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para pensar

24 em Comportamento/ Reflexões no dia 25.02.2014

A geração “braggie”

Você pode não ter noção do que essa palavra significa, você pode até achar que é alguma coisa relacionada a coisas bregas, mas pode ter certeza que alguma vez na vida você já “braggou”.

Braggie é uma palavra que foi inventada para nomear o ato de postar fotos com o intuito de botar inveja nos seguidores, e que atire a primeira pedra quem já não postou fotos das férias maravilhosas enquanto os amigos estão no trabalho. Essa prática (junto com a selfie)acontece na internet desde a era Fotolog, que pra gente rolou há 10 anos, quando tivemos nossos primeiros “insta-blogs”, mas só agora ganhou um apelido.

Estávamos querendo fazer esse texto desde o primeiro dia que ficamos sabendo dessa prática de “bragging”, mas estava faltando algum click. Ele aconteceu em uma conversa de bar, onde surgiu esse assunto e alguém soltou: ” então as minhas fotos mais curtidas no instagram são exatamente as que eu mais pratico o braggie”.

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Se formos analisar os perfis que fazem mais sucesso no instagram, veremos que estarão cheios de fotos que ilustram uma vida incrível: muitas festas, viagens, drinks, corpos e rostos perfeitos, amores inabaláveis e as bolsas e sapatos mais caros disponíveis no mercado. Como não curtir esse estilo de vida tão aspiracional? E como não sentir uma pequena invejinha disso tudo? Lembrando, é uma invejinha branca, aquela que não faz mal nenhum à pessoa invejada e não quer tirar nada dela, apenas te motiva a querer sempre mais.

Nessa análise, uma coisa que achamos muito curiosa é que obviamente esses perfis atraem todo tipo de gente: admiradores, curiosos, neutros, críticos e até haters. Esses últimos fazem parte de um grupo que nos intriga. Apesar de não gostarmos de achar que tudo é motivo de inveja ou de recalque, não sabemos como definir de outra maneira o que motiva essas pessoas a passarem o dia esperando uma brecha para criticar (não estamos falando de críticas construtivas, ok?), ofender e procurar erros nos perfis que odeia. Ao mesmo tempo, achamos que falta a consciência do bragging nesses perfis populares que reclamam dos seguidores revoltosos, que muitas vezes são chamados de invejosos ou recalcados.

“Braggar” não é pecado, mas é bom lembrar que ao postar uma foto com os pés na areia no meio de uma segunda feira tediosa para mais da metade dos seus seguidores, você poderá causar inveja em algum deles. E tem gente que simplesmente não sabe lidar com esse sentimento de forma saudável, aliás, muita gente não sabe lidar com a vida alheia de forma saudável e a internet potencializa todo tipo de loucura, né? Se você não quer ser invejado, pode optar por não dar motivos, não compartilhar sua vida linda, simples assim.

Mas a verdade nua e crua é que todo mundo gosta de se sentir invejado, nem que seja em um momento específico. Sabe quando você quer mandar beijo no ombro pras inimigas? Aquele pode ser o seu momento, mas não quer dizer que isso seja algo permanente seu.

Todas as celebridades das redes sociais têm um motivo para ser invejado, seja a fama, o dinheiro, a bolsa, as viagens ou os corpos perfeitos. Se bobear, muitos começaram na inocência e viram que aquela exposição estava dando certo. Já outros, amam sentir que estão causando inveja nas pessoas. Essa sensação faz a pessoa se sentir muito mais importante do que realmente é, faz crer que a vida é tão incrível quanto tudo aquilo que é exposto e as redes sociais só levaram isso para um outro nível, a dimensões muito maiores.

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Fato que é que toda escolha tem consequências. Se você opta por só mostrar quanto o seu mundo maravilhoso é perfeito, nunca tira sarro de si mesma ou mesmo “expõe” um perrenguinho ou outro, você acaba criando um personagem que pode “incomodar” muita gente.

