Acho que pela primeira vez na história desse blog fui para um filme entrando em um terreno desconhecido. É, eu não li o livro da Jojo Moyes… Inclusive evitei ler as resenhas da Ca e da Jô, quando soube que o livro iria ser adaptado para uma versão cinematográfica. Eu queria ter a minha versão da história mas entrei naquela sala de cinema simplesmente carregando o peso de saber que esse foi o livro mais recomendado e talvez mais comentado aqui. As luzes se apagarem e o rosto de Will, interpretado por Sam Clafin de Jogos Vorazes, aparecer na tela que esqueci completamente qualquer compromisso que não fosse acompanhar a história verdadeiramente apaixonante daquele homem lindo, que estreia no dia 16 de junho nos cinemas brasileiros.
Filmes da Sil: Como Eu Era Antes de Você
Antes que as pessoas que conhecem a história e a polêmica me achem louca por dizer que a saga de Will é apaixonante, é melhor eu me explicar: personagens bem construídos e, no caso, bem interpretados, te envolvem e te emocionam. Will é uma das “pessoas” que tem crescimento e que não importa o que façam, seu carisma irá fazer com que você torça por ele. E é por isso que eu me apaixonei por Will, entendi e apoiei sua jornada.
O elenco - e incluo aqui Emilia Clarke, que não curto muito como Daenerys em Game of Thrones, mas funcionou como Lou, a protagonista desse filme - é excelente. Os fãs de seriados vão delirar: Brendan Coyle - o Sr. Bates de Downtown Abbey - como pai de Lou; Charles Dance - o Tywin Lannister, também de GoT - como pai de Will; Jenna Coleman - de Dr. Who - como a irmã de Lou; e, claro, Matthew Lewis - também conhecido como Neville Longbottom de Harry Potter - como Patrick, namorado de Lou. E fiquem de olho em Stephen Peacocke como Nathan! ;)
O filme, conta a história de Lou, uma menina sem muitos talentos que após perder seu emprego como garçonete vai trabalhar como cuidadora - na verdade, ela mais faz companhia - para Will. Tetraplégico, após ter sofrido um acidente dois anos antes, Will só mantém o movimento do polegar. Sua imunidade também não é mais a mesma, pois seu corpo não funciona normalmente.
Apesar das incapacidades físicas, ele continua com a mente brilhante e afiada de antes do acidente, ou seja, os maiores prazeres que lhe restam são as lembranças de como era sua vida antes do acidente, e assistir alguns DVDs, quando a dor lhe permite. Lou aceita o emprego, na sua inocência, achando que como uma boa “Mary Poppins” - a história aqui se passa em uma cidadezinha da Inglaterra - tudo se resolve com uma boa xícara de chá; mas nós sabemos que algumas dores são mais complicadas. O filme não adoça nenhuma situação, na minha opinião, e sim, me fez chorar.
Eu chorei no fim do filme, mas porque me lembrei de algo que não estava ligado diretamente a história. Pelo contrário, a cena final me deixou emocionada - cheia de uma emoção pura. Me lembrei da minha viagem no início do ano com o Erick quando fomos a Paris e colocamos nosso cadeado na Pont Nuef. Foi o último dia da nossa viagem, e eu saí do cinema desejando por mais viagens e momentos especiais para lembrar no futuro. Especialmente com aquela trilha sonora - aliás, fazia tempo que uma trilha sonora não me deixava com vontade de correr para a loja, comprar o CD e ficar ouvindo sem parar! - que te faz viajar literalmente. <3
*******************Eu recomendo que quem não leu o livro, ou não queira ler spoiler, não leia daqui para baixo****************************************
Muito se discutiu sobre o título do livro, pelo que andei lendo na internet: está rolando uma polêmica forte sobre o filme ser um desfavor para os deficientes físicos. Uma das opiniões que eu li seria que o título seria como a Lou era antes de conhecer o Will. Confesso que depois de ver o filme e da parte onde ele diz que não é um homem inteiro como gostaria de ser para ela - perto do final - acredito que o título é na verdade sobre o Will.
Também li e ouvi muita reclamação sobre a questão da morte assistida, escolha que o personagem faz. Algumas pessoas acreditam que o livro faz apologia à ideia de que é preferível morrer a ser um deficiente e levar uma vida incompleta ou ser um peso na vida das pessoas que o amam, enquanto na verdade seria possível uma vida normal com deficiências físicas. Acho que nesse caso, uma frase dita me marcou: “Não se pode ajudar uma pessoa que não quer ser ajudada”. Eu me perguntei: e se ele jogasse a cadeira de um penhasco? Isso seria mais aceitável para essas pessoas que estão criticando?
