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0 em Autoestima/ Destaque/ Saúde no dia 12.03.2019

Gordofobia médica, ou “mal me olhou e disse que eu precisava emagrecer”

Você já ouviu falar de gordofobia médica? Então vou mostrar algumas frases:

-“Eu estava com uma dor de ouvido e enquanto fazia a receita de antibiótico a otorrino disse que eu deveria tomar cuidado com o meu peso”

“Fui à emergência por causa de uma dor de cabeça e o médico perguntou se eu já tinha cogitado bariátrica”

“Não dormia direito há semanas, estava chorando por tudo e fui ao psiquiatra. Ele falou que deprimido devia estar meu marido por ser casado com uma mulher gorda e descuidada”

Veja toda a conversa

Tais relatos têm chegado de forma cada vez mais frequente. Gosto de pensar que é porque finalmente as pessoas percebem o absurdo que representam. Mas também tenho um lado menos positivo, e penso que talvez só esteja sendo falado porque tal fenômeno é crescente. Lembro que ouvia à exaustão durante a faculdade que o preceito primordial da medicina é o “primum non nocere” – “antes de tudo, não fazer mal”. E me pergunto em que ponto da carreira esse ensinamento é pulverizado da prática de alguns colegas. 

Queria muito que essas frases fossem invenção para iniciar um texto, mas todas elas me foram relatadas em atendimentos e ilustram o fenômeno da gordofobia médica. E infelizmente, ele é mais comum do que deveria.

“Mas obesidade é doença!”, gritam logo os “preocupados com a saúde”. Ora, e em que universo defender que um paciente seja acolhido, respeitado e orientado, independente de suas características físicas, significa fazer apologia à obesidade?

É dever de todo médico identificar e propor soluções para eventuais agravos de saúde. Também é dever investigar desde condições de higiene e moradia a hábitos de vida.

Em nosso modelo atual de sociedade, principalmente em centros urbanos, é bastante comum que se passe mais tempo no trabalho e no trânsito do que em casa. Não temos tempo ou qualidade de sono adequado. Nem sempre se consegue tirar férias com medo de perder o emprego. Não sobra tempo ou energia para dedicar-se a atividades prazerosas e divertidas. E as pessoas estão tão estressadas que acabam usando quantidades exageradas de álcool ou outras substâncias. Isso sem falar de não conseguir se exercitar porque falta grana para a academia ou sobra medo de sofrer alguma violência ao fazer uma caminhada no quarteirão. Optamos entre ir ao mercado e preparar refeições balanceadas ou ver o filho acordado.

Poderia falar de mais várias questões atuais, mas vou ficar apenas com essas. Todas as situações citadas trazem risco à integridade física e mental e muitas vezes passam batidas.

Por que estar acima do peso necessariamente ganha o protagonismo de risco à saúde? Taí, gordofobia médica.

Sim, é necessário que se mantenha a seriedade em não desmerecer o impacto da obesidade sobre a mortalidade cardiovascular e o aumento de risco de diversos tipos de câncer. Também precisamos ficar atentos à limitação a diversas atividades cotidianas e mesmo sobre a expectativa de vida.

Porém, engrossar o coro terrorista se mostra inefetivo. Prova disso são os índices altíssimos e crescentes de sobrepeso e obesidade em todas as faixas etárias.

E não só isso. Também afasta uma população cada vez mais numerosa dos serviços de saúde.

Após sofrer gordofobia médica, proferida por profissionais que deveriam trazer conforto e alívio, é comum que a pessoa gorda não busque mais ajuda a não ser em caso de extrema necessidade. A determinação de que toda e qualquer queixa se deva ao sobrepeso também pode deixar passar sintomas e sinais clínicos, inviabilizando um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

>>> Veja também: Na balança: o medo da obesidade adoece a sociedade <<<

Também é nossa obrigação orientar que a obesidade tem caráter crônico, e seu manejo exigirá responsabilidade, tempo, persistência, tolerância a frustrações e reorganização de rotina. Além do desenvolvimento de uma nova relação com a alimentação e o autocuidado como um todo.

É essencial desencorajar a busca por soluções fáceis e imediatas. Essas, muito frequentemente, se mostrarão ainda mais agressivas ao organismo que o sobrepeso inicial. Entram aqui as dietas restritivas radicais, exercícios físicos extenuantes sem supervisão, “fórmulas” com compostos altamente suspeitos e de uso não-regulamentado e comportamentos de risco para transtornos alimentares.

