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0 em Comportamento/ Destaque/ entretenimento no dia 24.06.2019

Alguém Especial, dica de filme leve e gostosinho (na Netflix)

Sabe aquele dia em que você só quer um filme levinho, para passar o tempo sem esperar nada super elaborado? Alguém Especial (Someone Great no original) pode ser uma boa opção nesse dia.

Pra começar, o filme é estrelado e produzido pela Gina Rodriguez. Você deve conhecê-la do famoso seriado “Jane The Virgin”. Aliás, se você não conhece, fica aí essa outra dica.

Sobre o filme, Jenny é uma jornalista musical que conseguiu seu emprego dos sonhos: escrever para a Rolling Stone. Para isso, ela precisará se mudar de Nova York para São Francisco, na California. Mas é também por essa mudança que seu namorado, Nate, resolve terminar com ela. E é assim que o filme começa: Jenny chorando sozinha no metrô. Se você já se viu nessa situação de chorar em público, toca aqui!

Para tentar superar esse término, ela convoca as amigas para aproveitar seu último dia em Nova York. Uma forma de curtir a cidade e tentar seguir em frente. Com essa sinopse, acho que já dá para perceber que Alguém Especial faz a gente terminar o filme com aquela sensação deliciosa de quando se acaba de assistir uma comédia romântica, sabe?

Mas além disso, poderia dizer que Alguém Especial é um exemplo muito legal de rede de apoio, de suporte feminino e do poder das amizades na nossa vida.

Os flashbacks da história são parte super importante do filme. São eles que vão nos dar lembranças do ex – um clássico de todo término. Mas ao mesmo tempo, é bacana ver como ela tenta usar isso como uma forma de superar a separação. Ela começa a perceber que agora ela está caminhado sozinha na vida em que ela escolheu viver. Realizando seus sonhos e encarando desafios, e que isso pode ser uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido à ela.

A realação de amizade do filme é linda. E a forma como as amigas se relacionam, mesmo em seus 20 e poucos anos, pode servir como inspiração para todas nós, independente da nossa idade.

Sei que a semana pós feriado só está começando, mas se você estiver precisando manter o clima de relaxamento, já separa a pipoca e aproveite!

0 em Comportamento/ Destaque/ entretenimento no dia 26.02.2019

A diversidade no Oscar em 4 momentos para a gente ver e rever

Podemos falar só mais um pouco sobre o Oscar? Porque este ano foi mesmo muito especial e ainda estamos digerindo alguns momentos muito legais que aconteceram durante a cerimônia. A diversidade no Oscar vem trilhando um caminho interessante desde os movimentos #AskHerMore (onde atrizes questionaram as perguntas tão futeis nos red carpets) e #OscarsSoWhite (um protesto contra o pouco reconhecimento dos artistas negros na indústria do cinema). E a gente ousa dizer que a cada cerimônia, isso vem sendo cada vez mais claro.

Então, caso você tenha perdido, tenha dormido no meio ou simplesmente quer rever para a gente conversar aqui, separamos alguns momentos especiais que merecem nosso destaque do #paposobreautoestima. Que mostram como a diversidade no Oscar é algo que precisa ser reverenciado.

1 – O discurso de Gaga sobre resiliência e determinação

Desde seu depoimento no Grammy, Gaga continua nos inspirando com seus discursos. Ela ganhou mais um prêmio, dessa vez de melhor canção com Shallow – mais conhecida como o hino de 2018/2019 e trilha Sonora de “ Nasce uma Estrela” – música que ela compôs, produziu e cantou. E seu discurso de agradecimento merece ser destacado.

“Se você está em casa e está sentado em seu sofá e está assistindo isso agora, tudo o que tenho a dizer é que é um trabalho árduo. Eu trabalhei duro por um longo tempo e não se trata de vencer. É sobre não desistir. Se você tem um sonho, lute por isso. Há uma disciplina para a paixão: não se trata de quantas vezes você é rejeitada ou cai e é espancado, mas quantas vezes você se levanta, é corajosa e continua em frente.”

E apesar de ter sido postado ontem, não vou deixar a oportunidade de botar o vídeo da apresentação de Lady Gaga e Bradley Cooper novamente. Shallow era a música mais esperada da noite e foi O momento mais falado também.

2 – O discurso sobre representatividade de Rami Malek

Quem também fez um discurso que deu o que falar foi Rami Malek. Ele subiu ao palco para agradecer o prêmio da categoria Melhor Ator, pelo seu papel como Freddie Mercury em “Bohemian Rhapsody”. Rami, que é filho de imigrantes egípcios, falou um pouco sobre o quadro abordado no filme, trazendo a diversidade no Oscar para discussão.

