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resenha de livros

0 em Book do dia/ Comportamento/ Destaque no dia 17.06.2019

Book do dia: dois livros sobre felicidade

Se tem um assunto que abordamos muito aqui no Papo sobre autoestima, mas nem sempre com esse nome, é felicidade. Queremos viver em paz com nós mesmas e com os outros. E o motivo? Ser feliz. Sempre.

Infelizmente, taí uma coisa que não existe guia, nem fórmula. Mas existe muita vontade – ao menos da nossa parte – em entender e procurar o que funciona pra cada uma de nós. E se no meio disso pudermos indicar dicas de boas leituras a respeito, é o que vamos fazer.

Andei lendo dois livros sobre felicidade recentemente e gostaria de dividir com vocês. São duas leituras que acrescentam não só na nossa vida, mas também na de quem convive com a gente (afinal, iremos indicar offline também)

O jeito Harward de ser feliz, de Shawn Achor

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“Você não precisa ter sucesso para ser feliz, mas precisa ser feliz para ter sucesso”. Foi essa a frase que me ganhou e me fez levar o livro.

Aliás, vocês sabiam que o curso mais disputado de Harvard não é sobre finanças ou Direito? Como já dá para imaginar pelo andar desse post, o tal curso mais disputado é sobre felicidade. E que agora virou livro.

É uma leitura leve e que te prende a atenção toda hora. Shawn Achor te mostra e te dá exemplos práticos que corroboram a teoria de que ser feliz é o verdadeiro segredo do sucesso. E isso vai direto nas nossas questões, onde achamos que ter o peso X, fazer a viagem y, o emprego z, o amor da vida ou qualquer outra conquista nos fará feliz, quando o que rola é exatamente o contrário. Shawn te prova isso mostrando provas de todas as áreas a respeito.

Pra mim foi fundamental para dar uma chacoalhada nas ideias. Também me abriu novas perspectivas e possibilidades de uma vida mais leve e feliz no meio de tanta carga de trabalho e estresse. Outra coisa positiva foi que reforçou o que eu sempre acreditei: encarar as coisas de maneira positiva impacta positivamente na nossa vida.

Projeto Felicidade, de Gretchen Rubin.

Gretchen Rubin tinha uma vida ótima e nada a reclamar. Bom trabalho, um marido excelente, duas filhas lindas e saudáveis. Um dia, ela percebeu duas coisas: que o tempo passa e que ela não estava focada no que era de fato importante. Eu sei que parece obvio, mas as vezes as pessoas precisam de um chacoalhão do óbvio mesmo,

A partir daí, ela decidiu se dedicar ao que chamou de “Projeto Felicidade” por um ano. E que isso a ajudaria a aproveitar melhor todas as coisas boas que ela já tinha. O que eu acho o grande lance desse livro é que ele não fala de uma reviravolta na vida, uma grande mudança ou é uma história de superação de alguém que estava na pior e deu a volta por cima. Ela apenas se limitou a olhar a vida de forma realista, estipulando metas e reorganizando prioridades. De um jeito muito agradável e com base em estudos e outras leituras que ela fez à respeito, ela vai contado suas experiências que a ajudaram nesse ano. Quando você menos esperar, já terminou o livro com um quentinho no coração.

E você? Tem algum livro sobre felicidade que mudou sua forma de agir para indicar?

0 em Book do dia/ Comportamento no dia 11.01.2019

Book do Dia especial: Indicação das seguidoras!

Eu sempre venho aqui indicar algumas leituras que me interessaram. O Book do Dia é uma categoria do blog que eu já pensei em tirar diversas vezes, mas tenho o maior apego. Amo dividir coisas que gostei, amo ter esse espaço de troca e de aumentar minha lista de leituras pendentes. Amo mais ainda quando alguém vem falar pra mim que leu algo que eu indique. Enfim, Book do Dia é minha tag do coração.