Há inúmeras formas de se promover saúde e evitar doenças graves. Humilhar um ser humano jamais será uma delas.

0 em Convidadas/ corpo/ crônicas no dia 25.01.2019

A gordofobia nada invisível na minha família

Pertenço a uma família que as curvas predominam. Sorrisos e quadris largos. Gargalhadas altas, muita força e garra para lutar e chegar aonde quer. Paralelo a isso, um desejo absurdo de não ser o que realmente é. São anos tentando se encaixar em padrões injustos e cruéis de magreza.

E cada passo revela a gordofobia presente ali.

O bonito está no outro, provavelmente naquela moça alta e magra ali, não em mim. Dia desses ouvi alguém falando para minha filha:

– Come tudo para ficar alta e esbelta como a Crecilda! – Nome fictício para a única prima magra da família, que naturalmente deve ter puxado o biotipo da família do pai.

Bateu uma revolta! Medo de que ela acredite que ser bonita é estar dentro de um padrão X ou Y. Porque ela não pode ser bonita como a mãe? Só porque a mãe é gorda e bem resolvida com isso?

Gorda também é feliz, tem vida sexual, sucesso profissional, namora, casa, tem parto normal, amamenta, dança, usa biquíni no verão, se diverte, é bonita.

Dá para ser tudo que quiser na vida, sem arredar um passo de ser quem você realmente é. Ou sem diminuir um manequim.

ilustra: uma brocolis

E é exatamente assim que me sinto. Às vezes me incomodo e logo percebo que meu incômodo vem dos outros. Vem dos olhares maldosos. Vem do julgamento de “fulana está linda, emagreceu que é uma beleza”, sem se importarem com o motivo real do emagrecimento.

Será que não cogitam perguntar para uma pessoa se ela está realmente bem diante de um emagrecimento repentino? Pode estar triste, pode estar doente, passado por um trauma. Nem todo emagrecimento é proveniente de uma conquista feliz ou saudável. Isso só estigmatiza. Por que gorda é que está sempre com a saúde em risco?

Preocupação seletiva nada mais é que disfarce para preconceito.

Na família, a contagem é aproximadamente a seguinte: duas bariátricas, depressão e alguns transtornos alimentares. O resultado dessa soma? Uma tristeza profunda de poucos enxergarem a sua verdadeira beleza. Aquela que ilumina todo e qualquer ambiente, beleza que sobra e transborda por aqui. A que vem de dentro.

Estive hospitalizada logo depois do parto do meu quarto filho. Uma bactéria forte contraída no bloco cirúrgico quase me levou à morte. Foi mais de um mês entre idas e vindas ao hospital, outras três cirurgias. Emagreci muito e o curioso foi o efeito que isso causou nas pessoas. Até familiares acharam bom o fato de eu ter emagrecido, mesmo nesse contexto. Mesmo sendo resultado de um grave problema de saúde. O emagrecer a todo custo vale até neste quesito.

Sabe o que dói? Por mim mesma, me sinto ótima, me acho linda e sexy. Só que os dedos continuam apontados, percebo o olhar atravessado, a alfinetada nos almoços de domingo. Fico me perguntando quando as mulheres irão perceber o quanto são realmente lindas? Quantas meninas da família ainda ouvirão que precisam emagrecer para agradar alguém? Que a beleza dos quadris e sorrisos largos não é o suficiente, que é preciso emagrecer mais pra ser feliz?

Hoje me preocupo com elas, com as outras mulheres da minha e de tantas outras famílias. Porque quanto a mim, diante de um espelho, visto meu vestido retrô que amo, calço uma sapatilha para correr atrás da cria, capricho no delineador, passo batom vermelho e sinto-me linda. Exatamente como toda mulher deveria se sentir. Exatamente como desejo que elas se sintam.

Você pode ler outros textos do blog também:

Você se submeteria a qualquer coisa pra emagrecer?

A gordofobia da sua mãe é sobre ela, não sobre você!

Preocupação com a saúde vs. Gordofobia

3 em Beleza/ pele/ Publieditorial no dia 18.01.2019

Anthelios Airlicium FPS 70: o melhor para pele oleosa

O primeiro texto a respeito de pele oleosa de 2019 será sobre um produto que estou usando diariamente desde o início de dezembro, quando falei dele no Stories do @futilidades. Fiz um recebidos e apliquei o produto no rosto, vi de cara que iria gostar, mas confesso que fiquei impressionada com o resultado, por isso usei em 100% dos dias em que sai de casa durante o dia, inclusive reaplicando mais de uma vez nos dias de praia.

