1 em Mayara Oksman no dia 31.12.2018

Adeus ano velho…

Chega Dezembro e eu fico mais pensativa sobre o que aconteceu no ano que está acabando. Tento lembrar das coisas mais legais e das não tão legais, tento refletir se eu mudaria algo e imagino um pouco como eu gostaria que o ano seguinte fosse.

Em 2018 minha vida deu um duplo twist carpado. As principais mudanças foram pensadas, repensadas e discutidas. O resto foi consequência, foi o deixa a vida me levar, foi o dançar conforme a música. Algo que para mim foi especialmente difícil visto que sou meio (total) control freak.

Em 2018 fui madrinha (Maydrinha para os mais chegados) duas vezes. Vi duas amigas muito amadas casarem lindas, do jeitinho que elas imaginavam. Chorei, cantei, sorri, dancei com elas e com todos os amigos maravilhosos que estavam presentes. Saí muito com os meus melhores amigos, fui nos meus lugares favoritos em Sampa e já entre Maio e Junho senti que saía com a sensação de despedida. Ri muito com meus sobrinhos, vi dois deles virarem adolescentes e me assustei um pouco com o que isso significa hoje em dia. Curti muito cada colo dos meus pais e cada ida no Starbucks com o Oscar. Abracei meus avós mais apertado. Varei noite batento papo com os meus irmãos tentando entender como eles viam a felicidade na vida.

Trabalhei muito, viajei muito a trabalho. Aprendi coisas que achava que tinha pleno domínio na área. Mas no fim, não me sentia feliz, não via sentido no caminho que estava trilhando. Não sei se precisamos ter um sentido para tudo, mas eu sabia, no fundo no fundo, que naquele momento, aquele não era o caminho. E foi aí que tomei a decisão de pedir demissão.

Fui para a Itália, tirei minha cidadania, viajei com a minha mãe, tudo aquilo que fui contando aqui para vocês conforme ia acontecendo. Senti meu coração transbordar de alegria, amei conhecer lugares novos. Comer comidas novas, ouvir línguas diferentes, ver algumas coisas de outros pontos de vista. Entender o que significa “dolce far niente” e como a gente se deixa levar muitas vezes pela marcha automática da vida sem curtir pequenos momentos.

Teve muita despedida, teve muito choro, muito desapego. Tem saudade imensa de pessoas, lugares, sensações. Tenho tentado trabalhar bastante isso nesse último mês de 2018.

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Recomeçar em Amsterdam não é fácil. Tem burocracia, tem casa nova, tem cuidar da casa nova, tem trabalho novo, tem tudo novo e passar por isso sozinha foi e continua sendo difícil. Mas olha, se eu me achei forte em 2017, isso era só a pontinha do iceberg dentro de mim. A gente é muito, muito forte. E eu usei muito dessa força pra montar móveis sozinha, para me organizar nessa vida de dona de casa de primeira viagem, para ser cara de pau na hora de tentar fazer amigos, para ir no cinema sem ninguém do lado, para ir em restaurante e pedir mesa para uma pessoa, para não ter medo de conhecer gente nova, para driblar pedras no caminho, para levantar dos tombos, para levantar todos os dias mesmo com esse inverninho chato em que luz do dia só temos das 9-16 e com raros, raros dias de sol.

Algumas pessoas só olham as fotos no Instagram e acham que vida na Europa é puro luxo e a coisa mais linda e fácil de se fazer. Mas não é. E mesmo que fosse, sempre tem um turbilhão de coisas passando na nossa cabeça e fazendo a gente pensar e repensar e ter medo e ter arrependimento ou qualquer coisa que possa nos dar uma dose de medo e desânimo. Por isso tento sempre jogar a real nas legendas e contar para vocês o que se passa na minha cabeça. Porque não é perfeito, como nada na vida é, seja aqui ou na lua.

Eu honestamente não sei por onde começar a pensar sobre o que espero para 2019. Minha vida mudou completamente nos últimos meses e eu ainda não sei quais metas quero traçar, quais passos eu quero tomar a seguir. Mas isso é algo que eu vou ter que fazer, não dá para adiar muito. Uma coisa eu posso garantir, pessoal. Abrir as asas e voar é lindo! Curtir cada segundo desse voo é lindo, intenso, assustador. Mas vale.

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Independente de onde eu esteja ano que vem, eu estarei mais certa, mais forte, mais viva, mais intensa. Seja para continuar em Amsterdam, seja para mudar para outra cidade, seja para voltar para o lugar que sempre vai ser casa. Aprendi que tudo bem não saber. O importante é viver! 2018 foi um dos anos mais importantes da minha vida e sou grata por cada segundindo passado nele.

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1 Comentário

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    Andréia
    04.01.2019 às 14:42

    Lindo texto! Muito inspirador…

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