“Aquele garoto estava lutando com sua identidade … Eu acho que para qualquer um que está lutando … nós fizemos um filme sobre um homem gay, um imigrante, que viveu sua vida apenas sem pedir desculpas. O fato de eu estar celebrando ele e essa história com você esta noite é a prova de que estamos ansiando por histórias como esta. Eu sou filho de imigrantes do Egito. Sou americano de primeira geração e parte da minha história está sendo escrita agora e eu não poderia ser mais grato.”

3 – A homenagem e o alerta de Spike Lee

Um dos momentos mais ovacionados da noite foi quando, enfim, Spike Lee venceu seu primeiro Oscar como melhor diretor. Sim, somente agora. Apesar de ser um nome que serve como referência há tantos anos. Suas palavras foram super conscientes e com impacto social, talvez as mais importantes da noite toda!

“Quatrocentos anos. Nossos ancestrais foram roubados da África, depois levados para Jamestown, Virgínia e escravizados. A minha avó, que viveu até 100 anos de idade, apesar de sua mãe ter sido escrava, conseguiu se formar. Ela viveu anos com seu seguro social, e conseguiu me levar para a universidade NYU. Diante do mundo, eu gostaria de reverenciar os ancestrais que construíram esse país, e também os que sofreram genocídios. Os ancestrais que vão ajudar a voltarmos a ganhar nossa humanidade. As eleições de 2020 estão chegando, vamos pensar nisso. Vamos nos mobilizar, estar do lado certo da história. É uma escolha moral. Do amor sobre ódio. Vamos fazer a coisa certa”.’

Não é à toa que foi tão elogiada – menos por Trump, que resolveu usar o argumento do racismo reverso (olhos revirando pra sempre).

4 – Um toque de identificação com Olivia Colman

Não podemos esquecer do discurso de Olivia Colman. Ganhadora do Oscar de Melhor Atriz por sua interpretação em A Favorita, Olivia subiu no palco e fez todo mundo se divertir. Não diríamos que ele faz parte da diversidade no Oscar, mas o discurso teve um toque de bom humos e identificação únicos. Uma proximidade que poderíamos imaginar nossa mãe – ou nossa amiga – falando o mesmo.

“Isso é realmente bem estressante. Isso é hilário. Eu ganhei um Oscar! [risos] Ok, tenho que agradecer um monte de gente. Se, a propósito, eu esquecer alguém, vou te achar depois e te dar um beijão. Yorgos – meu melhor diretor e o melhor filme com Emma e Rachel, duas das mulheres mais amáveis no mundo para se apaixonar e acompanhar no trabalho todo dia. Vocês podem imaginar que isso não foi uma tarefa difícil. E estar nessa categoria com essas mulheres extraordinárias e Glenn Close – você é meu ídolo há muito tempo, não era assim que queria que acontecesse. Acho que você é incrível e te amo muito. (…) Meus filhos, que estão em casa e assistindo. Bem, se não estiverem, bem feito, mas meio que espero que vocês estejam; isso não vai acontecer de novo. E qualquer garotinha que esteja praticando o discurso para a TV, você nunca sabe. Eu costumava trabalhar como faxineira e amava aquele trabalho, mas gastei muito do meu tempo imaginando isto. Meu marido, Ed, meu melhor amigo, eu te amo tanto. 25 anos e você tem sido meu maior apoiador. Ele vai chorar! Eu não vou. Muito obrigada – Fox, todo mundo, o elenco e a equipe. Obrigada.”

Ainda sobre esse prêmio, vocês viram a felicidade de Emma Stone quando Olivia ganhou o Oscar? Foi das felicidade mais genuínas que vimos ultimamente. Bem dentro daquele texto que fizemos aqui sobre se sentir feliz pelos outros, foi lindo!

Só sabemos que em um ano que muito se discutiu a importância da representatividade, foi maravilhoso ver tantas mulheres talentosas ocupando espaço!

E ver a diversidade no Oscar desse ano foi emblemático pois nos trouxe aprendizados maravilhosos.

Além disso também tivemos Ruth Carter sendo a primeira mulher negra a ganhar o Oscar na categoria figurino por Pantera Negra. Hannah Bleacher foi a primeira pessoa negra a ser indicada na categoria design de produção. E levou a estatueta! Tivemos Yalitza Apatricio, que saiu de um povoado indígena do México onde era professora à indicada ao Oscar de melhor atriz por Roma. Tivemos Rami, Olivia e Mahersala Ali, que ganharam nas categorias de atuação, todos com personagens LGBT+.

