Se você for uma pessoa mais extrovertida, que não se leva muito a sério, provavelmente não vai se ver nesse texto. Caso você seja uma pessoa mais tímida, vai concordar com a gente que não tem nada mais embaraçoso do que falar com um completo estranho achando que é alguém que você conhece.
Na verdade, há casos e casos na nossa escala de micos.
finjam que ela tá cutucando…esse gif é muito bom para não aparecer aqui! rs
Nosso grau 1 da escala de constrangimento é aquela situação onde você puxa ou cutuca alguém que está de costas para você e quando a pessoa vira, você vê que falou com a pessoa errada. É um grau bem leve porque, afinal de contas, a pessoa está de costas. É mais fácil confundir mesmo. Claro que tem aquele segundinho que você leva um mini susto quando a pessoa vira e você percebe o engano, mas nada muito constrangedor.
Logo em seguida vem o grau 2 da escala de micos, o tchauzinho para alguém que está atrás de você. Isso já aconteceu com a gente um milhão de vezes, e sempre é horrível! Sabe o que é pior? A(o) dona(o) do aceno nunca é alguém que conhecemos. É sempre uma figura que te deixa na dúvida se você já viu alguma vez na vida ou não. Sua intuição te diz que você não conhece, mas aquele aceno é tão verdadeiro que você acaba retribuindo. E é nessa hora que quem está atrás de você toma a sua frente e vem falar com quem acenou. O mico acaba sendo maior porque duas pessoas testemunharam seu engano e, provavelmente, você vai ser o primeiro assunto da conversa delas.
a pessoa vem toda fofa falar com você, e você não faz a mínima ideia de onde conhece…
e por uma fração de segundo fica estampado na testa que você não lembra quem é…
Em 3o. lugar tem o encontro com alguém que te reconhece, vem falar contigo, mas você não lembra nem o nome, nem de onde você conhece. Tem gente que é mestre do disfarce e consegue levar isso numa boa apenas com perguntas genéricas que não deixam que ninguém desconfie que você não lembra de um detalhe da vida daquela criatura com memoria de elefante. Em compensação, tem gente que deixa estampado no meio da testa um “eu te conheço, não sei de onde, nem sei seu nome” (a Jô é MESTRA em deixar aparecer), pode ser com um olhar diferente ou então por causa todo duro na hora do abraço. Na verdade, essa situação só vai ser bem constrangedora se o jogo de cintura não estiver em dia. Há diversas maneiras de sair dessa sem morrer de vergonha.
Agora, o 4o. grau de mico é impossível não ficar muito sem graça. Você cruza com alguém que te parece familiar, fica olhando, olha mais, cria uma certeza que é aquela sua amiga que você não vê há um tempo, coloca o maior sorriso que você tem, aquele que vai de orelha a orelha, vai em direção a pessoa…
…..e recebe de volta um olhar meio estranho, meio com medo, achando que você pode ser uma psicopata ou algo do tipo.
E aí você percebe que se confundiu. Você pode dar a sorte e pegar alguém que encare isso numa boa, de forma engraçada e fique tudo por isso mesmo (mas algo fica na sua cabeça dizendo que você vai virar assunto em breve), mas também pode acontecer de cruzar com alguém que continue achando que você é maluca.
Se bem que a pior de todas as situações é quando a pessoa está com um grupo de amigos que testemunham toda a cena. Você dando aquele sorriso de “quanto tempo eu não te vejo que saudades!”, eles olhando pra sua “vítima” com cara de “você sabe quem é essa criatura sorrindo pra você”? , você se confundindo e virando piada imediata na roda de amigos. Você pode até se sair bem dessa situação, mas com certeza um pouquinho de vergonha vai rolar.
Quando falamos dos tombos por aqui, dissemos que o segredo do sucesso na queda era se levar na brincadeira, rir de tudo aqui, nesse caso não é tão diferente. Só é um pouco mais difícil já que tem mais um envolvido nessa gafe, não é apenas você rindo de você mesmo!
E aí? O que vocês fazem quando se encontram nessa situação?
E quando você é a “confundida”? O que vocês fazem para diminuir a vergonha da pessoa que se confundiu??