Compartilhar alegrias, sucessos, momentos especiais não devem ser tolhidos pela auto critica ou pelo medo de invejar os outros, não é esse nosso ponto. Só que mesclar um pouco de vida real nesse sonho virtual pode ser a melhor alternativa para incomodar menos esses que sempre são chamados de “invejosos”, “recalcados” e afins. Mas é claro, os loucos sempre vão existir.

No fim é aquilo, quase sempre a gente recebe o que dá para o universo, então quanto mais amor, verdade e felicidade compartilharmos, mais vamos receber isso de volta. Quem vive o “braggie” dentro de si mesmo 24 horas por dia, acaba atraindo muitos fãs, mas muitos haters também, talvez seja uma questão de causa e conseqüência. Não dá para reclamar muito.

Nós duas amamos aspirar coisas lindas de pessoas incríveis que seguimos, mas confessamos que quanto mais “verdade” identificamos no perfil, mais a gente gosta. Afinal, quem não paga um mico de vez em quando? Nem só de glamour é feita a vida na terra, nem da Olivia Palermo. E vamos combinar? Tem uma hora que as aparências deixam de enganar e passam e enjoar.

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8 em Comportamento/ Moda/ Reflexões no dia 30.01.2014

O estilo das rolezeiras (e a importância de lembrar que seu passado também foi duvidoso):

Enquanto estávamos procurando o vídeo que postamos no DQF de segunda feira, vimos vários posts sacaneando as tais rolezeiras, mas durante os quase 3 minutos de vídeo, apenas uma frase ficou na nossa cabeça:

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Ignoramos o tempo verbal (porque acabaríamos entrando no assunto de “rolezinho na escola que é bom ninguém quer” e por aí vai) e focamos mesmo na parte final: “shorts, tomara que caia e Melissa, que é o que tá na moda ultimamente”.

Muita gente ficou ~na zoeira~, achando o cúmulo do rídiculo essa “moda das rolezeiras”. Como assim andar de shorts, tomara que caia e Melissa, né? Como se por aqui, nesse mundo cheio de referências que vão da moda de rua das capitais mundiais às tendências vindas de passarelas internacionais, a moda atual do verão não fosse…. shorts com bodies (sim, é implicância nossa, não aguentamos! Desculpem! hahaha).

Como não resolvemos escrever esse post para gerar um embate de rolezeiras x blogueiras/ interessadas em moda, vamos apenas lembrar de como a gente se vestia com 13, 14 anos? Não sabemos vocês, mas nossas escolhas na época também poderiam soar questionáveis para pessoas mais velhas com alguma informação de moda que a gente não tinha (e, sinceramente, nem fazia questão de ter, leitura era Capricho e o legal era fazer testes na revista).

expectativa-realidadeUsamos alças de silicone, tamancos, Melissa, gargantilhas-tatuagem, bolsinhas de cruzar indianas, Nike Shox, moletom da GAP e várias outras peças que hoje em dia podemos até considerar feias, mas algum dia foi moda e achamos bonitas. Já falamos sobre isso por aqui, enquanto muita gente acha que isso faz parte de um passado que condena, achamos que faz parte de um passado delicioso, onde nossa maior preocupação era se vestir igual a turma de amigas e ser feliz assim.

A maior diferença da nossa geração para essa atual é que o nosso estilo de vida (e nosso estilo em geral) não ia pro Youtube e não era compartilhado nas inúmeras redes sociais. Até existia o MIRC e depois o ICQ, só lá para 2004 que os fotologs começaram a se popularizar, mas ainda assim era coisa vista entre as pessoas da escola (salvo raras exceções). Olhando agora, apenas no nosso último ano de colégio que as coisas começaram a caminhar para esse formato. Esse pequeno fato muda muito a proporção das coisas.

Hoje, um vídeo (ou foto) compartilhado é suficiente para te fazer cair na boca do povo e virar alvo de pessoas de todos os lugares, que nunca te viram na vida, mas resolveram te julgar e criticar, vide vários casos envolvendo vídeos e fotos que viraram assunto no DQF.

