0 em Convidadas/ Tati Barros no dia 06.12.2016

Um redemoinho ao avesso e sob medida!

O primeiro texto que escrevi neste ano foi também a minha estreia no Futi. Já na primeira semana de 2016, relatei neste espaço o meu desejo de me jogar mais, de me permitir ser surpreendida e de me superar. Se desse medo, que o impulso fosse maior e me jogasse assim mesmo. E como qualquer pessoa ao escrever, em cada devaneio explicitado em primeira pessoa, ficou também um pouco daquele mesmo desejo para quem se encontrava do outro lado.

Ainda citando aquele texto, ele foi encerrado assim:

“Meu desejo para este e para todos os próximos anos é “me jogar” cada vez mais! Seja para fazer uma tatuagem, aceitar um novo trabalho que traga insegurança, fazer uma viagem inesperada ou qualquer outra coisa. Estando pronta para tudo ou não. E se der medo? Vamos com medo mesmo. Pode ser surpreendente! ”.

Relembro esse texto, primeiramente, para dizer que fiz valer a palavra escrita. O trabalho surgiu acompanhado da insegurança e me exigindo ainda uma mudança inesperada (mas igualmente desejada). Foi como me jogar da plataforma, assim como a velha amiga Gilmore ao segurar o guarda-chuva. “Jump, Jack””! Em quatro dias me permiti descobrir uma nova vida; um novo lado de mim. O medo surgiu e o mesmo foi usado como um impulso. E foi um salto cheio de emoção!

Com isso, posso dizer com propriedade que há momentos em que parece que, quase literalmente, o coração sairá pela boca, que o ar falta, que o peito aperta e a voz falha. Mas posso garantir igualmente que não há nada melhor do que sair da sua zona de conforto para você se descobrir, redescobrir e reinventar.

A vida não é linear. E isso é uma dádiva. Ela pode sofrer uma virada de 180 graus e, inesperadamente, você poderá descobrir o seu melhor lado. Se a insegurança e o medo insistirem em aparecer, é só manter em mente que você pode voltar ao ponto inicial. Para quem, assim como eu, tem um ninho para onde retornar, é uma força extra saber que ele permanecerá no mesmo lugar e com o mesmo aconchego para quando o coração pedir. Nada é definitivo e não tem razão de ser. Por mais que o salto não seja como você esperou, tenha a certeza que só a coragem de pular já te transformou, já te fez maior.

2016 me tirou do eixo e me mostrou um novo centro. Posso dizer que foi um ano surpreendente e generoso. E muito porque eu permiti que assim fosse. De nada adiantaria a janela se abrir, se insistisse em focar os olhares para a porta. Por essa razão, encerro o último texto do ano, assim como finalizei o primeiro, na intenção de concluir o ciclo e renová-lo: Desejando que a vida continue a surpreender.

Que seja leve, que seja doce, mas que traga um redemoinho na barriga. Que despenteie o cabelo, que permita as lágrimas e infinitamente arranque risadas. Que vire do avesso, que amarrote, mas que traga a sensação de que “te vista” como uma roupa feita sob medida. Que seja na medida!

tati-barros

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E se der medo…
O Mundo é MEU moinho

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