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Book do dia

0 em Autoestima/ Book do dia/ Comportamento/ Destaque no dia 27.08.2019

Comunicação não violenta não é sinônimo de passividade

Eu sou uma pessoa muito direta e prática. E ser assim, como ser de qualquer outro jeito, tem seu lado bom e ruim. A parte boa é que as coisas na minha vida se resolvem mais rapidamente. Eu deixo bem claro as minhas intenções e não tem muito espaço para má interpretações. A ruim é que, muitas vezes, eu sou percebida pelos outros como uma pessoa grossa.

Passei um bom tempo achando que isso é um problema de quem ouve, e não meu. Afinal de contas, eu sei a intenção que usei ao falar, e acabava indo para o mantra do “eu sou responsável pelo que digo, não pelo que você entende”. Mas a verdade é que a gente precisa ser responsável pela maneira que os outros entendem o que dizemos, sim. E isso resolve a vida e muda relações.

Nessa jornada, repensando muito, cheguei a um dos clássicos da comunicação com empatia e queria dividir com vocês. O livro se chama “Comunicação Não Violenta”, do PhD Marshall Rosenberg. Eu sei que não estou indicando nenhuma novidade. Aliás, eu confesso que achava relevante, mas não dava muita bola. Até que finalmente li o livro.

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No grupo do Papo Sobre Autoestima no Facebook, acontece de algumas leitoras pedirem ajuda para terem conversas difíceis. Muitas estão à procura de aprender a escutar de maneira ativa. E, nessas horas, os métodos da CNV sempre estão presentes por lá. Até mesmo com pessoas que nunca leram o livro, mas estão dispostas a exercitar a empatia.

Muitas vezes é difícil mesmo baixar a guarda, especialmente quando o outro chega de maneira mais agressiva.

A questão é que muitos discursos encarados como agressivos acontecem por causa da invisibilização dos mesmos. E a culpa não é da falha de comunicação desses grupos, e sim de estruturas cheias de preconceito da sociedade. Enxergar isso nos permite a exercer uma escuta ativa, sem levar para o pessoal. E permite que a comunicação aconteça com menos falhas.

Veja bem, Comunicação não Violenta não é um livro que te ensina a ter sempre razão. Mas ele definitivamente te faz repensar a forma como duas pessoas podem se ajudar mutuamente.

Outra coisa que eu achei muito importante foi perceber que exercitar uma comunicação não violenta não é sinônimo de ser passiva. A gente não tá aqui pra ficar engolindo sapo, mas até mesmo para que isso não aconteça esta forma de se comunicar é eficiente.

É claro que se comunicar de forma não violenta é um processo. Leva tempo, prática e temos que ficar atentas a todas as oportunidades que aparecem para que possamos praticá-la até que se torne algo natural em nós. Mas, acredite, as oportunidades são inúmeras em qualquer tipo de conversa que você tenha. E o quanto a gente aprende no momento que nos permitimos ouvir e trocar, é o mais valioso. Virei fã, me juntei ao coro e agora venho aqui indicar essa leitura!

0 em Book do dia/ Comportamento/ Destaque no dia 17.06.2019

Book do dia: dois livros sobre felicidade

Se tem um assunto que abordamos muito aqui no Papo sobre autoestima, mas nem sempre com esse nome, é felicidade. Queremos viver em paz com nós mesmas e com os outros. E o motivo? Ser feliz. Sempre.

Infelizmente, taí uma coisa que não existe guia, nem fórmula. Mas existe muita vontade – ao menos da nossa parte – em entender e procurar o que funciona pra cada uma de nós. E se no meio disso pudermos indicar dicas de boas leituras a respeito, é o que vamos fazer.

Andei lendo dois livros sobre felicidade recentemente e gostaria de dividir com vocês. São duas leituras que acrescentam não só na nossa vida, mas também na de quem convive com a gente (afinal, iremos indicar offline também)

O jeito Harward de ser feliz, de Shawn Achor

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“Você não precisa ter sucesso para ser feliz, mas precisa ser feliz para ter sucesso”. Foi essa a frase que me ganhou e me fez levar o livro.

Aliás, vocês sabiam que o curso mais disputado de Harvard não é sobre finanças ou Direito? Como já dá para imaginar pelo andar desse post, o tal curso mais disputado é sobre felicidade. E que agora virou livro.

É uma leitura leve e que te prende a atenção toda hora. Shawn Achor te mostra e te dá exemplos práticos que corroboram a teoria de que ser feliz é o verdadeiro segredo do sucesso. E isso vai direto nas nossas questões, onde achamos que ter o peso X, fazer a viagem y, o emprego z, o amor da vida ou qualquer outra conquista nos fará feliz, quando o que rola é exatamente o contrário. Shawn te prova isso mostrando provas de todas as áreas a respeito.

