Depois de 12 anos de espera, finalmente é aberto ao público o famoso Parque dos Dinossauros, em toda a sua glória. Como bom parque de diversões, atrações temáticas não faltam. Tem até um dinossauro “Shamu” - a baleia Orca do Sea World - que molha todo mundo quando pula para fora da água. E aliás, um pequeno “Easter Egg” (um detalhe quase imperceptível, que normalmente faz menção a alguma outra obra): o famoso Tubarão Branco do Spielberg, que em sua glória foi o terror de muitas pessoas, no filme vira uma isca. Esse é um bom exemplo do quanto o filme é grandioso como um todo.
Se o primeiro filme inovou - e além de surpreender, foi um bom filme de suspense - como fazer para que “Jurassic World” não virasse o mesmo fracasso que as continuações do original? Nós já sabemos que os dinossauros são feitos com DNA misturado de outras espécies, então também já sabemos o que um dinossauro pode fazer. Quem não se lembra do velociraptor abrindo a porta? Ao entrar na sala de cinema, temos certeza que alguma coisa vai dar errada, afinal, como teríamos um filme se o Parque funcionasse as mil maravilhas?
Trocando o suspense pela ação, “Jurassic World ” surpreendeu até os mais saudosistas. Aliás, é nessa nostalgia que ele investe, especialmente no uso da música. A trilha sonora é uma homenagem fantástica à trilha original, e temos direito até a música composta por John Willians. Para quem lembra, quem também está de volta é o Dr. Wu, geneticista responsável pelo sucesso de dar a vida aos primeiros dinossauros no primeiro filme.
Mas nem só de nostalgia se faz um bom filme. E é aí que o filme acaba sendo quase - me perdoem a comparação - metalinguagem. Para atrair novo público para o Parque, e aumentar a satisfação das pessoas que já estão acostumadas com os tradicionais triceratops ou com o Tiranossauro-Rex, os funcionários da InGen precisam criar atrações diferentes a cada semana. Só assim eles conseguem surpreender o público. A mesma coisa acontece fora das telas: para nos surpreender, precisamos de mais do que o já conhecíamos. É aí que entra Chris Pratt.
Para quem não lembra, Chris despontou na televisão como irmão - e namorado na vida real - de Emily “Thorne” VanCamp, em Everwood. Na época um menino gordinho, Chris chegou a fazer um pequeno papel em “The O.C.” mas só voltou a fazer sucesso mesmo em “Parks and Recreations”. Mas até aí Chris era um rapaz de comédia, acima do peso, do tipo que ninguém, além de sua esposa - Anna Faris de “Mom” e “Todo mundo em Pânico” - dava alguma bola. Um belo dia, Pratt foi convidado para estrelar um filme de uma turma desconhecida do Universo Marvel, e foi assim, aos 33 anos, que Chris deixou de ser o menino rechonchudo para se tornar sex symbol em “Guardiões da Galáxia”. E por que estou focando tanto no Chris? Porque é ele o responsável por grande parte do charme do filme. Pratt tem um charme canastrão, como o Harrison Ford tem, que torna quase todo papel que faz interessante, mesmo que ele seja apenas um treinador de dinossauros! Não é a toa que existem boatos de que ele seria o novo Indiana Jones.
O filme tem bons momentos e bons atores. Os efeitos especiais são de tirar o fôlego e a história é bem construída. Apesar de ser um filme sobre dinossauros recriados em laboratórios, apenas UM detalhe me deixou incomodada e descrente da “realidade” da história, mas esse detalhe eu vou deixar para vocês descobrirem se forem ver o filme. Afinal se eu contar aqui, pode perder parte da graça (mas quem quiser debater, pode comentar!) ;)
Enfim, é divertido, interessante, bem feito e com todos os requisitos básicos para uma película de ação. Quem gostou de “Jurassic Park” mas odiou as continuações, pode ver sem medo. “Jurassic World” não é um reboot ou continuação dos originais, é - assim como “Mad Max: Estrada para a Fúria” - seu próprio filme, mas inserido no mundo criado originalmente por Michael Crichton e Steven Spielberg. E acima de tudo, é uma belíssima homenagem aos fãs do primeiro filme.
Beijos
Sil

20 Comentários
Raquel
14.06.2015 às 20:20Vi o filme ontem e achei que teve uns fios soltos no enredo…
E fiquei curiosa pra saber o que te incomodou! Conta pra miimmm
Silvia
15.06.2015 às 16:15Raquel, mas curtiu o filme?
Já comentaram aqui embaixo o que me incomodou! Risos! ;)
Beijos!!!
Silvia
15.06.2015 às 17:47Oi Raquel! As meninas já acertaram aqui embaixo! Afinal, nem de tênis eu conseguiria fazer aquela cena final! Risos!
Beijos!
Raquel
15.06.2015 às 19:37Hauahauahaauhaua sim! Ate comentei com o meu marido durante o filme que aquilo tava beirando o ridículo hahahaha
Silvia
16.06.2015 às 12:43Melhor marca de sapato do mundo!!! ;D Bobos foram eles de não achar merchan para fazer do sapato! Hahahaha! Acho que os homens nem se incomodaram tanto, Erick saiu do cinema cantando a música e eu vidrada no sapato!!! Risos!!!
