrativa que não é sobre você. Isso, na verdade é danoso e tira o foco da gravidade da situação. Deixe seu ego de lado.

8 – Continue apoiando mesmo depois das manifestações:

Não é preciso que um ato de brutalidade ou o fato de uma situação ter se tornado viral para você mostrar seu apoio. Continue apoiando criadores negros, iniciativas negras e organizações DEPOIS que a atenção para esse assunto diminuir.

9 – Pare de apoiar organizações que promovam discursos de ódio:

Se você consumir conteúdos que promovam discursos de ódio ou preconceituosos, você está contribuindo para o problema. Ao mesmo tempo, pare de apoiar organizações que amam a cultura negra, mas não usam sua voz para discutir questões que estão afetando a comunidade negra.

10 – Comece a sua estratégia de longo prazo:

O que você está fazendo a longo prazo para promover uma mudança? Você pode ser mentor de um jovem estudante? Você pode ser a administradora ou curado de uma organização que apoie a comunidade negra? Você pode voluntária? Faça um esforço para fazer coisas que sejam valiosas no longo prazo.

1 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 18.05.2020

Você é o imã de alguém que te botou na geladeira?

Quem nunca se viu em alguma relação onde a importância que damos para a pessoa é muito maior do que a que ela dá para a gente? Quem nunca se esforçou demais pra pertencer e, mesmo usando todas as energias pra fazer dar certo, nunca pareceu o suficiente?

frase: @eufuipoeta

Não precisa ser relacionamento amoroso, não. Pode ser amizade, pode ser na vida profissional, pode ser familiar….Não importa de onde vem, estamos aqui para lembrar que é cilada, Bino.

E a coisa mais curiosa desse tipo de estrutura é que a culpa não é só da outra pessoa, não. Sei que é fácil a gente culpar a outra parte. Se vitimizar costuma ser um caminho mais aconchegante nessas estruturas, mas a verdade é que isso também nos impede de enxergar nossa parcela de culpa na equação. Já reparou que geralmente caímos nessas roubadas em momentos de maior insegurança?

Não é à toa. Quando não conseguimos sustentar quem somos, a gente acaba permanecendo em lugares onde não cabemos direito. São em momentos de maior insegurança que tentamos nos encaixar onde não faz sentido. Fazemos o impossível para agradar, inclusive passando por cima de vontades e até mesmo valores. Identificar qual a sua parcela de responsabilidade nessa equação não só é preciso como é saudável!

Se você está sentindo que virou o imã de alguém que te pôs na geladeira, que tal aproveitar esse momento para mudar essa situação?

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 27.04.2020

Autocuidado em tempos de pandemia

Sabe aquela instrução da aeromoça em viagens de avião? Ela fala, mais ou menos assim: em caso de despressurização coloque a máscara primeiro em você, e depois em quem precisa da sua ajuda. Você já parou para pensar sobre isso?

Você conseguiria fazer isso? Se do seu lado, estivesse seus pais, seus avós, sua irmã, suas filhas? Como seria colocar a máscara primeiro em você e depois naqueles que você ama?

Léa Taillefert

Uma difícil escolha. No entanto, como ajudar alguém sem ar? Se sua ajuda não der certo, você e a pessoa ficam em maus lençóis. Por isso, acho que precisamos falar de autocuidado.

Muitas vezes nós ligamos essa palavrinha a cuidar do corpo. Fazer uma hidratação no cabelo, manter uma rotina de skincare, comer de forma balanceada, dormir bem, fazer exercícios orientada por um profissional. Tudo isso pode contribuir para seu autocuidado. Nestes tempos de pandemia, além disso tudo, usar máscara ao sair de casa, lavar sempre as mãos, usar alcool 70% entre outros cuidados, podem também te ajudar a proteger a si mesma e aos outros. 

Para além das questões corporais, é também destinar um tempo para olhar para si mesma.

Uma autoanálise para ter consciência dos seus limites, possibilidades e desejos. Isso é fundamental para entender quem é você e que pode mudar quantas vezes quiser. Nestes tempos de pandemia, quarentena, isolamento social ou mesmo distanciamento somos “convidadas” a olhar para dentro de nós mesmas. A dedicar um tempo nos cuidando. O que temos feito neste tempo? 

Será que temos colocado a máscara primeiro em nós mesmas? Ou nos outros? O quanto temos fugido de nós mesmas quando temos a oportunidade ímpar de olhar e cuidar de nós? Preparar um chá, meditar, comer uma sobremesa, conversar com sua rede de apoio, ouvir uma boa música, tomar um banho demorado, chorar. Essas coisas também podem ser estratégias de autocuidado fundamentais em tempos tão áridos e incertos.