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22 em Comportamento/ desafio de peso/ Saúde no dia 12.07.2016

Mudança de hábitos!

Já tinha ensaiado por aqui minha nova forma de ver a vida em relação a exercícios e tudo mais que me cerca. Contei sobre o novo tênis da Mizuno que estou usando e comecei a me planejar para voltar a ter uma vida ativa, 100% focada na saúde, na melhora dos exames, no meu bem estar, e na minha autoestima, é claro.

A verdade é que toda vez que quis emagrecer foi tentando me encaixar, pertencer. Acho que minha compulsão alimentar veio disso. Recentemente contei por aqui como minha relação com o transtorno alimentar tem melhorado e apesar de não mais comer para me sabotar, sei que ainda tenho um longo caminho para desconstruir minha relação com a comida. Agora tenho os motivos mais nobres do mundo para voltar a me cuidar: minha saúde e meu foco na longevidade. Quero poder viajar, caminhar, correr, fazer trilha mesmo quando estiver mais velha e, para isso, preciso começar a mudar meus hábitos já.

Essa coisa de pertencer é muito cruel. Quando era adolescente eu me achava gordinha. Hoje olho as fotos e vejo que eu era 100% normal, mas como minhas referências eram minhas amigas – sendo que todas tinham a barriga seca – eu não consiga entender isso. Acho que hoje posso dizer que não era fácil ser pré adolescente sem nenhum exemplo de representatividade. Eu não me via nas atrizes, modelos e amigas, fosse no cabelo, corpo ou altura e demorou muito até eu quebrar – quase – todos esses paradigmas.

Hoje eu sinto que não posso usar a desculpa do corpo fora do padrão para nada mais.  Não preciso perder uma grama sequer para pertencer a nada, por mais que existam dias mais complicados ou momentos em que me sinto cobrada, principalmente nesse trabalho de blogueira que quase sempre dá preferência às meninas que vestem 38 para baixo. Agora já não me sinto alvo de preconceito e muito menos me sinto menor ou pior do que ninguém por questões de tamanho, cabelo, corpo ou beleza. Eu desconstruí essas ideias e provei pra mim mesma que consigo realizar todos os meus sonhos e desejos com esse corpo e decidi que estar fora do padrão não seria um empecilho para nada na minha vida. 

No último ano o universo me deu milhares de oportunidades para que eu provasse isso para mim mesma. O que eu precisava não era perder peso, brigar com a balança ou mesmo me privar de comer e beber o que eu queria. Eu precisava me sentir bem comigo, me sentir bonita e cuidar da minha autoestima. Foi isso que permitiu que eu provasse tantas coisas pra mim mesma.

O tempo foi passando e eu entrei na zona de conforto. Foi aí, olhando meus exames e conversando com meus médicos que me dei conta que eu precisava mudar a fórmula do meu bolo. Por mais que eu esteja me garantindo na minha autoestima, chegou a hora do novo desafio: a busca pela saúde e por uma vida longa. Por causa do SOP é muito importante que eu perca peso, visando preservar minha fertilidade. 

aula

Foi nesse contexto que resolvi, com uma ajuda sobre a qual falarei no futuro, ajustar e alinhar minhas expectativas, acertar os pensamentos e focar no que importa: a mudança de hábitos.

O primeiro passo foi óbvio: liguei para o Arthur, meu personal, para voltarmos a treinar. Minhas metas? Fazer exercício para aguentar as trilhas que amo fazer, para melhorar meus exames, para me dar condicionamento físico e liberar endorfina. Por nenhum segundo mencionei a perda de peso como objetivo. Dessa vez isso vai ser consequência, sabe-se lá em que momento essa consequência virá, mas estou desconstruindo que isso não é meu objetivo principal. 

Dessa vez resolvemos fazer algo diferente, nossas duas aulas por semana acontecerão na Lagoa, como sempre, com foco em: fortalecimento muscular e melhora da postura. Todo exercício aeróbico será feito por minha conta, coisa que não vemos desde os tempos da finada Estação do Corpo em 2009. Ou seja, minha primeira dificuldade foi entrar na academia. Como detesto minha relação com esse tipo de ambiente. fui tremendo, mas fui. Me senti vencendo um medo enorme enquanto preenchia os 3 cheques.

