Outro dia estava revisitando umas fotos do começo do ano e me peguei vendo todas as fotos desde o dia que o Arthur nasceu. Hoje faz exatamente um ano e é muito engraçado ver como eu cresci com ele nesses 365 dias. Achei que valia revisitar essas Carlas e conversar com elas um pouquinho.
Para a Carla que foi mãe há menos de 3 meses:
Eu sei que agora você provavelmente está um tanto quanto desesperada. É normal e provavelmente toda mulher que acabou de se tornar mãe passa por isso. Os primeiros 3 meses duram uns 5 anos, eu sei. Provavelmente vão ser os meses mais longos de toda a sua vida até você entrar na rotina e aprender a amamentar e/ou a lidar com as frustrações da amamentação.
Sei que você vai sentir falta da sua liberdade, da sua independência, de quem você era antes do Arthur nascer. Você também vai se sentir muito egoísta por pensar essas coisas, mas não se martirize. Por mais que a gente leia sobre o assunto, por mais que a gente converse sobre com nossas amigas e por mais que a gente diminua nossas expectativas, nunca estaremos preparadas para a mudança que se dá depois que o filho nasce. Eu ainda sinto falta da Carla antes de ser mãe até hoje, a grande diferença é que eu aprendi a amar a Carla que eu me tornei.
Ah, e provavelmente daqui a uns meses, você vai se recordar desse início e vai rir de como você achava tudo tão complicado. Volta e meia eu me pego pensando em como eu fiz drama com coisas tão bobas. Vai ver é por isso que as pessoas têm um segundo filho rs.
Para a Carla que foi mãe há 6 meses:
Agora que os 3 primeiros meses passaram, você vai ver como realmente as coisas melhoram. O Arthur está cada vez mais durinho, interage muito e começa a mostrar sinais de simpatia extrema rs. Mas também vai experimentar novos desafios como aprender a lidar com o choro em público e ignorar aquela sensação de que você está incomodando todo mundo. Vai descobrir que você não quer educá-lo apenas para ser um homem que não compactua com o machismo, mas vai tentar fazer com que ele se imponha quando ver atitudes machistas. Vai deixar a Joana perplexa em saber que foi a escolhida para ser madrinha do Arthur (alguém imaginava outra pessoa? hahaha para mim sempre foi óbvio!). Quando você achar que está tirando de letra, a vida vai te dar mais um desafio: morar na cidade dos seus sonhos e continuar com a sua função de stay home (office) mom, a diferença é que em NY não vai ter ajuda e não vai ter metade do glamour que um dia você imaginou enquanto assistia Gossip Girl, mas você está preparada, acredite nisso do fundo do seu coração <3
Para a Carla que foi mãe há 9 meses:
É incrível como nós somos adaptáveis, né? É nessa época que você terá certeza disso. Você vai curtir muito a cidade com o Arthur, vai aprender a andar com ele sozinha de metrô, a levar ele para tudo quanto é lugar - até mesmo para a Filadélfia! - e provar para si mesma que você consegue muito mais do que achava que conseguiria. Claro que para dar conta de tudo você vai ter que abrir mão de algumas coisas: seu rendimento no blog, de clientes, até mesmo de cuidar de você da mesma forma que antes. Mesmo assim você vai entender que terá que manter manter sua identidade como mulher para ser a melhor mãe que você quer ser.
Nesse meio tempo, o Arthur aprenderá a engatinhar no dia que ele fizer 7 meses, e você vai amar vê-lo cada dia mais independente. Ah, e sabe a relação com o Jack, que você não sabia onde ia dar e morria de medo de sair mordidas? Vai demorar 7 meses para eles começarem a interagir de verdade, mas vai ser a coisa mais linda desse mundo e vai te deixar emocionada diversas vezes por semana.
E agora?
Os 10 e 11 meses foram desafiadores em vários sentidos. Eu vibrei quando ele deu os primeiros passinhos entre os 10 e 11 meses, eu paguei a língua e levei ele pra Disney, eu me emocionei ao apresentar as luzes de Natal nova-iorquinas.
Eu também descobri que quebrar a cara é maravilhoso mas muito em breve senti a necessidade real de tirar umas mini férias, me descompensei quando ele teve sua primeira gripe que deixou todo mundo acordado, pela primeira vez duvidei se conseguiria dar conta de tudo. Mas aprendi que até mesmo a Mulher Maravilha precisa ter calma. É difícil perder o controle do seu dia, mas tive que tentar enxergar por outro lado e aprender a desapegar, to tentando aceitar na marra que nem sempre terei o controle de tudo e ainda estou aprendendo a aceitar isso.
Apesar de não concordar e evitar falar isso para outras mulheres, definitivamente eu consigo entender quem diz que se tornou uma pessoa melhor depois que virou mãe. *Eu não diria melhor, mas é inegável que desde o dia 23 de dezembro de 2015 eu entrei em uma espiral de autoconhecimento para tentar entender quem era a nova Carla que nasceu no mesmo dia do Arthur - e depois ainda tive que entender quem era eu na tarefa de mãe em tempo integral em uma cidade nova e longe dos pais e amigos.
* { nota: A maior prova que você não precisa virar mãe para amadurecer é o processo que a Jo veio dividindo ao longo do ano aqui no blog. }
O que eu posso concluir das Carlas de todas as fases até o momento é que sempre melhora. E que de fato, (tirando os 3 primeiros meses) o tempo passa rápido demais mas estou ansiosa para saber quais as surpresas que os próximos meses irão me trazer.
Beijos
Cá




10 Comentários
Pri
23.12.2016 às 11:47Gente, o post maaaaaaaaaaaaaaaaaaais lindo da historia do blog! O Arthur é amoooor, alegria, luz! Menino lindo e abençoado…
Muitas felicidades, saúde pra esse miniatura lindo!
Beijoca ♥
Dálete
23.12.2016 às 12:48Que post lindo Cá!
E parabéns pro Arthur que Deus abençoe vcs.
Bjs
Miria
23.12.2016 às 14:10Lindo texto ,emocionada com você e acompanho sempre bj
Caroline
23.12.2016 às 15:07Muito lindo esse post, me arrepiei várias vezes lendo!
Parabéns e beijos para o Arthur, que é o bebê mais lindo da internet!
Carla
26.12.2016 às 17:44Ahhh, que isso! :) Obrigada mesmo!
ELISA
23.12.2016 às 17:17amei o blog muito fofo
Paula
24.12.2016 às 11:34Gente, ele é muito risonho! Muita fofura mesmo. Parabéns pelo relato!
Carla
26.12.2016 às 17:44brigada, Paula! :)))
Ingrid B
24.12.2016 às 16:43Olhando a primeira foto do post, você com o Arthur recém nascido na poltrona de amamentação pensei: “não dá pra dizer quem é a criatura mais frágil da foto, a mãe ou o bebê”. Ser mãe expõe todas as nossas fragilidades, né? Só quem já teve um filho nos braços pela primeira vez sabe o que é esse misto de encanto e medo que a gente sente. Mas é nesse primeiro ano que a gente descobre também a nossa força. O primeiro ano é muito emblemático e marca pra sempre. Parabéns pro Arthur e parabéns pra você, Carla. Ser mãe é maravilhoso, mas não é mole não. Beijos.
Carla
26.12.2016 às 17:43Sim, essa primeira foto mostra muito a insegurança, né? Eu amo ela por isso! Obrigada mesmo Ingrid!