Browsing Category

Beleza

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ corpo/ Destaque no dia 24.04.2019

Minha cirurgia plástica e o medo de parecer incoerente

Minha coluna desse mês não vai ser nada relacionado com o que eu costumo abordar aqui. Não vai ter nada a ver com moda, consultoria ou assuntos relacionados a vestir-se. Mas vai ser relacionado com autoestima, por isso mesmo pedi para as meninas esse espacinho. Hoje quis usar esse espaço falar de cirurgia plástica.

Parece loucura, mas um dos meus maiores medos ao passar por uma (recente) cirurgia plástica não foi a cirurgia em si. Nem a anestesia geral, nem o pós operatório, mas a possibilidade das pessoas me acharem incoerente.

Falo pra um monte de gente nas redes sociais que elas não precisam pertencer a padrões. Bato na tecla que elas não devem se preocupar com o que os outros acham ou deixam de achar. Repito exaustivamente que elas podem (e devem) estabelecer os seus próprios padrões de beleza.

Eu prego o body positive. E aí eu fui lá e decidi passar por uma cirurgia plástica.

Um ano separa essas duas fotos. Mas esse antes e depois não é para comparar resultados. Não só porque não é esse o ponto do post, mas porque eu não vejo necessidade de me comparar.

Na verdade, não foi tão simples assim, importante explicar. Foi um processo decisório longo. Fiquei uns bons 2 anos conversando com a médica que me operou. Desisti e voltei pro plano umas 3 ou 4 vezes ao longo desse período.

Boa parte dessa minha dificuldade em seguir com o plano foi por causa de tudo o que precisei colocar na balança. Grana para a cirurgia plástica e consultas médicas. Tempo sem trabalhar, tempo sem poder cuidar dos meus filhos… Isso sem contar todo o desconforto físico no pós operatório.

Enfim.

Uma coisa em que eu sempre acreditei, e que também falo muito, é que não tem problema nenhum em querer mudar algo no corpo ou na aparência em geral. De verdade. Mas eu também acredito que não dá pra condicionar a felicidade (ou o sucesso) a isso.

Eu realmente acredito que a gente tem que se curtir. Que não podemos deixar que eventuais insatisfações nos paralisem ou paralisem nossos planos e projetos.

Mas eu trabalho com consultoria de estilo voltada para mulheres. E diariamente ouço pedidos de clientes e seguidoras para ajudá-las a criar ilusões de ótica com as roupas. Seja para fazê-las parecerem mais altas, mais gostosas, mais isso, mais aquilo. Ou seja, é fato que quase todo mundo nessa nossa sociedade tem alguma insatisfação com a própria aparência.

>>>>>> Veja também: Parecer gorda em um look não deveria ser motivo de medo <<<<<<

E apesar de entender que isso é absolutamente normal, eu também entendo que muito disso não é, necessariamente, legítimo. Muitas vezes (quase sempre), o nosso desejo de parecer mais alta ou mais gostosa vem de uma construção cultural na qual o conceito de “beleza” é baseado em padrões praticamente inatingíveis. E, pra piorar esse contexto, quase sempre a beleza é colocada como mérito.

Ou seja: a gente aprendeu a acreditar que ser “mais alta” ou “mais gostosa” ou “mais [INSIRA AQUI QUALQUER COISA]” é o desejável, é o que é “””bonito”””, o “certo”.

E tá tudo bem. Desde que a gente SAIBA disso.

Desde que a gente saiba que a gente, como parte de uma sociedade, recebeu um monte de informações ao longo da vida nos dizendo isso de um jeito ou de outro.

Por isso, é fundamental ter consciência de que essas informações moldam, de alguma forma, nossos gostos e preferências. E isso explica porque os padrões de beleza na Ásia, por exemplo, são tão diferentes do que os padrões de beleza norte-americanos.

Mas voltando à minha cirurgia plástica…

Eu diminuí os seios e corrigi a diástase. Trocando em miúdos, levantei os peitos e tirei a barriga que “sobrou” das minhas gestações.

Eu sempre fui terminantemente contra qualquer intervenção cirúrgica meramente estética. Sempre achei um risco/gasto de tempo/dinheiro/energia desnecessários para algo tão bobo quanto a mera aparência física. Mas entre 2016 e 2018 passei a sentir um desconforto crescente em relação ao não pertencimento a esse padrão de beleza. Além disso, eu sofria com muitas dores nas costas por causa do tamanho dos seios e minha diástase era tão grande que o convênio cobriu parte da cirurgia

E, mesmo a minha cirurgia plástica não tendo sido meramente estética, eu mordi a língua. Afinal, eu poderia ter seguido a vida sem fazer nada disso. Mas optei por fazer. E passei a entender todo mundo que, um dia, consciente ou inconscientemente, eu julguei por topar o risco/gastar a grana/empenhar energia de passar por uma cirurgia plástica “meramente estética”.