E temos certeza que boa parte dessas pessoas que criticaram e fizeram piadinhas, esqueceu que também já teve uma adolescência repleta de gostos duvidosos, afinal, quem nunca?

40 em Comportamento/ Reflexões no dia 26.01.2014

Você sabia que aqui a sua sua dica é tão importante quanto a nossa?

Quem procura um blog para acompanhar, muitas vezes não sabe que a sua própria dica (sim! Sua, leitora!) é tão importante quanto a nossa. Uma das maiores diferenças entre os impressos e o universo dos blogs e redes sociais é que aqui, nesse cantinho super pessoal, vocês podem trocar conosco.

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Em geral isso tem acontecido cada dia menos, uns dizem que vocês estão comentando mais no Facebook (que é mais fácil), outros falam que vocês estão falando mais no instagram (o que pra nós parece ser bastante coerente) e ainda existem alguns que elaboram teorias afirmando que vocês só querem mesmo as informações rápidas das redes sociais. Não achamos que a explicação é simplista desse jeito, afinal, a audiência não está caindo…

Podemos sim selecionar algumas blogueiras para acompanhar só via instagram – também temos isso na nossa rotina – mas os blogs que a gente mais gosta de ler, ver ou buscar uma dica continuam sendo endereço certo do nosso “tempo livre”.

E por que tocamos nesse assunto? O título já diz, por mais que vocês continuem mais quietinhas por aqui, suas dicas são fundamentais para nós, seja indicando um produto especial, um restaurante, uma dica de promoção ou mesmo uma opinião ou crítica construtiva. Tudo isso é mais que bem vindo não só no blog mas em qualquer outra rede social que o futi estiver presente. Por mais que a gente tenha mais dificuldade de enriquecer a discussão em vários lugares (redes) diferentes, ainda assim, suas palavras são sempre sempre bem vindas!

Não importa se vocês falam cada dia menos, o importante é que vocês falam e nessa semana paramos para pensar e vimos quantas dicas, conselhos e observações de vocês nos fizeram felizes, seja com um elogio, ou com uma dica de experiência. Tudo foi tão bem vindo e a gente nunca parou para agradecer, ou mesmo para incentivar vocês a sempre soltarem mais o verbo!

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A ficha caiu primeiro pra Jô, que se deu conta que conseguiu comprar uma coisa que ela queria há uns 2 anos por conta da dica que uma leitora deu (de que o 0800 da Apple Brasil dá 10% de desconto em compras em 1x no cartão de crédito ou boleto bancário). Logo depois, ela chegou na despensa e lá estava mais uma dica do insta (o pacote de biscoito da linha nesfit que todo mundo indicou, aquele que parece o club social). Na hora veio um estalo e foi fácil lembrar de algumas dicas super especiais que vieram do blog, face ou insta.

Claro que ao compartilhar isso com a Ca ela também lembrou de uma conversa no twitter há tempos atrás onde uma seguidora indicou uma série para ela ver e hoje ela acompanha sempre (a série é Hart of Dixie!). Sem contar nos posts de Book do Dia, onde várias leitoras já deram dicas de autores e títulos que foram super bem vindas (e lidas, e que viraram post logo depois! rs).

Isso sem contar os posts de DQF, que não seriam os mesmos se volta e meia não sugerissem assuntos para a gente (adoramos quando surge alguma polêmica e alguém menciona a gente avisando que é bom para o DQF! rs).

Esses são alguns poucos exemplos, a verdade é que vários comentários nos ajudaram ao longo desses 4 anos e achamos que já estava mais do que na hora de agradecer!

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Se você tem algo pra tornar um post nosso mais rico, a gente pede que você perca cinco minutinhos e compartilhe sua opinião conosco. Por mais que esse hábito esteja ficando cada dia menos comum, pra nós ele é super importante, para não dizer fundamental.

E para quem vive nos dando boas dicas, muito, muito obrigada!