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0 em Autoestima/ Relacionamento no dia 10.06.2019

Não vamos subestimar o amor do outro

A maior parte de textos sobre relacionamentos é sobre como lidar com nossos sentimentos e frustrações. Fazendo um mea culpa, aqui no Papo quase todos estão sob essa ótica da empatia e da auto responsabilidade. Mas nunca falamos da situação onde somos nós que estamos pisando na bola. Chegou a hora de nos responsabilizarmos por isso também.

Quer ver um jeito de pisar na bola super sútil, que a gente muitas vezes nem percebe? Quando resolvemos subestimar o amor do outro.

ilustra: @emba_dibujos

Muitas vezes parece atitude de gente que tem excesso de confiança. De quem tem certeza de que a outra pessoa estará sempre ali, não importa o que a gente faça. Mas subestimar o amor do outro pode acontecer em pequenas coisas. Uma brincadeira, uma atitude, um gesto.

Vou dar um exemplo: cíumes. A gente sabe bem que, na maioria dos casos, sentir cíumes está mais relacionado à nossa falta de segurança em nós mesmas do que em motivos concretos. Claro que terão casos que o cíume vai ser 100% justificável. Mas muitas vezes ele acontece porque acreditamos que podemos ser trocadas a qualquer instante. Achamos que não temos tanto valor assim, que não somos tão interessantes. Nos comparamos com outras mulheres e nos sentimos inferiores. Mas já parou pra pensar como o seu ciúme pode ser visto quando não existe motivos para isso?

A outra pessoa pode estar achando que o que ela faz não é suficiente para demostrar o amor dela. Pode ser verdade? Pode. Mas seria essa a melhor forma de deixar isso claro? E se o outro faz tudo para te deixar segura e ainda assim não adianta? Como será que ele se sente? É possível que ele acredite que o seu melhor não seja o bastante. E olha aí uma falha de comunicação atrapalhando uma relação onde o amor existe.

Saber identificar as linguagens do amor é um primeiro passo para que a comunicação aconteça de forma mais eficiente. Muitas vezes, a forma de demonstrar amor do(a) seu (sua) parceiro(a) é diferente da sua. E a forma de receber também.

Se não existe conversa em relação a isso, e se não existe a compreensão, certamente irá acontecer de um dos lados subestimar o amor do outro.

>>>>>> Nota do Papo: Se você quiser saber mais sobre essa diferença de linguagens, indicamos o livro As Cinco Linguagens do Amor. Também indicamos ouvir o podcast do Mamilos chamado Sexoterapia, afinal, sexo também é uma forma de mostrar amor <<<<<<

Tem aquela frase que diz que “aceitamos o amor que acreditamos merecer”. Justamente por isso, acho que é importante cuidarmos do nosso senso de responsabilidade, e da nossa autoestima. São eles que irão afetar os nossos relacionamentos. E muitas vezes, é essa pessoa que nos acompanha na jornada que vai estar ali para dividir com a gente a vida. Quem vai ser a mão estendida quando precisamos. E imagina colocar tudo a perder porque não soubemos nos resolver primeiro dentro da gente?

Nem mesmo o maior dos amores tolera precisar se provar a todo tempo. Nem mesmo o(a) parceiro(a) mais amoroso(a) vai te dizer o tempo todo que você merece esse amor que estão te oferecendo. Escolha viver um relacionamento de troca e aceitação, começando por saber que você merece o amor que recebe. 

0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 12.04.2019

Está precisando de dicas para sobreviver ao pé na bunda?

Levar um pé na bunda não é fácil. Se recuperar de uma separação que não foi em comum acordo não é algo que acontece em um dia. A gente passa pela fase da tristeza, da raiva, da auto comiseração, de achar que nunca mais vamos encontrar outra pessoa.

Na maior parte das vezes leva tempo até que estejamos de fato prontas para outra. Saber respeitar esse tempo interno é importante, mas isso não significa que você precisa ficar arrastando corrente por aí.

Conversando com umas amigas sobre o assunto, e lembrando de experiências desagradáveis minhas, resolvi juntar algumas dicas que já foram úteis. Espero que ajude ;)

1 – Entenda que se recuperar de um pé na bunda leva tempo. Mas não tempo demais

A gente fica mesmo bem triste, e isso pode durar algum tempo, o que é perfeitamente normal. Mas mantenha-se atenta. Quanto tempo vira tempo demais? Cada pessoa vai ter uma resposta, e tá tudo bem você ainda não se sentir pronta para uma nova relação. Tudo bem você ainda sentir falta ou até mesmo lamentar. Mas aquele sofrimento lá do início, uma hora precisa acabar.