Tomei uma bela lição de (não) empatia na cara. E passei a pensar nesse assunto com mais carinho. Afinal, eu não só conheci o outro lado da história como também passei a entender quem não consegue não se paralisar por causa de insatisfações com a própria aparência.

Passei a entender melhor quem busca estar dentro do padrão. Mesmo sabendo que esse padrão só existe pra diminuir o nosso foco em brigar e tomar o lugar que deveria ser nosso por direito.

E, apesar de entender que a autoestima não está necessária e diretamente ligada a aparência, posso dizer que hoje me sinto plena e tranquila com relação à decisão que tomei. Pois fiz isso com calma e planejamento, ciente dos riscos e escolhas que teria de fazer.

Ou seja, o aumento da minha autoestima não veio do fato do meu corpo hoje estar mais dentro dos padrões. E sim do fato de eu ter tomado uma decisão de forma serena, autônoma, isenta de auto julgamentos. E também cheia de acolhimento com minhas próprias angústias e desconfortos.

Por isso, depois de muito analisar e pensar o assunto, posso falar com toda a certeza do mundo que em um primeiro momento posso até parecer incoerente. Mas tenho muita tranquilidade em afirmar que eu não poderia ter sido mais coerente comigo mesma :-)

0 em Beleza/ Destaque/ pele no dia 19.04.2019

Enzyme Cleasing Gel & Glycolic Acid Toner da Mario Badescu

Já falei mil vezes que sou muito preguiçosa com rotina de pele. Ao contrário da Jo, que é toda certinha, eu sou completamente desregulada. Tem dias que eu faço o passo a passo com toda a calma, paciência. Tem dias que eu só passo uma água gelada na cara. Ou que tiro a maquiagem e vou dormir. Então, todos os meus produtos precisam ser meio práticos e rápidos de passar. Foi assim que eu cheguei no gel de limpeza e no tônico facial da Mario Badescu.

Na verdade, não foi bem assim. A primeira vez que ouvi falar dessa marca foi por causa do seu Facial Spray de rosas, um queridinho de celebridades e blogueiras de todo o mundo.

O negócio é que eu já tenho meu spray facial preferido, e ele se chama Eau de Beauté, da Caudalie. Nunca esqueço quando a Mathilde Thomas, a fundadora da marca, explicou diferentes formas de usá-lo (a minha preferida é usar o spray na nuca em momento de stress, juro) e eu não quis mais outra coisa. Eu sou tão fiel à ele, que nem experimento outros que é para não correr o risco de gostar mais. É nesse nível.

Só que um belo dia de inverno, quando a pele estava gritando de tanta secura, eu quis melhorar minha rotina de pele. Foi aí que, num passeio pela Urban Outfitters (que está com uma seleção super bacana de marcas de beleza), eu me deparei com muitos produtos da Mario Badescu. Acabei comprando dois que me pareciam adequados para o que eu tava procurando.

O primeiro foi o Mario Badescu Enzyme Cleansing Gel.

Ele basicamente é o campeão de vendas da marca, e eu já fui convencida por aí. Ele é um gel bem leve e refrescante, ideal para limpar as impurezas do dia a dia e oleosidade.

Assim que eu comprei, eu tentei usá-lo na minha rotina antes de dormir. Mas como ele pede para usar esse produto com água morna, começou a ser um passo a mais e eu fui ficando com preguiça. Mas como eu gostei tanto da sensação, acabei botando ele na hora do banho.

Daí, antes de entrar no chuveiro, eu tiro a maquiagem com água micelar, entro no banho e termino de lavar o rosto com o Enzyme Cleasing Gel. Pelo menos para mim funcionou muito bem.

O outro produto foi o Mario Badescu Glycolic Acid Toner.

Eu nunca fui uma pessoa de usar tônico facial. Usei uma vez um da Kiehl’s, mas não vi muita utilidade na época. Na verdade, encarava como um passo a mais (e desnecessário) na rotina, confesso. Mesmo sabendo que ele tem sua importância.

Pois bem, nesse período de seca, eu acabei vendo a importância de seguir todos os passos, e foi assim que eu cheguei nesse tônico da Mario Badescu. Ele tem ácido glicólico, um ativo que é usado para tornar a pele mais uniforme, firme, hidratada e brilhante.

Tenho que dar o braço a torcer que, de fato, a minha pele ficou bem mais uniforme depois que passei a usá-lo com frequência. E mais hidratada também. Além disso, ele dá uma sensação refrescante que é uma delícia.

Porém, ele não é recomendado para todo tipo de pele. Se você tem acne ou pele muito sensível, por exemplo, é melhor evitá-lo.

Só sei que depois dessa experiência, eu fiquei um pouco mais inclinada para testar o tal do facial spray de rosas – o mais famoso da Mario Badescu. Deixa terminar minha última Eau de Beauté. Se eu comprar, prometo que venho aqui contar.

