Browsing Tag

autoconhecimento

0 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 22.01.2019

5 razões porque você precisa seguir a Fe Neute nas redes sociais!

Vocês já conhecem a Fê Neute? Se nunca viram, acho que em algum momento, você já se deparou com os vídeos dela no Youtube. São assuntos variados, porém, todos debaixo de uma mesma ideia, que é a da felicidade. Enquanto por aqui falamos sobre diversos aspectos da vida sob o ponto de vista do amor próprio, autoconhecimento e auto valorização, a Fe fala sobre felicidade, que é uma busca constante de todo mundo, e dela também.

Os dois assuntos se cruzam muito, apesar de serem conteúdos bem diferentes. Em setembro, a Carla e a Jô convidaram essa brasileira que, assim como a Ca, também mora em NY, pra participar de um evento do #paposobreautoestima. Pelo que todo mundo postou e contou foi super bacana. Eu já adorava o trabalho dela e por achar tão importante, quero te convidar para saber de pelo menos 5 motivos para segui-la nas redes e assistir seu canal.

1. Todo mundo quer ser feliz.

O legal é que ela não vem te dar uma fórmula mágica. Nem frases feitas. Ela chega trazendo ideias que ela vai aprendendo, pensando e ponderando. Ela fala do que vai testando na sua vida e divide seu processo com a gente. De maneira que nos faça pensar e refletir sobre nossa responsabilidade nesse processo. A Fe é bem aberta no diálogo e deixa sempre claro que não existe verdade absoluta. Ela está apenas dividindo algo sob o ponto de vista dela, do seu aprendizado pessoal, assim como fazemos por aqui.

2. Ela traz referências legais.

Você nunca sai dos stories dela ou dos vídeos sem uma sensação de “dever de casa”, de algo que você possa fazer e agir. E esse é o diferencial da @feneute. Ela não vai te pedir para ver ou ler sobre algo, não tem nada a ver com os processos de “coaching das redes sociais”. Ela simplesmente fala sobre livros, filmes, vídeos ou até mesmo experiências de maneira que você vai se interessar pelo menos por alguma coisa. Você vai acabar vendo, lendo ou escrevendo e vai valer à pena, da forma mais natural possível.

3. Ela é bem “vida real”.

Como falei atualmente, Fernanda mora com o marido em Nova York. E assim como a Carla, ela também curte mostrar as coisas nessa pegada de “a vida como ela é”. Elas não idealizam suas rotinas. Elas podem morar em uma das cidades mais bacanas do mundo, mas elas vivem uma vida normal, sem ajuda e dando conta das suas tarefas. Acho super positivo acompanhar isso. Não deixa de ser mais um ponto de vista de uma mulher de 30 e poucos anos – no caso dela, sem filhos – morando na Big Apple de uma forma interessante e não romantizada. Todo mundo gosta de saber disso, né?

4. Minimalismo.

Num meio de redes sociais onde se fala muito em consumo, ela prega o minimalismo e conta das suas experiências com ele. Não do minimalismo como imaginamos, isso é, de vivermos com bem pouco ou quase nada. Um minimalismo adaptado à realidade de cada pessoa, sem radicalismos, sem regras ou verdades absolutas. Com os pés no chão e adaptável à vida prática de cada um. É uma fonte bacana para quem quer começar a falar sobre o assunto e, quem sabe, iniciar um processo como esse.

5. Ela foi nômade digital.

Fernanda viajou por muitos países trabalhando como nômade digital e ela sempre divide como foi essa experiência. Ela também tem um ebook que pode te ajudar se o seu sonho for esse. Talvez muito do minimalismo venha dessa experiência que ela viveu e agrega ao seu conteúdo em muitos momentos.

Sem dúvida o canal da Fe Neute no youtube é um dos que mais vale a pena na internet. Ele se chama Fê-liz com a vida! Se você não for chegado ao youtube não tem problema, vai no instagram e segue a @feneute. Não deixe de acompanhar os stories sempre que puder, ela sempre faz a gente pensar em algo novo!

0 em Comportamento/ crônicas/ feminismo/ Relacionamento no dia 18.01.2019

O feminismo acabou com meu casamento. Será? Acho que não.

Ouvi dia desses que o feminismo acabou com o meu casamento. Logo eu, tão dedicada, tão apaixonada. Mulher que atropelou tudo, inclusive os deliciosos vinte e poucos para formar família. Logo eu, tão fiel, tão mergulhada neste mundo. As vezes, eu confesso, tão afogada que custo a me encontrar nas entrelinhas.

