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9 em entretenimento no dia 10.06.2016

Filmes da Sil: Como Eu Era Antes de Você

Acho que pela primeira vez na história desse blog fui para um filme entrando em um terreno desconhecido. É, eu não li o livro da Jojo Moyes… Inclusive evitei ler as resenhas da Ca e da , quando soube que o livro iria ser adaptado para uma versão cinematográfica. Eu queria ter a minha versão da história mas entrei naquela sala de cinema simplesmente carregando o peso de saber que esse foi o livro mais recomendado e talvez mais comentado aqui. As luzes se apagarem e o rosto de Will, interpretado por Sam Clafin de Jogos Vorazes, aparecer na tela que esqueci completamente qualquer compromisso que não fosse acompanhar a história verdadeiramente apaixonante daquele homem lindo, que estreia no dia 16 de junho nos cinemas brasileiros.

Filmes da Sil: Como Eu Era Antes de Você

Antes que as pessoas que conhecem a história e a polêmica me achem louca por dizer que a saga de Will é apaixonante, é melhor eu me explicar: personagens bem construídos e, no caso, bem interpretados, te envolvem e te emocionam. Will é uma das “pessoas” que tem crescimento e que não importa o que façam, seu carisma irá fazer com que você torça por ele. E é por isso que eu me apaixonei por Will, entendi e apoiei sua jornada.

O elenco - e incluo aqui Emilia Clarke, que não curto muito como Daenerys em Game of Thrones, mas funcionou como Lou, a protagonista desse filme - é excelente. Os fãs de seriados vão delirar: Brendan Coyle - o Sr. Bates de Downtown Abbey - como pai de Lou; Charles Dance - o Tywin Lannister, também de GoT - como pai de Will; Jenna Coleman - de Dr. Who - como a irmã de Lou; e, claro, Matthew Lewis - também conhecido como Neville Longbottom de Harry Potter - como Patrick, namorado de Lou. E fiquem de olho em Stephen Peacocke como Nathan! ;)

O filme, conta a história de Lou, uma menina sem muitos talentos que após perder seu emprego como garçonete vai trabalhar como cuidadora - na verdade, ela mais faz companhia - para Will. Tetraplégico, após ter sofrido um acidente dois anos antes, Will só mantém o movimento do polegar. Sua imunidade também não é mais a mesma, pois seu corpo não funciona normalmente.

Apesar das incapacidades físicas, ele continua com a mente brilhante e afiada de antes do acidente, ou seja, os maiores prazeres que lhe restam são as lembranças de como era sua vida antes do acidente, e assistir alguns DVDs, quando a dor lhe permite. Lou aceita o emprego, na sua inocência, achando que como uma boa “Mary Poppins” - a história aqui se passa em uma cidadezinha da Inglaterra - tudo se resolve com uma boa xícara de chá; mas nós sabemos que algumas dores são mais complicadas. O filme não adoça nenhuma situação, na minha opinião, e sim, me fez chorar.

Eu chorei no fim do filme, mas porque me lembrei de algo que não estava ligado diretamente a história. Pelo contrário, a cena final me deixou emocionada - cheia de uma emoção pura. Me lembrei da minha viagem no início do ano com o Erick quando fomos a Paris e colocamos nosso cadeado na Pont Nuef. Foi o último dia da nossa viagem, e eu saí do cinema desejando por mais viagens e momentos especiais para lembrar no futuro. Especialmente com aquela trilha sonora - aliás, fazia tempo que uma trilha sonora não me deixava com vontade de correr para a loja, comprar o CD e ficar ouvindo sem parar! - que te faz viajar literalmente. <3

*******************Eu recomendo que quem não leu o livro, ou não queira ler spoiler, não leia daqui para baixo****************************************

Muito se discutiu sobre o título do livro, pelo que andei lendo na internet: está rolando uma polêmica forte sobre o filme ser um desfavor para os deficientes físicos. Uma das opiniões que eu li seria que o título seria como a Lou era antes de conhecer o Will. Confesso que depois de ver o filme e da parte onde ele diz que não é um homem inteiro como gostaria de ser para ela - perto do final - acredito que o título é na verdade sobre o Will.

