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0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 13.03.2019

Tire um tempo para o que importa caso a auto aceitação esteja difícil

Aqui no Papo a gente defende que seu corpo não deveria ter nenhuma limitação. Seja uma roupa, uma atividade física, um ambiente. Seu corpo não deveria ser um impedimento para nada. Acabamos de passar pelo Carnaval, época do ano que isso é mais discutido (e celebrado!) que nunca.

E eu sei que, quando essa discussão acontece muito, muitas mulheres sentem-se intimidadas porque não acham que chegaram nesse grau de liberdade. Antes de tudo, vale sempre relembrar que não existe uma linha de chegada, nem uma competição para premiar quem chega primeiro. Dito isso, também vale lembrar que aceitação é um processo e ele tem eu ser contínuo.

Veja também: Não, você não precisa amar seu corpo todos os dias

Pensando nisso, queria sugerir coisas que ajudam a gente a manter uma relação com nós mesmas. Seja no Carnaval, em algum feriado ou no dia a dia mesmo. Tenho certeza que ao flexibilizar seu olhar, seu tempo e suas atitudes, a auto aceitação vai chegar com menos pressão.

1 – Tire um tempo para o seu corpo

Tome aquele banho demorado. Faça uma semana de tratamentos para o cabelo. Vá pedalar. Passe hidratante em todos os lugares que dá preguiça, mas não faça isso de maneira mecânica.

Esteja ali presente, atenta ao momento. Curtindo, sentindo de fato que isso é um carinho que você está se fazendo. Ao se olhar e se tocar, não se critique, não se odeie, não pense no que pode melhorar. Apenas aceite, ame, trate seu corpo com o carinho que ele merece.

2 – Tire um tempo para sua mente

Leia um livro que você estava querendo há muito tempo. Escreva, se é assim que você gosta de desanuviar a cabeça. Assista a um filme para relaxar. Organize suas fotos na nuvem em pastas, dedique um tempo para desenhar, fazer scrapbook, tricotar, o que te dê prazer.

Tenha tempo para se fazer companhia e perceber como é bom e pode ser enriquecedor ter momentos com você mesma. Perceber a própria companhia como algo valioso e que ter tempo para si é importante muda completamente a sua relação com você mesma.

3 – Tire um tempo de qualidade com quem você gosta

Não é porque você tem que ser sua melhor companhia que você precisa viver isolada do mundo. Ter ao seu lado pessoas que te fazem bem é muito importante. Gente que te faz relembrar suas qualidades, que te bota pra cima e que te quer bem, acima de tudo.

Mas quando falo em ter tempo de qualidade com essas pessoas, digo para você se dedicar à elas também. Saiba mais sobre o que tá acontecendo em suas vidas, mostre-se disponível para o que for. Cultivar verdadeiramente essas amizades faz tão bem quanto receber o carinho dessas pessoas. E daí vem a minha próxima dica:

4 – Tire um tempo para ser a rede de apoio de alguém

Poder ajudar as pessoas faz um bem enorme pra gente também. Desconhecidos ou não. Por isso, no seu tempo livre, tente ver se consegue ser a rede de apoio de alguém. Veja se alguma amiga sua com filhos gostaria de tirar um tempo pra si. Ou apenas pergunte se precisam que regue as plantas ou que alguém fique com o cachorrinho para ela viajar. Todo mundo precisa de ajuda e poder ser uma pessoa que oferece essa ajuda é um prazer e um privilégio. Tire vantagem disso.

E você? Como age quando sente que empacou no caminho da auto aceitação?

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque/ Moda no dia 06.03.2019

Parecer gorda em um look não deveria ser motivo de medo

No meu dia a dia como consultora de estilo lido com pessoas muito diferentes entre si. Aliás, digo sempre que trabalho com pessoas e não com moda, exatamente por isso. Nenhuma cliente é igual à outra, seja por questões de gosto, seja por questões de rotina, seja por questões de prioridades na vida.

