Sempre ouvi dizer que uma das coisas mais difíceis de se fazer era regime. Cresci com praticamente todas as mulheres da minha vida reclamando do maldito chocolate, da batata frita e do pão francês. Todo final de semana ouvia aquela famosa frase “segunda-feira eu volto pra dieta” e não dava a mínima.
Comia um pacote de Fandangos de presunto (só de mencionar já fico com água na boca) seguido de uma bolacha Passatempo, tudo misturado com uma Coca bem gelada do lado e nem me sentia culpada. Nunca fui fã de chocolate, então me sentia imune. Também nunca curti muito a ideia de me exercitar.
Até que um belo dia, talvez depois de completar 25 anos, comecei a reparar que meu metabolismo não era mais o mesmo, que comer meu salgadinho predileto estava sim transformando meu corpo. Mas foi só uns dois meses atrás, com 26, que um dos meus vestidos favoritos ficou apertado na região dos glúteos (olha eu sendo fina). Comecei a reparar que estava muito mais flácida e com celulite. Notei que meu cabelo não estava com o mesmo vigor de antes. E aí eu entrei em pânico, pois percebi que do jeito que estava realmente não podia continuar.
Não estou dizendo que estou acima do peso, mas vi que não podia manter os hábitos alimentares de uma adolescente com quase 30 anos (putaquepariu essa frase doeu) e nem sequer pensar em fazer um exercício para compensar. Então não, Mayara, comer Froot Loops no café da manhã não é a melhor opção. Um pacote inteiro de Trakinas de morango e dois pedacinhos de bolo de cenoura com calda de chocolate no lanche da tarde? Amiga, apenas pare.
Decidi que precisava de alguma orientação profissional para mudar meus hábitos alimentares e por isso fui em uma endocrinologista. Ela me explicou várias coisas, me deu um aulão incrível sobre alimentação. Estou contando calorias e passo horas no mercado vendo as diferenças entre requeijão normal e requeijão zero gordura. Sim, eles têm quase o mesmo gosto e 100 calorias de diferença.
E não estou fazendo isso porque quero perder peso, estou fazendo isso porque quero ser mais saudável. Estou fazendo isso pois aprendi que não preciso deixar de comer o que gosto, só preciso balancear isso com uma dieta menos calórica. Aprendi que não preciso dar aquela passadinha no McDonald’s três vezes por semana (tenho amigos que podem comprovar essa informação). Aliás, acho que atualmente não preciso passar nem uma vez por mês.
Eu achava que era apenas uma questão de estética, pois só notava os lados negativos da minha alimentação quando enxergava mudanças como a celulite e a flacidez. Só que não. Só de seguir essa linha mais saudável (e nada extremista), comendo menos açúcar, tendo consciência do que estou ingerindo e fazendo um pouco de exercício por dia, já estou me sentindo muito melhor não apenas por fora, mas também por dentro.

