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0 em Autoestima/ Relacionamento no dia 03.10.2019

Será que é mais fácil mudar de país acompanhada?

Eu e meu marido nos mudamos para o Canadá há um ano. E desde que eu me mudei, uma das coisas que eu mais ouço é que “mudar de país acompanhada é mais fácil”. Eu não sei bem se é assim.

Óbvio que ter colo e companhia diante de uma experiência tão impactante como mudar de país pode, sim, ser fundamental.

Ter alguém para ajudar nas conta é bom. Ter alguém com quem dividir a solidão e a experiência, de fato ajuda. E essa pessoa ser também aquela com quem você escolheu dividir a vida pode mesmo ser importante. Pode estreitar o relacionamento, torná-lo mais forte e cúmplice, aumentar a parceria.

Porém, o que vejo com muito mais frequência, é o oposto acontecer. O desafio de uma outra cultura pode criar atritos entre um casal. A divisão de tarefas domésticas pode não ser tão justa, principalmente se um dos lados da relação não colabora. A carga mental se torna muito mais pesada, principalmente para mulheres. O idioma pode ser uma barreira para uma das pessoas – ou ambas. Isso impacta diretamente nas atividades sociais e também no trabalho, já que quando não se domina um idioma em certo nível, os tipos de trabalho que aparecerão poderão ser bem diferentes dos que se tinha no Brasil. As tarefas e carga horária podem ser mais pesadas, e o salário, curto.

“Quer que eu fique?”

Em meio a tanta pressão, sobrecarga de tarefas e uma certa decepção em relação ao que se imagina sobre a qualidade de vida de quem mora fora, as vezes é difícil manter o equílibrio. E desse jeito, muitas relações podem ficar seriamente abaladas e até mesmo não resistirem.

Mudar de país já é algo que te muda muito e que exige muito de você. Por isso, ter que lidar com as expectativas e frustrações do outro pode acabar sendo, sim, muito mais pesado do que carregar apenas a sua própria bagagem.

“Sim”. – ilustra: Agathe Sorlet

É importante acabar com esse estigma de que coisas que se faz com outra pessoa são mais fáceis. Não me entenda mal. Como eu disse ali em cima, quando você escolhe uma pessoa realmente legal e tudo é combinado antes ou durante a jornada, vocês vão conseguindo se ajustar. Isso é mesmo muito bom. Eu vivo isso e posso afirmar. Mas, ainda assim, é importante acabarmos com essa ideia de dependência emocional de um parceiro para se tomar grandes atitudes na vida. Porque pessoas erram, falham, e pode ser que essa pessoa seja você ou o seu parceiro.

Mantenha sempre a sua autoestima num ponto em que você seja capaz de fazer tudo sozinha. Até mesmo o que não deveria ser feito apenas por uma pessoa. Quando estamos seguras à nosso respeito, das nossas capacidades e vontades, fica muito mais fácil encarar qualquer desafio.

0 em Autoestima/ Relacionamento no dia 10.06.2019

Não vamos subestimar o amor do outro

A maior parte de textos sobre relacionamentos é sobre como lidar com nossos sentimentos e frustrações. Fazendo um mea culpa, aqui no Papo quase todos estão sob essa ótica da empatia e da auto responsabilidade. Mas nunca falamos da situação onde somos nós que estamos pisando na bola. Chegou a hora de nos responsabilizarmos por isso também.

Quer ver um jeito de pisar na bola super sútil, que a gente muitas vezes nem percebe? Quando resolvemos subestimar o amor do outro.

ilustra: @emba_dibujos

Muitas vezes parece atitude de gente que tem excesso de confiança. De quem tem certeza de que a outra pessoa estará sempre ali, não importa o que a gente faça. Mas subestimar o amor do outro pode acontecer em pequenas coisas. Uma brincadeira, uma atitude, um gesto.

Vou dar um exemplo: cíumes. A gente sabe bem que, na maioria dos casos, sentir cíumes está mais relacionado à nossa falta de segurança em nós mesmas do que em motivos concretos. Claro que terão casos que o cíume vai ser 100% justificável. Mas muitas vezes ele acontece porque acreditamos que podemos ser trocadas a qualquer instante. Achamos que não temos tanto valor assim, que não somos tão interessantes. Nos comparamos com outras mulheres e nos sentimos inferiores. Mas já parou pra pensar como o seu ciúme pode ser visto quando não existe motivos para isso?

A outra pessoa pode estar achando que o que ela faz não é suficiente para demostrar o amor dela. Pode ser verdade? Pode. Mas seria essa a melhor forma de deixar isso claro? E se o outro faz tudo para te deixar segura e ainda assim não adianta? Como será que ele se sente? É possível que ele acredite que o seu melhor não seja o bastante. E olha aí uma falha de comunicação atrapalhando uma relação onde o amor existe.

Saber identificar as linguagens do amor é um primeiro passo para que a comunicação aconteça de forma mais eficiente. Muitas vezes, a forma de demonstrar amor do(a) seu (sua) parceiro(a) é diferente da sua. E a forma de receber também.

