Browsing Category

entretenimento

0 em Comportamento/ Destaque/ entretenimento no dia 19.10.2020

Enola Holmes, um filme que podia ser série

Tá afim de ver um filme fácil de assistir? Que te prende na medida certa e te deixa com vontade de saber mais? Com uma história curiosa mas contada de forma leve? Esse filme é Enola Holmes.

Comecei a assistir Enola Holmes sem nem saber do que se tratava. Só vi a sugestão lá na página principal da Netflix e cliquei para ver. Com um elenco cheio de nomes famosos – Millie Bobby Brown, Helena Bonham Carter, Henry Cavill e Sam Claffin são alguns deles – eu imaginei que não tinha como ser ruim.

Eu achei leve, divertido, curioso, meio bobinho adolescente, tudo que eu precisava depois de um dia cheio de mudanças. Uma das coisas que mais gostei é que mesmo tendo o famoso Sherlock Holmes no elenco (ele é irmão de Enola), ele é só um pano de fundo para uma história onde o protagonismo feminino domina.

Inclusive uma das cenas mais compartilhadas é justamente uma cena em que a personagem Edith explica para Sherlock Holmes, de forma bem didática e rápida, o que é privilégio. Aliás, a série é polvilhada de momentos onde questões atuais são discutidas de forma breve e fáceis de entender.

Talvez quem já esteja mais por dentro de assuntos como privilégios, feminismo, lugares de poder e afins ache bobo demais. Como disse, é um filme adolescente. Mas acho que para um público geral, é um bom jeito de abordar assuntos necessários.

Assim como todo mundo que compartilhou, essa é uma das minhas cenas preferidas de Enola Holmes. Tem uma outra também, que não vou compartilhar porque ela dá spoilers.

um filme me disse

Para mim, o único problema é que eu achei que exploraram muito pouco a história de Eudoria, a mãe de Enola, interpretada por Helena Bonham Carter. O contexto do filme se dá por causa do sumiço de Eudoria, mas a sensação que eu tive é que nada relacionado a ela foi muito bem explicado. Tinham algumas dicas soltas pela história que me fizeram acreditar que ela sumiu para fazer algo importante. Mas eu senti falta de saber mais.

A sorte é que, quando dividi isso nos stories do Papo, algumas seguidoras me avisaram que Enola Holmes é uma série de 6 livros (eu disse que só apertei o play, nem sabia que era uma adaptação). Então, talvez teremos um segundo filme que – espero! – explique a história e o paradeiro de Eudoria.

Terminei o filme com uma sensação que deveria ser uma série. Depois que fiquei sabendo dos 6 livros, tive mais certeza ainda. Mesmo assim, indico aqui porque é o tipo de programa que dá para pegar a pipoca e relaxar no sofá, principalmente naqueles dias que você não tá afim de pensar muito.

Alguém já viu? O que achou?

0 em Comportamento/ Destaque/ entretenimento no dia 23.03.2020

A Vida e História de Madam C. J Walker

Acabei de ver “A Vida e a História de Madam C.J. Walker” (4 episódios) na Netflix e essa série mexeu comigo em tantos temas que nem sei por onde começar. Ela me fez pensar, me fez elaborar. De perceber o quanto existe na minha vida, na vida de mulheres e, em especial de mulheres negras.

Para quem não sabe de quem se trata, Madam C.J. Walker foi uma empreendedora, registrada como primeira mulher negra que se tornou milionária na história dos EUA. Ela também foi filantropa e ativista social. E a série, que fala sobre sua trajetória, aborda muitos pontos.

Um dos primeiros pontos importantes abordados pela série é o cabelo.

É claro que, levando em conta que a empresa criada por Madam C. J. Walker era de produtos para cabelo, não tinha como a série não abordar como o cabelo tem seu lugar para as mulheres, em especial mulheres negras. Mas além disso, como muitas mulheres não se vêem femininas com seus cabelos curtos ou mesmo carecas. Nossa feminilidade está mesmo ligada ao cabelo?