Vamos falar da nova fórmula do Anthelios Airlicium fator de proteção solar 70? De cara eu achei ele uma excelente evolução. Como já contei aqui, eu gostei muito da versão com cor. Desde sempre usei a tradicional, mas assim como no caso do Minesol Oil Control da Roc, a versão 70 era um pouco mais pesadinha em relação ao fps 30 e fazia um pouco de filme branco ao espalhar, por isso a com cor me ganhava de cara. Eu adorei esse lançamento, porque eu achava que a tecnologia desse protetor precisava estar presente na versão universal e sem cor, inclusive que usei algumas vezes associada com o próprio color dose (das melhores coisas que podiam ser inventadas).

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A meu ver as principais diferenças que pude notar na nova fórmula do produto foram: o toque ficou mais sequinho, mais leve, numa textura que espalha mais fácil. A maior diferença é que por ser mais leve, ele não faz aquele filme branco, o rosto absorve todo o filtro de proteção solar do nosso rosto. 

No rosto só apliquei o produto, que não fez filme branco e absorveu super rápido.

No rosto só apliquei o produto, que não fez filme branco e absorveu super rápido.

Quando mandei mensagem pra minha Dermatologista, Dra. Vanessa Metz, para falar que estava encantada com o tal do Color Dose, ela me lembrou desse lançamento e perguntou se eu já tinha testado, falei que estava curtindo e sentindo claramente essa diferença que eu pontuei pra vocês. Até por causa do melasma, que eu não quero que avance, ter um bom filtro 70 em mãos é fundamental pra mim durante o verão ou os dias de sol.

O produto da linha Anthelios Airlicium foi enviado pra mim pela Drogaria São Paulo, que tem um ecommerce bem bacana, cheio de produtos de marcas muito legais. Tudo que eu amo de da La Roche-Posay está disponível por lá. Se você tem a pele oleosa e briga com o brilho da testa, não deixe de experimentar os filtros solares de rosto com essa tecnologia, já contei aqui no blog, mas vou repetir:

A linha Anthelios Airlicium foi desenvolvida especialmente para o Brasil, especialmente feita para ajudar a gente a ter uma vida mais funcional e prática com a nossa pele oleosa, tão comum por aqui. Os produtos possuem uma tecnologia de controle inteligente de oleosidade, através de sua molécula Airlicium™, patenteada pela L’Oréal e composta por micropartículas matificantes encapsuladas em 99% de ar, que controla dinamicamente o brilho toda vez que a pele produz oleosidade ou umidade. O ativo foi desenvolvido inicialmente para capturar poeira interestelar em operações espaciais, mas acabou ajudando a cuidar da nossa pele por aqui.

Não é a toa que a marca é uma das mais importantes do mercado e super recomendada pelas dermatologistas. O produto é de qualidade, mas mais do que isso, noto uma preocupação super genuína em atualizá-lo sempre para atender todas as demandas da pele da mulher brasileira. Porque podemos economizar e até mesmo negligenciar muitas coisas, mas não com isso. A proteção solar para o rosto ou para toda pele que vai se expor ao sol é cada vez mais um cuidado fundamental para evitarmos câncer de pele, melasma e outras doenças desse órgão, que é o mais extenso do corpo humano. Durante o verão é ainda mais importante optar um fator de proteção alto no. Minha dermatologista Dra. Vanessa Metz, sempre conversa comigo sobre isso e eu levo muito a sério. O alto fator de proteção contra os raios UVA previne o fotoenvelhecimento, o surgimento de manchas solares e evita danos profundos à pele. 

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Ou seja, posso até tentar viajar ou sair com menos coisas, mas sem protetor solar? Não dá! O cuidado vai bem além da estética, apesar de considerar o protetor quase um primer para dia de calor. ;)

Eu vim usando intensamente, como fui muito a praia acredito que essa embalagem pode acabar durando menos de dois meses, mas fora da alta estação creio que irá durar mais. A nova fórmula do protetor está com o preço sugerido de R$ 84,90 e aqui ele está disponível no link da Drogaria São Paulo.

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Não deixe de procurar seu dermatologista, acho que só o profissional pode cuidar e combinar os produtos pra proteger a nossa pele, além de ver o que funciona para cada caso, para cada demanda. Estou na dermatologista desde os 17 anos e seguirei contando, porque esse é um cuidado que não vou parar de ter.

E você, já testou a nova fórmula? Devorou a embalagem como eu? Me conta?

Beijos