Vocês lembram algum tempo atrás que eu falei que vinha uma surpresa MUITO bacana?! Parte da surpresa - eu sou má e vou dividir em algumas partes ;) - é que eu assisti em Los Angeles (sim, A terra do cinema!) a pré estréia de uma comédia romântica que tem tudo a ver com o Futi.
Hoje eu vou contar sobre esse filme super diferente que está dando o que falar! E sim, vou ser sincera. Mas o resto, o que eu experimentei em Hollywood, a realização de um sonho e como foram as entrevistas com o elenco - quem aí quer saber mais sobre a Rebel e a Dakota? - vai ficar para outro texto. Afinal, uma experiência desse porte merece ser divida em todos os detalhes! Porque se eu fui para L.A. é só por causa de vocês, e para dividir TUDO com vocês! <3
Acho que eu nunca fiquei tão nervosa e reescrevi tantas vezes um texto. Nada ficava bom na minha opinião, mas aí lembrei de tantas palavras de apoio que já ouvi e, bem, quando a gente está solteira existem alguns momentos que é a força que a gente recebe das amigas que nos ajudam a seguir adiante. Nesse ponto, que me perdoem os homens, as mulheres costumam formar uma rede de apoio e ajuda - mesmo existindo todo o “mimimi” de que mulher só compete - que é capaz de levantar qualquer amiga, mesmo aquela que está no momento mais difícil de sua vida. Porque amiga de verdade é assim, quase irmã.
Essa temática é tão forte que já foi fermento para inúmeras histórias e quando falamos de solteiras em Nova Iorque é impossível não lembrar do famoso Sex and The City, onde 4 solteiras também procuravam o amor. E aí, nesse momento vocês vão me perguntar: “Mas então você está dizendo que Como Ser Solteira é um novo Sex and the City?” Felizmente, para o bem das novas gerações, é e não é.
Dakota é Alice, que após um término decide se mudar para o apartamento de sua irmã Meg, uma ginecologista obstetra workaholic interpretada por Leslie Mann, em Nova Iorque. Alice, em busca de si mesma - a gente já viu essa história por aqui de verdade não? ;) - acaba trabalhando com Robin, uma solteira convicta interpretada por Rebel Wilson, que acaba sendo a amiga ideal para quem precisa conhecer novos truques e o novo mundo dos solteiros. No meio disso tudo ainda tem Lucy, interpretada por Alison Brie (Mad Men e Community), que é aquela amiga que todo mundo tem uma na vida: obcecada em achar o homem perfeito, casamentos, idade para ter filhos, e acaba passando 90% da sua vida no meio de fantasias e medos, ao invés de enxergar a realidade à sua volta.
Esse novo quarteto tem uma coisa em comum e ao mesmo tempo diferente das solteiras nova iorquinas de outras épocas: elas querem saber quem são antes de encontrar o amor, ou não. Porque ao contrário da maioria das menininhas que sonham com o príncipe encantado, essas mulheres - e incluo Alison, que aliás é protagonista de uma das minhas cenas preferidas em uma livraria - sabem ou aprendem que não precisam de uma cara metade para ser 100% feliz, isso acontece na hora certa.
Apesar de já ser casada, eu não pude não me identificar com o filme e dar boas risadas em muitos momentos. A verdade é que comigo foi meio por acaso que encontrei o Erick e não foi amor à primeira vista. Então, sim, eu me vi solteira desesperada, vi amigas minhas que saíam e aproveitavam mais do que eu, e outras que tinham uma fórmula mágica, enfim, acredito que praticamente toda mulher se reconhece ou conhece uma amiga parecida com uma das protagonistas.
E quanto aos protagonistas masculinos do filme? Outra coisa que é inovadora, na minha opinião, é que apesar de importantes, o mundo não gira em torno deles. Ninguém fica desesperada para saber se o “Mr. Big vai aparecer em Paris para resgatar a mocinha”. Você sabe que as mocinhas são capazes de resolver suas situações, mesmo que elas envolvam homens complicados e corações partidos. Tom, Ken, David, Josh e George, apesar de aprontarem, também pertencem na sua maioria à uma nova geração de homens. Daqueles que estão prontos para ajudar na casa, trocar fraldas, cuidarem dos filhos, etc.