Também li e ouvi muita reclamação sobre a questão da morte assistida, escolha que o personagem faz. Algumas pessoas acreditam que o livro faz apologia à ideia de que é preferível morrer a ser um deficiente e levar uma vida incompleta ou ser um peso na vida das pessoas que o amam, enquanto na verdade seria possível uma vida normal com deficiências físicas. Acho que nesse caso, uma frase dita me marcou: “Não se pode ajudar uma pessoa que não quer ser ajudada”. Eu me perguntei: e se ele jogasse a cadeira de um penhasco? Isso seria mais aceitável para essas pessoas que estão criticando?

Will viveu dois anos pela mãe, ou pelo menos foi isso que eu interpretei da história, mas sua condição não melhorou. Ele se apaixonou por Lou e viveu intensamente aqueles últimos meses ao lado dela. Ela trouxe o máximo de normalidade possível para a vida dele, e eu acredito que ele foi feliz com ela. Mas como disse aqui, no filme nada é adoçado (imagina que no livro também não): Will sabe que sua vida é frágil e por amar Lou, ele decide que não vai mudar sua decisão porque ela acredita em “arco íris” e finais felizes. Ele sabe o quão ínfimo é o tempo de felicidade deles e ele quer ser a Paris dela, ser uma lembrança feliz mesmo que mesmo curta, seja duradora e importante.

E é por isso que o filme me fez chorar, eu me lembrei de que é sempre triste perder alguém que a gente ama, mesmo que seja uma avó, ou uma tia, e eu perdi duas ano passado. Mas na carta final de Will para Lou ele diz que ele sempre estará com ela, em tudo o que ela fizer. E é isso que eu acredito: todos aqueles que nós amamos e que são importantes para a gente estão na nossa memória e sempre nos acompanharão.

*************************Fim dos Spoilers ****************************

Para nós, que estamos de fora, não nos cabe julgar a escolha de cada um. Devemos aproveitar cada momento com as pessoas que gostamos e lembrarmos deles com carinho. E se gostamos mesmo de alguém, o nosso maior trabalho como “cuidadores” é dar o apoio que aquela pessoa necessita e o amor incondicional que ela precisa, independente das escolhas dela.

No máximo podemos dar nossas opiniões com cuidado, mas julgar quem você ama é correr o risco de perder alguém por não aceitar aquela pessoa. E felizmente Lou percebe isso a tempo de aproveitar o amor de Will. Porque sim, o filme é uma história onde duas pessoas se apaixonam igualmente e ensinam uma à outra sobre a vida, mesmo que seja passageira…

Beijos,

Sil

 

0 em Comportamento/ entretenimento no dia 29.05.2016

Filmes da Sil: Alice Através do Espelho

Assisti o filme na madrugada de quinta para sexta. Sexta, ao começar a escrever me deparei com a notícia de que o ator Johnny Depp havia batido na sua esposa Amber Heard. Essa notícia realmente me deixou fora dos eixos e sem saber o que continuar a escrever. Conversei com a Jô e a Carla, e no fim cheguei a conclusão que independente do que aconteceu, boicotar o filme seria desvalorizar o trabalho de atores e artistas que ralaram para o filme acontecer e que não têm nenhuma ligação com o caso de violência. Foi um episódio triste e horrível, estou desconcertada até agora, mas espero ser justa!

Filmes da Sil: Alice Através do Espelho

Acreditam que eu nunca tinha assistido ao primeiro filme até literalmente minutos antes de ir ao cinema ver a continuação? É que Alice não é, e nunca foi, um dos meus desenhos preferidos. É gosto, né? Até acho fofo o “desaniversário”, e talvez Freud entendesse porque eu adorava a Lagarta com seu Narguilé - embora eu seja super careta - mas o resto? Era muito “demais” para mim aquela loucura toda e bem, talvez fosse algo que eu não soubesse, mas eu não curto muito os vitorianos - é, eu não gosto do desenho do Peter Pan também. Mas mesmo assim, Lewis Carroll - o criador de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho - sempre foi bem visto, então eu juro que tentei e até li os livros, mas até então a única versão que eu havia curtido um pouco era uma série da BBC. Definitivamente Alice e eu somos princesas rivais no panteão da Disney, risos!

