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Relacionamento

0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 21.03.2019

4 dicas para apoiar uma amiga que está precisando

Nós todas ficamos estressadas. Trabalho, contas, relacionamentos, prazos, saúde. Tem horas em que tudo isso fica pesado, e a gente sabe como é. Nem sempre todos os cuidados que temos com nós mesmas nesses dias, ou nessas fases, parecem ser suficientes. Por isso mesmo temos amigas e nossa rede de apoio. Mas e quando é a nossa vez de apoiar uma amiga?

Pode ser difícil saber exatamente o que irá ajudar. As vezes bate uma insegurança achando que não somos fortes o suficiente para alguém se apoiar. Especialmente quando nós não estamos nos sentindo fortalecidas (todas somos humanas). Então, para ajudar, queria dividir algumas dicas que costumo fazer e que têm funcionado toda vez que preciso apoiar uma amiga. Longe ou perto.

1. Motive sua amiga

Você não precisa estar perto para isso, afinal, é só mandar mensagens. Não precisa ser nada muito elaborado. Um simples “Hoje vai ser um bom dia” ou “boa sorte naquela reunião!”. Quem sabe apenas um elogio. Tudo isso pode ajudar, mais até do que você imagina. Se quiser dar uma caprichada escreva um bilhete, um cartãozinho. Algo simples, mas com significado já é uma ótima forma de apoiar uma amiga.

2. Façam alguma atividade juntas

Tem gente que não gosta de falar. Ou que precisa de um tempo até conseguir falar sobre o que está doendo ou preocupando. E tudo bem. Mas isso não quer dizer que a gente precisa se afastar e deixar a pessoa sozinha. Nesses casos, uma maratona de Netflix, uma ida ao cinema ou qualquer atividade que distraia a cabeça pode ser exatamente o que ela precisa para se sentir acolhida naquela hora. Dá para apoiar uma amiga de formas divertidas também.

3. Ajude em casa

Se você tem o privilégio de morar perto, e tem a intimidade para tal, que tal aparecer na casa dela para ajudar? Tarefas como compras de supermercado, cozinhar ou até lavar uma louça podem parecer complicadas quando você passa por um período estressante. Chegar com uma comidinha gostosa ou apenas dar uma mão enquanto passam algum tempo juntas pode ser de grande ajuda. Não apenas nas tarefas, mas no coração.

4. Apoiar uma amiga também é ouvir

Não há melhor maneira de apoiar uma amiga do que ouvir. Se interessar verdadeiramente pelo o que ela tem a dizer. Nem sempre dizer o que pensamos pode ser de fato o que o outro precisa. Muitas vezes, falar o que pensamos pode ser julgador, condescendente ou simplesmente inútil, mesmo que você não queira ser. Em vez disso, pergunte como ela está se sentindo e realmente ouça. Faça perguntas de acompanhamento em vez de dar opiniões. Se não tiver certeza do que dizer, pergunte o que pode fazer para ajudar. É uma ótima maneira de deixar sua amiga saber que você quer estar lá, e vai deixar você saber exatamente o que ela precisa.

Tenho certeza que só com essas 4 dicas você vai estar preparar para apoiar uma amiga querida. Não importa se estão distantes ou perto. Agora me conta: o que você faz para apoiar suas amigas?

1 em Comportamento/ Relacionamento no dia 04.03.2019

Orbiting, o joguinho virtual de relacionamento tem nome

Esses dias andei lendo uma matéria no New York Times sobre “Orbiting”. Traduzindo, é aquela interação que não é interação coisa nenhuma. E qe todo mundo faz. É aquele like com intuito de marcar território. Ou aquela assistida nos stories da pessoa que você quer ficar, já ficou, ou até mesmo de um(a) ex. Diria que é uma versão sem palavras do “oi sumida”, aquela forma de interagir sem necessariamente falar alguma coisa.

Todo mundo já fez orbiting ou tem alguém à sua volta que faz com você.

De início pode parecer algo ingênuo. Imagina, às vezes a gente cai mesmo no stories do outro. Vai ver a gente só segue ainda por educação – e uma pontinha de curiosidade, admita! Mas a real é que muitas vezes a gente faz para dar aquela pontinha de esperança. Ou fazem com a gente com a mesma intenção. E vou te explicar porque isso não é inofensivo e pode ser uma roubada.

Pra começar, se alguém faz isso e seu primeiro instinto é pensar “olha, ele/a ainda vê meus stories”, mude esse pensamento agora. Porque esse fiozinho de esperança, por mais gostoso que pareça, pode ser prenúncio de cilada. Tentar encontrar respostas em um like, ou em uma visualização, é sinônimo de ansiedade. De alimentar fantasias, que muitas vezes, não te deixam sair do lugar. Sem contar que, muitas vezes, isso não passa de uma pessoa do outro lado achando que pode manipular seus sentimentos. E você aí, do outro lado do celular, se contentando com migalhas.

E quando quem faz orbiting é a gente?

Se você que gosta de dar uns likes misteriosos ou visualizações estratégicas, que tal pensar os motivos? É para ter sempre uma opção num dia chuvoso, caso seu novo rolo não dê certo? Ou até mesmo seu casamento (acredite, existe)? Repense se você não faz isso apenas para satisfazer sua autoestima de uma maneira egoísta: manipulando os outros.