Também tivemos Melissa McCarthy, que apesar de ser subido ao palco para fazer piada, estava concorrendo à estatueta de melhor atriz por um papel dramático. É fundamental lembrarmos que atrizes gordas não precisam fazer apenas comédia e podem ser reconhecidas por seu talento, independente do juízo de valor social sobre seu peso.

Só sabemos que em um ano que muito se discutiu a importância da diversidade, foi maravilhoso ver tantas mulheres talentosas ocupando espaço! E ter tanta representatividade foi emblemático pois nos trouxe aprendizados maravilhosos.

Em uma das fotos de divulgação dos indicados ao Oscar, o diretor Alfonso Cuáron, Yalitza Apatricio, Spike Lee e Rami Malek.

A diversidade no Oscar 2019 foi um reflexo real das discussões positivas que estão rolando no mundo hoje. Em tempos de tanta intolerância e conservadorismo, onde nem sempre diferenças são respeitadas, uma cerimônia desse tamanho tocar em ponto sensíveis e trazer muita representatividade é muito importante.

Nem sempre é fácil ter uma boa autoestima quando se é diferente de um padrão que tentam nos impor como certo. Algumas pessoas topam abrir mão de se aceitar pra se moldar e atender a essa aprovação social. Outras não.

A diversidade no Oscar tem tudo a ver com representatividade que precisamos pra lembrar que não existe só um jeito certo de ser. Você pode apenas ser você.


0 em Autoestima/ Comportamento/ entretenimento/ Relacionamento/ séries no dia 20.02.2019

Dirty John, mais uma série que deixa claro que a culpa nunca é da vítima

É bem possível que você tenha passado o fim de semana maratonando Dirty John, que estreou semana passada na Netflix. Baseada numa história real, ela narra os muitos golpes de John Meehan, focando mais especificamente em sua relação com a empresária Debra Newell. Além disso, ela fala sobre todas as relações abusivas que cercaram a vida não só da empresária, mas também do próprio John. A série te prende pela história (e também pelo Eric Bana, que faz um cafajeste perfeito) e tem um final surpreendente.

E num primeiro momento, é possível que você, assim como eu, caia num erro muito comum. Que atire a primeira pedra quem viu os episódios e não se perguntou sobre a autoestima da Debra. Como pode ser tão baixa a ponto de se deixar enganar por um cara que nitidamente está se aproveitando dela?

Pare na mesma hora em que esse pensamento vier, porque é aqui que quero mostrar um outro ponto de vista sobre essa situação narrada em Dirty John.

A autoestima da Debra é, sim, baixa. A gente nota por várias questões que vão além de seu relacionamento com John. Mas a culpa por ela ser enganada e estar num relacionamento abusivo não é dela. A essa altura do campeonato, a gente sabe muito bem que a culpa nunca é da vítima.

E isso vale não apenas para relacionamentos abusivos, mas para qualquer tipo de relação onde alguém foi enganado. É muito comum que, ao sermos enganadas, a gente se questione: “o que eu fiz para que me enganassem?” Na verdade, essas perguntas não deveriam ser feitas.

A gente precisa parar de uma vez de achar que se alguém nos engana, seja na vida, no trabalho, nos relacionamentos, a culpa é nossa.

Na verdade, não precisamos de Dirty John para entender isso. A verdade é que a gente não nasceu pra viver desconfiada, se precavendo de tudo e todos. Viver em estado de alerta não é saudável. Se alguém não foi honesto com conosco, não foi porque fomos trouxas para deixar isso acontecer. Não importa se não percebemos ou não previmos. Relações não existem para vivermos preocupadas esperando o golpe, mas para que exista confiança e respeito mútuos.

Mas calma. Também não estou dizendo que devemos ser ingênuas e não desconfiarmos de nada. Nem nos precavermos antes de conhecermos melhor as pessoas, não é isso. Até porque nem isso impede de sermos surpreendidas, como foi o caso da mulher que falou com o homem pelo aplicativo por 8 meses e na noite que eles passaram juntos, ela acordou sendo espancada por ele. Mas acredito que uma vez que a gente decide acreditar em alguém, viver em desconfiança, insegura ou preocupada não é bom. Nem saudável, e não é como nenhum tipo de relação deve ser.

Em Dirty John, a relação de Debra com John não foi diferente. Foi uma aposta de confiança como tantas outras. A gente tende a achar que faria diferente porque estamos vendo de fora. Mas a verdade é que não dá para julgar.

Fique atenta a detalhes, acredite na sua intuição mas, se por acaso ela falhar – ou estiver certa, dependendo do caso – não se culpe. Não deixem que digam que faltou algo em você ou que foi algo que você fez. Errado é sempre quem age mal, não quem foi vítima. Guardem isso.

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