Não posso falar ainda sobre vitórias, só posso pedir a torcida de todas vocês para mandarem energias boas, afinal, quero muito engrenar nessa mudança de hábito. Ao longo das últimas semanas me vejo levando os exercícios à sério e isso é bastante animador, dado que eu estava em uma espiral de sedentarismo bem chata. Estou em fase de adaptação, ainda sinto dores no corpo e me sinto bastante tímida pra fazer alguma luta ou dança coletiva, mas o importante é que estou disposta a vencer tudo isso.

Quanto à alimentação, resolvi fazer uma mudança saudável por minha conta agora. Ainda não me sinto emocionalmente preparada para ir à uma nutricionista, não quero prestar conta quanto ao meu peso, não quero correr o risco de entrar em nenhuma neurose ou mesmo me sentir cobrada. Por ninguém. Eu não quero sentir nenhuma cobrança da parte da família, do Arthur (meu personal, não meu afilhado hehe), das seguidoras do insta, ou mesmo das leitoras do blog. Tudo isso já me ajudou muito, mas achei que valia a pena mudar a perspectiva.

Um lado meu deseja que eu não conte quantos quilos vou perder ou muito menos publique um antes e depois. Acredito que isso pode ser um desserviço a tudo que tenho pregado nos últimos tempos. Não quero alimentar nenhum pensamento como “ela ficou muito mais bonita mais magra”, “olha como ela está melhor agora” ou coisas dessa natureza. Eu nunca estive tão bem comigo quanto estou hoje, mesmo sabendo que provavelmente nunca estive tão pesada. Com ou sem mudanças no corpo ou no peso, eu serei a mesma garota que eu sou agora.

Nunca vou querer ser um exemplo de garota que conseguiu tudo porque perdeu peso. Quero ser exemplo pelo que sou hoje. Uma mulher fora do padrão de corpo imposto pela sociedade que não precisa atender as demandas externas pra sair com um cara legal, pra usar a saia curta que quiser, pra colocar uma roupa de praia na frente do boy, pra se sentir sexy, pra ficar com o cara mais bonito da festa ou fazer fotos de look do dia. Se antes eu achava que precisava ter 68 quilos pra isso, hoje eu já provei que dou conta de tudo isso com mais de 80. 

Então eu estou aqui, compartilhando minha vontade da mudança de hábitos,  de focar nos objetivos certos, desconstruindo a minha antiga necessidade de pertencer que nunca me fez bem, só foi uma erva daninha para minha autoestima na adolescência e em alguns períodos da vida de blogueira.

Foco e determinação, dessa vez eu vou correr atrás de vocês! Vamos torcer pra que eu consiga dar uma reviravolta na minha saúde, no meu SOP e no meu condicionamento físico. :) E quem quiser dar dicas, contar suas histórias ou até mesmo palavras de incentivo, estou aqui!

Beijos

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11 em Comportamento/ desafio de peso/ Reflexões/ Saúde no dia 03.02.2016

Balança, saúde e compulsão alimentar: colocando ordem na casa!

2016 começou e com a sua chegada resolvi enfrentar de frente todas as minhas pendências, que vocês podem não acreditar, mas eram muitas. Como contei no post do balanço geral de 2015, em nome das mudanças emocionais que vivi no ano passado, claramente negligenciei minha saúde. Fiquei doente várias vezes – em sua maioria decorrente da minha alergia – não cuidei direito do meu SOP e também adquiri peso, ou melhor, perdi, ganhei e no fim mantive, o que nesse caso é tão problemático quanto engordar.

Era para ter sido muito frustrante terminar o ano com os mesmos 12 quilos a mais com que comecei, ainda mais que cheguei a perder metade disso no meio do caminho, mas com as muitas viagens, falta de rotina, de assiduidade na academia, dieta e juízo, tudo voltou pra mim. Pensei que contaria pra vocês que isso me deixou arrasada, me tirou o sono ou atrapalhou meus romances, mas a verdade é que nada disso aconteceu.

[ Nota da blogueira: obrigada, autoestima, pela graça alcançada!]

Além de ter levado a vida normalmente, em 2015 eu conquistei algo que passei os últimos anos tentando: controlar minha compulsão alimentar. Fiz muita terapia pra isso, troquei de terapeuta, enfrentei muitos fantasmas e mesmo que não tenha resolvido todos, me senti vitoriosa. Ainda que meus médicos estejam preocupados com meu sobrepeso atual, fiquei feliz. A verdade é que com a síndrome dos ovários policísticos não posso me dar a esse luxo e emagrecer em si é a parte mais importante do tratamento. Claro que não preciso ser seca ou sarada, mas preciso ser mais leve.