Mês passado eu fui levar o Book do Dia para o instagram e só fiz uma pergunta: pedi para as seguidoras contarem quais leituras foram mais marcantes em 2018. E hoje, eis o tal Book do Dia especial. Para dividir alguns dos livros que foram mais indicados por vocês. As sinopses explicam um pouco mais do que esperar e os links para comprar cada um estão aí também. :)

Book do dia 1 – A sutil arte de ligar o foda-se, de Mark Manson

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“Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva – sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. É um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. É insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o foda-se.

Para os céticos e os descrentes, mas também para os amantes do gênero, enfim uma abordagem franca e inteligente que vai ajudar você a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto. Livre-se agora da felicidade maquiada e superficial e abrace esta arte verdadeiramente transformadora.” – para comprar, clique aqui.

Book do dia 2 – A coragem de ser imperfeito, de Brené Brown

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“Viver é experimentar incertezas, riscos e se expor emocionalmente. Mas isso não precisa ser ruim. Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação, a empatia e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso se distanciam das experiências marcantes que dão significado à vida e acabam se sentindo frustradas.

Por outro lado, aquelas que mais se expõem e se abrem para coisas novas são as mais autênticas e realizadas, ainda que se tornem alvo de críticas e de sentimentos como inveja e ciúme. É preciso lidar muito bem com os dois lados da moeda a fim de alcançar a felicidade de realizar todo o seu potencial.

Depois de estudar a vergonha e a empatia durante seis anos e colher centenas de depoimentos, a autora chegou à conclusão de que compreender e combater a vergonha de errar e de se expor é fundamental para o sucesso. Ninguém consegue se destacar se ficar o tempo todo com medo do que os outros podem pensar.” – para comprar, clique aqui.

Book do dia 3 – Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

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“Protagonista e narradora de Hibisco Roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.” – para comprar, clique aqui (só em e-book).

Book do dia 4 – Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie (to lendo!)

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Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.

Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.” – para comprar, clique aqui.

Book do dia 5 – A morte é um dia que vale a pena viver, de Ana Claudia Quintana Arantes

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“Passamos a vida tentando aprender a ganhar. Buscamos cursos, livros, milhares de técnicas sobre como conquistar bens, pessoas, benefícios, vantagens. Sobre a arte de ganhar existem muitas lições, mas e sobre a arte de perder? Ninguém quer falar a respeito disso, mas a verdade é que passamos muito tempo da nossa vida em grande sofrimento quando perdemos bens, pessoas, realidades, sonhos. Vivemos buscando discursos que nos mostrem como ganhar. Como conquistar o amor da nossa vida, o trabalho da nossa vida.

Para boa parte de nós, a morte é provavelmente o maior de todos os medos. Mas e se a grande questão envolvendo a morte for, na verdade, a vida? Estamos aproveitando nossos dias ou vamos chegar ao fim desta jornada cheios de arrependimentos sobre coisas que fizemos – ou, pior, que deixamos de fazer? De maneira clara e suave, Ana Claudia nos ajuda a ter um novo olhar sobre o modo como gastamos o nosso tempo e sobre a nossa ideia acerca da vida e da morte.” – não achamos para vender online em lugar nenhum :( Se você souber onde está vendendo, conta pra gente.

Book do dia 6 – Kindred – Laços de Sangue, de Octavia E. Buttler

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“Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça. Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida… até acontecer de novo. E de novo. Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.” – para comprar, clique aqui.

Você também tem um Book do Dia que marcou seu ano? Conta pra gente!

0 em Book do dia/ Comportamento no dia 14.12.2018

#bookdodia: O Ano que Disse Sim, de Shonda Rhimes

Esse ano eu li muitos livros que não apareceram por aqui. Muitos deles foram leituras que eu ainda estou absorvendo. E por mais que eu tenha gostado, não soube fazer uma resenha.

