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Comportamento

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Comportamento/ Destaque no dia 18.07.2019

3 motivos para seguir: Cecilia Dassi

Pode ser que você não esteja ligando o nome à pessoa, mas a Cecilia Dassi já entrou na sua casa muitas vezes. A ex-atriz mirim cresceu, mas continua com o mesmo jeito doce que a acompanhou durante sua carreira nas telinhas. Hoje ela exerce a profissão de psicóloga e tem um conteúdo muito bacana nas redes sociais.

@cecilia.dassi

Ano passado ela participou do Fim de Semana do Papo, no bate papo sobre maternidade. E teve tanto a acrescentar que todo mundo saiu apaixonado por ela. Se você ainda não teve a chance de seguir a Cecilia Dassi no Instagram, faça isso já! Mas caso você precise, vou te dar alguns de muitos motivos para você perceber que essa troca de carreira foi mais do que perfeita.

Cecilia Dassi te entende

Todo mundo quer se identificar e se sentir acolhido, né? Pois a Cecilia tem um jeito muito acolhedor de falar, cheio de empatia e ponderação, o que faz os stories dela serem sempre uma delicia de assistir. Não importa se o assunto é leve ou pesado, ela consegue trazer isso de uma forma muito bacana e fácil de compreender.

Além disso, ela chega como uma amiga próxima, mas ao mesmo tempo sendo bem clara e assertiva no que pretende dizer, e isso é muito bom.

Ela te mostra que é ok você ser como é

Quantas vezes você já não ficou insegura por alguma característica sua que você não admira? Seja uma timidez, uma dificuldade em se impor, resistência em admitir o erro. Enfim, tem tantas coisas que temos em nós que não gostamos. e ao invés de abraçarmos, preferimos fingir que não existe. Mas elas continuam ali, e fica muito difícil ignorá-las. É aí que a Cecília entra para nos dar uma nova visão.

Ela explica que tá tudo bem você ser do jeito que você é. E que também tá tudo bem mudar, evoluir, aprender e rever as perspectivas das coisas. As vezes a gente até já sabe disso intuitivamente, mas muitas vezes precisamos de alguém para nos dar essa relembrada. E Cecília Dassi faz isso de diversas formas.

È muito legal quando alguém te mostra que aqueles pensamentos que temos sobre nós ou sobre o nosso entorno são normais. E que podemos ser pessoas melhores revendo certos pensamentos.

Ela fala muito sobre autoresponsabilidade

Muitas das coisas que nos acontecem, ou que deixamos acontecer conosco, tem um quê de responsabilidade nossa. De um jeito super claro e amoroso, Cecilia te explica motivos e situações e te convida para refletir sobre os esses assuntos. O que ajuda, de fato, não apenas a mim, mas muita gente.

Não acredito que seguir uma psicóloga na internet substitua o poder de uma terapia real. Mas acredito muito que ouvir o que uma profissional capacitada como a Cecilia Dassi tem para falar pode ser um importante primeiro passo.

Cuidar da nossa saúde mental é uma prioridade tão grande quanto cuidar da nossa saúde física. As duas coisas precisam andar juntas e essa é a melhor forma de demonstrar amor por nós mesmas.

Sabe o assunto que tá todo mundo falando? Então…ela também tá.

Mas de uma forma bem diferente que a maior parte da internet. Enquanto a maior parte das pessoas estão fazendo times de quem tá mais certo ou mais errado, Cecília Dassi é a ilha pacífica em meio ao caos.

Toda vez que ela resolve falar de algum assunto que está dando o que falar, ela consegue trazer visões ponderadas, equilibradas e cheias de empatia. Se você já cansou de se pegar em meio a batalhas virtuais, vai dar uma olhada no perfil dela, que com certeza você vai sentir até alívio.

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Comportamento no dia 15.07.2019

Quando ajudar os outros é uma forma de não lidar com sua emoções

Vocês já repararam que é mais fácil notar e resolver os problemas do outro do que os nossos? Que, estando de fora da situação, encontrar soluções é sempre mais simples? De fato é. E a não ser que você seja uma péssima pessoa (o que eu duvido que seja), você obviamente sempre vai querer ajudar o outro quando tiver oportunidade.

O problema começa quando ajudar o outro impede você de se ajudar. É muito mais fácil ajudar a resolver problemas em que você não precisa ter que lidar com suas próprias emoções e limitações. E a recompensa emocional que sentimos por ajudar é sempre boa, não dá para negar.