O filme conta com uma super produção. Além de uma das produtoras ser Drew Barrymore, o roteiro é da dupla Abby Kohn e Marc Silverstein, de Para Sempre e Ele não está tão afim de você (e depois vou contar mais sobre o quanto eles são incríveis), além de Dana Fox (de Encontro de Casais e Jogo de Amor em Las Vegas), que também está nesse time de escritores que trabalhou para manter uma história atemporal que continuasse moderna.
Como diretor, o “novato” Christian Rein, um alemão recém chegado à Hollywood com olhar fresco. Algo que me diz que ainda vamos ouvir falar mais dele. A trilha sonora, a primeira coisa que me marcou e que amei no filme, é de Fil Eisler da premiada série Empire (precisa falar mais?!).
Se você espera que esse filme seja mais uma comédia romântica lugar comum, pode esperar sentada e de preferência em uma cadeira de um cinema mais próximo. Afinal, goste ou não do estilo mais pesado de piadas da Rebel (aliás, ela é um amor!) - eu mesma já assumi que não é o meu estilo preferido - eu dei ótimas risadas no filme e acredito que “Como Ser Solteira” vai te surpreender. Honestamente, espero que assim como foi para mim, a surpresa seja positiva, pois confesso que quanto mais penso nas suas questões centrais, mais curto a ideia e o final. =)
Beijos enormes!
Sil

13 Comentários
May
25.02.2016 às 10:55Fiquei TÃO feliz quando você me contou da novidade! E AMEI que do que você falou do filme, já é mais ou menos o que eu queria muito que ele fosse <3
ps: JOANAAA, qual a probabilidade de eu pegar uma ponte aérea pra ver esse filme com você ou vice-versa???
Sil
01.03.2016 às 22:07<3
Rebecca Bittencourt
25.02.2016 às 12:47Eu vi esse trailer no cinema semana passada e fiquei LOUCA PRA ASSISTIR! Adoro a Rebel <3
Sil
27.02.2016 às 15:15Rebecca, acho que você vai adorar a entrevista com ela. Fiquei surpresa com quem ela é, que mulher inteligente, articulada, com jogo de cintura, pé no chão, entre tantas outras coisas. Talvez eu esperasse que ela fosse levar as entrevistas mas nas piadas, mas não, ela deu uma lição de vida e honestamente por mim passava o dia entrevistando ela. Aliás, vários me surpreenderam, do meu queixo ir no chão e voltar, pela postura, profissionalismo, paciência - imagina responder 30 perguntas iguais? - que saí das entrevistas respeitando muito mais aqueles profissionais. Espero conseguir passar 1/100 disso para vocês! =)
E olha, segredinho, a Rebel teve carta branca para improvisar algumas piadas. Isso é para mostrar o quão boa ela é. ;)
Beijos!
Fany
25.02.2016 às 15:19Já fiquei doida para assistir! Silvia fico daqui, só imaginando, como foi importante para vc, essa oportunidade tão merecida. Sucesso sempre. Bjks, Fany
Sil
26.02.2016 às 20:10Oi querida, quanto tempo!
Você sabe que você tem uma “mão” que me ajudou nisso tudo né?! Aliás, duas! <3 Pois por mais que eu mereça - e obrigada por achar - eu sempre acho que proteção e boa sorte, especialmente vindos de pessoas queridas, nunca são demais!
Muito obrigada pela torcida sempre e espera só para ver o quanto eu "surtei" lá em LA, risos! Foi realmente especial!
Beijos!
Fany
27.02.2016 às 12:44Estou aguardando! Bjks, Fany
Anair
27.02.2016 às 13:49Depois de ler sua resenha irei assistir o filme
Anair
27.02.2016 às 13:50Depois de ler a resenha irei assistir o filme
arnaldo
28.02.2016 às 16:01gostei da dika…anotei e depois comentarei com você pelo blog.
Eliza
29.02.2016 às 18:02Realmente comédia romantica tb não é meu estilo preferido, mas vou tentar esse filme, já que vc garante que ele tem um olhar diferente…. valeu pela dica
Clarissa
29.02.2016 às 20:46QUE POST MARAVILHOSOOOOOOOOOOO!
quero muito assistir, vou tentar ir amanhã mesmo!
não tava levando muita fé, mas depois desse texto… difícil não curtir.
Sil
01.03.2016 às 22:06Oi Clarissa, tudo bem?
Tomara que você curta o filme. Depois vem me contar se gostou e não perde as entrevistas que já estão no “forno” :)
Beijos!