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1 em Destaque/ Relacionamento no dia 29.01.2019

Amor novo no ano novo? 3 dicas para não precisar depender de simpatias

Vou aproveitar que ainda estamos em Janeiro e queria falar com aquelas pessoas que pediram para 2019 um amor novo. Aquelas que, se não passaram o ano de vermelho ou rosa, desejaram fazer isso pra ver se com uma ajudinha da sorte e da simpatia, a coisa melhora no lado amoroso. 

Se relacionar é complicado mesmo. Nem sempre é fácil, nem sempre quem estamos interessadas nos corresponde. As possibilidades são muitas. E justamente porque são muitas, não recomendo desistir! 

Mesmo quem se decepcionou feio no passado, ou anda desacreditada no amor porque andou vivendo experiências que não foram legais. Se vocês de fato querem um amor novo, não deixem que essas experiências determinem como será sua futura vida amorosa. O que foi não pode determinar o que ainda pode ser. 

O que eu gostaria de deixar claro aqui, para quem está procurando um mozão pra chamar de seu, é o seguinte:

Não deixe que as experiências negativas te tornem amarga

É muito comum que um coração partido, um relacionamento abusivo ou mesmo uma decepção grande, deixe a gente achando que o amor não é pra gente. Porém, é fundamental que você compreenda que uma experiência ruim – ou algumas – não determina todo o caminho dos seus relacionamentos na vida.

Antes de acreditar nas pessoas, é importante acreditar no amor como sentimento. Ele existe, vemos por aí de muitas formas, todos os dias. Portanto, ame o amor e siga procurando por ele!

Tenha leveza para achar um amor novo

A procura por um amor não precisa ser uma caça desenfreada ou desesperada. Muito menos algo sofrido, onde a cada decepção você aja como se o amor não fosse pra você. Paquerar, sair com alguém, conhecer uma nova pessoa precisa ter leveza.

Se concentre na diversão, em conhecer o outro, saber seus gostos, ter conversas interessantes. E, sobretudo, entender que muitas vezes os momentos das pessoas não coincidem com os seus. Ou mesmo, quando alguém não te quer, é um direito da pessoa. Assim como você tem todo o direito de não querer seguir adiante qualquer possibilidade de relacionamento.

Eu sei que não ser correspondido é ruim, mas quando levamos tudo com leveza, o tombo não dói tanto e a gente segue para a próxima aventura. O caminho é pra ser divertido!

Saiba seu valor para saber o que você merece

De nada adianta querermos alguém apenas por querer. Se você quer mesmo um relacionamento, é fundamental que você saiba o seu valor. E não estou falando aqui em se dar ao valor, aquela ideia antiquada.

To falando em ter na mente quais são sua qualidades, seus pontos fortes e até mesmo os fracos. Perceba quem você é. Pois é quando isso acontece que vemos que não merecemos menos do que alguém que seja incrível e nos faça feliz. Não aceite nunca menos do que você merece.

Goste de quem gosta de você

Quero te convidar a dar chances. Para aquela pessoa que pode não ser o seu tipo fisicamente, mas vai te tratar como a pessoa mais especial do mundo. Alguém que tenha, sim, defeitos, mas vai te tratar como prioridade. Ou até mesmo vai procurar ser uma pessoa melhor ao seu lado e crescer com você.

A gente tem uma tendência a achar que o nosso amor muda a cabeça das pessoas, mas a verdade é que as pessoas só mudam se quiserem. Portanto, olhe com carinho para quem anda tentando se aproximar e você ainda não deu uma chance. Você pode se surpreender!

Tenho certeza que mudando alguns comportamentos que estão viciados, não é preciso calcinha vermelha, simpatia ou qualquer outra coisa para o tal amor novo chegar.

1 em Autoestima/ Relacionamento no dia 21.01.2019

O que perdoar significa em um relacionamento abusivo?

Há duas semanas escrevi um texto aqui para o blog sobre os relacionamentos abusivos. Falei bastante sobre como identificar se você está vivendo esse tipo de relação. Hoje quero aprofundar um pouquinho mais essa nossa conversa. E quero trazer um tema muito importante (e bastante delicado) para quem vive ou já viveu um relacionamento abusivo: o perdão.