Pra mim foi fundamental para dar uma chacoalhada nas ideias. Também me abriu novas perspectivas e possibilidades de uma vida mais leve e feliz no meio de tanta carga de trabalho e estresse. Outra coisa positiva foi que reforçou o que eu sempre acreditei: encarar as coisas de maneira positiva impacta positivamente na nossa vida.

Projeto Felicidade, de Gretchen Rubin.

Gretchen Rubin tinha uma vida ótima e nada a reclamar. Bom trabalho, um marido excelente, duas filhas lindas e saudáveis. Um dia, ela percebeu duas coisas: que o tempo passa e que ela não estava focada no que era de fato importante. Eu sei que parece obvio, mas as vezes as pessoas precisam de um chacoalhão do óbvio mesmo,

A partir daí, ela decidiu se dedicar ao que chamou de “Projeto Felicidade” por um ano. E que isso a ajudaria a aproveitar melhor todas as coisas boas que ela já tinha. O que eu acho o grande lance desse livro é que ele não fala de uma reviravolta na vida, uma grande mudança ou é uma história de superação de alguém que estava na pior e deu a volta por cima. Ela apenas se limitou a olhar a vida de forma realista, estipulando metas e reorganizando prioridades. De um jeito muito agradável e com base em estudos e outras leituras que ela fez à respeito, ela vai contado suas experiências que a ajudaram nesse ano. Quando você menos esperar, já terminou o livro com um quentinho no coração.

E você? Tem algum livro sobre felicidade que mudou sua forma de agir para indicar?

1 em Book do dia/ Destaque no dia 28.01.2019

Book do dia: Um amor inventado, de Fabiana Madruga

A Fabiana é uma das participantes mais antigas do nosso grupo do Facebook, o Papo Sobre Autoestima. Ela tá desde o comecinho, já fez post aqui no blog sobre ser mãe de menina e está sempre ativa em muitas conversas interessantes.

Mas fiquei sabendo desse livro em um post que ela fez no grupo que não tinha nada a ver com isso. Ela estava contando sobre um problema de saúde, sobre mudanças e sobre sua incerteza de continuar a escrever. Ela tinha recém lançado Um Amor Inventado de forma independente pela Amazon, as vendas não estavam indo bem e ela estava com dúvidas. Pedi para ela indicar o livro no post e comprei.

Eu queria muito ajudá-la, afinal, ela sempre tem uma palavra de carinho para dividir no grupo. Mas além disso, eu sei como é difícil esse mercado editorial, e o empurrãozinho que eu pude dar foi esse. Por R$10 o livro está no seu Kindle (que tem app também, não é só no aparelho). E ele ainda está disponível no Kindle Unlimited, para quem assina esse serviço.

Comecei na semana passada. Tinha acabado de ler um livro meio denso e estava precisando de uma leitura leve e gostosinha. Não podia ter feito escolha mais acertada. Li em uma tacada só. Ou melhor, duas. Porque comecei enquanto esperava o voo de ida para o Brasil. E terminei no voo de volta. :p

A sinopse: “A autora da série “Clube dos Herdeiros” aposta dessa vez em um romance que conta como as vidas da jornalista Bruna Diniz e do jogador de futebol Ricardo Salles acabaram se entrelaçando, e dando origem a uma história repleta de humor, surpresas, sensibilidade e um amor que não tem medo do clichê e nem de torcer por um final feliz.”

Sabe filme de comédia romântica? Daqueles que a gente meio que já sabe o que vai acontecer, mas não está nem aí? Aliás, que a gente torce para que aconteça exatamente o que estamos esperando? Pois é, Um Amor Inventado é bem assim.

Bruna é uma protagonista bem fácil de se identificar. Aquelas que a gente já está acostumada nesse tipo de leitura. Carismática, um tanto quanto estabanada e bem insegura. Faz muitas escolhas erradas e é a típica mulher que está sempre se contentando com pouco, achando que é isso que merece. Deu vontade de dar muitos chacoalhões em Bruna durante o livro, não nego.

Na minha opinião, o destaque de Um Amor Inventado vai todo para o pai de Bruna. A criação que ele dá aos filhos é tão respeitosa, empática e carinhosa, que eu me peguei sublinhando vários trechos com falas dele. É uma inteligência emocional que eu quero desenvolver para quando eu precisar.

Bem, como eu disse, Um Amor Inventado é aquela comédia romântica que você até sabe onde vai dar. Mas não importa. Eu só sei que terminei com um sorriso no rosto e coração bem leve. Era tudo que eu tava precisando.

Se você está afim de uma leitura fofa, que te deixa com quentinho no coração e, ainda por cima, ajudará uma mulher muito incrível, não deixa de comprar. Ele só está disponível em e-book e o link é esse aqui.