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1 em Destaque/ Moda/ Patrocinador no dia 16.05.2019

“Roupa de mãe” não deveria ser um estereótipo

A gente está tentando mudar isso, mas a verdade é que o ser humano gosta de categorizar tudo em caixinhas. Fica mais fácil entender nosso universo se a gente simplifica tudo. O problema é que, ao simplificar, a gente esquece um detalhe nada básico: pessoas são diversas. O estereótipo da “roupa de mãe” é um desses exemplos.

Eu já categorizei o “roupa de mãe” de várias formas. Quando era mais nova, associava a “roupa de mãe” imediatamente à camisas sociais mais largas e calças jeans com a modelagem que hoje é chamada de mom jeans. Ou era aquele look ultra confortável: leggings, jeans, blusões, tênis, enfim. Quando a Carol, colunista aqui do blog, foi pesquisar no Google, descobriu que para o sistema de busca, “roupa de mãe” é uma roupa super feminina (vestidos rodados, estampas florais) – e geralmente com a filha vestida do mesmo jeito

É claro que eu bati no peito dando a certeza absoluta que nunca me vestiria assim quando tivesse filhos. E é claro que depois que eu me tornei mãe, meu estilo deu mil reviravoltas.

Com o Arthur menorzinho, percebi que eu passei a comprar roupas mais pela sua funcionalidade e praticidade do que pelo encantamento que ela me gerava. Me preocupava se o tecido não amassava com facilidade, escolhia um material que não era super nobre e poderia ser lavado na máquina. Pensava se era fácil de botar, se não ia me deixar desconfortável, ou tendo que me preocupar com ela durante o dia.

Peças que eu amava perderam a importância. Tantas outras perderam o sentido. Foi aí que me vi comprando roupas que se encaixavam justamente no estereótipo que eu tanto combatia. Calças de moletom, leggings, camisetas mil, até mesmo Uggs.

Quem diria, eu, usando exatamente o que eu considerava (com certo desprezo, admito) “roupa de mãe”?

Não nego que em um primeiro momento entrei em crise. Mas a verdade é que os filhos crescem. E, aos poucos, a gente vai descobrindo que existe estilo e personalidade em meio à maternidade. E que a gente pode até ter certas preocupações que não tínhamos na hora de comprar roupas. Aprendemos a ressignificar nosso gosto e necessidades. E aprendemos que a maternidade nos define, mas não necessariamente precisa definir nosso estilo.

fotos por Michelle Cadari
Nesse look eu uso saia quadriculada e blusa quadriculada

E querem saber o mais engraçado? Esse look é todo da Enjoy. Uma marca que passei a vida tendo do lado de casa, mas que nunca dava muita bola chutem o motivo….

Sim, porque achava que era “roupa de mãe”.

Achava que a marca era para uma mulher mais velha, mas a verdade é que eu não parava para refletir o que significava isso. E não percebia que, talvez, eu já estivesse na idade de ser o público alvo.

E de fato, ao ver o lookbook pela primeira vez, pude notar que a marca estava preocupada com muitas das coisas que passaram a ser importantes para mim. Uma modelagem mais assertiva, decotes e fendas menos profundas, peças práticas e funcionais. Mas sem perder a capacidade de evidenciar a essência de cada mulher.

Não é à toa que a campanha de Dia das Mães da Enjoy trouxe bem essa proposta. 6 mães, 6 estilos completamente diferentes, e nenhum estereótipo para encaixar. O Dia das Mães já passou, mas a ideia da “roupa de mãe” e como a gente deveria quebrar esse estereótipo, não.

Casaco jacquard franja | Calça sarja resinada |
Vestido estampa budapeste | Vestido estampa cashmere
Máxi cardigã e Vestido canelado (o que eu amo desse look é que foi uma das primeiras opções que eu pensei para mim, amo ver o quanto ele não tem idade!) | Kimono bicolor |
Calça bicolor | Vestido estampa istambul | Vestido estampa monaco

É claro que terão dias que eu vou estar com a roupa de ginástica (mesmo sem nem pisar na academia). Mas vai ter dias que eu vou querer botar um look mais criativo. Outro dia vou querer algo mais poderoso. E vai ter muitos dias que só vou querer uma calça jeans e camiseta. Fico feliz de saber que a Enjoy, que será parceira do Papo Sobre Autoestima nos próximos meses, tem opção para todos esses momentos. 

E sabe o melhor? É perceber que todos são “roupas de mãe”, afinal, é o que eu sou de fato. Sem estereótipos, sem cobranças.