Antes de seguirmos, quero pedir que você leia com mente e coração abertos. Existem muitos mitos sobre o perdão, que pretendo desconstruir aqui. Mas também quero deixar claro que você não é, nem nunca será obrigada a nada. Combinado?

Uma coisa que torna o perdão tão desafiador é o fato de acreditarmos que perdoar é esquecer. É praticamente impossível esquecermos as profundas feridas causadas por um relacionamento abusivo. Particularmente, acredito que não devemos esquecê-las. Essas experiências fizeram parte da nossa vida e devemos honrar a nossa jornada, por mais difícil que ela possa ter sido.

Perdoar também não é relevar o que aconteceu.

Muito menos ser conivente com a violência. Ou permanecer se sujeitando a ela. Ou dar permissão à pessoa que nos feriu para continuar fazendo isso. Seja conosco ou com outras pessoas.

Tendemos a acreditar que o outro nunca merecerá o nosso perdão, como se assim ele estivesse sendo punido pelos erros que cometeu. Mas a verdade é que o perdão não é para o outro.

Perdoar é um gesto curativo e de libertação para nós mesmas.

Você já se machucou alguma vez na vida, certo? Já teve uma ferida física que deu uma casquinha, depois cicatrizou e por fim, curou. Correto? E o que acontece quando você tira a casquinha do machucado? A ferida revive. Ela fica aberta, sangra e o processo de cicatrização deve ser reiniciado. E se você tirar a casquinha toda vez que ela começar a se formar? Nunca será possível se curar definitivamente do machucado. Podendo até mesmo haver complicações muito mais graves e dolorosas.

Com as nossas feridas emocionais o processo é exatamente o mesmo. No meu ponto de vista, quando não perdoamos, nunca podemos concluir o processo de cura. Permanecemos eternamente presas à situação que nos causou dor. Revivemos diariamente as situações difíceis, deixando abertas feridas que perpetuam nossa dor ao longo da vida.

O tempo físico passa, mas, emocionalmente, acho que permanecemos presas ao passado. Revivendo continuamente a mesma experiência. Impedindo que nossa vida siga seu fluxo e que novas energias tenham espaço dentro de nós.

Sei que pode parecer um contrassenso. sSi que talvez possa parecer que para perdoar é fundamental reviver o passado e isso sim trará dores desnecessárias. Mas não é bem assim.

Analisar nossos relacionamentos abusivos não é revisitar o passado gratuitamente.

É uma oportunidade de transformar nossos padrões de comportamento, levando-nos a atrair relações amorosas e afetivas mais saudáveis. Não mais dentro do sistema de codependência do qual falei no outro post. Lembrando que, sempre que possível, é aconselhável que esse processo seja acompanhado por profissionais. Pessoas aptas a nos dar o suporte adequado nessa jornada de autoconhecimento.

Quase sempre nós temos um papel que nos prende às relações tóxicas. Ele não é consciente e nem nos transforma em culpados. É importante dizer que nosso intuito aqui não é apontar vítimas ou culpados. Quero mais é fortalecer o senso de autorresponsabilidade, que coloca em nossas mãos a capacidade de reassumir as rédeas de nossas próprias vida, com segurança e autoconfiança. Quando nos damos conta disso, temos a oportunidade de repensar todo nosso processo de desenvolvimento pessoal. E nos colocamos em um lugar de protagonismo e liderança de nós mesmas.

A verdade é que quando descobrimos o que nos fez passar por isso, passamos a poder cuidar da nossa autoestima de perto.

ilustra: Ju Ali

Nos possibilitando uma jornada de autoconhecimento que trabalha nossa autoconfiança, autovalorização e tantas outras percepções equivocadas que costumamos nutrir sobre nós mesmas nas relações tóxicas.

Por outro lado, quando tentamos fechar os olhos para as feridas do passado, elas permanecem abertas dentro de nós. Dessa forma, tenderemos a repetir as situações que tanto queremos evitar. Ou então espelharemos as mágoas e dores, causadas pelas feridas antigas, nas novas relações. Ou, ainda, fechamo-nos completamente para novas experiências, com medo de que aquilo que nos fez sofrer aconteça novamente.

