Browsing Category

Destaque

1 em Beleza/ Cabelo/ Destaque/ Patrocinador no dia 27.03.2020

Cabelo liso e sem frizz em casa? Spray + liso!

Dia 10 de março deixei esse post prontinho com todo amor e carinho, hoje, 17 dias depois o mundo já é outro, mas por aqui seguimos comprometidas com o isolamento e com nosso conteúdo em dia. Por isso espero que, a quem interessar possa, esse texto possa ser um respiro de leveza de um assunto fútil, porém bem útil. :)

Em dezembro do ano de 2018 resenhei um lançamento de Bio Extratus que foi um caso de sucesso na época. Mais de um ano se passou e eu continuo muito entusiasmada ao falar da linha +liso.

Hoje, na prática, ela não é uma linha que uso direto justamente por não querer sempre o efeito mais liso que ela garante. No entanto, não vivo sem ela em casa JUSTAMENTE pelo resultado prático (e na hora) que o spray antes da escova entrega.

shampoo + condicionador + spray + liso

Quando quero um visual SEM FRIZZ, super liso, com uma escova que parece de salão (mas sem sir de casa), bom, eu uso o spray +liso de Bio Extratus. Em geral faço como nas fotos desse post: shampoo + condicionador no banho. Depois uso o SPRAY + LISO antes da escova.

Esse produto é tão maravilhoso que o video no feed, os stories e o post mostram com facilidade o resultado do spray +liso.
De perto para mostrar um cabelo muito liso e sem frizz, resultado da escova com Spray + liso

Quais benefícios que eu vejo no Spray + Liso?

Eu adoro o resultado anti-frizz desse produto. Amo a vibe escova profissional que ele dá logo no primeiro uso. Além disso, adoro o quanto ele agiliza a secagem. Aquela escova feita na pressa que provavelmente ia ficar mais ou menos, fica toda cheia de brilho, sem fios levantados. Isso porque não falei da durabilidade.

Normalmente lavo meu cabelo um dia sim, um dia não. Mas toda vez que uso o spray +liso, consigo estender esse prazo. O que para dias frios e viagens vale muito a pena.

Por que acho que ele não deveria faltar na mala?

Quando estamos viajando, a última coisa que a gente quer é ficar horas pensando no cabelo, né? Pelo menos eu sou assim. Fico louca para conhecer a cidade, bater perna por aí, então, levo na mala tudo que me ajude no quesito rapidez e praticidade. Garantir uma secagem mais rápida e que, ainda por cima, faz o cabelo durar mais, é um combo muito atraente para mim. Isso sem contar que, dependendo do clima, o frizz pode se tornar o inimigo número 1 dos fios. Daí o produto ajuda a controlar isso.

Esse produto é de uma das linhas que consigo encontrar com mais facilidade nas farmácias e lojas especializadas no Rio. Mas se você é da turma do online, agora é possível achar a linha toda no ecommerce da Bio Extratus.

No site tem tudo, inclusive desconto!

Por exemplo, agora nesse mês de março até dia 31 todas as escovas Michel Mercier estão com 30% de desconto no site. Se você usar o nosso código PAPO vai receber benefícios no seu carrinho. Nas compras acima de R$200 você ganha um cronograma capilar, além do frete grátis. Se você estiver precisando reorganizar seu estoque capilar, passa no site que lá tem tudo.

Espero que vocês gostem!

Quem já usou conta mais pra mim? Afinal a Cá usa de outra forma completamente diferente de mim. :)

Beijos

Para você ler outros posts sobre o mesmo produto:

Lançamento em 2018
Resenha Jô em 2018
Resenha anti frizz da Ca em 2019

0 em Comportamento/ Destaque/ entretenimento no dia 23.03.2020

A Vida e História de Madam C. J Walker

Acabei de ver “A Vida e a História de Madam C.J. Walker” (4 episódios) na Netflix e essa série mexeu comigo em tantos temas que nem sei por onde começar. Ela me fez pensar, me fez elaborar. De perceber o quanto existe na minha vida, na vida de mulheres e, em especial de mulheres negras.

Para quem não sabe de quem se trata, Madam C.J. Walker foi uma empreendedora, registrada como primeira mulher negra que se tornou milionária na história dos EUA. Ela também foi filantropa e ativista social. E a série, que fala sobre sua trajetória, aborda muitos pontos.

Um dos primeiros pontos importantes abordados pela série é o cabelo.

É claro que, levando em conta que a empresa criada por Madam C. J. Walker era de produtos para cabelo, não tinha como a série não abordar como o cabelo tem seu lugar para as mulheres, em especial mulheres negras. Mas além disso, como muitas mulheres não se vêem femininas com seus cabelos curtos ou mesmo carecas. Nossa feminilidade está mesmo ligada ao cabelo?

Do ponto de vista simbólico, ele sempre foi visto como adorno feminino e de força masculina, vide a história de Sansão que perde a força ao ter seus cabelos cortados. Sempre foram sinais de força, situação social e beleza. Até hoje, mulheres são consideradas desleixadas pela forma como tratam seus cabelos. 

O segundo ponto é sobre mulheres potentes e relacionamentos

Uma mulher forte e independente tem dificuldade de encontrar um parceiro ou alguém que entenda que estará sempre ao seu lado nos projetos. Ela tem seus objetivos e, caso ela seja hetero, nenhum deles é cuidar de um homem adulto. Ainda ouve-se muito que as mulheres independentes não casam porque não querem se submeter. Será que elas precisam ser submeter? Ou cansaram de ser “mães” de homens adultos?

