Browsing Tag

autoconhecimento

0 em Autoconhecimento/ Destaque no dia 24.01.2019

Sobre mudanças, mudamos tudo ou não mudamos nada?

Não tem jeito. Mesmo que o ano já tenha começado e o trabalho já esteja de volta todo vapor. Mesmo que os compromissos (e os boletos) estejam batendo à porta, a gente ainda passa o mês de janeiro – ou ao menos as primeiras semanas – bem reflexiva. Desejamos milhões de coisas na virada do ano e não vemos a hora de começar as grandes mudanças. Mas quero propor um novo olhar sobre essas decisões.

Sei que dá aquela vontade irresistível de jogar tudo para o alto e recomeçar do zero. E isso é bom e necessário algumas vezes. Mas queria trazer esse questionamento.

foto: Maddi Bazzocco

Será que tudo precisa ser diferente mesmo? Será que mudanças gerais são sempre necessárias?

Explicando melhor… Certas coisas na nossa vida não dão certo ou não acontecem como esperamos. E muitas vezes é a nossa atitude que determina o sucesso ou a falha. Então, talvez não seria o caso não de mudar a resolução, mas procurar mudanças na forma como a encaramos?

Por exemplo, você se propôs a fazer atividade física. No mesmo dia, foi na academia e pagou o ano inteiro. No fim desse mesmo ano, você constatou que faltou mais do que foi. Não é algo que precisamos desistir, mas talvez, mudar a forma como encaramos. Como, talvez, dormir mais cedo para que a vontade de dormir mais 5 minutos (que sempre viram 50) apareça menos vezes.

Pisar um pouco no freio e não mudar todas as coisas é importante quando temos algumas mudanças grandes em alguma área da vida. Se o trabalho trouxe novos desafios, dê uma desacelerada em outra área – mas atenta que desacelerar não é deixar de lado! – e assim vamos equilibrando a vida. Do contrário, a gente acaba sofrendo por não dar conta de tudo e a vontade de jogar todas as coisas para o alto e recomeçar do zero é maior ainda.

Portanto, quero te convidar a refletir sobre quais mudanças realmente são necessárias.

>>>>>> Veja também: Estou fazendo algumas mudanças na minha vida <<<<<<

O que pode ser apenas adaptado ou o que não é prioridade de fato, apenas impulso. Avalie o quanto é de fato importante fazer certas mudanças. Pense nos impactos que isso pode causar na sua cabeça e na sua vida prática. Reavalie todas as suas decisões para este ano (ou este mês, caso você queira ir com calma).

Na vida, a gente precisa entender que as coisas têm seu tempo, e que mudanças também levam tempo. Por maior que seja a vontade e disposição de fazer tudo diferente, muitas vezes não é necessário tirar tudo do lugar e recomeçar. As vezes apenas alguns ajustes, de forma que as transições da vida possam ser mais leves e menos cansativas. Sobretudo para a nossa mente, que carrega a tarefa de coordenar todos os nossos desejos, vontades e também as frustrações quando acabamos assumindo mais tarefas do que poderíamos cumprir naquele momento.

Entender que nem sempre mudanças revolucionárias é a solução para uma vida melhor e mais feliz não deixa de ser um grande passo. Especialmente quando falamos em viver tranquilamente e em paz com nós mesmas.

1 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 22.01.2019

5 razões porque você precisa seguir a Fe Neute nas redes sociais!

Vocês já conhecem a Fê Neute? Se nunca viram, acho que em algum momento, você já se deparou com os vídeos dela no Youtube. São assuntos variados, porém, todos debaixo de uma mesma ideia, que é a da felicidade. Enquanto por aqui falamos sobre diversos aspectos da vida sob o ponto de vista do amor próprio, autoconhecimento e auto valorização, a Fe fala sobre felicidade, que é uma busca constante de todo mundo, e dela também.

Os dois assuntos se cruzam muito, apesar de serem conteúdos bem diferentes. Em setembro, a Carla e a Jô convidaram essa brasileira que, assim como a Ca, também mora em NY, pra participar de um evento do #paposobreautoestima. Pelo que todo mundo postou e contou foi super bacana. Eu já adorava o trabalho dela e por achar tão importante, quero te convidar para saber de pelo menos 5 motivos para segui-la nas redes e assistir seu canal.

1. Todo mundo quer ser feliz.

O legal é que ela não vem te dar uma fórmula mágica. Nem frases feitas. Ela chega trazendo ideias que ela vai aprendendo, pensando e ponderando. Ela fala do que vai testando na sua vida e divide seu processo com a gente. De maneira que nos faça pensar e refletir sobre nossa responsabilidade nesse processo. A Fe é bem aberta no diálogo e deixa sempre claro que não existe verdade absoluta. Ela está apenas dividindo algo sob o ponto de vista dela, do seu aprendizado pessoal, assim como fazemos por aqui.