Consegue compreender como perdoar sempre é, e sempre será, sobre nós? A consequência de não perdoar o outro pesa em nós. Em continuar mantendo uma ferida aberta, sendo que a dor que isso causa é nossa!

Perdoar, nesse caso, não é um presente pra parte abusadora. nem mesmo cria espaço pra essa pessoa na sua vida. Perdoar o outro é cicatrizar todas as feridas dentro de nós.

>>>>> Ouça também: Perdoar pra quê, do Mamilos Podcast. <<<<<<

Perdoar não é premiar o passado, é trazer paz. 

Já que estamos falando sobre nós, muitas vezes, a pessoa que mais precisamos perdoar nessa história somos nós mesmas. O autoperdão tem um papel curativo fundamental em nossas vidas. É ele que permitirá que nós nos acolhamos com amor, compreendendo que não temos que nos culpar, nem nos punir pelas histórias de sofrimento em que vivemos. O autoperdão nos faz lembrar de que somos dignas e merecedoras de amor e coisas boas.

Quando conseguimos perdoar, a nós mesmas e aos outros, desatamos o nó energético que nos prende ao passado. Nos abrimos para novas histórias e experiências. Deixamos de ser reféns do que aconteceu e começamos a reescrever uma nova história para nossas vidas, honrando os ensinamentos de Carl Gustav Jung que disse: “Eu não sou o que aconteceu comigo. Eu sou o que escolho me tornar”. Assim, nós nos tornamos capazes de seguir em frente com a leveza, a liberdade emocional e a paz que tanto queremos e merecemos.

Então, se você se sentir preparada e conseguir, deixe ir, cuide de você. Abra-se para as infinitas possibilidades que você pode construir com o seu amor.

Você merece ser feliz. Você merece ser amada. E principalmente, você merece o seu próprio amor. Nossa responsabilidade de melhora é conosco. Não temos o poder de mudar o outro, só ele tem. Podemos nos dar quantas chances quisermos de nos transformarmos e mudarmos nossos padrões. O perdão é não é um prêmio pra quem errou, é um presente para nós mesmas. Perdoar não é fácil, não é obrigatório e nem mesmo simples, mas é libertador.

1 em Autoestima/ Relacionamento no dia 10.01.2019

Relacionamento abusivo, você já se perguntou se está em um?

Falar sobre relacionamento abusivo tem ganhado destaque nas redes sociais e rodas de conversas das mulheres atualmente. Ainda bem! É fundamental que a gente fale mais sobre isso, porque a conscientização é o primeiro passo para a libertação. Afinal, não é possível resolver um problema que não se conhece, não é mesmo? Ao falarmos disso criamos repertório e referências. E isso pode ajudar no processo de conscientização de outras mulheres,

Mulheres, como eu e você. Eu vivi um relacionamento abusivo durante quase dez anos, com muita agressividade, violência psicológica e risco de morte.

É, mana, essa triste realidade é mais comum e mais próxima do que podemos imaginar. E o pior de tudo é que ela é muito difícil de se identificar. Ainda mais quando somos nós que estamos inseridas nela.

Por incrível que pareça, quando estamos vivenciando essa dinâmica, ela é normal para nós. Não conseguimos enxergar muito bem as dimensões do problema. Isso quando somos capazes de perceber que há um problema. Mesmo com toda a dor e sofrimento que um relacionamento abusivo provoca, acreditamos que se trata apenas de uma fase difícil.

Justificamos os maus tratos recebidos com o pretexto de que o nosso parceiro teve uma infância difícil, não recebeu amor, vivenciou experiências traumáticas. E por tudo isso, hoje ele tem alguns comportamentos dos quais estamos convencidas de que, com paciência e amor, seremos capazes de transformar.

Nós mulheres vivemos em um contexto cultural que nos faz acreditar que somos responsáveis por cuidar do outro a qualquer custo.

Por isso, temos a tendência de cultivar a crença de que precisamos salvar, transformar ou nos responsabilizar pelo desenvolvimento emocional da outra pessoa. Além de ser algo extremamente desgastante emocionalmente para nós, isso também se torna um agravante. E nos impede de enxergar o que está realmente acontecendo.

