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resenha de livros

0 em Book do dia/ Comportamento no dia 11.01.2019

Book do Dia especial: Indicação das seguidoras!

Eu sempre venho aqui indicar algumas leituras que me interessaram. O Book do Dia é uma categoria do blog que eu já pensei em tirar diversas vezes, mas tenho o maior apego. Amo dividir coisas que gostei, amo ter esse espaço de troca e de aumentar minha lista de leituras pendentes. Amo mais ainda quando alguém vem falar pra mim que leu algo que eu indique. Enfim, Book do Dia é minha tag do coração.

Mês passado eu fui levar o Book do Dia para o instagram e só fiz uma pergunta: pedi para as seguidoras contarem quais leituras foram mais marcantes em 2018. E hoje, eis o tal Book do Dia especial. Para dividir alguns dos livros que foram mais indicados por vocês. As sinopses explicam um pouco mais do que esperar e os links para comprar cada um estão aí também. :)

Book do dia 1 – A sutil arte de ligar o foda-se, de Mark Manson

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“Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva – sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. É um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. É insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o foda-se.

Para os céticos e os descrentes, mas também para os amantes do gênero, enfim uma abordagem franca e inteligente que vai ajudar você a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto. Livre-se agora da felicidade maquiada e superficial e abrace esta arte verdadeiramente transformadora.” – para comprar, clique aqui.

Book do dia 2 – A coragem de ser imperfeito, de Brené Brown

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“Viver é experimentar incertezas, riscos e se expor emocionalmente. Mas isso não precisa ser ruim. Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação, a empatia e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso se distanciam das experiências marcantes que dão significado à vida e acabam se sentindo frustradas.

Por outro lado, aquelas que mais se expõem e se abrem para coisas novas são as mais autênticas e realizadas, ainda que se tornem alvo de críticas e de sentimentos como inveja e ciúme. É preciso lidar muito bem com os dois lados da moeda a fim de alcançar a felicidade de realizar todo o seu potencial.

Depois de estudar a vergonha e a empatia durante seis anos e colher centenas de depoimentos, a autora chegou à conclusão de que compreender e combater a vergonha de errar e de se expor é fundamental para o sucesso. Ninguém consegue se destacar se ficar o tempo todo com medo do que os outros podem pensar.” – para comprar, clique aqui.

Book do dia 3 – Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

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“Protagonista e narradora de Hibisco Roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.” – para comprar, clique aqui (só em e-book).

Book do dia 4 – Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie (to lendo!)

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Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.

Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.” – para comprar, clique aqui.

Book do dia 5 – A morte é um dia que vale a pena viver, de Ana Claudia Quintana Arantes

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“Passamos a vida tentando aprender a ganhar. Buscamos cursos, livros, milhares de técnicas sobre como conquistar bens, pessoas, benefícios, vantagens. Sobre a arte de ganhar existem muitas lições, mas e sobre a arte de perder? Ninguém quer falar a respeito disso, mas a verdade é que passamos muito tempo da nossa vida em grande sofrimento quando perdemos bens, pessoas, realidades, sonhos. Vivemos buscando discursos que nos mostrem como ganhar. Como conquistar o amor da nossa vida, o trabalho da nossa vida.

Para boa parte de nós, a morte é provavelmente o maior de todos os medos. Mas e se a grande questão envolvendo a morte for, na verdade, a vida? Estamos aproveitando nossos dias ou vamos chegar ao fim desta jornada cheios de arrependimentos sobre coisas que fizemos – ou, pior, que deixamos de fazer? De maneira clara e suave, Ana Claudia nos ajuda a ter um novo olhar sobre o modo como gastamos o nosso tempo e sobre a nossa ideia acerca da vida e da morte.” – não achamos para vender online em lugar nenhum :( Se você souber onde está vendendo, conta pra gente.

Book do dia 6 – Kindred – Laços de Sangue, de Octavia E. Buttler

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“Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça. Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida… até acontecer de novo. E de novo. Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.” – para comprar, clique aqui.

Você também tem um Book do Dia que marcou seu ano? Conta pra gente!