2. Ela traz referências legais.

Você nunca sai dos stories dela ou dos vídeos sem uma sensação de “dever de casa”, de algo que você possa fazer e agir. E esse é o diferencial da @feneute. Ela não vai te pedir para ver ou ler sobre algo, não tem nada a ver com os processos de “coaching das redes sociais”. Ela simplesmente fala sobre livros, filmes, vídeos ou até mesmo experiências de maneira que você vai se interessar pelo menos por alguma coisa. Você vai acabar vendo, lendo ou escrevendo e vai valer à pena, da forma mais natural possível.

3. Ela é bem “vida real”.

Como falei atualmente, Fernanda mora com o marido em Nova York. E assim como a Carla, ela também curte mostrar as coisas nessa pegada de “a vida como ela é”. Elas não idealizam suas rotinas. Elas podem morar em uma das cidades mais bacanas do mundo, mas elas vivem uma vida normal, sem ajuda e dando conta das suas tarefas. Acho super positivo acompanhar isso. Não deixa de ser mais um ponto de vista de uma mulher de 30 e poucos anos - no caso dela, sem filhos - morando na Big Apple de uma forma interessante e não romantizada. Todo mundo gosta de saber disso, né?

4. Minimalismo.

Num meio de redes sociais onde se fala muito em consumo, ela prega o minimalismo e conta das suas experiências com ele. Não do minimalismo como imaginamos, isso é, de vivermos com bem pouco ou quase nada. Um minimalismo adaptado à realidade de cada pessoa, sem radicalismos, sem regras ou verdades absolutas. Com os pés no chão e adaptável à vida prática de cada um. É uma fonte bacana para quem quer começar a falar sobre o assunto e, quem sabe, iniciar um processo como esse.

5. Ela foi nômade digital.

Fernanda viajou por muitos países trabalhando como nômade digital e ela sempre divide como foi essa experiência. Ela também tem um ebook que pode te ajudar se o seu sonho for esse. Talvez muito do minimalismo venha dessa experiência que ela viveu e agrega ao seu conteúdo em muitos momentos.

Sem dúvida o canal da Fe Neute no youtube é um dos que mais vale a pena na internet. Ele se chama Fê-liz com a vida! Se você não for chegado ao youtube não tem problema, vai no instagram e segue a @feneute. Não deixe de acompanhar os stories sempre que puder, ela sempre faz a gente pensar em algo novo!

0 em Comportamento/ crônicas/ feminismo/ Relacionamento no dia 18.01.2019

O feminismo acabou com meu casamento. Será? Acho que não.

Ouvi dia desses que o feminismo acabou com o meu casamento. Logo eu, tão dedicada, tão apaixonada. Mulher que atropelou tudo, inclusive os deliciosos vinte e poucos para formar família. Logo eu, tão fiel, tão mergulhada neste mundo. As vezes, eu confesso, tão afogada que custo a me encontrar nas entrelinhas.

O que meu marido - e a maioria dos homens - não entende é que feminismo não é tentativa de sabotar casamento. É uma busca desesperada de quem realmente somos, sem rótulos ou expectativa alheia.

Demorei exatos trinta anos para descobrir que amor está no olhar admirado. Na segunda-feira chata que recebe pinceladas de cor com um carinho despretensioso. Esse olhar admirado é não apenas pela aparência que você tem, mas sua história para chegar até ali. Cada cicatriz é marca de guerras travadas e vencidas. Nenhuma mudança externa chega aos pés das internas, que aconteceram no decorrer dos anos e das gestações que tive.

Os olhos sendo abertos pouco a pouco. Mulheres incríveis que através de suas histórias nos guiam ao mundo novo de força e coragem em assumir nossa personalidade. Em assumir nossos desejos e sonhos reais, sem levar a opinião de ninguém em conta.

Nasceu nestes últimos anos uma mulher forte, guerreira, bem resolvida, leve, feliz consigo mesma. Uma mulher que sabe o quanto é linda.

Se meu marido não puder se apaixonar novamente por esta mulher incrível, acho sinceramente, que quem deveria mudar é ele.

Não posso retroceder todo este caminho cheio de pedras e sacrifícios que trilhei. Não quero abrir mão de quem por tanto tempo lutei. Não posso abandonar esta mulher incrível que me tornei. Até porque descobri que sou mais apaixonada por ela do que por qualquer outra pessoa no mundo. Talvez seja este o problema. Todo o amor direcionado por anos a uma outra pessoa, agora a base, o farol, tudo isso direcionei para mim mesma. E deve doer ser trocado assim, eu entendo.

Porém não tenho que caber em qualquer lugar apertado. Eu não preciso ficar em uma bolha de aparências pré-moldada para agradar sabe-se-lá-quem.

Como qualquer pessoa livre, não posso me conter nos desejos e sonhos que tenho, só por ser mãe e mulher.

FEMINISMO-CASAMENTO

Desculpa aí, mas como li aqui mesmo no Futi, em um relacionamento escolhi ser a laranja inteira.