O que meu marido – e a maioria dos homens – não entende é que feminismo não é tentativa de sabotar casamento. É uma busca desesperada de quem realmente somos, sem rótulos ou expectativa alheia.

Demorei exatos trinta anos para descobrir que amor está no olhar admirado. Na segunda-feira chata que recebe pinceladas de cor com um carinho despretensioso. Esse olhar admirado é não apenas pela aparência que você tem, mas sua história para chegar até ali. Cada cicatriz é marca de guerras travadas e vencidas. Nenhuma mudança externa chega aos pés das internas, que aconteceram no decorrer dos anos e das gestações que tive.

Os olhos sendo abertos pouco a pouco. Mulheres incríveis que através de suas histórias nos guiam ao mundo novo de força e coragem em assumir nossa personalidade. Em assumir nossos desejos e sonhos reais, sem levar a opinião de ninguém em conta.

Nasceu nestes últimos anos uma mulher forte, guerreira, bem resolvida, leve, feliz consigo mesma. Uma mulher que sabe o quanto é linda.

Se meu marido não puder se apaixonar novamente por esta mulher incrível, acho sinceramente, que quem deveria mudar é ele.

Não posso retroceder todo este caminho cheio de pedras e sacrifícios que trilhei. Não quero abrir mão de quem por tanto tempo lutei. Não posso abandonar esta mulher incrível que me tornei. Até porque descobri que sou mais apaixonada por ela do que por qualquer outra pessoa no mundo. Talvez seja este o problema. Todo o amor direcionado por anos a uma outra pessoa, agora a base, o farol, tudo isso direcionei para mim mesma. E deve doer ser trocado assim, eu entendo.

Porém não tenho que caber em qualquer lugar apertado. Eu não preciso ficar em uma bolha de aparências pré-moldada para agradar sabe-se-lá-quem.

Como qualquer pessoa livre, não posso me conter nos desejos e sonhos que tenho, só por ser mãe e mulher.

FEMINISMO-CASAMENTO

Desculpa aí, mas como li aqui mesmo no Futi, em um relacionamento escolhi ser a laranja inteira.

8 em carreira/ Comportamento/ Destaque/ Mayara Oksman no dia 17.01.2019

O peso do trabalho, ou “cresci e acho que ainda não sei o que quero ser”

Algumas pessoas aparentemente saem do útero sabendo qual o trabalho dos sonhos. Uma amiga minha sabia que queria ser médica desde que a conheci no colégio. Outra sempre quis ser juíza e tinha isso em mente e como foco de vida. Meu irmão sabia que faculdade nenhuma ia ensinar o que ele queria fazer. Então ele simplesmente deu tchau pros estudos e criou a empresa dele do zero.

Mas eu não sou uma dessas pessoas. Não que me falte garra e vontade. Eu só nunca tive esse negócio de saber exatamente o que eu queria chamar de trabalho.

Quando criança, dizia que queria ser professora, atriz, dançarina, cantora. Para a sorte de vocês – e do mundo – a última opção eu deixo como hobby, no chuveiro. Já adolescente, na época de ER, eu decidi que queria ser médica. “Mãe, quero trabalhar em Chicago e casar com o Dr. Carter”. Nas cenas em que aparecia muito sangue eu quase vomitava, mas tudo bem querer ser médica sem gostar de sangue, né? Né? Depois cogitei arquitetura, mas precisava saber muito de física e matemática, e eu nunca curti muito essas matérias.

O colégio que estudei em São Paulo dividia os alunos no segundo e terceiro ano do colegial por área. Em razão disso, no primeiro ano, todos passavam por um teste vocacional simples. E o tal do teste me disse que eu era duzentos por cento de humanas, colocando o meu super plano fictício de virar médica por água abaixo. Em resumo: eu sabia que era de humanas, mas não sabia qual profissão dessa área mega abrangente eu me encaixava.

>>>>>> Veja também: Eu não sou minha profissão. E você? <<<<<<

Direito nunca passou pela minha cabeça. Direito nunca esteve presente na minha família. Não sou neta ou filha de juiz, de advogado, de desembargador. Para ser sincera, eu nem sabia que existia um Código Civil e um Código Penal. Mas o que eu optei na hora de me inscrever no vestibular da USP? Pois é, amigos. Não sei se foi minha Elle Woods interior, a ideia de talvez fazer algo de bom pro mundo ou simplesmente o tal do prestígio que “vem” com a profissão. Só sei que em 2007 iniciei meu primeiro semestre de Direito.