Aliás por falar em Disney vamos aos fatos: vocês já ouviram falar na série Once Upon A Time? Ela é da ABC, que pertence à Disney, e entre os dois filmes fez uma versão OUAT in Wonderland onde uma Alice adulta, resgatada por um coelho, volta para o País das Maravilhas para resgatar o amor da sua vida… o Gênio do Aladdin! Alguém pode me explicar o por quê dessa confusão? Depois do primeiro filme que já foi recebido com estranheza por alguns, para que enterrar ainda mais - perdoem-me a piada - Alice no buraco do Coelho? Voltando ao filme, confesso que foi uma surpresa quando anunciaram o segundo Alice, afinal o primeiro é um filme esteticamente interessante e uma mistura das duas obras de Lewis Carroll, mas não é nada de genial. Então,o que sobraria para uma nova história?

Tudo o que a Disney adiantou nos trailers e pôsteres é que dessa vez Alice, Mia Wasikowska, volta para salvar o Chapeleiro Louco. O filme começa praticamente onde o anterior termina, então talvez seja bom assistir ao Alice no País das Maravilhas antes de ir ao cinema. Apesar disso, Alice Através do Espelho é diferente do primeiro filme no bom sentido e posso adiantar que a continuação é bem mais interessante que o original. Se você espera alguma história clássica, esqueça! Através do Espelho tem memórias, alguns pedaços dos originais e pequenas explicações interessantes, mas isso é tudo o que você vai encontrar conectando o filme aos originais - desenho e livro.

Como em qualquer filme ligado ao nome de Tim Burton, podemos esperar uma estética exagerada e um pouco sombria. Entretanto, Tim dessa vez não está na direção e as escolhas estéticas beberam na fonte de Burton mas foram mais apropriadas para um filme que atrai um público infantil. Os jardins da Terra das Maravilhas no começo do filme e a FAMOSA mesa de chá são, particularmente, um delírio visual e eu duvido alguém sair do filme sem querer uma caixa de doces daquela mesa. A trilha sonora é do sempre impecável Danny Elfman e os figurinos estão deslumbrantes.

As versões de Alice, apesar de um pouco confusas, são histórias para crianças, e essa não é diferente. Para mim, a maior sacada do filme na minha opinião é que para salvar o Chapeleiro Maluco, Alice precisa se acertar com o Tempo: o Tempo aqui é um ser que habita a Terra das Maravilhas e talvez lidar com essa informação seja mais fácil para uma criança do que a questão do tempo abstrato. Além disso, a escalação de Sacha Baron Cohen para o papel me parece ter sido fundamental para que o filme funcionasse.

O ator tem uma excelente química com a atriz Helena Bonham Carter, a Rainha de Copas, e Ex de Tim. O problema é que Helena, Tim e Depp também já fizeram uma série de filmes juntos, o que cansou os críticos após algum tempo. O trio era tão intenso que quando Burton e Helena se separaram, a piada na mídia foi sobre quem iria ficar com a custódia de Depp. Então, ao trazerem Sacha para essa dinâmica, quebraram qualquer expectativa de tensão. Sem falar que Cohen está excelente no filme. Helena e Anne Hathaway, como as Rainhas do País das Maravilhas, estão um pouco exageradas mas não incomodam, faz parte da personalidade de suas personagens e da escolha desse mundo. Depp, vamos julgá-lo pela sua atuação, convence inclusive de bom moço (que ironia, não é mesmo?)! Mas o ponto forte do filme para mim é a Alice de Mia Wasikowska, que está melhor no papel do que na primeira versão.

