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2 em Comportamento/ Destaque/ Relacionamento no dia 07.01.2020

Em Frozen II, preste atenção em Kristoff

Frozen II estreou semana passada aqui no Brasil e provavelmente você já deve estar vendo trailers, posts e comentários sobre o filme em tudo quanto é lugar.

Eu vi pela primeira vez em novembro, quando estreou nos Estados Unidos. E vi também há alguns dias, aqui no Brasil. E a cada vez que eu vejo o filme, mais eu gosto. Gosto das pautas que o filme traz, gosto das discussões que ele pode trazer de acordo com a profundidade de quem assistiu. Amo reparar nos detalhes, como por exemplo a evolução capilar da Elsa, que vai ficando cada vez mais solto a medida que ela vai se sentindo mais à vontade consigo mesma. E amo saber de histórias dos bastidores, como a quantidade de tempo que foi gasto para fazer o cavalo que Elsa encontra no filme.

A forma que o cabelo de Elsa vai se soltando de acordo com o grau de confiança que ela vai ganhando nela mesma é muito incrível de se ver.

Isso tudo em um filme de criança? Pois é. Mas falando em evolução de personagens, hoje queria falar sobre o Kristoff.

Pensei em fazer esse post sobre ele depois de ter visto parte de uma entrevista que a Kristen Bell (que dá voz à Anna no filme) deu para um programa de TV. Ela explica que a parte do filme que mais a deixou orgulhosa foi justamente o arco do Kristoff. Pode parecer que tem, mas não tem spoilers aqui! ;)

“A coisa que eu tenho mais orgulho é a forma que eles representaram o Kristoff… “Lost in the Woods” é sobre seus sentimentos por Anna. E meninos não veem sempre essa representação de outros meninos tendo sentimentos profundos.

Ele também tem 2 falas que eu amo. Ele olha para ela e a primeira coisa que fala é: “to aqui, o que vc precisa?”. Ele não fala “Saia, eu tenho o controle da situação”. Eu levantei da cadeira a primeira vez que vi isso. Você tem noção do quanto isso é profundo?

E no fim, Anna se desculpa por algo e ele responde: “tá tudo bem. Meu amor não é frágil”. Não é incrível?”

Se em Frozen, ele era o coadjuvante com boas tiradas e uma personalidade calma e cativante, em Frozen II ele continua sendo isso tudo mas com um twist. Nesse filme, ele mostra uma faceta de masculinidade saudável dentro de um relacionamento que é difícil de vermos representada em filmes, ainda mais os de princesa.

Não é à toa que ele ganhou uma cena onde canta uma música super romântica, extravasando seu amor por Anna. Sabe, aquelas músicas que a gente suspirava quando ouvia boy bands cantarem na nossa adolescência? Pois bem, no caso, Kristoff não está cantando letras românticas da boca para fora, mas ele sustenta cada palavra que está sendo cantada.

Uma das coisas que mais amei ver foi a relação de companheirismo dos dois como um casal. Ele sendo a pessoa que estende a mão e pergunta o que a companheira precisa, ao invés de tentar fazer por ela. Ela como sendo uma pessoa que não quer mudar o outro para se adequar.

É tudo sobre parceira e individualidade, e confesso que queria ter crescido com cenas como essa.

Concordo com a Kristen Bell no quesito profundidade desse ato e quanto à importância de apresentar personagens com esses comportamentos para uma plateia de crianças que ainda estão criando suas próprias referências. é muito bacana ver que a masculinidade tóxica (que afeta, inclusive, os próprios homens) é algo que está sendo desconstruído cada vez mais. Todo mundo só tem a ganhar.

A gente já sabe que Frozen nunca foi sobre príncipes encantados. Ele não se encaixa nesse time, e acho que Anna nem deixaria. rs Mas parando para pensar sobre o histórico de príncipes encantados em contos de fadas e histórias infantis, eu quero mais é que eles deixem de existir de uma vez por todas. Por mais histórias com Kristoffs, por favor.

0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 03.12.2019

O crush do supermercado

Eu estava no mercado, como tem sido a rotina de todos os meus finais de tarde. Faz parte dessa rotina: re-aprender matéria do ensino fundamental, freqüentar farmácias e encher carrinhos virtuais de coisas que nunca vou comprar. Mas voltando ao supermercado, lá estava eu na fila do caixa. A caixa bem humorada fala que a esteira está quebrada, sendo que nunca houve esteira. E segue conversando. 

Um homem bem bonito está atrás de mim. Dou aquela olhada. Afinal, além dos aplicativos de relacionamento, quê outros espaços tem uma mãe solo para flertar? O Supermercado! Ele já virou crush, é claro. O Crush me ajuda com as compras sempre com um sorriso no rosto e conversamos sobre como povo anda alienado sobre o que anda acontecendo ao redor.

ilustra: @anneliesdraws

O crush vai ficando ainda mais bonito, afinal, além de charmoso, ainda entende de política e justiça social. Claro que ele nem faz ideia de que é meu crush. Nos despedimos com um troca de sorrisos, quase dei beijos no rosto, porque sou assim. Segui pensativa.

