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0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 02.12.2019

Como você lida quando está sobrecarregada?

To fazendo essa pergunta porque toda vez que me sinto sobrecarregada, eu entro em uma espiral de ansiedade. Fico uma pilha a cada vez que tem algo a mais para fazer. Fico 100% do meu tempo tensa, sinto dores pelo corpo, durmo mal (quando durmo). E tento não dividir isso com os outros. Por dentro, nervosismo puro. Por fora, cara de plena. Mas tenho consciência que isso é algo que preciso mudar. Não vai rolar fingir que tá tudo simples, porque não tá!

Acolher quem somos só faz sentido se acolhermos todas as nossas versões. Inclusive a versão sobrecarregada.

Se for para levar o mundo nas costas, que seja em uma tatuagem.
tattoo por @mercuri_michele

A vida pessoal demanda mais tempo, mudanças por todos os lados estão acontecendo, a jornada profissional cobrando prazos. Além disso, trabalhamos em um meio onde a pressão por um conteúdo relevante acaba atrapalhando o processo de exercer a criatividade. A questão é que não da pra produzir conteúdo por produzir, não dá pra forçar, senão simplesmente não flui. Não dá para abrir mão das prioridades ou se forçar a pensar sobre o que o mundo quer engajar sempre.

Temos que nos respeitar e às vezes pausar é isso.

Respeitar o tempo do nosso corpo, da nossa mente, nossa saúde e até mesmo da rotina. Tem semanas que não dá pra equilibrar todos os pratinhos, e tá tudo bem. Tem semanas que não são fáceis, não atendemos à varias expectativas, nem conseguimos dar nosso melhor, mas isso é normal.

Precisamos abraçar até mesmo isso. Mas quanto mais eu penso sobre esse assunto, mais percebo que não dá pra entrar numa espiral de positividade tóxica. Ninguém está livre de problemas e frustrações, então negar esses sentimentos não ajuda.

Elaborar sim.

Sair dessa vibração de impotência por não conseguir segurar todos os pratinhos não tem a ver com decorar frase feita de good vibe, mas sim com aproveitar esses momentos pra se conhecer, amadurecer, elaborar nossas questões e seguir. É enxergando todos os nossos sentimentos que nós sabemos quem somos! É nos conhecendo como um todo que nos tornamos seguras pra ter autoestima. É com altos e baixos que se faz uma jornada de aprendizado. E é nos momentos de vulnerabilidade que vemos onde estamos.

Então, da próxima vez que você se sentir sobrecarregada, permita-se aceitar esse lado. E deixar que as pessoas que convivem contigo saiba. Não vista uma armadura de invencibilidade que não se sustenta por dentro.

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Relacionamento no dia 13.11.2019

Como ter amizades na idade adulta

Amizades podem surgir em qualquer lugar e em qualquer momento da vida. Porém, quanto mais velhas ficamos e mais compromissos vamos incluindo na nossa vida, as possibilidades de criarmos vínculos reais com as pessoas vai diminuindo. E a gente precisa admitir.

Nessas horas, sem dúvidas que a internet é uma excelente fonte de relacionamentos. Taí o nosso grupo do Papo Sobre Autoestima no Facebook para provar como muitas meninas encontraram amigas reais e que se tornaram pessoas importantes nas suas vidas. E mesmo assim, geralmente vemos muita gente tímida antes dos eventos que realizamos. Com medo de ir e não conhecer ninguém, ou não se enturmar.

A verdade é que todo mundo passa por isso.

Eu tenho certa facilidade e ainda estou no processo de fazer novas amizades no Canadá. A Carla tem mais dificuldade, mas precisou de novos amigos ao se mudar para os Estados Unidos. A Jô tem muita facilidade, mas mesmo assim ela se vê em momentos de insegurança em lugares que ela não conhece ninguém. O que prova que é algo que temos sim que dar atenção nas nossas vidas.

Por mais importante que a independência seja, amigos são não apenas boas companhias, mas também a nossa rede de apoio. Mas afinal, como se faz amigos num mundo onde os celulares parecem mais interessantes e nos falta tempo para investir em relações?

ilustra: Xuan Loc Xuan

Saiba aproveitar sua companhia

Ué, mas não era um texto sobre fazer amigos? Sim, mas saber ficar na própria companhia pode ser importante para ter amigos à sua volta. Quanto mais confortáveis ficamos com nós mesmas, melhor nos entendemos. E assim, podemos saber que tipo de amizade estamos procurando. Você pode descobrir, por exemplo, que não quer amigas para ir para a balada, mas as que topem um café num domingo pela manhã ou um passeio no parque. Ou que quer amigas que gostem de ir à shows, jogar videogame, debater um seriado e por aí vai. Isso a gente só sabe quando realmente se conhece e evita se empenhar em amizades que não vão pra frente depois.