Por isso, vou usar um exemplo que eu vi recentemente em This Is Us, uma série que acompanho e que aborda muito bem essas relações interpessoais.

Nele temos a Kate, que é irmã gêmea do Kevin. Ele é um galã da TV e ela, sua assistente pessoal. Kevin se vê no meio de uma crise pessoal e resolve jogar tudo pra cima. E Kate está lá, como sempre, incansavelmente, ajudando seu irmão em cada detalhe. Incluindo nos pedidos absurdos dignos de uma estrela de Hollywood, que é o que ele é.

E enquanto ela está ali, escolhendo um hotel com academia climatizada para o irmão, ela deixa de lado um relacionamento amoroso que estava prestes a começar bem. Deixa de lado também suas vontades pessoais. E quase perde algumas oportunidades com as quais ela sonhava e desejava viver.

Porque ajudar o irmão era mais fácil do que ter que lidar com suas próprias emoções.

ilustra: @anxiouslittlemonsters

Eu não sei o que acontece com ela depois disso. Mas ver essa relação me chamou muito a atenção. Porque esse é um movimento comum de ser feito, principalmente quando estamos em modo de defesa. Quando passamos por uma dor recente e preferimos resolver tudo dos outros para não ter que arrumar nossa “casa interna”.

Não estou dizendo que precisamos estar com a nossa vida em perfeita harmonia para ajudar os outros. Mas tenho plena convicção que, para podermos ajudar alguém, precisamos estar fazendo algo pela gente também. A analogia das máscaras de oxigênio do avião funcionam para esse tipo de situação que é uma beleza. Antes de ajudar o outro (o que é recomendado), é preciso colocar a sua máscara primeiro. Uma atitude não exclui a outra.

Ajude ao outro sempre que puder e for necessário. Estenda sua mão a todos que precisem, mas não se esqueça, nunca, de também se ajudar antes de tudo. Nos doamos de maneira mais aberta e conseguimos ajudar mais quando estamos fazendo esse mesmo esforço por nós mesmas também. Dessa maneira conseguimos evoluir como pessoas e levamos quem está próximo com a gente. Poderia ser melhor?

0 em Autoestima/ Comportamento/ Destaque/ maternidade no dia 09.07.2019

A barriga grande e o nascimento do juízo de valor

Arthur está em uma fase de comparações. É comparando que ele sabe o que está perto ou longe. O que é alto ou baixo. O que é grande ou pequeno. E isso acaba refletindo como ele se enxerga e enxerga as coisas ao seu redor.

É fofo demais de se ver, não nego. E por causa disso, deixo ele muito livre para falar sobre suas percepções. É nessas horas que ele fala coisas como: “mamãe, seu peito é grande” ou “meu pé é pequenininho”.

E é nessas horas também que ele diz: “que barriga grande a sua”.

É impressionante ver como isso incomoda os adultos. Não importa o peso na balança, o constrangimento fica explícito na cara das pessoas que ouvem essa frase de uma criança. As vezes nem foi a pessoa que recebeu a frase. Gente que tá perto, mas tem essa crença super construída dentro de si nem disfarça. E foi nessa situação que aconteceu uma conversa interessante, que me mostrou como acontece o início da associação de peso x beleza.

Vou transcrever o diálogo aqui sem tirar nem por, porque acho que é uma forma mais eficiente de fazer com que meu ponto seja entendido.

“Arthur acabou de dizer que a barriga de X é grande. Tá vendo como, mesmo sem nem ensinar, já tá na cabeça que é feio?”

“Mas que horas ele disse que é feio?”

“Ué, ele acabou de falar que X tinha a barriga grande. E isso é feio.”

“Mas isso é você que tá dizendo, não ele. Ele não acha nem feio nem bonito. Mas se você continuar repetindo isso perto dele, ele vai começar a achar que ter barriga grande é feio. E depois sou eu que vai ter que se virar para tirar isso da cabeça dele. Se é que eu vou conseguir. Então, por gentileza, bora prestar atenção nas mensagens que estamos passando perto dele.”

A conversa seguiu mais um pouco. Foi para lados preocupantes. Onde acabei me tocando que, por mais que eu tivesse tentando blindá-lo desse tipo de associação, a sociedade ainda poderia convencê-lo do contrário. Que em algum momento a mensagem de que pessoas gordas são feias poderia atingi-lo.

Mas eu estou fazendo minha parte. Quero muito que em algum momento, a gente volte para nossas impressões infantis e lembre que ser gordo é apenas uma constatação. Assim como ser magro, alto, baixo. Sem juízo de valor. Vamos continuar juntas.