Mas uma coisa quase sempre se repete: o medo de parecer gorda. Ou, se não tão declarado, o alívio – e a felicidade em parecer magra.

Explico: um dos maiores ensinamentos que podemos entregar na consultoria de estilo é que você precisa experimentar o look antes de julgar se ele funciona pra você ou não. Não dá pra saber se uma coisa vai combinar com a outra antes de colocar no corpo. É preciso ver como você se sente usando as tais peças juntas. Isso vale pra qualquer coisa: calça e blusa, colar e brinco, sapato e bolsa. Tudo isso junto e misturado.

Quando partimos para a parte prática do trabalho, a primeira coisa que fazemos é experimentar tudo o que a pessoa tem em casa. Só depois a gente pensa em comprar coisas novas. Uma vez decidida essa parte, voltamos a experimentar todos os looks que criamos ao longo do processo. E muitas vezes, nessas experimentações, ouvimos frases do tipo:

“Ai, tô gorda”. Ou “Me sinto gorda” (lembro taaaanto da Jô falando sobre isso na Glamour….). Ou então:  “Que ótimo, tô magra! Adorei”.

Vocês percebem como isso é esquisito? Como se gorda fosse sinônimo de feio e magra fosse sinônimo de bonito. 

Independente da sua opinião sobre o melhor look, não tem como ter essa discussão sem lembrar de Rihanna. A cantora/empresária é um ícone de liberdade na escolha de seus looks. Ela experimenta, ela testa, não importa se determinadas peças a fazem parecer gorda ou magra.

Antes de continuar, quero deixar claro que tá liberado não curtir o look, tá? Tem muita combinação que a gente monta na nossa cabeça e que não rola na vida real. O que me deixa pensativa e me fez escrever esse post é não gostar do look SÓ pelo medo de parecer gorda. Sendo que, muitas vezes, isso não passa de uma coisa da própria cabeça.

Cês entendem onde eu quero chegar?

Como eu disse, tá tudo bem não curtir certas combinações. Tudo bem não curtir alguns shapes. O importante é entender o que desagradou a cliente no conjunto da obra pra tentar fazer aquilo funcionar. Trocar a blusa, mudar o acabamento, o sapato, o acessório…enfim. O que não dá é simplesmente descartar um look por medo de parecer gorda.

Quer dizer, dá sim. Desde que isso seja mega pensado e internalizado e não apenas no piloto automático, sabe?

“Ai, mas como você sabe que todas elas não tiveram essa reação de forma pensada?”

Simples: por toda a diversidade que envolve a pessoa humana. Por toda a diversidade que permeia nossos atendimentos. Acho estatisticamente improvável que, num universo onde nenhuma entrega é igual à outra, 99,99% das clientes estejam genuinamente preocupadas com isso.

Digo genuinamente, porque sim, tem gente cuja prioridade é parecer mais longilínea. Mas tem muita gente que não tem essa preocupação. E muita gente que não sabe qual é a sua prioridade ao construir um look e que acaba indo na onda da galera. Que internaliza a ideia do parecer gorda ou parecer magra sem pensar muito sobre o assunto. Sem se olhar de fato e refletir.

>>>>>>Veja também: Nem todo mundo quer parecer mais alta e mais magra<<<<<<

Ou seja, voltamos ao assunto de sempre: autoconhecimento. Ele se mostra tão necessário em várias esferas da nossa vida, e quem diria, é fundamental até pra escolher o look!

Por isso, te convido a fazer uma viagem pra dentro de você mesma. E buscar, de forma sincera e genuína, o que é mais importante pra você. Seja com relação a sentimento – conforto é inegociável ou isso não é tão importante? Você prefere se sentir sexy ou passar despercebida? POR QUE você prefere se sentir sexy ou passar despercebida? Seja com relação a imagem projetada – você prefere parecer mais moderna, mais alternativa ou mais sofisticada? Qual o motivo dessa preferência?