Não foi o caso desse livro que eu ganhei de uma amiga – no melhor estilo “lê e se curtir passa para alguém que vai curtir esse livro também”:

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Eu estava sem nenhuma expectativa quando comecei. Brinco que minha relação com a Shonda Rhimes é de amor e ódio, mas na verdade eu a admiro pra caramba. Eu acompanho praticamente todos os trabalhos dela. De Scandal a Private Practice.

Mas não sei por quê, não me empolguei para comprar o livro de cara. Achava que era algo mais voltado pra autoajuda e eu não sou muito fã desse tipo de leitura. Achei que ia apenas ler um livro que tava todo mundo falando e pronto.

Bem, só sei que não a admiro mais. Hoje eu praticamente a venero.

“O Ano que Disse Sim” é basicamente horas e horas de conversa com a própria Shonda Rhimes. 

Como dá para ver na imagem, eu li em inglês. E achei tão engraçado perceber com toda clareza que cada personagem marcante que Shonda Rhimes já criou veio diretamente de sua essência.

Para quem é fã do trabalho dela, esse livro é um prato cheio. Tinha trecho que eu tinha certeza que quem estava escrevendo era Olivia Pope. A parte que ela conta que Cristina Yang é basicamente uma outra versão sua que ela não viveu, me fez amar mais ainda Grey’s Anatomy.

Ela também fala muito de maternidade – já até falei de um trecho aqui no blog. E uma maternidade super desromantizada. Um momento que me marcou foi quando ela deixou claro que sempre estava em falta com alguma coisa na vida. Que a balança nunca se equilibrou. Se ela estava sendo muito bem sucedida no trabalho, com certeza a Shonda mãe estava em falta. É claro que buscar o equilíbrio é saudável, mas eu tendo a me desestabilizar quando não consigo. E vê-la ali, tão aberta quanto a isso me trouxe uma calma, uma sensação que vai dar tudo certo.

Ela também fala sobre oportunidades, sobre não ter sorte na vida. Sobre poder contar com toda uma equipe para fazer a sua vida girar. Eu já li muitas biografias de pessoas bem sucedidas. Mulheres e homens. E algo sempre me incomodava sem que eu soubesse o quê. Descobri nesse livro também.

Essas pessoas sempre contam sobre seus sucessos, mas dificilmente dedicam um espaço fora da dedicatória ou dos agradecimentos para falar sobre os bastidores.

Sobre quem permitiu que essas pessoas pudessem se dedicar à suas carreiras ou ideias sem a vida desandar. Bem, nem preciso dizer que Shonda Rhimes mais uma vez quebrou a regra desse tipo de livro. Existe um capítulo inteirinho dedicado para sua babá. E ele tira um peso muito grande das costas de todas as mães.

Além disso, ela também fala sobre ser a “primeira diferente” por ser uma mulher negra comandando o horário nobre do principal canal de televisão americana. Ela é a primeira a conseguir esse feito. E estar nessa posição faz com que você não possa errar, não possa cometer erros, não tenha segundas chances. É bacana ver como ela está consciente de tudo que está ao seu redor.

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O único momento que me deixou incomodada foi quando ela falou do corpo. Acho que por ter lido Fome antes, eu problematizei demais a forma que ela se auto depreciou só para justificar o emagrecimento. Até achei estranho, justamente por ela ter tantos trabalhos preocupados com representatividade e empoderamento. Por isso mesmo, achei engraçado ver que ela mesma se questionou sobre suas motivações para emagrecer, e eu achei bacana ela falar sobre isso. Mais uma vez, Shonda Rhimes está completamente consciente de tudo que está ao seu redor.

Enfim, foram tantas coisas importantes que eu absorvi nesse livro que acredito que vou continuar falando sobre ele por muito tempo. E foi assim que uma leitura despretensiosa terminou como uma das mais importantes desse ano (e olha que eu li muitos livros bons e impactantes). Como minha amiga falou que era para eu passar pra frente se eu gostasse, aqui está minha indicação.