Se não existe conversa em relação a isso, e se não existe a compreensão, certamente irá acontecer de um dos lados subestimar o amor do outro.

>>>>>> Nota do Papo: Se você quiser saber mais sobre essa diferença de linguagens, indicamos o livro As Cinco Linguagens do Amor. Também indicamos ouvir o podcast do Mamilos chamado Sexoterapia, afinal, sexo também é uma forma de mostrar amor <<<<<<

Tem aquela frase que diz que “aceitamos o amor que acreditamos merecer”. Justamente por isso, acho que é importante cuidarmos do nosso senso de responsabilidade, e da nossa autoestima. São eles que irão afetar os nossos relacionamentos. E muitas vezes, é essa pessoa que nos acompanha na jornada que vai estar ali para dividir com a gente a vida. Quem vai ser a mão estendida quando precisamos. E imagina colocar tudo a perder porque não soubemos nos resolver primeiro dentro da gente?

Nem mesmo o maior dos amores tolera precisar se provar a todo tempo. Nem mesmo o(a) parceiro(a) mais amoroso(a) vai te dizer o tempo todo que você merece esse amor que estão te oferecendo. Escolha viver um relacionamento de troca e aceitação, começando por saber que você merece o amor que recebe. 

0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 12.04.2019

Está precisando de dicas para sobreviver ao pé na bunda?

Levar um pé na bunda não é fácil. Se recuperar de uma separação que não foi em comum acordo não é algo que acontece em um dia. A gente passa pela fase da tristeza, da raiva, da auto comiseração, de achar que nunca mais vamos encontrar outra pessoa.

Na maior parte das vezes leva tempo até que estejamos de fato prontas para outra. Saber respeitar esse tempo interno é importante, mas isso não significa que você precisa ficar arrastando corrente por aí.

Conversando com umas amigas sobre o assunto, e lembrando de experiências desagradáveis minhas, resolvi juntar algumas dicas que já foram úteis. Espero que ajude ;)

1 – Entenda que se recuperar de um pé na bunda leva tempo. Mas não tempo demais

A gente fica mesmo bem triste, e isso pode durar algum tempo, o que é perfeitamente normal. Mas mantenha-se atenta. Quanto tempo vira tempo demais? Cada pessoa vai ter uma resposta, e tá tudo bem você ainda não se sentir pronta para uma nova relação. Tudo bem você ainda sentir falta ou até mesmo lamentar. Mas aquele sofrimento lá do início, uma hora precisa acabar.

É muito fácil se sabotar. É fácil se botar no papel de vítima e ficar lá. Mas ao aceitar esse papel, você acaba esquecendo o seu verdadeiro valor. Não caia nessa!

2 – Peça colo

Você não precisa fingir que está tudo bem se não estiver. É humano sofrer, doer, sentir saudade. Botar a máscara de bem resolvida depois do pé na bunda não vai funcionar se isso não for verdadeiro. E o que vai acontecer é que você vai se sentir angustiada por 1) estar sofrendo 2) ter que manter essa pose de que não está sofrendo.

Aceite o colo que te oferecem. Seja ele do irmão, da mãe, da amiga, prima. Um momento tendo alguém do seu lado, mesmo que seja para ficarem fazendo nada, apenas em silêncio, traz muito conforto ao coração partido.

3 – Se distraia do seu jeito

Uma coisa muito comum depois de um pé na bunda é que as pessoas passam a querer te levar para festas, noitadas, baladas. Muitas vezes, a gente mesmo acaba se aproximando de pessoas solteiras para “se enturmar”, e quando a gente vê, estamos fazendo programações que não têm nada a ver com a gente.

Se sair todos os dias for a sua forma de se recuperar de uma situação dessas, maravilhoso. Mas se o que você está querendo mesmo é um ir num cinema, um jantar com as amigas, ler um bom livro ou fazer um passeio cultural, vai fundo! Eles podem fazer com que você se conecte-se com você mesmo ou se distraia de maneiras muito mais eficazes. Experimente!

4 – Deixe as redes sociais de lado

Parece irônico você ler num blog uma dica que te sugere deixar a internet de lado. Mas todo mundo, em muitos momentos da vida – e até do dia – deveria fazer isso. Principalmente depois de um pé na bunda.

Não se coloque em situações onde você pode se fazer mal. Seja stalkeando o(a) ex para saber como está a vida, seja fazendo stories e passando horas olhando cada pessoa que te visualizou. Ou apenas olhando seu feed e sofrendo de FOMO (fear of missing out – aquela sensação de que todos estão se divertindo – ou nesse caso, amando e sendo amados – menos você).

Dê um tempo, bloqueie algumas pessoas (ainda que temporariamente) se necessário, não se sinta pressionada a postar nada só para mostrar algo para alguém. Você vai ver que isso faz um bem danado.

E você? Como se recupera de um pé na bunda?

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