2015 começou e o primeiro DQF do ano não poderia ficar de fora, né? Só relembrando, quem quiser indicar algum tópico, está mais que convidada a nos mandar e-mail ou comentar aqui ou em qualquer rede social! :)
1 - Que rei é esse?
Eu, Carla, já falei por aqui algumas vezes que o livro O Rei e o Réu me fez pegar uma antipatia absurda pelo cantor Roberto Carlos. Só tinha esquecido que o começo da antipatia vem de outro livro: Tim Maia, do Nelson Motta, que virou musical, filme, e agora, minissérie que foi exibida pela Globo no começo do ano.
Eu estava viajando e não vi, mas fui atingida por vários links que falaram a mesma coisa: a Globo resolveu proteger a imagem de Roberto Carlos - que não foi uma pessoa exatamente legal com Tim Maia - e mudou essa parte da minissérie, dando a entender que o “”””rei”””” (com muitas aspas mesmo) tinha ajudado Tim, quando na verdade, ele só fez esnobar.
Tenho certeza que estou completamente influenciada pela imagem que fiz dele depois de ambos os livros e depois com o filme, que deixa essa relação bem explícita (inclusive o diretor do filme se manifestou pedindo para que ninguém visse a minissérie), mas eu só consegui pensar: “Rei? Que rei é esse?”. Meu bode por ele só ficou maior - e eu nem sabia que isso era possível, visto que ele já se encontra mais ou menos do tamanho de um elefante.
Não vejo problema em quem quer florear sua biografia ou dar um jeito de melhorar um passado que condena (não gosto mas não julgo), mas achei essa história um tremendo desrespeito com Tim Maia, seus fãs, simpatizantes e até mesmo com quem já leu o livro de Nelson Motta (que também caiu no meu conceito depois de ter topado aparecer na minissérie dando um depoimento mudando o tom que tinha escrito no livro) ou viu - e gostou - do filme Vale Tudo. Para mim, virou mais um ponto para eu anotar na minha lista de antipatias ao “rei”. Sou muito mais o síndico.
2 - Imagens fortes - que esperamos que surtam efeito!
Hoje vimos muita gente no Facebook e no Twitter comentando um mesmo link: as fotos de Andressa Urach no hospital. É o tipo de coisa que a gente preferia desver, mas como somos curiosas, clicamos. Quem também não se aguenta, a imagem que postamos é a foto mais light do Ego. Depois daí só piora.
Não vamos entrar no mérito de parecer que ela ela mal voltou à vida e já está se aproveitando do fato para dominar o Ego e outros portais de fofoca, mas de certa forma, achamos importante e muito válido divulgar essas fotos.
A busca pelo corpo ideal hoje em dia é objetivo de vida de muitas pessoas que acabam perdendo os limites em busca dessas metas. Não vemos problemas em querer uma barriga trincada, uma bunda dura ou pernas maravilhosas - a gente também quer! rs - mas a partir do momento que essa busca deixa de ser algo saudável, não tem como defender. O caso do hidrogel que a Andressa aplicou é o pico do iceberg. No mundo de instagram, principalmente, a gente encontra relatos de meninas que começaram a consumir whey, termogênicos e outras substâncias sem nenhuma recomendação médica só porque virou “moda fitness”, gente que faz umas dietas malucas sem acompanhamento, enfim. Esse choque de realidade no fundo é bom, assim como achamos maravilhoso que a Bella Falconi resolveu abrir o jogo e mostrar que não estava saudável, apesar de ter o corpo que tanta gente aspirava.
Nenhum corpo será perfeito se não for esculpido com responsabilidade. Seja na alimentação, na academia ou na cirurgia plástica. Pode até ser que muita gente não sinta os efeitos colaterais ao injetar líquidos ou consumir produtos estranhos, mas vale mesmo a pena entrar nessa roleta russa? A gente acha que não, a vida é muito mais valiosa do que isso! Só esperamos que Andressa Urach tenha aprendido.
3 - Um outro tipo de pele
Ficamos sabendo por esses dias que existe uma marca americana chamada Petite Mort Fur cujo diferencial é vender roupas de pele de animais que morreram atropelados. Teve quem aplaudisse essa ideia “politicamente correta” - aliás, a marca se vende como “pele ética” - mas só conseguimos achar bizarro.
Com tantas peles fake maravilhosas, não dá para entender o glamour de quem acha legal sair por aí com pele verdadeira. E entendemos menos ainda uma marca que, nos dias atuais, quer ser conhecida por vender pele verdadeira - mesmo que não tenha matado um bichinho para esse uso específico. No fim das contas, o bicho também sofreu uma morte violenta.
Nunca conseguiríamos usar essas peças sem imaginar os animais atropelados na beira de estrada. Pode até ser ética, mas é triste do mesmo jeito, não acham?