Terceiro ponto: Se uma chega, várias outras também chegam.

Quando eu vejo alguém como eu em lugares sociais elevados, eu percebo que aqueles locais me pertencem. Ou seja, quando mulheres negras acessam cargos como advogadas, enfermeiras ou médicas, elas mostram a outras mulheres que é possível chegar lá. Representação importa.

Porque quando vemos a minisserie “A Vida e a Historia de Madame C J Walker” nos confrontamos com tantas coisas?

Porque é historia de uma mulher negra que se torna rica. E o fato de ter se tornado rica fez outras negras ricas? Claro que não. Mas inspirou com certeza. Michelle Obama, Oprah, Taís Araújo, Conceição Evaristo são exemplos de mulheres negras que inspiram todos dias. 

A minissérie vale a pena por entendermos o sistema que exclui mulheres por seu cabelo, pelo seu tom de pele e como a luta é sempre mais cruel para mulheres negras. 

Não somos inimigas, não deveríamos competir. Somos melhores como exército. Juntas. Uma levantando a outra, somos mais fortes.

Vejam a série, não percam! Em tempos de quarentena, ver série de gente forte, fortalece a gente…

2 em Autoestima/ Destaque no dia 17.03.2020

Em tempos de isolamento, repense seus memes e encare sua gordofobia

Eu, aqui em NY, já estou dentro de casa desde semana passada. Porém, desde o começo dessa semana, tenho recebido uma infinidade de piadinhas gordofóbicas em relação a essa necessidade de isolamento, que tem se mostrado cada vez mais necessária para quem pode ficar em casa.

Tem influenciadores alterando digitalmente suas imagens para parecer que ganharam uns quilos a mais. Tem meme dando opções do que vai acontecer depois dessas semanas de isolamento, onde obviamente engordar é a primeira opção. Tem atriz dizendo para seus milhares de seguidores que vai sair dessa alcoolatra, fumante ou gorda (como se ser gorda fosse tão ruim quanto terminar viciada em algo que faz mal à saúde). E tem a famigerada imagem da mulher olhando a geladeira, antes e depois do coronavirus.

Quem ainda não recebeu essa “piada” no whatsapp?

Eu já cheguei em um ponto onde simplesmente não aguento mais essas piadinhas. A gente debate esse assunto milhares de vezes. Se você digitar a palavra gordofobia aqui, vai ver uma infinidade de discussões sobre o assunto. E hoje, volto aqui, correndo o risco de estar repetindo tudo o que já foi falado. Mas vendo tanta piadinha irresponsável sendo feita, não vejo outra alternativa, do que tentar abrir novamente a discussão.

Ficar em casa não é sinônimo de comer exageradamente.

Camilla Estima já falou nesse post sobre um exercício que ela fez com sua turma onde, juntos e em pouco tempo, eles chegaram a 52 motivos para comer. Motivos que não estavam relacionados com fome, e sim com emoções. E para mim, esse tipo de ideia de que ficar em casa significa comer mais só significa que tem muita gente por aí não sabendo lidar com os próprios sentimentos. Não sabendo lidar com tédio, com angústia, com medo, com impaciência, com a falta de controle e até mesmo com o tempo livre.

A solução para essas questões não é comer. Por mais gostoso e reconfortante que usar a comida como muleta possa ser em algum momento, precisamos debater o problema. E parar de gerar piadas preconceituosas que só estigmatizam as pessoas gordas.

Gordofobia? Sim!

Eu sei que pra muita gente que nunca sofreu de transtornos alimentares ou gordofobia, essas “brincadeirinhas” parecem bobeira. “Ah, é só algo para desestressar”, “só uma piadinha”. No entanto não é inofensivo quando ofende um grupo que já fica facilmente à margem. Não é inofensivo quando você faz piada com o corpo alheio. Isso porque não falei sobre demonizar a comida, gerando culpa em uma relação que deveria ser mais saudável e mais leve. Normaliza uma vida inconsciente com relação à fome x saciedade. Ao compartilhar essas imagens como piada, estamos reforçando a ideia de que corpos gordos podem ser motivos de riso. Ou pior, que ficar gorda é uma fatalidade que pode ser comparada com alcoolismo ou vício em cigarro.

Onde isso é aceitável, gente? Se isso não é gordofobia, eu não sei mais o que é.

É por causa de piadinhas ditas inofensivas que muitas mulheres passam a vida odiando o próprio corpo. Procurando milagres que não existem para ter um corpo tido como perfeito. Adoecendo pelas consequências dessa obsessão social pela magreza dos corpos femininos. Ao entrar e sair de dietas mais malucas, nosso corpo sente. E em alguns casos adoecem com transtornos alimentares, que é uma das doenças psiquiátricas que mais matam mulheres.

Estamos em um momento em que muita gente está reaprendendo a viver em comunidade. Estamos debatendo sobre a possibilidade de não sair de casa para poupar quem não tem essa escolha. Se todos esses movimentos de olhar para os outros estão acontecendo, piadas sobre ficar gorda ainda estarem rolando é uma hipocrisia.

Se você tem medo da sua relação com a comida, procure um psicólogo especializado para te atender remotamente. Ou até mesmo uma nutricionista comportamental. Não faça bullying com grupos já tão discriminados.