0 em Book do dia/ Comportamento no dia 14.12.2018

#bookdodia: O Ano que Disse Sim, de Shonda Rhimes

Esse ano eu li muitos livros que não apareceram por aqui. Muitos deles foram leituras que eu ainda estou absorvendo. E por mais que eu tenha gostado, não soube fazer uma resenha.

Não foi o caso desse livro que eu ganhei de uma amiga – no melhor estilo “lê e se curtir passa para alguém que vai curtir esse livro também”:

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Eu estava sem nenhuma expectativa quando comecei. Brinco que minha relação com a Shonda Rhimes é de amor e ódio, mas na verdade eu a admiro pra caramba. Eu acompanho praticamente todos os trabalhos dela. De Scandal a Private Practice.

Mas não sei por quê, não me empolguei para comprar o livro de cara. Achava que era algo mais voltado pra autoajuda e eu não sou muito fã desse tipo de leitura. Achei que ia apenas ler um livro que tava todo mundo falando e pronto.

Bem, só sei que não a admiro mais. Hoje eu praticamente a venero.

“O Ano que Disse Sim” é basicamente horas e horas de conversa com a própria Shonda Rhimes. 

Como dá para ver na imagem, eu li em inglês. E achei tão engraçado perceber com toda clareza que cada personagem marcante que Shonda Rhimes já criou veio diretamente de sua essência.

Para quem é fã do trabalho dela, esse livro é um prato cheio. Tinha trecho que eu tinha certeza que quem estava escrevendo era Olivia Pope. A parte que ela conta que Cristina Yang é basicamente uma outra versão sua que ela não viveu, me fez amar mais ainda Grey’s Anatomy.

Ela também fala muito de maternidade – já até falei de um trecho aqui no blog. E uma maternidade super desromantizada. Um momento que me marcou foi quando ela deixou claro que sempre estava em falta com alguma coisa na vida. Que a balança nunca se equilibrou. Se ela estava sendo muito bem sucedida no trabalho, com certeza a Shonda mãe estava em falta. É claro que buscar o equilíbrio é saudável, mas eu tendo a me desestabilizar quando não consigo. E vê-la ali, tão aberta quanto a isso me trouxe uma calma, uma sensação que vai dar tudo certo.

Ela também fala sobre oportunidades, sobre não ter sorte na vida. Sobre poder contar com toda uma equipe para fazer a sua vida girar. Eu já li muitas biografias de pessoas bem sucedidas. Mulheres e homens. E algo sempre me incomodava sem que eu soubesse o quê. Descobri nesse livro também.

Essas pessoas sempre contam sobre seus sucessos, mas dificilmente dedicam um espaço fora da dedicatória ou dos agradecimentos para falar sobre os bastidores.

Sobre quem permitiu que essas pessoas pudessem se dedicar à suas carreiras ou ideias sem a vida desandar. Bem, nem preciso dizer que Shonda Rhimes mais uma vez quebrou a regra desse tipo de livro. Existe um capítulo inteirinho dedicado para sua babá. E ele tira um peso muito grande das costas de todas as mães.

Além disso, ela também fala sobre ser a “primeira diferente” por ser uma mulher negra comandando o horário nobre do principal canal de televisão americana. Ela é a primeira a conseguir esse feito. E estar nessa posição faz com que você não possa errar, não possa cometer erros, não tenha segundas chances. É bacana ver como ela está consciente de tudo que está ao seu redor.

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O único momento que me deixou incomodada foi quando ela falou do corpo. Acho que por ter lido Fome antes, eu problematizei demais a forma que ela se auto depreciou só para justificar o emagrecimento. Até achei estranho, justamente por ela ter tantos trabalhos preocupados com representatividade e empoderamento. Por isso mesmo, achei engraçado ver que ela mesma se questionou sobre suas motivações para emagrecer, e eu achei bacana ela falar sobre isso. Mais uma vez, Shonda Rhimes está completamente consciente de tudo que está ao seu redor.