Quando as coisas ficam difíceis e temos vontade de desistir, apegamo-nos às lembranças positivas do passado. Às ilusões de que o parceiro vai mudar. E, claro, às crenças que temos de que nunca mais seremos capazes de encontrar alguém que nos aceite e esteja disposto a viver um relacionamento conosco. E assim a relação vai se perpetuando no tempo. A cada dia que passa nos conformamos e naturalizamos os comportamentos de abusividade.

Outro fator que dificulta bastante a identificação de um relacionamento abusivo é a falta de clareza sobre o que configura um relacionamento abusivo. Temos uma imagem equivocada de que os relacionamentos abusivos são apenas aqueles em que a mulher sofre violência física. Esses são casos extremos e a violência física é sempre precedida por uma violência mais sutil, a psicológica. Eu falarei mais sobre isso em breve.

ilustra: Juliana Ali

ilustra: Juliana Ali

Mas agora é fundamental que a gente converse sobre o que de fato é um relacionamento abusivo. Como ele se forma e porque é tão comum repetir os padrões de abusividade ao longo da vida.

Não há uma receita única para os relacionamentos tóxicos, só indícios comuns. Eles podem ocorrer de várias formas, mas basicamente, uma relação abusiva é aquela em que há violência. Sendo que esta pode se manifestar de cinco formas: violência psicológica, violência moral, violência física, violência patrimonial e violência sexual.

A meu ver a violência psicológica é a mais perigosa de todas. Primeiro porque ela pode ser a porta de entrada para todas as outras formas de violência. E também porque ela pode ser muito sutil. Muitas mulheres não notam que estão sendo vítimas de violência.

A violência psicológica pode se manifestar de inúmeras maneiras. Ciúmes excessivos, chantagens emocionais, culpabilização, julgamento em forma de piadinhas, indisponibilidade emocional, controle, ofensas. Todo tipo de comportamento que faz com que o abusado se sinta inferior, triste, incapaz, indigno, culpado, não merecedor. E até mesmo duvide de sua sanidade mental.

Pouco a pouco, a violência psicológica provoca estragos emocionais tão profundos que o abusado fica totalmente refém do relacionamento.

Ela é tão intensamente destrutiva que a pessoa não é mais capaz de enxergar alternativas. Deixa de ter forças para pedir a ajuda de que precisa e chega até mesmo a se punir e culpar por viver naquela relação. A certeza absoluta de que tudo aquilo aconteceu porque ela foi a provocadora daquela situação persegue.

Quem vive nesse quadro começa a se sentir sozinho e isolado. A pessoa tem vergonha de contar o que acontece dentro da relação e vive grandes conflitos éticos. Existe uma certeza que o abusador não é uma pessoa ruim, que ele não faz aquilo por crueldade. E aí não quer prejudicar a imagem dele. Mas só um lembrete: um relacionamento abusivo pode destruir uma vida, independentemente da intenção.

E assim chegamos a mais um ponto importante da dinâmica de um relacionamento abusivo. Ao contrário do que pode parecer, a relação abusiva não é movida pela crueldade intencional do abusador. Sei que muitas pessoas pregam essa ideia, mas ela é um equívoco que contribui para que não se conheça a verdade por trás dos relacionamentos abusivos. E, em consequência, impede que o mal seja sanado pela raiz.

Um relacionamento abusivo resulta da união de duas pessoas com baixa autoestima, que encontram uma forma disfuncional e simbiótica de viverem juntas.

E essa vivência reforça aquilo que intimamente pensam sobre si mesmas. Por pior que seja a forma com o que o abusador se comporte, tem uma parte emocional do abusado que permite isso. Pra que esse cenário possa mudar, é fundamental ter consciência. Também é importante lembrar que abusador e abusado não são papeis destinados a um determinado gênero. Ou seja, nem sempre o homem será o abusador e, a mulher, a abusada. Tampouco se limita às relações heterossexuais. A forma como a dinâmica se desenrolará será diferente em cada relação. Os papéis podem ser fixos, apenas um agindo como abusador e o outro como abusado, mas também existem casos em que os envolvidos se alternam nos papéis de abusado e abusador.

