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Book do dia

0 em Book do dia/ Comportamento no dia 09.06.2020

Book do dia: O Robô Selvagem, de Peter Brown

Comprei O Robô Selvagem depois de uma indicação em podcast. Ao invés de comprar para mim, dei de presente para a filha de uma amiga. Ela é uma menina de 7 anos muito sensível, com gosto para leitura e que eu tinha certeza que ia amar. O negócio é que eu acabei encantando a mãe dela também. A cada agradecimento que ela me dava, mais eu tinha mais certeza que precisava conhecer esse livro.

Aproveitei que Arthur estava lendo um livro na escola que tinha 10 capítulos, e comprei para ler com ele. Aí que me dei conta da diferença: esse livro tem 80 capítulos! Tudo bem que a maioria é curtinho, mas mesmo assim. De 10 para 80 vai uma longa diferença. 

Conforme fomos lendo juntos, vi que não precisava ter usado ele como desculpa para comprar. Sim, o livro tem milhares de fatores que crianças irão amar: animais falantes, robôs, aventuras, descobertas.

Mas Robô Selvagem é também gera uma bela conversa sobre maternidade e todas as conversas que podem surgir dela. 

“Existem muitos tipos de mães”. – ilustra: Peter Brown

Vou contar só um pouquinho da história para vocês saberem do que se trata. Roz é uma robô que se perde em uma ilha selvagem e se vê tendo que aprender a conviver em um ambiente inóspito, onde ela é uma estranha. Um dia, ela se vê responsável por um filhote de ganso e se torna sua mãe adotiva. A história se desenrola através do crescimento de Roz como mãe e como parte da comunidade dos animais na ilha. Com todas as suas dificuldades, diferenças e aprendizados. 

Com uma narrativa sensível e atual, o Robô Selvagem gera conversas sobre adoção, sobre a maternidade ser algo que se constrói (instinto materno? Pfff), sobre respeito, sobre colaboração, sobre união e também sobre sustentabilidade. Fala também sobre rede de apoio, sobre usar suas habilidades e seus pontos fortes para trazer benefícios à sua comunidade e como uma sociedade unida faz a diferença.

Sim, eu fiquei surpresa de ver um homem trazendo questões sobre maternidade, mas Peter Brown conseguiu construir uma história lotada de empatia e gentileza.

Ainda faltam 10 capítulos para eu terminar, e até já imagino o que vai acontecer no final por causa do título do segundo livro dessa coleção. Já to prevendo que vou sofrer um pouco. Mas esse livro já mexeu tanto comigo que tenho certeza que não me arrependerei de indicá-lo por aqui, depois de tanto tempo sem uma indicação de Book do Dia. 

Espero que curtam a leitura, espero que esse livro toque vocês do jeito que me tocou. Depois me contem o que acharam. 

0 em afiliado/ Book do dia/ Comportamento no dia 18.11.2019

Book do dia: Like a Mother, de Angela Garbes

Já adianto, com certa tristeza: esse livro só está disponível em inglês. Mas eu não podia deixar de falar sobre algo que me marcou tanto por aqui.

Like a Mother é um livro sobre gravidez e maternidade, contado por perspectivas um pouco diferentes.

Angela Garbes conta um pouco a história da sua maternidade sob um viés feminista, mas vai costurando suas vivências com dados e estudos sobre os impactos da maternidade na vida das mulheres.

Para comprar, é só clicar aqui nos nossos afiliados– tem a versão para Kindle também.

A narrativa de Angela é muito agradável, ágil e acolhedora, e se não fosse pelo fato de só ter em inglês, diria que esse livro é uma leitura fácil e próxima sobre assuntos tão complexos. Em vários momentos me vi saindo da minha caixinha. Em outros, chorei ao reviver situações que eu passei e que acabei descobrindo que não ficaram tão bem resolvidas. No fim, me senti muito acolhida. Foi uma leitura que me marcou, definitivamente. E que precisava passar para vocês.

Outro dia traduzi alguns trechos que mais mexeram comigo e coloquei nos stories. Hoje coloco aqui, porque acho que essas imagens valerão mais que qualquer palavra a mais que eu possa colocar:

Entenderam o que eu tava falando? Essa é só uma parte dos trechos que separei. Quando eu engravidei, eu resolvi – conscientemente – não ler nada sobre o assunto. Quis apenas esperar as consultas e seguir as diretrizes de acordo com o momento, achava que ia ficar menos ansiosa fazendo assim.

Não me arrependo dessa escolha, mas confesso que queria que esse livro existisse na época que Arthur nasceu. Like a Mother foi lançado no ano passado, então, eu aproveito para indicar ele hoje. E não, você não precisa ser mãe, estar grávida ou ter vontade de ter filhos em algum futuro para lê-lo. Ele vai ser uma boa leitura para qualquer mulher que tenha interesse nesse assunto!

3 em Book do dia/ Comportamento/ Destaque no dia 06.11.2019

Book do dia: Te devo uma, de Sophie Kinsella

Depois da duologia de Octavia Butler, eu fiquei com uma lista de livros pra ler. Muitos são histórias reais, de realidades que não conheço. Outros são um aprofundamento de estudos que venho fazendo. Tudo leitura meio densa, pesada, mas todas dentro do que estou procurando.

Quando vi que Sophie Kinsella tinha lançado um livro novo, apertei o botão do comprar sem nem pensar muito, confesso. Achei que seria uma boa ideia dar uma pausa de tanta coisa para uma leitura despretensiosa. Coisa que Sophie é muito boa, convenhamos.

Na verdade, eu passei um período meio de bode da autora por causa de sua personagem principal, Becky Bloom. Mas Sophie ainda tem a mão de comédias românticas, e é isso que Te Devo Uma significa.

Fixie Farr é a filha mais nova de uma família que comanda uma loja tradicional de bairro em Londres. Uma mulher que se acha fracassada e inferior aos outros 2 irmãos, mas que vê sua vida mudando ao fazer um grande favor para um desconhecido.

A autoestima profissional de Fixie é um caos. E acho que por isso mesmo essa foi a personagem que eu mais me identifiquei em todos os livros de Sophie Kinsella. A dificuldade dela de expressar ideias porque já presume que não são legais o suficiente. A paralisia quando ela precisa enfrentar alguém que ela considera ser melhor que ela. O medo de se impor (que ela chama de corvos rodeando sua cabeça, uma analogia que eu achei muito apropriada, inclusive). Eu tenho muito disso, e consegui simpatizar com Fixie imediatamente.

Outra coisa que me surpreendeu é que percebi um cuidado maior de Sophie em dar às suas personagens atitudes mais feministas. Algo que não me incomodava lá no início, com Becky Bloom, mas que foi chamando atenção com o tempo.

E por último, um dos elementos que mais gostei é algo que ela já tinha abordado em seu livro anterior, Minha vida (não tão) perfeita: aparências. Sobre como muitas pessoas vestem uma capa de perfeição que, na verdade, é bem provável que seja uma mentira.

Enfim, se você está procurando uma leitura leve, rápida e que te deixe com um sentimento gostosinho, vai fundo em Te Devo Uma. E depois me conta. :)