Enfim, foram tantas coisas importantes que eu absorvi nesse livro que acredito que vou continuar falando sobre ele por muito tempo. E foi assim que uma leitura despretensiosa terminou como uma das mais importantes desse ano (e olha que eu li muitos livros bons e impactantes). Como minha amiga falou que era para eu passar pra frente se eu gostasse, aqui está minha indicação.

0 em Book do dia/ Comportamento/ Destaque no dia 06.11.2018

Book do dia: Mamãe & Eu & Mamãe, de Maya Angelou

Eu tenho uma amiga – que inclusive já participou de um book  do dia aqui – que só me dá dica de livro incrível. Livro que faz a gente pensar, que nos bota em contato com outras realidades e gera pensamentos que a gente não teria. Esse é um deles.

Antes de falar mais sobre, peraí que vou jogar a sinopse:

“Último livro publicado pela poeta e ativista, Maya Angelou, Mamãe & Eu & Mamãe descreve seu relacionamento conturbado com a mãe, a empresária Vivian “Lady” Baxter, com quem voltou a morar aos 13 anos, depois de dez sob os cuidados da avó paterna. É a jornada de uma mãe e filha em busca de reconciliação assim como uma reveladora narrativa de amor e cura.”

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Vou começar pelo fim. Eu terminei o livro no metrô, enquanto ia encontrar umas amigas (essa que me indicou estava no meio inclusive). Tava toda arrumada e maquiada e sem a mínima ideia que estava quase terminando a leitura. Aliás, para mim livro bom é esse que chega no final sem você nem perceber.

Pois bem, contextualizei isso tudo porque a maquiagem não era à prova d’água. E eu saí do metrô com a maquiagem um pouco borrada e os olhos cheios de lágrimas. Para quem não gosta de chorar na frente de ninguém – e para quem não costuma chorar muito com livros – eu falhei miseravelmente.

Mas ao contrário do que eu fiz parecer, “Mamãe & Eu & Mamãe” não é um livro triste. Mas é um livro forte. Sobre uma mãe que foi uma mulher incrível em vários aspectos, mas como Maya fala “que não sabia ser mãe de criança, mas foi uma ótima mãe de adultos”. E, acima de tudo, sobre uma filha que soube perdoar todas as lacunas que a mãe deixou abertas. Que foi deixando a raiva ir embora e permitiu-se preencher cada uma delas ao longo de toda a sua vida.

Vivian Baxter foi uma mulher decididamente forte. Soma-se a isso o pano de fundo de boa parte da história, que se dá justamente na época da segregação racial dos Estados Unidos, e você percebe claramente de onde veio Maya Angelou. A influência da mãe no discurso de Maya é clara, e incrível.

Mas o que mais me impressionou foi o quanto ela soube admitir suas escolhas como mãe sem se culpar por isso. O trecho que mais me marcou no livro todo foi justamente essa:

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Esse trecho me impactou de diversas formas.

O primeiro impacto veio de perceber o tamanho da lucidez que essa mulher teve. Entender que seria pior se ela continuasse insistindo na maternidade não deve ter sido fácil. Se o mundo até hoje julga a mulher que decidiu não ter filhos, imagina então a mulher que teve filhos e descobriu que não era uma boa mãe? Eu sei porque quando eu menos esperava, eu estava julgando Vivian Baxter. E esse trecho do livro fez com que eu me botasse no meu lugar novamente.

O segundo acho que muita mãe vai se identificar. Quem nunca se estressou mais do que deveria com o filho? E depois se sentiu completamente culpada e se achando uma péssima mãe por causa disso? Quando ela diz que ela está explicando, não pedindo desculpas, eu fiquei impressionada com a sua força.

O último impacto veio justamente na sua noção de auto responsabilidade. Ela tomou uma decisão muito difícil e ela encarou as consequências dessa sua decisão. Sem jogar culpa em terceiros, sem se fazer de vítima e, novamente, sem pedir desculpas.

Não foi à toa que eu terminei o livro em lágrimas. Não foi por tristeza, foi por emoção. Termino aqui com esse outro trecho, que também me fez enxergar as coisas por outras perspectivas:

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