O ponto mais fraco de todos é a falta de uma história coesa, mas temos que levar em conta que é um “conto de fadas” e coerência nunca foi o forte dos livros de Carroll. Honestamente, eu fui assistir um filme para crianças e saí maravilhada com as belezas que finalmente vi no País das Maravilhas. Aproveitei o que o filme tinha de melhor para me oferecer e me diverti, saindo leve do cinema. Ainda de brinde gostei de ver mais uma versão de uma Alice forte e heróica, não apenas uma menina - independente da idade - que apenas tem sorte nas decisões que toma ou que simplesmente acredita que algo pode dar certo. Essa Alice acredita em si, e vamos combinar que é muito bom e refrescante vermos uma protagonista não depender de príncipes encantados e com uma excelente autoestima.

Por um mundo com mais Alices! <3

Beijos,

Sil

0 em Comportamento/ entretenimento no dia 24.05.2016

Filmes da Sil: X-Men: Apocalipse

É gente, essas semanas estão complicadas… Alguns filmes maravilhosos estrearam mas mal ficaram em cartaz! Ou entraram em UMA sala aqui em São Paulo… Até quero fazer uma enquete depois e saber se vocês querem dicas de filmes que saíram em Blu-Ray, Netflix ou nos canais de Tv a cabo também. Assim, na próxima semana que acontecer algo no gênero, a gente fala de algum filme bacana que por acaso também não teve sua oportunidade nos cinemas. O que acham? Mas agora vamos falar do que interessa, X-Men: Apocalipse.

E chegamos ao terceiro grande filme de quadrinhos do ano: X-Men: Apocalipse! Talvez esses mutantes vocês conheçam um pouco mais, afinal eles eram um desenho famoso na década de 90 no Canal FOX, a responsável por trazê-los para a telona. Bem, se você não os viu na TV, aposto que a maioria sabe pelo menos quem é Hugh Jackman. Ele, que nem era dos mais conhecidos antes de seu papel como o Wolverine no primeiro filme da série, ganhou notoriedade por causa do personagem - e eu assumo que fui no segundo filme só para ver mais dele, risos! Essa nova fase dos X-Men traz James McAvoy e Michael Fassbender como os novos protagonistas - Professor Xavier e Magneto - e também colírio para os olhos. Só que um filme não é feito só de homens bonitos ou charmosos, certo?

Eu sempre tenho certeza de uma coisa em filmes de heróis: eles são feitos para serem divertidos e passar o tempo. Não adianta irmos ao cinema esperando um filme digno de Oscar, só iremos nos frustrar. Outra coisa é que X-Men foi o primeiro filme da era nova dos filmes de HQs em 2000 (lembram que eu expliquei sobre a Era de Ouro dos Quadrinhos? Esse seria o começo da Era de Ouro no Cinema). Hoje, mais de 16 anos depois, muito mudou - inclusive nós, que não somos mais o único público alvo desses filmes. Aliás, vamos combinar que nem mesmo todos os críticos têm a mesma idade e empolgação que tinham ao verem os primeiros filmes, especialmente os críticos estrangeiros que inspiram muito os nossos. Então é por isso que vemos uma enxurrada de críticas destruidoras e não entendemos bem o porquê. Ora, é difícil manter pessoas de 40 anos ainda empolgadas com os quadrinhos que idolatravam aos 15. E é por isso que eu sou do time que, tirando raríssimas exceções, acha que cinema pipoca é feito para divertir e ponto!

AH! Acho que é hora de combinarmos algo importante: quando escrevo aqui, me sinto super à vontade para falar o que eu penso e para conversar com vocês que estão lendo. Posso levantar aqui algumas predileções ou dizer alguns atores que não curto, mas estou falando como uma amiga, e às vezes vou gostar de um filme que outros não vão gostar e vice versa. Tudo na boa, na troca, na amizade, no respeito, certo? ; ) Ao mesmo tempo eu não vou chegar aqui dizendo que um filme é horrível porque eu odeio um diretor - algo que tem acontecido muito - um ator ou um roteirista, mas não vamos desvalorizar o filme porque não gostamos de alguém nele, certo? Vou tentar separar a história e o que é interessante do resto, combinado?