Do ponto de vista simbólico, ele sempre foi visto como adorno feminino e de força masculina, vide a história de Sansão que perde a força ao ter seus cabelos cortados. Sempre foram sinais de força, situação social e beleza. Até hoje, mulheres são consideradas desleixadas pela forma como tratam seus cabelos. 

O segundo ponto é sobre mulheres potentes e relacionamentos

Uma mulher forte e independente tem dificuldade de encontrar um parceiro ou alguém que entenda que estará sempre ao seu lado nos projetos. Ela tem seus objetivos e, caso ela seja hetero, nenhum deles é cuidar de um homem adulto. Ainda ouve-se muito que as mulheres independentes não casam porque não querem se submeter. Será que elas precisam ser submeter? Ou cansaram de ser “mães” de homens adultos?

Terceiro ponto: Se uma chega, várias outras também chegam.

Quando eu vejo alguém como eu em lugares sociais elevados, eu percebo que aqueles locais me pertencem. Ou seja, quando mulheres negras acessam cargos como advogadas, enfermeiras ou médicas, elas mostram a outras mulheres que é possível chegar lá. Representação importa.

Porque quando vemos a minisserie “A Vida e a Historia de Madame C J Walker” nos confrontamos com tantas coisas?

Porque é historia de uma mulher negra que se torna rica. E o fato de ter se tornado rica fez outras negras ricas? Claro que não. Mas inspirou com certeza. Michelle Obama, Oprah, Taís Araújo, Conceição Evaristo são exemplos de mulheres negras que inspiram todos dias. 

A minissérie vale a pena por entendermos o sistema que exclui mulheres por seu cabelo, pelo seu tom de pele e como a luta é sempre mais cruel para mulheres negras. 

Não somos inimigas, não deveríamos competir. Somos melhores como exército. Juntas. Uma levantando a outra, somos mais fortes.

Vejam a série, não percam! Em tempos de quarentena, ver série de gente forte, fortalece a gente…

0 em Comportamento/ Destaque/ entretenimento no dia 24.06.2019

Alguém Especial, dica de filme leve e gostosinho (na Netflix)

Sabe aquele dia em que você só quer um filme levinho, para passar o tempo sem esperar nada super elaborado? Alguém Especial (Someone Great no original) pode ser uma boa opção nesse dia.

Pra começar, o filme é estrelado e produzido pela Gina Rodriguez. Você deve conhecê-la do famoso seriado “Jane The Virgin”. Aliás, se você não conhece, fica aí essa outra dica.

Sobre o filme, Jenny é uma jornalista musical que conseguiu seu emprego dos sonhos: escrever para a Rolling Stone. Para isso, ela precisará se mudar de Nova York para São Francisco, na California. Mas é também por essa mudança que seu namorado, Nate, resolve terminar com ela. E é assim que o filme começa: Jenny chorando sozinha no metrô. Se você já se viu nessa situação de chorar em público, toca aqui!

Para tentar superar esse término, ela convoca as amigas para aproveitar seu último dia em Nova York. Uma forma de curtir a cidade e tentar seguir em frente. Com essa sinopse, acho que já dá para perceber que Alguém Especial faz a gente terminar o filme com aquela sensação deliciosa de quando se acaba de assistir uma comédia romântica, sabe?

Mas além disso, poderia dizer que Alguém Especial é um exemplo muito legal de rede de apoio, de suporte feminino e do poder das amizades na nossa vida.

Os flashbacks da história são parte super importante do filme. São eles que vão nos dar lembranças do ex – um clássico de todo término. Mas ao mesmo tempo, é bacana ver como ela tenta usar isso como uma forma de superar a separação. Ela começa a perceber que agora ela está caminhado sozinha na vida em que ela escolheu viver. Realizando seus sonhos e encarando desafios, e que isso pode ser uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido à ela.

A realação de amizade do filme é linda. E a forma como as amigas se relacionam, mesmo em seus 20 e poucos anos, pode servir como inspiração para todas nós, independente da nossa idade.

Sei que a semana pós feriado só está começando, mas se você estiver precisando manter o clima de relaxamento, já separa a pipoca e aproveite!