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0 em Beleza/ Cabelo/ Destaque no dia 18.02.2019

Cronograma capilar para recuperar cabelos cacheados descoloridos

Você já fez uma besteira no cabelo e se desesperou quando viu o resultado? Eu sou a RAINHA neste tópico. O que você pensar, eu já fiz! Geralmente eu termino o processo já ligando louca para minha mãe perguntando o que eu faço pra resolver. 

Sabe quando você acorda e fala: O que eu posso fazer para mudar hoje?

Eu acordei assim em Dezembro e decidi que ia ficar loira. Mas eu não queria um processo demorado, não. Eu queria dormir um dia morena e acordar no outro loiríssima e plena. Pra isso embarquei em 4 descolorações para chegar ao meu tom ideal…e cheguei! 

Ah, que sonho realizado…até meu cabelo secar! 

Se você é cacheada, sei que vai entender o meu drama. Eu estava linda, loira, plena…olhando meu cabelo de frente eu tava a própria Queen B. Já de costas…bem, eu deixo a imagem falar por mim. 

Nessa hora bateu um desespero real e oficial. De todas as loucuras que eu já fiz no cabelo, essa foi a que mais me doeu. Meu cabelo cacheado é minha marca registrada, é minha identidade. E agora eu estava parecendo aquele humorista Adamastor Pitaco (um lado puxou o pai, outro lado puxou a mãe). Era euzinha. 

No primeiro dia eu tentei uma produto importado que uma amiga trouxe pra mim. Duas horas com uma sacola na cabeça e o cabelo besuntado de creme e…nada. Tava igual. Nessa hora eu chorei. Nossa, eu senti na hora o impacto que o meu cabelo tem na minha identidade. 

No auge do sofrimento eu lembrei de um kit da Bio Extratus que ganhei no piquenique do Papo. Peguei meu estojo rosa e separei os sachês. Meu primeiro passo foi ler o rótulo (sou a louca dos rótulos) e pesquisar os benefícios de cada um. Já pensando: Bom, se Bio Extratus não funcionar vou ter que apelar pra tesoura.

Fiz um verdadeiro planejamento de uso, combinando as propriedades de cada sachê num cronograma capilar. 

Eu usei todos esses produtos no meu cronograma capilar. E o resumo: Primeira semana, só sachês. Segunda semana, pós química. Terceira semana, mistura de sachê com produtos finalizando com força com pimenta!

1º dia do Cronograma Capilar: Lavar + Manteiga de Abacate + Condicionar. A descoloração promove uma remoção completa não só da cor dos fios mas também dos seus nutrientes e oleosidade. Por isso, precisava de algo que hidratrasse e normalizasse a oleosidade natural do couro cabeludo.

2º dia do Cronograma Capilar: Eu defini como o dia de Nutrição, para isso, resolvi apostar no Tritano. Então fiz o mesmo processo do primeiro dia, trocando apenas a Manteiga de Abacate pelo Tritano. 

3º dia do Cronograma Capilar : Era a hora de manter todo o processo dos dias anteriores nos fios então fiz um combo: Lavar + Pós-Coloração + Queravit + Condicionar. 

Dei um dia entre as lavagens, para que o cabelo pudesse absorver os benefícios de cada linha. E foi assim que eu terminei a primeira semana. Já pude ver alguns resultados, como o brilho e a maciez dos fios. 

Nas semana seguinte eu apostei no poder do abacate e da jojoba.

Então, eu lavei os cabelos com Shampoo e Condicionador da linha Pós quimica. E o banho de creme também da linha pós química no ultimo dia. Dei um intervalo de 2 dias entre cada lavagem para que meu cabelo pudesse criar a própria proteção e oleosidade. E olha, eu podia ver claramente como a cada dia meu cabelo estava mais encorpado e os meus cachos já anunciavam seu retorno. 

A terceira semana foi a última do cronograma.

Com os meus cachos voltando, quis garantir que eles estavam saudáveis, fortes, hidratados e nutridos. Então eu voltei ao intensivão da beleza. Mas alterei um pouco a ordem. 

Comecei nutrindo o cabelo pelo Tritano, pois meus cachos precisavam de estrutura. Já no segundo dia investi na hidratação com o Abacate (você já percebeu que eu amo, né?) e o pós coloração. 

No último dia, já tendo garantido saúde, hidratação, estrutura e nutrição, eu tomei coragem e fui para o Força com Pimenta: Desmaia Cabelo. Mas você deve estar se perguntando, porque coragem?

Nesse momento as cacheadas estão em sintonia comigo quando eu digo: Eu AMO meu volumão. E o desmaia cabelo não é à toa, desmaia mesmo! Então aproveitei um dia que não teria compromissos na rua para usar o Força com Pimenta.