Uma vez a Fê Neute falou sobre a cebola do autoconhecimento. Apesar de ter rido da analogia na hora, eu achei incrivelmente sábia: quando você começa a “descascar” suas próprias camadas você não para nunca.

E isso é bom, muito bom!

Você nunca mais vai usar um look só porque você parece mais magra nele. E vai ter 100% de consciência sobre a escolha dele. Nada melhor do que isso pra nos dar a autoconfiança e a autoestima próprias de quem é a dona do próprio nariz e das próprias decisões!

0 em Autoestima/ Destaque no dia 28.02.2019

Vamos curtir o Carnaval sem medo de ser a peguete da zoeira?

Carnaval se aproximando e os bloquinhos e festas já começaram por aí. Minha timeline que o diga. Se programar, definir roteiros, comprar apetrechos para fazer as fantasias, usar quilos de glitter por dias a fio, simplesmente curtir o Carnaval. Não tem como ser ruim, né?

Eu também achava isso, até certo dia ouvir uma amiga comentar que não ia em blocos de Carnaval porque não queria ser a “peguete da zoeira”.

Eu não tinha ideia do que isso significava até ela me contar que isso é algo que muitas gordas já ouviram falar. Imaginem a cena: você está lá, no bloco, curtindo a música e se preocupando com tudo menos com seu corpo. Até que um cara se aproxima, passa um papo e te beija. No minuto seguinte você virou alvo de piadinhas na roda de amigos desse cara. E assim você vira a “peguete da zoeira” e curtir o Carnaval vira uma tarefa impossível.

Minha primeira reação foi achar que isso era bobagem, coisa de filme. Mas sejamos francas, a gente sabe que infelizmente existe esse tipo de pessoa. Principalmente no Caranaval. Sou otimista que esse tipo de lixo humano tem cada vez com menos espaço para fazer esse tipo de coisa #nãopassarão.

Mas fiquei me questionando quantas mulheres não têm esse mesmo medo, e por causa disso, estão deixando de curtir o Carnaval.

Ilustração: Ju Ali

Logo o Carnaval, uma época tão livre, divertida, feliz e diversa!

Queria aproveitar esse texto, então, e dizer para a minha amiga que ela é uma mulher linda. Por dentro, óbvio, mas especialmente por fora. E que ela deveria sim, curtir o Carnaval do jeito que ela quiser. Da maneira que ela se sentir mais livre e feliz. E que se sinta bem por fazer isso, independente de cair na armadilha da “peguete da zoeira” ou não.

Tenho certeza que pra cada um que possa cogitar fazer tal coisa, existem mil que acharão ela maravilhosa. E queria que ela também se sentisse assim ao deixar esse medo de lado para fazer o que ela tem vontade, sem se preocupar com a opinião alheia.

Poder se divertir sem questionar o que pensam a seu respeito ou a respeito de seu corpo é uma das sensações mais livres que podemos experimentar.

Porém, ela precisa começar com ela mesma. E você também, caso o medo de ser a “peguete da zoeira” tenha passado na sua cabeça.

Antes de sair na rua para curtir os blocos, se olhe com carinho. Perceba suas qualidades, veja tudo de bonito que há no seu corpo e no seu rosto, descubra os artifícios que te fazem sentir maravilhosa. Encha-se de glitter, paetê e tudo mais que você tem direito.

Tenha carinho e amor por você, se liberte. Esqueça o pensamento dos outros. Pule, cante, dance, brinque, vista e beije quem você quiser. Ou não beije ninguém e seja feliz! O que vão achar não é um problema seu, mas como você se sente ao deixar de aproveitar a vida por causa dos outros, é.

Cerque-se de pessoas que mostrem a mulher maravilhosa que você é. Vá a lugares onde você se sente acolhida e aceita. A gente sente a vibe do lugar na hora, e vê o quanto estava perdendo tempo ao deixar de fazer tudo isso.

O Carnaval pode ser uma das épocas mais libertadoras e divertidas do ano. E não vou deixar você ficar de fora dessa. Combinado?