1 em Estados Unidos/ Viagem no dia 02.09.2016

Trip Tips: 1 dia na Filadélfia

O trabalho do Bernardo permite que todos os seus funcionários tirem 4 dias de folga durante o verão. Tem gente que tira os 4 logo de uma vez e tira quase uma semana de férias mas como a gente não se organizou, ele foi tirando dias separados e desde então temos usado essas folgas para conhecer lugares que podem encher no fim de semana.Um desses dias nós usamos para ir em Coney Island, no outro fomos conhecer Red Hook e nessa segunda feira aproveitamos para conhecer a Filadélfia!

Preciso admitir que nunca tive muita curiosidade de conhecer essa cidade, para ser mais sincera ainda, tinha vários pré-conceitos formados na minha cabeça que me faziam crer que a Filadélfia seria meio chata. Mas lá estávamos nós, com um dia completamente livre e vontade de fazer algo diferente e fora da Nova York. Nesse momento pareceu uma boa ideia conhecermos Philly.

Dá para ir de 3 jeitos para lá: ônibus (por volta de 13 dólares por trecho, 2 horas de estrada), trem saindo da Penn Station (a partir de 55 dólares ida e volta, 1:30 de viagem) ou alugando um carro. Optamos pelo carro porque além de estarmos com saudades de dirigir, ele nos daria mais liberdade de horários. Alugamos o bebê conforto e o Arthur foi dormindo na ida e na volta, uma beleza! hehe

Chegamos lá por volta de meio dia e como estávamos morrendo de fome, nossa primeira parada foi no Reading Terminal Market. É o mesmo formato do Chelsea Market, um espaço cheio de restaurantes com opção para todos os gostos. Tem hambúrguer, pizza, cookies, sorvetes, sanduíches e, é claro, o famoso Philly cheesesteak, que nada mais é que um sanduíche na baguete com muita carne e muito queijo. O lugar é o máximo, mas a fome nos fez errar na programação.

Quem quiser fazer um bate e volta para lá, sugiro ir direto para a Benjamin Franklin Parkway e fazer logo o Philadelphia Museum of Art (também conhecido como o lugar que tem a escada do filme Rocky) e o Museu do Rodin. Aliás, se você quiser ir no primeiro só para tirar a clássica foto em cima da escada, não tem problema. Realmente fica difícil perder horas em um museu quando você tem menos de um dia para conhecer tantas coisas. Mas peço encarecidamente que você entre no Museu Rodin. É na Filadélfia a maior coleção de esculturas do artista fora da França, incluindo algumas das obras mais conhecidas dele, como o Pensador, por exemplo. Por causa do nosso erro de programação, nos atrasamos e pegamos os dois museus fechados e fiquei muito mais chateada por não ter visto novamente as obras de Rodin, que sempre me arrepiam.

Voltando à nossa programação, assim que saímos do Reading Terminal Market fomos direto para o Independence Hall, que fica a uns 15 minutos de caminhada. Agora é a hora que eu confesso para vocês que apesar de amar Museus, eu nunca tive a mínima curiosidade para saber mais sobre a história americana. Acabamos fazendo essa parte mais rapidamente e fomos direto para a área do Independence Mall ver o Liberty Bell, que foi a minha primeira surpresa da viagem.

Eu jurava que o sino rachado era apenas o sino que tocou quando os EUA declararam independência, mas descobri que o Liberty Bell na verdade foi batizado assim quando virou símbolo do movimento abolicionista. Desde então, ele passou a simbolizar a liberdade das minorias, inclusive uma réplica dele chamada de Women’s Liberty Bell serviu como forma de protesto na época das sufragistas americanas - elas criaram um sino cujo badalo não produzia som para simbolizar o silêncio feminino na política, ele só tocou realmente quando as mulheres passaram ter direito ao voto.

Quem quiser saber mais da história americana pode continuar nessa área do Independence Mall e dar uma passada no Independence Visitor Center, onde existem tours guiados para os interessados.

Apesar de ter achado a história do sino muito mais interessante do que eu poderia imaginar, preferimos seguir nosso caminho para a Betsy Ross House, outro programa que eu não imaginaria que ia gostar tanto. Custa 5 dólares para entrar ou 7 se você quiser um audio guide (eu não achei necessário).

Betsy foi a responsável por fazer a primeira bandeira dos Estados Unidos a pedido de George Washington. Ela tinha 24 anos na época, recém viúva e trabalhava como estofadora (além de estofar ela também fazia tapetes, cortinas e outros serviços do tipo) quando Washington apareceu em sua loja e lhe mostrou o desenho que ele tinha pensado para a bandeira. Depois de alguns pitacos - como, por exemplo, transformar a ideia inicial da estrela de 6 pontas para a clássica de 5 - ela topou assumir o risco de costurar a bandeira. Risco porque se algum britânico soubesse o que Betsy estava fazendo, ela seria considerada uma traidora e terminaria enforcada. Há controvérsias em relação à essa história - principalmente porque quem resolveu contar os feitos de Betsy para o mundo foi seu neto, 20 anos após sua morte - mas eu amei conhecer a história dela, de verdade.

Saindo de lá fomos conhecer Elfreth’s Alley, uma rua sem saída que é a mais antiga da Filadélfia, todas as casas foram construídas entre 1700 e 1800 e são habitadas até hoje. Uma delas abriga um museu que remonta a vida no século XVIII e, pelo o que eu li, todos os moradores abrem suas casas em datas especiais como 4 de Julho, Halloween e Natal.

Quando acabamos essa área da cidade, vimos que já era quase 17h e tentamos chegar o mais rápido possível no Philadelphia Museum of Art, por causa disso não conseguimos visitar o JFK Plaza (a praça onde tem a escultura LOVE como a de NY). Quando chegamos já passava das 17h e os museus já tinham fechado. Por causa disso, só fomos na estátua do Rocky, que fica do lado direito de quem está olhando para as escadas do PMoA e depois subimos a Rocky Steps - como essas escadas são conhecidas e admiramos a vista da cidade. Vale a pena a subida!

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Fomos embora satisfeitos por termos conhecido tantas coisas legais mas sabendo que deixamos de ver muitas coisas. Só para vocês terem uma ideia, a Cami escreveu um Trip Tips sobre a cidade algum tempo atrás e a programação dela foi quase toda diferente da minha!

Resumindo - porque esse post já está gigante - quem quiser fazer bate/volta de Nova York para a Filadélfia, eu sugiro chegar bem cedo na cidade e se programar basicamente assim:

- Philadelphia Museum of Art
- Museu do Rodin
- JFK Plaza
- Reading Terminal Market
- Independence Mall
- Betsy Ross House
- Elfreth’s Alley

Alguém já foi? Tem mais alguma coisa para acrescentar?

Beijos!

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1 Comentário

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    Laura
    05.09.2016 às 12:04

    Já fui duas vezes pra Philly e gosto bastante da cidade! Recomendo o Magic Gardens, uma construção toda feita com mosaicos, criada pelo artista Isaiah Zagar. Foi dica da Mandy e no dia que fui só consegui ver a parte de entrada, pois estava escorregadio porque tinha nevado =/ ainda quero voltar lá! E pra quem gosta, sugiro o Mütter Museum, um museu médico mórbido, com muitas caveiras, cérebros, fetos etc, interessantíssimo para quem curte anatomia e coisas estranhas hehe! Beijos!

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