Aos 17 anos tive que tomar uma decisão que me marcaria para o resto da vida. E não sou só eu, mas todo mundo que tem o privilégio de chegar nessa etapa da vida e poder escolher o que quer fazer.

Foram cinco anos de faculdade, estágios, estudos para passar na OAB, decisão sobre qual área do Direito seguir. Trabalho, suor, mais trabalho e mais suor. Aí cheguei num momento da carreira de criminalista em que isso não era mais o que me fazia super feliz. Fiz a transição de escritório pequeno para escritório grande e me vi trabalhando com compliance.

trabalho

No começo eu amei esse mundo completamente novo, achei que era o caminho a ser seguido. E aos poucos vi que ele não estava mais fazendo sentido. Muitas horas dentro do escritório, pressão, finais de semana trabalhando de casa. A balança com vida pessoal, que eu valorizo muito, não equilibrava. Eu perdia aniversários, jantares com as amigas, jantares em casa com meus pais. Eu nunca sabia que horas eu ia terminar, e quando terminava, só tinha ânimo para tomar banho e dormir.

Lógico que tiveram pontos positivos, não sou hipócrita! Foi esse trabalho que me possibilitou muita coisa legal. Mas no fim eu estava pendendo para o que na época senti e entendi como infelicidade. Se hoje eu continuo vendo dessa forma? Não sei. É diferente quando você olha tudo de fora, por outra perspectiva. Longe do stress e da ansiedade que aquela situação trazia. Mas enfim, o resto da história vocês já bem sabem.

A questão que quero trazer aqui é que eu não estou sozinha.

Tenho consciência que faço parte de um grupo de pessoas que não sabe exatamente o que quer fazer profissionalmente. Eu gostaria de trabalhar com algo que gosto muito, mas o que seria isso? E será que a partir do momento em que eu trabalhasse com algo que gosto muito, eu deixaria de gostar um pouco disso porque viraria trabalho e não um simples hobby? Estou vivendo uma crise que chega a ser irônica: não saber o que fazer porque eu posso fazer muita coisa.

É algo claramente da minha geração. Meus pais não tiveram essa escolha. Minha mãe batalhou para primeiro arranjar um emprego e depois construir uma carreira, mudar e se adaptar ao longo dos anos. Meu pai cresceu sonhando em ser arquiteto, mas não conseguiu fazer a faculdade de arquitetura. Não dava tempo de trabalhar e estudar e ele não tinha condições de só estudar. A Mayara de alguns anos atrás me diria: “para de reclamar e segue o caminho que você vem construindo ao longo dos anos”. A Mayara de alguns meses atrás foi a Mayara que decidiu pedir demissão primeiro para depois pensar. E a Mayara que vos fala agora está claramente pensando e buscando respostas das mais variadas formas, mas continua só nisso.

Perguntei outro dia pros meus amigos no Instagram se eles estavam felizes com a profissão que escolheram. Se acabaram mudando de profissão ou se gostariam de fazê-lo. As respostas podem ser basicamente resumidas em:

1)estão completamente felizes e não querem mudar.
2) não estavam felizes, mudaram e agora estão muito felizes.
3) e, na maioria, não estão felizes e querem mudar, mas não sabem como fazer.

Então, gente, queria dizer que na realidade esse é um texto em que eu jogo para vocês o problema e espero cosmicamente que a solução venha.

Mentira. Verdade. Mentira. Talvez.

Essa sou eu dizendo para vocês que estou num limbo e que não me vejo saindo muito cedo dele. A não ser que:

1) eu volte duas casas para trás e continue advogando. Seja porque eu vejo essa possibilidade com outros olhos agora, seja porque é a opção mais “fácil”.
2) eu ligue o modo avião e não me preocupe com carreira, só com o trabalho que paga as minhas contas e outras coisas que eu gostaria de fazer.

>>>>>> Veja também: Você não é especial. Mas também não falhou <<<<<<

Independentemente da resposta, eu busco uma coisa: ser feliz. Independentemente do propósito do meu trabalho. Não pode ser algo que me deixe tão triste a ponto de não querer mais ir, a ponto de ter crises de ansiedade no domingo porque segunda vem chegando por aí. E talvez o que eu (e talvez a minha geração inteira) tenha que entender é que nem todo mundo nasce para trabalhar com algo extraordinário. Talvez nem todo mundo tenha que fazer algo com um propósito, algo que mude o mundo ou que ajude 100% outras pessoas. Talvez trabalho signifique apenas isso: fazer algo que a gente gosta mais ou menos, mas que pague as contas.

Alguém já parou para pensar nisso? Vamos bater um papo?