Seja você mesma

Se você é tímida ou extrovertida. Se é basiquinha ou extravagante. Seja como você realmente é, da forma que você mais gosta de você mesma. As pessoas que escolhemos para nos cercar precisam gostar de nós do jeito que somos. Ninguém precisa mudar para fazer parte de um grupo, isso é receita pra não dar certo. Tenha toda certeza que gente boa atrai gente boa e você encontrará pessoas pelo caminho que gostam de você do jeito que você é. Deixe que te conheçam!

Saia da sua zona de conforto

Novamente isso pode parecer uma contradição com o que acabei de dizer, mas não é. Amigos não aparecem do nada. Até mesmo os amigos virtuais, é preciso fazer algum movimento. Seja entrar em um grupo ou de começar uma conversa. A mesma coisa na vida real. Se aproxime de alguém que você achou a energia boa, puxe conversa. É difícil se colocar vulnerável a ser rejeitado, mas é importante tentar! Aproximações de amizade podem ser mais fáceis do que vocês imaginam e podem render excelentes surpresas!

Gente interessada se torna interessante

Lembre-se que amizade é uma via de mão dupla. Queremos companhia, mas também precisamos oferecer a nossa. Não basta apenas falar sobre si, mas também se interessar pelo outro. Aliás, quanto mais você se interessa pelas pessoas, mais interessante você se torna.

Amizades tomam tempo

Eu sei que é difícil, mas é importante encontrar tempo para suas amizades. Você não precisa ligar todo dia para saber das amigas, mandar mil mensagens ou encontrar com elas toda semana. Mas dentro do seu tempo, do jeito que você achar confortável, encontre tempo para as suas amizades. Elas só crescem se a gente investir nelas.

E aí? Como você faz para driblar a dificuldade de fazer novas amizades?

3 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Relacionamento no dia 22.10.2019

Impulsiva, sim. Com orgulho? Nem sempre.

Não é novidade para ninguém aqui que eu luto com a minha ansiedade. Mas esse ser humano que vos fala é também do signo de áries. E apesar de não saber bulhufas sobre o zodíaco, eu sei da reputação que carrego (risos nervosos). Sou impulsiva, teimosa, decidida, leal, honesta e todas as demais características que você acha em uma busca rápida no Google.

E de todas essas que mencionei, a impulsividade é a que mais me lasca.

E vejam bem, eu não estou sendo hipócrita: venho falando há mais de ano como quero deixar a vida me levar e ter menos controle sobre as coisas. Eu quero, sim, mais impulsividade na minha vida. Porém, entretanto, contudo, todavia, a impulsividade que eu tenho e gostaria de não ter é focada na área do romance.

É, meu povo. Sou dessas de grandes gestos, dessas que faz ao invés de falar, que aparece de surpresa, que cruza oceano por 72 horas e eu vou parar de dar exemplos antes que me envergonhe muito.

Se eu acho essa impulsividade maravilhosa por um lado? Ah, acho romântica pra caralho e faz de mim a Mayara que sou. Mas também acho uma merda. É uma merda quando vem o combo ansiedade + impulsividade, porque eu não penso mesmo! É uma merda quando eu sou impulsiva e pareço meio “over”. Quando eu sou impulsiva achando que estou praticamente em uma comédia romântica de Hollywood, porém estou na vida real, nua e crua.

Outra parte ruim disso tudo? Eu também espero essa impulsividade do outro.

E mais do que isso, espero grandes gestos. Espero um buquê de peônias durante o dia, espero que me busquem no aeroporto, que apareçam na porta do meu prédio de surpresa. Todas as coisas que eu faço são, na realidade, as coisas que eu sempre sonhei que fizessem comigo. “Mayara, você está tratando isso na terapia?” – sim, queridxs, estou, fiquem menos preocupados (risos nervosos, parte dois).

Esse texto mesmo está sendo escrito na impulsividade. E só está sendo escrito porque eu fui novamente impulsiva quando deveria ter respirado fundo, contado até dez e seguido com o meu dia sem grandes alterações. Honestamente, não sei se a impulsividade existe sem ansiedade, se uma depende ou independe da outra. Mas já concluí que impulsividade não é necessariamente seguir meus instintos.

Enfim, vim aqui impulsivamente contar para vocês que preciso lembrar de ser menos impulsiva quando se trata de assuntos do coração.

Acho.

Estou errada? Existe meio termo para a impulsividade? Ou é oito ou oitenta? Ser impulsiva ou não ser? Me digam vocês. Ah, e antes que eu me esqueça vou encaminhar esse texto na íntegra para meu terapeuta. Um beijo para você, Francisco!