O ganho de controlar a compulsão é algo muito especial, só quem já teve algum distúrbio alimentar sabe como é maravilhoso não ter crise e/ou não distorcer a imagem no espelho. Olhar pra você e se ver exatamente como você é, sem se olhar direito ou ficar achando que está mais cheinha do que realmente está.

Infelizmente mais de 60% das mulheres jovens têm algum grau de distúrbio alimentar, é super comum ver uma menina bonita e com peso normal chorando por uma barriga que só ela enxerga. Não é meu caso atual, mas tenho consciência do tanto que isso é comum, um problema real que culmina em muitas questões e leva muitas meninas para a terapia.

Como eu descobri isso na prática? Olhando fotos de épocas que eu estava com o corpo dentro de todos os padrões que essa sociedade tenta nos impor e eu me achava gorda, achava que não namorava o cara que gostava por causa de uma micro dobra nas costas ou algo do tipo. Com alguns quilos a mais e algumas neuroses a menos tudo de melhor me acontecia, a autoestima vencia a balança. 

A verdade é que, em geral, quem distorce o corpo ao olhar no espelho não consegue ver o que está acontecendo no momento. Normalmente é preciso uma amiga, familiar ou mesmo o boy para ajudar a enxergar que existe um problema ali. E esse problema fere a autoestima muito mais do que alguns quilos a mais.

Joana

Já de dieta, feliz, com bochechas. Claro que buscando um bom angulo pra selfie, né? ;)

Deixando o contexto social de lado, vou voltar a falar de mim… Olhando para tudo isso só consigo sentir um sabor de vitória, ainda que inicialmente pareça que houve uma derrota nesse aspecto. Acho que jamais teria conseguido isso sem os aprendizados da Escola Trilha dos Lobos, muita análise e vontade de encarar minhas questões, sem medo.

Nunca me senti tão poderosa e nem mesmo conquistei tantas coisas em termos de autoestima quanto nesse ano tão conturbado. Nunca os 78 kg foram tão generosos comigo com em boa parte de 2015. Posso ter começado 2016 na casa dos 80 kg, mas só eu sei o tamanho da felicidade de passar um ano todo sem distorcer o reflexo do espelho, de me ver como eu sou, com consciência de tudo que comi e que por sinal, comi por prazer, nada veio com tom de auto sabotagem. #quecontinueassim

Nesse contexto entrei nesse novo ano com novos desafios: perder peso, sim, mas sem ficar doida, sem neurose e com muito foco para não engordar tudo de novo. Prefiro perder pouco a brincar de sanfona. Se vim vencendo a compulsão alimentar, como poderia não tentar vencer esse efeito super chato de quem vive engordando e emagrecendo?

Por isso o título “ordem na casa” é tão importante. Dizem que a vida no Brasil começa depois do carnaval… Minha meta é estar com todos os meus exames feitos, resultados em mãos e começar o ano de verdade com o pé direito, mudando o que precisa ser mudado e focando no meu corpo e saúde, tão negligenciados nesse ano que passou.

Para fazer essa arrumação, marquei uma consulta com a minha ginecologista logo nos primeiros dias do ano. A Dra. Helena Guerra está comigo há 10 anos, e além de tudo, ela faz modulação hormonal bioidêntica e por isso investiga tudo, leia-se TU-DO (beijo Dra. Helena)! Depois de inúmeros exames – juro, passei duas semanas fazendo vários exames – o primeiro passo da minha maratona está encerrado.

Com os resultados prontos, o Arthur Alegre – meu personal, que graças a Deus não desiste de mim – vai junto comigo definir o foco do meu treino. Também pretendo me convencer a entrar numa academia, para garantir que eu faça exercícios sem ele. Hoje quase não malho sem personal e sei que isso precisa mudar.

As vezes as pequenas alterações fazem muita diferença: tenho tentado escolher pratos mais leves nos restaurantes (afinal, saio mais do que deveria) e em viagens de trabalho a missão será tentar fazer exercício e/ou manter a dieta total e sempre compensar os dias em que eu não malhar (isso será 100 vezes mais difícil do que qualquer dieta ou outro ponto em questão). Confesso que estou pensando em voltar pra nutricionista, só acho que vou tentar perder um pouco sozinha antes. Tenho meu último plano alimentar da Patricia Davidson em mãos, nunca aplicado, e sou boa de organizar minha pesagem em casa. Anoto tudo.