É muito fácil se sabotar. É fácil se botar no papel de vítima e ficar lá. Mas ao aceitar esse papel, você acaba esquecendo o seu verdadeiro valor. Não caia nessa!

2 – Peça colo

Você não precisa fingir que está tudo bem se não estiver. É humano sofrer, doer, sentir saudade. Botar a máscara de bem resolvida depois do pé na bunda não vai funcionar se isso não for verdadeiro. E o que vai acontecer é que você vai se sentir angustiada por 1) estar sofrendo 2) ter que manter essa pose de que não está sofrendo.

Aceite o colo que te oferecem. Seja ele do irmão, da mãe, da amiga, prima. Um momento tendo alguém do seu lado, mesmo que seja para ficarem fazendo nada, apenas em silêncio, traz muito conforto ao coração partido.

3 – Se distraia do seu jeito

Uma coisa muito comum depois de um pé na bunda é que as pessoas passam a querer te levar para festas, noitadas, baladas. Muitas vezes, a gente mesmo acaba se aproximando de pessoas solteiras para “se enturmar”, e quando a gente vê, estamos fazendo programações que não têm nada a ver com a gente.

Se sair todos os dias for a sua forma de se recuperar de uma situação dessas, maravilhoso. Mas se o que você está querendo mesmo é um ir num cinema, um jantar com as amigas, ler um bom livro ou fazer um passeio cultural, vai fundo! Eles podem fazer com que você se conecte-se com você mesmo ou se distraia de maneiras muito mais eficazes. Experimente!

4 – Deixe as redes sociais de lado

Parece irônico você ler num blog uma dica que te sugere deixar a internet de lado. Mas todo mundo, em muitos momentos da vida – e até do dia – deveria fazer isso. Principalmente depois de um pé na bunda.

Não se coloque em situações onde você pode se fazer mal. Seja stalkeando o(a) ex para saber como está a vida, seja fazendo stories e passando horas olhando cada pessoa que te visualizou. Ou apenas olhando seu feed e sofrendo de FOMO (fear of missing out – aquela sensação de que todos estão se divertindo – ou nesse caso, amando e sendo amados – menos você).

Dê um tempo, bloqueie algumas pessoas (ainda que temporariamente) se necessário, não se sinta pressionada a postar nada só para mostrar algo para alguém. Você vai ver que isso faz um bem danado.

E você? Como se recupera de um pé na bunda?

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0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 02.04.2019

Recomece diferente quando tudo o que resta são lembranças ruins

Tenho certeza que todo mundo já passou por essa situação na vida: você vive algo que parece muito bom e, de repente, acaba de um jeito inesperado. Isso acontece, e os motivos podem ser muitos. Pode ser uma relação que se mostra abusiva, uma traição, a perda da confiança. Tantos outros motivos que nos fazem querer apenas apagar todas as lembranças que temos na nossa cabeça.

Eu entendo. E já desejei não lembrar de absolutamente nada relacionado a algumas pessoas ou situações. O pior é que essas cenas costumam revisitar nossos pensamentos – e algumas vezes sequer deixam de fazer parte deles. De um tempo pra cá, mudei de ideia a respeito disso porque revi alguns pensamentos a respeito de tudo de ruim que nos acontece, e queria dividir aqui. Vai que pode acabar sendo bom para mais alguém.

Sempre que algo ruim nos acontece, no fim acabamos aprendendo algo. Ainda que seja da pior forma possivel.

ilustra: agathe sorlet

Por mais que a gente tente, tem coisas que vamos carregar com a gente para sempre. Elas passam a fazer parte da nossa história. Veja, não estou dizendo que coisas ruins que nos acontecem necessariamente viram boas se aprendemos com elas. Mas sim que aprender, evoluir e crescer a partir de adversidades são coisas boas. 

Portanto, se não podemos esquecer o que houve, cabe a cada uma de nós usar o nosso olhar amoroso sobre nós mesmas. E com isso, entendermos que, dentro do possível, aprendemos com aquele episódio. Se aproveite de ter no seu repertório a certeza de onde erraram com a gente. Ou então atos, padrões ou atitudes que não podemos repetir. Só assim a gente consegue ter munição para seguir em frente e recomeçar.

Recomece, sim. Mas recomece diferente.

Tenha consigo a a certeza de que quanto mais você refaz o seu caminho, mais distante você está de tudo o que passou e do mal que aquilo te causou.

Se permita uma nova chance, um novo começo. Ao invés de viver se cercando de lembranças que não te fazem bem e que só te prendem num lugar onde voce não quer estar.

Recomece diferente, e se dê a chance de criar novas e boas lembranças. Deixe pra trás tudo o que te fez mal e siga por um caminho que te realiza, te faz feliz. E o mais importante, se permita novas chances, porque é disso que a vida é feita!