1 em Autoestima/ Cabelo/ Destaque/ Patrocinador no dia 16.04.2019

Mudar o cabelo pode ser um jeito de contar que você mudou…

Nossa aparência não deixa de ser uma extensão de como a gente se sente e de como a gente quer se expressar no mundo. Quanto mais conectadas estamos conosco, menos os padrões externos tendem a nos controlar. Por isso, mais conscientes conseguimos ser. E temos uma real noção sobre quais escolhas queremos ou não fazer dentro desse sistema que visa a busca de uma aparência perfeita.

A busca por perfeição no universo da beleza facilmente se transforma em uma opressão. Com isso, ficamos suscetíveis a sermos reféns do que esperam de nós nessa sociedade. 

Dito isso, vale a pena lembrar que o universo da moda e da beleza não deixa de ser importante para as pessoas mais livres. O que passa a acontecer é que as necessidades passam a ser menos sobre os outros e mais sobre si. A vaidade deixa de ser um caminho de aprovação social e passa a ser uma forma quase artística de expressar quem você é. Ou a que grupo você pertence (ou não), até mesmo qual a sua personalidade ou sua maneira de se comportar. 

Nos expressar esteticamente baseadas em quem somos é uma espécie de arte que todas nós podemos escolher para nos comunicar. Se quisermos, nosso reflexo do espelho pode ser uma tela em branco. E ela nos levará a pintar aquilo que a gente escolhe acreditar que somos. Pelo menos por enquanto.

A verdade pra mim é: quanto mais livre eu consigo ser, mais próxima da minha essência eu consigo estar.

Esse é o antes. Mas não estou botando essas fotos de mudança para fazer qualquer tipo de comparação. Essa fase dele mais longo e um pouco mais escuro foi ótima!

Nesse contexto, é mais fácil ficar consciente dos meus ciclos de mudanças pessoais, profissionais e familiares. E quanto mais a gente percebe os movimentos que estão acontecendo, mais fácil é querer marcar esses ciclos. Pra algumas pessoas é uma tatuagem, pra outras uma nova decoração do próprio espaço. Uma organização do armário pode ser bem vinda também, mas o mais comum que vejo a minha volta é: MUDAR O CABELO. 

Assim como amo estar com ele mais curto e mais iluminado!

Não, eu não estou falando que mudar o cabelo muda a sua vida automaticamente, não é isso!

Tampouco estou reduzindo nossos ciclos à estética. Ou falando da busca por um cabelo “igual ao de todo mundo” em busca de aprovação e likes. O que estou dizendo é justo o oposto. Quanto mais tudo muda dentro, mais a gente tende a querer marcar fora. E é impressionante como cortar, descolorir ou pintar pode trazer isso para as pessoas. Mudar o cabelo traz isso pra mim e pra algumas mulheres com quem conversei. Por isso, resolvi voltar nesse assunto de mudar o cabelo como forma de expressão pessoal, de maneira livre e criativa.

Eu tinha 21 anos quando cortei o cabelo curto e me senti mais forte pra colocar pra fora todo um novo lado. Um momento que eu estava vivendo. Tem sido assim desde então. A cada ciclo eu busco algo que me lembre desse processo libertador que eu encaro dentro de mim. E da forma que eu quiser, pode ser expressado no espelho. Não em busca de aprovação nas redes sociais, mas em busca de mim mesma. 

E isso é ótimo, porque eu também consigo ignorar mais facilmente certas demandas.

Afinal, quem nunca ouviu que para o verão é bom clarear o cabelo e cortar mais curto? Ou no inverno é melhor deixar as madeixas mais escuras?

Crenças como essas acabam nos levando para um ciclo de novas demandas. E a única necessidade que eu quero atender é a de mudar quando eu quiser. Seja pra matizar as mechas deixando-as mais claras ou escurecendo todo o cabelo. Seja cortando ou deixando crescer.

[ Nessa mudança de cabelo eu cortei o cabelo pré carnaval, fiz mechas e matizei os fios com a tinta de BIO EXTRATUS COLOR 11.21 louro platinado irisado acinzentado. Esse ano puxamos as mexas menos da raiz, pra um efeito mais suave. Ano passado contei todo o processo desde a primeira mudança de cor no meu cabelo nesse post. Esse ano quis só lembrar que toda mudança importa e que podemos ser livres pra experimentar o que fizer mais sentido pra gente! 

Mas acho que pra sempre vou escolher mudar meu cabelo quando eu mudar meus processos. Porque se eu quiser marcar essas transformações no espelho, só caberá a mim escolher. Se for pra não me deixar esquecer, deixa ser. 

Agradeço a Bio Extratus por ser uma parceira incrível e cuidar da gente e do nosso cabelo há tantos anos. A tinta da marca tem tutano e trata o fio, ajudando no processo de cuidar dos cabelos após esses processos que tendem a ser tão abrasivos. Se você estiver considerando mudar os cabelos, pesquise Bio Extratus Color. ]