Meu cabelo já estava visualmente maravilhoso e internamente saudável. Mas era uma depressão à cada passada de pente. Saía cabelo para formar uma peruca. Então, o força com pimenta veio para dar ao meu cabelo o que faltava: o estimulo para seguir em frente. E estimular meu couro cabeludo para um cabelo 100% saudável.

Depois dessa maratona de cronograma capilar, minhas considerações não podiam ser melhores.

Hoje, pouco mais de 1 mês após as 4 descolorações que me roubaram meus cachos, meu cabelo está extremamente saudável, zero elástico, zero quebradiço, brilhoso, forte e para fechar com chave de ouro, extremamente cacheado de novo. (Acho que até mais bonito que antes.).

Algo maravilhoso que não posso deixar de comentar é que ( de lisas à crespas) as loiras podem fazer o cronograma sem medo algum. Todas as manteigas, sachês e os produtos da linha pós-quimica de Abacate e Jojoba são bem branquinhos, e não amarelaram meu cabelo nem um pouquinho. ( E olha que eu me joguei nesses pacotinhos de puro amor).

Agora volta lá em cima, vê a imagem antes dos tratamentos. Agora olha essas duas últimas fotos e me diz se Bio Extratus não salvou meu cabelo?! 

0 em Autoestima/ Destaque no dia 13.02.2019

Selfie Harm, um projeto sobre imagem nas redes sociais para se refletir

Dia desses assisti um documentário chamado “Social Animals”. Ele aborda como os adolescentes têm utilizado as redes sociais, e como estão lidando com as consequências desse uso. Achei que o filme abordou vários pontos interessantes: os impulsos para conseguir números, a forma que as fofocas se espalham e suas consequências, a ansiedade trazida pelos comentários, entre outras coisas.

Mas deixou uma coisa muito importante de fora, ou pouco explorada: como as adolescentes lidam com auto imagem nas redes sociais.

Por isso, achei muito bacana ter cruzado com o projeto Selfie Harm, feito pelo fotógrafo Rankin. Ele tirou foto de 15 meninas de 14 a 19 anos e pediu para elas editarem suas próprias fotos de forma que elas ficassem ideais para serem usadas nas redes sociais.

Sua principal motivação para criar o projeto Selfie Harm foi a facilidade de modificações que temos hoje ao alcance de nossos dedos. O nome é um trocadilho com a palavra self harm, que nada mais é do que o ato de se fazer mal. O fotógrafo inglês quis se questionar como a facilidade de editar as próprias fotos age na cabeça de adolescentes que vivem nas redes sociais.

O que não falta é aplicativo de edição focado em auto imagem. Há uns meses, inclusive, eu descobri que um desses aplicativos está com uma nova versão que permite que você mude o tamanho dos seus olhos, da sua boca, do seu nariz e ainda alise sua pele em tempo real. Sim, você consegue fazer essas modificações todas em vídeo. É assustador.

Não é à toa que hoje em dia existe uma enorme demanda por procedimentos estéticos no rosto.

Não me surpreendeu o resultado desse projeto Selfie Harm.

A maior parte fez basicamente as mesmas mudanças que eu consegui fazer em segundos no vídeo que eu postei acima. Olhos maiores, nariz mais finos, queixo mais pontudo, boca mais carnuda.

Notei que a única adolescente negra que participou dessa experiência foi a que menos fez modificações em seus traços. Confesso que em um primeiro momento eu achei que isso tivesse a ver com o fato que mulheres negras estão se empoderando e passando isso para suas filhas.

Mas conversando com a Maraisa, acabei descobrindo que faz sentido, mas o buraco é muito mais embaixo. Segundo a Mara, o motivo dela ter alterado pouco pode ter a ver com o fato que mulheres negras têm tantas outras pautas mais urgentes para se preocupar que não faz sentido perder tempo alterando traços que, na verdade, nunca a farão entrar no padrão de beleza. Enquanto adolescentes negras, já preteridas, se preocupam com a inserção na sociedade, adolescentes brancas estão preocupadas com o corpo.

E eu sei que parece tentador demais utilizar esses recursos. É tão acessível, tão fácil, tão intuitivo, tão tentador. Com poucos cliques você pode virar uma pessoa diferente! Mas a que preço?

Outro dia eu estava revendo umas fotos antigas que eu postei e me peguei olhando para meus braços. “Eles eram mais finos, né?”, “poxa, como eu tava magra aqui”. Até que uma hora me caiu a ficha que eu editava todas aquelas fotos. Não era muita coisa, mas era o suficiente para eu notar uma diferença ao comparar com hoje em dia. Imagina….há 4 anos eu pensava que essas pequenas modificações só para a gente “se sentir bem” eram o equivalente a uma maquiagem.

Mal sabia eu que o buraco podia ser tão mais embaixo.