Porque no momento que você pratica o orbiting, você pode até se achar o máximo. Mas entre o que você pensa e a realidade, existe um abismo enorme. E a verdade é que a chance de você estar se enganando e confundindo a cabeça do outro é enorme. Chega a ser maldade.

Gente bem resolvida não faz orbiting. Conversa. Se aproxima, é assertiva, chama pra sair, convida pra ver um filme, diz as intenções e também encerra ciclos.

Quem está em paz consigo não precisa falar através de mensagens subliminares. Não precisa alimentar expectativas em torno de algo tão abstrato como um like ou uma visualização. Não perde seu tempo tentando interpretar sinais e apoiando sua autoestima em algo tão frágil quanto uma suposição.

Se ao ler esse texto você percebeu que está gastando muito tempo no orbiting, repense. Seja como vítima, seja como algoz. Pergunte-se os motivos de estar insistindo nesse novo joguinho de relacionamento. E se for para orbitar, que seja em uma rota que não roube seu brilho nem sua energia.

Veja também:

0 em Destaque/ Relacionamento no dia 27.02.2019

Não existe perda de tempo em nenhum relacionamento!

Certas coisas na vida precisam dar errado pra gente poder caminhar em paz. Parece óbvio, mas não acho que seja tanto assim quando se trata de relacionamentos. Quando falamos de assuntos do coração, o tempo pode acabar sendo um critério muito perigoso. E muitas vezes encaramos um fim como perda de tempo.

Se nos apegarmos demais na quantidade de tempo em que estamos com a pessoa, podemos acabar preferindo não enxergar os problemas daquela relação.

O tempo é amigo do comodismo. Por isso, quando damos muito peso pra esses fatores, corremos o risco de não ver o que parece óbvio para quem está de fora.

A verdade é que lidar com a ideia de que um relacionamento no qual você investiu muito tempo – às vezes uma vida toda – não vai além daquilo que você está vivendo, é muito difícil.

Quando tudo que você recebe naquela relação já não é suficiente para você ser feliz, é permitido parar para repensar. O problema é que muita gente tem medo de se dar oportunidade, e assim vai apostando mais uma vez no tempo. Seja para resolver a questão ou postergar o fim para o futuro.

Eu sou daquelas que acha que não existe perda de tempo. Aliás, sempre é tempo de virar as costas e ir embora.

Principalmente se esse encontro não te fizer mais feliz. Mas sou perfeitamente capaz de compreender quem fica até o último suspiro do amor. Vi ao meu redor dois casos que me fizeram aprender sobre isso.

Em um deles, uma pessoa próxima vivia um relacionamento de muitos anos. Eles precisaram chegar ao ponto de montar um apartamento juntos para perceber que cada um deveria seguir o seu caminho.

Em outro caso, era um relacionamento de tantos anos, que já durava mais que muitos casamentos. Um traição precisou acontecer para que um dos lados percebesse que o outro não tinha intenção de viver uma vida de casado. Que o esquema de namoro era o suficiente pra ele, mas não pra ela.

A verdade é que nem todo mundo alinha expectativas. E o tempo pode não ser mesmo o melhor critério para avaliar as reais chances de um futuro com quem a gente ama.

Colocamos importância demais nos anos passados juntos. Muita pressão e o medo da perda de tempo só nos cega.

Enxergar o fim é um processo emocional. Por mais que faça sentido, racionalmente não adianta. A mente não comanda o coração. Por isso é preciso sentir o fim, mais do que entendê-lo. Por isso não acho que é perda de tempo nunca.

Por mais que dê vontade de pensar friamente e evitar muitos gastos financeiros e/ou desgastes emocionais. Os fins são novos começos e, por isso, dão medo. Mas nem sempre dá para interromper os processos. As vezes é preciso investir um pouco mais de tempo pra enxergar que deu errado. Faz parte.

Muitas vezes precisamos tentar de tudo – tudo mesmo – para sairmos de uma relação com a certeza de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

As vezes é ao longo desse processo que tomamos consciência de que podemos sair dessa história com a cabeça tranquila! Com a sensação de que esgotamos todas as possibilidades. Para assim, seguirmos a vida em paz conosco. Será que isso é perda de tempo? Eu não acho!

Acreditar que você poderia ter terminado antes é uma espécie de ilusão. Tempo não é como dinheiro, não dá para economizar. Naquele momento foi preciso gastar o tempo investido para que você pudesse mudar. Cada processo é único e individual.

De uma forma geral, só quero nos lembrar que apesar de tudo que nos ensinaram:

Tempo é relativo, as experiências são construídas e o autoconhecimento é vivo. Então, precisamos de todas as experiências do nosso passado para enxergarmos o mundo como vemos hoje. Portanto, se em algum momento você se relacionou com alguém e carregou consigo a sensação de que “perdeu tempo”… Repense. Não se culpe por isso. Nosso tempo emocional é só nosso e carregar essa culpa não leva a nada.

Acolher que cada experiência precisou do próprio tempo para chegarmos até aqui é amadurecer.

Ter consciência dos próprios padrões de comportamento e dos próprios processos é o que vai te fazer precisar de menos tempo no futuro. Você não perdeu tempo, isso não existe. Tudo isso te levou a ser quem você é hoje. Mude seu pensamento! Anote aí: “eu fiz tudo o que podia”! Acredite, ver as coisas por essa ótica nos ajuda a seguir em frente sem peso na consciência. Com mais leveza, conseguimos seguir conscientes para o que o futuro nos reserva.