Will viveu dois anos pela mãe, ou pelo menos foi isso que eu interpretei da história, mas sua condição não melhorou. Ele se apaixonou por Lou e viveu intensamente aqueles últimos meses ao lado dela. Ela trouxe o máximo de normalidade possível para a vida dele, e eu acredito que ele foi feliz com ela. Mas como disse aqui, no filme nada é adoçado (imagina que no livro também não): Will sabe que sua vida é frágil e por amar Lou, ele decide que não vai mudar sua decisão porque ela acredita em “arco íris” e finais felizes. Ele sabe o quão ínfimo é o tempo de felicidade deles e ele quer ser a Paris dela, ser uma lembrança feliz mesmo que mesmo curta, seja duradora e importante.
E é por isso que o filme me fez chorar, eu me lembrei de que é sempre triste perder alguém que a gente ama, mesmo que seja uma avó, ou uma tia, e eu perdi duas ano passado. Mas na carta final de Will para Lou ele diz que ele sempre estará com ela, em tudo o que ela fizer. E é isso que eu acredito: todos aqueles que nós amamos e que são importantes para a gente estão na nossa memória e sempre nos acompanharão.
*************************Fim dos Spoilers ****************************
Para nós, que estamos de fora, não nos cabe julgar a escolha de cada um. Devemos aproveitar cada momento com as pessoas que gostamos e lembrarmos deles com carinho. E se gostamos mesmo de alguém, o nosso maior trabalho como “cuidadores” é dar o apoio que aquela pessoa necessita e o amor incondicional que ela precisa, independente das escolhas dela.
No máximo podemos dar nossas opiniões com cuidado, mas julgar quem você ama é correr o risco de perder alguém por não aceitar aquela pessoa. E felizmente Lou percebe isso a tempo de aproveitar o amor de Will. Porque sim, o filme é uma história onde duas pessoas se apaixonam igualmente e ensinam uma à outra sobre a vida, mesmo que seja passageira…
Beijos,
Sil




9 Comentários
Carolina
10.06.2016 às 9:33Li o livro e já estava ansiosa pelo filme. Agora ainda mais. =)
Nome (obrigatório) :Juliana
10.06.2016 às 10:31Meu Deuuuuuuuuuuuuuus, não vejo a hora de assisti. Acho que vou morrer de tanto chorar. Adorei o comentário Sil. Beijos.
May
10.06.2016 às 11:36Eu já preparei os lencinhos para assistir o filme. Chorei demais ao longo do livro, apenas imaginando cada cena. Acho que o título do livro/filme diz respeito aos dois. Lou muda a vida do Will e o Will muda a vida da Lou, isso para mim é indiscutível <3
Lyanna
10.06.2016 às 12:00siiiiiiiiiiiil <3 <3 <3 O livro, o filme, o ator Sam Claflin. Fazia tempo que não me apaixonava tanto por combinações tão perfeitas. Não assisti o filme ainda, mas acredito que está bem fiel ao livro e o Sam bem fiel ao Will. Falar sobre todas as nuances e profundidade dos temas do livre renderia uma maravilhosa conversa num café parisiense. Muitas risadas e muitas lágrimas porque a vida é cheia de perdas, ganhos, amores, momentos e sensações inesquecíveis!!!!
PS.: Assista Simplesmente Acontece com Sam Claflin e tente não se apaixonar por ele e pela trilha tb
Juliana
13.06.2016 às 9:41Adorei seu comentário e concordo plenamente. AMO simplesmente acontece e super recomendo
Isabella
10.06.2016 às 14:37Gente chorei lendo a resenha, imagina vendo o filme!! Deve ser realmente lindo!
Fany
12.06.2016 às 0:12Depois desta resenha, estou doida para assistir o filme! Já sei que vou amar! Bjks , Fany
Adrian Carol
20.06.2016 às 8:56Confesso que chorei , porem menos que imaginava!..concordo com tudo que você disse com a resenha, e ainda acrescento que chorei sim, mais não foi por dó da Clarke e nem pela historia de amor em si que foi interrompida.
Chorei por pensar na mãe dele, por que de uma certa maneira ela havia colocado a expectativa dela na Clarke como se ela pudesse mudar a opinião do Will, e quando eles voltam de viagem a cena dela abracando seu esposo e chorando, me fez chorar também.
O filme é lindo, trilha sonora perfeita.. e o Sam Claflin, ahhh meu coração!!!!!!!.. PERFEITO!
Renata
23.06.2016 às 23:23Silvia,
Vi o filme e como prometido vim aqui para te dizer o que eu achei.
PERFEITO!!
As vozes, atores, trilha sonora, fotografia… Tempos que nao via um filme tao fiel ao livro.E no filme a gente entende mais sobre as diferenças e isso e fundamental. A cena da meia de abelha mostrando o quanto ele presta atençao nela… E otima!
O amor deles nao deixa de ser puro, lindo e profundo. A trilha sonora nao sai da minha cabeça. Não tinha atriz melhor para fazer a Lou.
Mas parece que as pessoas leram mais do que viram e eu diria a todos para assistirem.
Deu gostinho de quero mais, sabe?
Bjo
Renata