Sei que meu maior desafio no meio de tudo é não deixar qualquer perda de peso se transformar em obsessão. Tenho pavor de gente “cega”, que vive e se auto-alimenta de obsessão pelo seu próprio corpo. Isso facilmente pode levar para os transtornos alimentares e prefiro ficar como estou, levando bronca dos médicos por causa dos exames, a viver de novo uma angústia de compulsão alimentar ou qualquer outro distúrbio.

Pelo menos em todos esses anos de luta contra a balança já tive provas suficientes de que basta minha autoestima continuar boa que tudo vai fluir perfeitamente bem. É ela que me ajuda a conquistar tudo que antes eu poderia achar, muito equivocadamente, que dependia da minha magreza.

snapchat com bochecha, com curva e tudo mais que tiver, sem medo de ser feliz.

snapchat com bochecha, com curva e tudo mais que tiver, sem medo de ser feliz.

Hoje quero me manter com saúde, com uma boa rotina, para poder aproveitar os momentos de experiências gastronômicas que a vida me reserva, não sei se confio em quem não tem prazer comendo. rs

Então, assim, junto com a quarta-feira de cinzas chegará uma nova fase de cuidados pessoais, que espero honestamente que seja bastante rica em aprendizado, conquistas e “aproveitamento” de cada etapa, curtindo o melhor e o pior do meu corpo em cada mudancinha que acontecer.

Ah! E quem quiser acompanhar um pouco das minhas loucuras ou monotonias no snapchat, segue lá: BLOGFUTILIDADES

Beijos

Jô 

9 em Comportamento/ Convidadas/ desafio de peso/ Mayara Oksman/ Saúde no dia 19.01.2016

Brigando com a balança? Não, buscando paz com a saúde.

Sempre ouvi dizer que uma das coisas mais difíceis de se fazer era regime. Cresci com praticamente todas as mulheres da minha vida reclamando do maldito chocolate, da batata frita e do pão francês. Todo final de semana ouvia aquela famosa frase “segunda-feira eu volto pra dieta” e não dava a mínima.

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Comia um pacote de Fandangos de presunto (só de mencionar já fico com água na boca) seguido de uma bolacha Passatempo, tudo misturado com uma Coca bem gelada do lado e nem me sentia culpada. Nunca fui fã de chocolate, então me sentia imune. Também nunca curti muito a ideia de me exercitar.

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Até que um belo dia, talvez depois de completar 25 anos, comecei a reparar que meu metabolismo não era mais o mesmo, que comer meu salgadinho predileto estava sim transformando meu corpo. Mas foi só uns dois meses atrás, com 26, que um dos meus vestidos favoritos ficou apertado na região dos glúteos (olha eu sendo fina). Comecei a reparar que estava muito mais flácida e com celulite. Notei que meu cabelo não estava com o mesmo vigor de antes. E aí eu entrei em pânico, pois percebi que do jeito que estava realmente não podia continuar.

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Não estou dizendo que estou acima do peso, mas vi que não podia manter os hábitos alimentares de uma adolescente com quase 30 anos (putaquepariu essa frase doeu) e nem sequer pensar em fazer um exercício para compensar. Então não, Mayara, comer Froot Loops no café da manhã não é a melhor opção. Um pacote inteiro de Trakinas de morango e dois pedacinhos de bolo de cenoura com calda de chocolate no lanche da tarde? Amiga, apenas pare.

Decidi que precisava de alguma orientação profissional para mudar meus hábitos alimentares e por isso fui em uma endocrinologista. Ela me explicou várias coisas, me deu um aulão incrível sobre alimentação. Estou contando calorias e passo horas no mercado vendo as diferenças entre requeijão normal e requeijão zero gordura. Sim, eles têm quase o mesmo gosto e 100 calorias de diferença.

E não estou fazendo isso porque quero perder peso, estou fazendo isso porque quero ser mais saudável. Estou fazendo isso pois aprendi que não preciso deixar de comer o que gosto, só preciso balancear isso com uma dieta menos calórica. Aprendi que não preciso dar aquela passadinha no McDonald’s três vezes por semana (tenho amigos que podem comprovar essa informação). Aliás, acho que atualmente não preciso passar nem uma vez por mês.

Eu achava que era apenas uma questão de estética, pois só notava os lados negativos da minha alimentação quando enxergava mudanças como a celulite e a flacidez. Só que não. Só de seguir essa linha mais saudável (e nada extremista), comendo menos açúcar, tendo consciência do que estou ingerindo e fazendo um pouco de exercício por dia, já estou me sentindo muito melhor não apenas por fora, mas também por dentro.

Mayara-L.-Oksman