Voltando aos nossos queridos Mutantes, eles já tiveram uma longa saga, sendo 3 originais, 2 do Wolverine e 2 que são o início da história de Xavier e Magneto. A idéia de recomeçar voltando a história para o passado dos dois principais Mutantes foi uma excelente forma de transformar os X-Men em algo mais próximo da sua realidade. Os mutantes foram criados nos quadrinhos como adolescentes que sofriam perseguições por serem diferentes.

Além de ser um ótimo pano de fundo para histórias de ódio, racismo, intolerância e preconceito, os alunos do Professor Xavier precisam lidar com seus novos poderes e como agir diante desse novo mundo agora que não são mais crianças. E é isso que o novo filme, X-Men: Apocalipse tem de especial: ele finalmente trás para as telas o que fãs gostariam de ver: Jean Grey, Ciclope, Tempestade e Noturno - alguns dos mais antigos e mais fortes X-Men - descobrindo os seus poderes.

Aliás vamos combinar que o elenco feminino de Apocalipse mandou bem: Sophie Turner, atualmente mais conhecida como “Sansa Stark”, fez a primeira Jean Grey que eu gostei na minha vida. A Olivia Munn maravilhosa fazendo a tão falada Psylocke - eu saí do filme querendo voltar correndo para a Academia para ficar badass como ela. J.Law de Mística, mostrando que quando se é a pessoa que fez mais lucro para Hollywood ano passado você pode até ser você mesma. Para contextualizar, alguns fãs reclamaram que a personagem deveria aparecer pintada de azul o tempo todo - e portanto, “pelada” - e isso só não aconteceu pois a atriz era a Jennifer. Para terminar, a gatíssima Alexandra Shipp - a nova Tempestade - que encantou não só o vilão do filme (momento fofoca: dizem que ela estaria namorando o recém divorciado James McAvoy).

A Marvel, e em especial os X-Men, sempre foram conhecidos pelas personagens femininas fortes. Algumas mais fortes que os homens até, mas até agora não tivemos nenhuma representação real disso. Apocalipse começa a virar a mesa e mostrar que machismo não está com nada na hora de escolher seus Cavaleiros do Apocalipse. E nem o lado dos heróis deixou apenas a cargo dos homens a função de salvar o dia.

Lógico que eu ouvi algumas reclamações de “por que personagem X apareceu tão pouco?” ou “por que fizeram personagem Y?” mas honestamente eu não gasto nosso tempo entrando nesses pormenores. O filme é um filme grande, mas que conta muita história e para isso, às vezes, é preciso diminuir o tempo de tela de algumas pessoas. Além disso, ele é um novo começo de acordo com o próprio diretor Bryan Singer que esteve envolvido com todo o projeto X-Men desde 2000. De acordo com Singer, finalmente teremos uma turma, novos alunos, novos mutantes e novas possibilidades. Não sabemos se o trio Fassbender, McAvoy e JLaw estarão envolvidos no próximo filme - confesso que sentirei muita falta de Fassbender se ele estiver de fora - mas uma coisa não precisamos nos preocupar: Patrick Stewart brincou recentemente dizendo que finalmente ele e o mundo já estavam preparados para que ele assumisse o papel de Mística! Sim, o ex-Professor Xavier, ou Capitão Piccard, disse para Singer que se Jennifer não fizesse mais a Mística, ele não teria problemas de se vestir com a pele azul da personagem! Já imaginaram?

Bem, é o mundo da fantasia e um mundo onde as personagens principais são mutantes, portanto um mundo onde podemos quase tudo. E por onde duas horas das nossas vidas nossa função é torcer para que o bem vença o mal, afinal outra vantagem de filmes de heróis é que na maioria das vezes mocinhos e vilões são facilmente reconhecidos. Infelizmente do lado de cá da tela, as coisas estão cada vez mais complexas e bem X mal, preconceito, ódio, racismo e intolerância deixam de ser problemas apenas dos quadrinhos.

Confesso que eu fiquei um tempo pensando em uma fala do vilão Apocalipse sobre o fim do mundo e a construção de um mundo melhor sobre as cinzas daquele em que vivemos; mas até quando teremos que destruir esse mundo para começarmos a construir o nosso mundo melhor?

Beijos,

Sil