Além de todas as demandas que temos, ainda nos cobramos por um par. As frases mais ouvidas por uma mulher solteira e empoderada são: “você é independente demais”. “Mulher bem resolvida assusta”. “Você não quer compromisso”. E fiquei pensando o que seriam todas essas questões.

Realmente como posso eu ser mulher, trabalhadora, mãe, solteira e não ser independente ou buscar independência? Como não ser bem resolvida? E o que seria querer compromisso? Porque certos comportamentos assustam ? E por que deveríamos nos comportar de forma diferente de quem somos?

A resposta vem a cavalo e sem biscoito: porque socialmente crescemos a nos comportar de uma determinada forma. “Uma mulher não pode fazer isso, não fala palavrão, não bebe desse jeito, não escreve essas coisas”.

A conclusão, à beira de 2020, é que podemos ser sim o que quisermos. Encontramos a felicidade sozinhas, acompanhadas, com as amigas, com filhos, e quem sabe com o crush do supermercado. O importante é sentir que somos inteiras para transbordar em qualquer relação que seja. 

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Relacionamento no dia 13.11.2019

Como ter amizades na idade adulta

Amizades podem surgir em qualquer lugar e em qualquer momento da vida. Porém, quanto mais velhas ficamos e mais compromissos vamos incluindo na nossa vida, as possibilidades de criarmos vínculos reais com as pessoas vai diminuindo. E a gente precisa admitir.

Nessas horas, sem dúvidas que a internet é uma excelente fonte de relacionamentos. Taí o nosso grupo do Papo Sobre Autoestima no Facebook para provar como muitas meninas encontraram amigas reais e que se tornaram pessoas importantes nas suas vidas. E mesmo assim, geralmente vemos muita gente tímida antes dos eventos que realizamos. Com medo de ir e não conhecer ninguém, ou não se enturmar.

A verdade é que todo mundo passa por isso.

Eu tenho certa facilidade e ainda estou no processo de fazer novas amizades no Canadá. A Carla tem mais dificuldade, mas precisou de novos amigos ao se mudar para os Estados Unidos. A Jô tem muita facilidade, mas mesmo assim ela se vê em momentos de insegurança em lugares que ela não conhece ninguém. O que prova que é algo que temos sim que dar atenção nas nossas vidas.

Por mais importante que a independência seja, amigos são não apenas boas companhias, mas também a nossa rede de apoio. Mas afinal, como se faz amigos num mundo onde os celulares parecem mais interessantes e nos falta tempo para investir em relações?

ilustra: Xuan Loc Xuan

Saiba aproveitar sua companhia

Ué, mas não era um texto sobre fazer amigos? Sim, mas saber ficar na própria companhia pode ser importante para ter amigos à sua volta. Quanto mais confortáveis ficamos com nós mesmas, melhor nos entendemos. E assim, podemos saber que tipo de amizade estamos procurando. Você pode descobrir, por exemplo, que não quer amigas para ir para a balada, mas as que topem um café num domingo pela manhã ou um passeio no parque. Ou que quer amigas que gostem de ir à shows, jogar videogame, debater um seriado e por aí vai. Isso a gente só sabe quando realmente se conhece e evita se empenhar em amizades que não vão pra frente depois.

Seja você mesma

Se você é tímida ou extrovertida. Se é basiquinha ou extravagante. Seja como você realmente é, da forma que você mais gosta de você mesma. As pessoas que escolhemos para nos cercar precisam gostar de nós do jeito que somos. Ninguém precisa mudar para fazer parte de um grupo, isso é receita pra não dar certo. Tenha toda certeza que gente boa atrai gente boa e você encontrará pessoas pelo caminho que gostam de você do jeito que você é. Deixe que te conheçam!

Saia da sua zona de conforto

Novamente isso pode parecer uma contradição com o que acabei de dizer, mas não é. Amigos não aparecem do nada. Até mesmo os amigos virtuais, é preciso fazer algum movimento. Seja entrar em um grupo ou de começar uma conversa. A mesma coisa na vida real. Se aproxime de alguém que você achou a energia boa, puxe conversa. É difícil se colocar vulnerável a ser rejeitado, mas é importante tentar! Aproximações de amizade podem ser mais fáceis do que vocês imaginam e podem render excelentes surpresas!

Gente interessada se torna interessante

Lembre-se que amizade é uma via de mão dupla. Queremos companhia, mas também precisamos oferecer a nossa. Não basta apenas falar sobre si, mas também se interessar pelo outro. Aliás, quanto mais você se interessa pelas pessoas, mais interessante você se torna.

Amizades tomam tempo

Eu sei que é difícil, mas é importante encontrar tempo para suas amizades. Você não precisa ligar todo dia para saber das amigas, mandar mil mensagens ou encontrar com elas toda semana. Mas dentro do seu tempo, do jeito que você achar confortável, encontre tempo para as suas amizades. Elas só crescem se a gente investir nelas.

E aí? Como você faz para driblar a dificuldade de fazer novas amizades?