Curioso pensar que quando uma blogueira é pega num fundo super distorcido de uma edição mal feita, as pessoas se sentem enganadas. Mas, na verdade, a maior enganada é a pessoa que faz isso. Porque, dependendo do grau de modificação que ela faça para postar, no fim do dia ela estará olhando para a sua real versão no espelho. E essa versão não poderá ser modificada tão facilmente. Esse preço a se pagar não me parece baixo.

A boa notícia do projeto Selfie Harm é que, segundo o fotógrafo, a maior parte das adolescentes preferiram suas fotos sem retoques. Talvez essa geração de mulheres esteja mais bem resolvida com sua própria imagem do que a nossa.

0 em Autoestima/ Destaque no dia 12.02.2019

Grammy 2019 e o discurso sobre acreditar em si mesma

Vamos falar sobre poder? Aconteceu No último domingo (10/02), nos Estados Unidos, o Grammy, a maior premiação da música. Foi uma festa e tanto. Alicia Keys voltou a ser a única mulher apresentando o evento depois de um intervalo de 14 anos. E foi, sim, uma noite marcada pelas mulheres. No Grammy 2019 tivemos: artista do ano, Dua Lipa; álbum do ano, Kacey Musgraves; a apresentação de Janelle Monae; Lady Gaga com Shallow; Cardi b. e seus money moves; J.Lo arrasando num especial da Motown; Diana Ross, mais musa do que nunca, comemorando seus 75 anos no palco.

Alguma dúvida de quem está mandando muito bem na indústria musical? 

Ainda com todas essas provas mais do que óbvias, houve um momento sobre o qual precisamos falar. Alicia, logo no começo da apresentação, convidou para subir no palco uma seleção e tanto de mulheres: J.Lo, Lady Gaga, Jada Pinkett Smith e Michelle Obama. Que squad!

Do instagram da @michelleobama

Pensa num time dos sonhos que você quer ser amiga? Esse sem dúvida seria um dos que eu adoraria participar. Juntas, elas falaram sobre o poder da música nas suas vidas e deram start nos diálogos do Grammy 2019.

Lady Gaga disse algo que a gente já espera desse tipo de indústria: “Eles me disseram que eu era estranha… E a música me disse para não ouvi-los”. E J.Lo disse que no meio da vida no Bronx, a música “fez com que eu me movesse do meu espaço para grandes palcos e para telas ainda maiores”. E depois que a fama chegou, a música estava sempre ali, lembrando de onde ela veio, mas mostrando todos os outros lugares que ela poderia estar.

O que Michelle Obama estava fazendo ali? Ela basicamente fechou com chave de ouro: “A música nos ajuda a mostrar nossa dignidade e tristezas, esperanças e alegrias. A música nos permite escutar uns aos outros, e chamá-las para dentro de nós”, disse Michelle.

Mas não vim aqui para falar sobre música e seu poder de união. Vim aqui para chamar atenção sobre algo que essas 4 mulheres que subiram ao palco têm em comum. Mas não só entre elas, com todas nós.

Esse discurso que iniciou o Grammy 2019 não era bem sobre música. Era sobre dúvidas e inseguranças.

Ouviram incontáveis nãos. Críticas, que na indústria em que estão, podem ser bem duras. O tempo inteiro estão sendo avaliadas. Seja pela sua habilidade vocal e musical. Seja pelo seu talento. Mas o talento não é suficiente, então elas também precisam mostrar que têm uma aparência interessante, um estilo único. Sem sombra de dúvidas, independente do caminho que cada uma trilhou, se elas chegaram nesse Grammy 2019, cada uma com sua história de sucesso, foi porque elas acreditaram nelas mesmas. Independente do que ouviram.

Todas nós em algum momento fomos desacreditadas por alguém ou por alguma situação. Ouvimos nãos pelo caminho. Mas o que faz a diferença entre quem chega na sua realização (o que nem sempre envolve sucesso e fama) é quem segue em frente. Confiante em si mesma, apesar de tudo isso.

via GIPHY

Sem dúvida, nesse caminho, elas procuraram aprimorar suas vozes ou habilidades de dança. Trabalharam no seu discurso e sua relação com fãs. Mas o que esse time tinha em comum foi o fato que elas nunca deixaram que esses obstáculos ficassem na frente do que elas acreditavam que seriam capazes.

Eu sei que muitas vezes é difícil não se abalar com alguma crítica negativa a nosso respeito. Um feedback ruim no trabalho pode nos desestabilizar mesmo. Muitas vezes é um exercício de fé (em nós mesmas) juntar os caquinhos, erguer a cabeça e continuar tentando. Mas que tal trabalhar um pouco mais essa fé em si mesma? E nos seus talentos? Pode não fazer o caminho ficar mais fácil, mas com certeza vai deixar sua trajetória mais clara.