Uma coisa, por outro lado, é sempre comum: o autoconceito deturpado tanto de um, quanto de outro. Se pudéssemos colocar uma lupa e analisar intimamente as duas pessoas da relação, veríamos dois seres em intenso estado de sofrimento emocional. Cada um vivenciando essa história à sua maneira, só que nada disso ameniza ou justifica os riscos do quanto um abusador pode ser nocivo na prática.

Se olharmos tudo sob uma ótica profunda, veremos que o abusador não é um sádico cruel.

É apenas uma pessoa que se sente muito mal a seu próprio respeito. Alguém que se enxerga como inferior, sem valor, incapaz, sem autoconfiança e que não se sente digno, nem merecedor. A forma (doentia, por óbvio) que ele encontra de tentar se sentir melhor é rebaixando o seu parceiro, subjugando-o. Assim, ele acredita que se fortalecerá e se sentirá mais seguro e autoconfiante. O que nunca dará resultados, porque a única forma desse fortalecimento se sustentar é pelo cultivo interior da autoestima.

O abusado, por sua vez, também não se trata obrigatoriamente de uma presa frágil que sucumbe à crueldade do abusador. Ele também é alguém com um autoconceito totalmente negativo, que se sente mal, inferior, indigno e não merecedor. Só que a forma como ele atua na dinâmica é diferente. Ele se identifica com a violência sofrida, ele reforça o sentimento de indignidade e não merecimento. Também é tomado pela culpa porque acredita que é ele quem desperta o lado pior de seu parceiro. Fazendo com que não se sinta merecedor de ser amado e tratado com carinho e respeito.

E assim, ambos encontram uma maneira de viverem juntos, numa relação de codependência. Como duas pecinhas que se encaixam em uma quebra-cabeças. Porém, um jogo nocivo, de muito sofrimento, negatividade e graves riscos para a parte abusada.  

A infelicidade é para os dois, mas os riscos costumam ser maiores para a parte abusada. 

É fundamental destacar que essa dinâmica e tudo que descrevi não acontece em um nível consciente. Em geral, o abusador não se prepara para o ato de crueldade. Ele não quer deliberadamente provocar o sofrimento, apenas com essa finalidade e ponto final. Da mesma forma que o abusado ao sofrer um ato de violência, não pensa racionalmente: “sim, eu mereço sofrer, porque não sou digno de amor”. Tudo isso acontece em um nível mais sutil, que eu chamarei aqui de inconsciente.

Outro detalhe é que sempre existe algum pano de fundo para as manifestações de violência acontecerem. Sempre existe alguma circunstância que é utilizada para “justificar” os eventos. E isso impede que o padrão de abusividade seja identificado a tempo e modo. Tudo isso torna confuso e nebuloso o cenário para quem está vendo do lado de dentro, provocando uma miscelânea de sentimentos e pensamentos.

O ponto central de toda essa história é lhe contar que as causas e a cura de um relacionamento abusivo estão dentro de você.

É muito importante saber disso, porque, caso contrário, os padrões de abusividade se perpetuarão em sua vida e se repetirão nas novas relações. É importante ressaltar também que muitas vezes é preciso procurar ajuda para identificar e lidar com tudo isso. Essa pode ser uma ajuda profissional, ou de uma rede de apoio, como amigos e familiares. Pedir ajuda não é sinônimo de fraqueza. Ao contrário, é um ato de coragem e ninguém precisa passar por um problema sozinho.  

Quando conseguimos enxergar a verdade por trás dos relacionamentos abusivo, nós somos mais capazes de nos libertar deles. Uma cura verdadeira nos leva a romper com os padrões de abusividade em os nossos relacionamentos e em todas as áreas da nossa vida.

Nesse processo não existe fórmula mágica ou receita de bolo. O caminho para a cura de cada pessoa é único e isso deve ser sempre levado em consideração. A consciência, por sua vez, é sempre fundamental. Só partindo dela é que podemos cicatrizar nossas feridas emocionais e trabalhar internamente para reverter a baixa autoestima e falta de amor-próprio que tendem a desencadear os processos de abusividade em nossas vidas.

Se você chegou até aqui, por favor, ajude a compartilhar essa mensagem, pois, como eu disse lá atrás, ao falarmos sobre esse assunto, podemos ajudar a salvar a vida de muitas mulheres.