Beijos!
Wal
15.06.2015 às 1:05Eu amei o filme! Há muito tempo não via uma continuação tão empolgante de um filme que eu adoro e assisto reprise com gosto. Fiquei saudosa, fiquei tensa, fiquei de olhos arregalados, fiquei feliz. :) Agora vamo combinar que a mocinha passar o filme todo correndo, pulando, entrando na lama, etc e tal de salto alto foi totalmente inverossímil. E o casal também não colou. Sou mais eu. hahahahahaha
Beijos
Silvia
15.06.2015 às 1:11Hahahahaha! E nem para colocarem o crédito do sapato!!! Passei o filme tentando descobrir se ele tinha alguma marca reconhecível! =) Saí do filme “indignada”! =D
Beijos Wal!!
Carla
15.06.2015 às 11:53Wal, fui ver o filme ontem e foi isso que chamou minha atenção! A mulher correndo de salto no meio da lama, oi???
Silvia
15.06.2015 às 16:16QUAL A MARCA DAQUELE SAPATO? Hahahhahaha! Gente, sério, eu saí do cinema pensando “Eu quero esse sapato!” =D
Beijos!
Paola Alves
15.06.2015 às 11:49Nunca fui muito fã desses filmes de ficção, mas fiquei com vontade de assistir pelo que você contou e pelas meninas aqui nos comentários hehehe vamos ver! http://simsemfrescura.blogspot.com.br/
Silvia
15.06.2015 às 16:18Oi Paola,
Olha, o filme é mais ação do ficção mesmo. Para quem não gosta de dinossauros e cia, não vale a pena, mas o filme é bacana e muito bem feito mesmo. Diverte!
Beijos!
Patricia
15.06.2015 às 13:53Adorei a sua critica. Vi tantas criticas estúpidas na internet, teve gente que consegui ver sexismo, machismo e outros “ismos” em um filme de…. DINOSSAUROS!! Really????? E outros que acharam o filme clichê demais, Oi? novamente. É um filme de dinossauros, você queria o que???? Enfim, eu amei, sai do cinema muito empolgada. Me diverti horrores, me emocionei (como não se emocionar com a trilha?) e foi uma ótima sacada colocarem objetos super significativos do primeiro filme. Sem contar o parque em si, que achei muito plausível e nada absurdo. E realmente, tirando a mocinha que correu mais que um T-REX e usando salto, achei o filme muito bom. :)
Silvia
16.06.2015 às 16:01Meu Deus, quanta necessidade de complicar algo que é para ser realmente um filme de Dinossauros! Você disse tudo Patrícia, o que será que esse povo esperava do filme?! Que o T-Rex corresse de salto? Que o Chris Evans corresse de salto? Honestamente não vi o machismo, só pq ele era o Alpha não significa que a mocinha era burra ou pior que ele. Aliás ela se virou MUITO bem e tinha um excelente emprego! O pessoal quer é complicar o que não precisa ser complicado.
E sim, lógico que o filme é um “clichê” mas o próprio filme faz uma crítica a isso! Arf! Cansada desse povo que não pode gostar de nada.
No fim, acho que até a mocinha correndo de salto acabou virando uma coisa do filme. Mas ainda quero saber a marca daquele sapato!!! =D
Beijos e obrigada pelo elogio!
Silvia
16.06.2015 às 16:07Meu Deus, quanta necessidade de complicar algo que é para ser realmente um filme de Dinossauros! Você disse tudo Patrícia, o que será que esse povo esperava do filme?! Que o T-Rex corresse de salto? Que o Chris Evans corresse de salto? Honestamente não vi o machismo, só pq ele era o Alpha não significa que a mocinha era burra ou pior que ele. Aliás ela se virou MUITO bem e tinha um excelente emprego! O pessoal quer é complicar o que não precisa ser complicado.
E sim, lógico que o filme é um “clichê” mas o próprio filme faz uma crítica a isso! Arf! Cansada desse povo que não pode gostar de nada.No fim, acho que até a mocinha correndo de salto acabou virando uma coisa do filme. Mas ainda quero saber a marca daquele sapato!!! =D
Beijos e obrigada pelo elogio!
Silvia
16.06.2015 às 16:13Minha resposta não está entrando… =(
Concordo com o que vc disse, hoje o povo quer complicar o que não precisa ser complicado!
Beijos e obrigada pelo elogio!
Léli
15.06.2015 às 18:40Adorei a resenha e concordo com tudo o que falaste. Eu tava muito apreensiva com o filme, fiquei com medo de que o trailer fosse melhor que o filme, mas eu adorei, achei uma aventura e tanto… até meu namorado que é todo “cult” e não gosta de blockbusters adorou! Será que vem mais uma sequencia?
Ps: nada a ver a mocinha correndo pra lá e pra cá de salta né? foi a única coisa que incomodou.
Silvia
16.06.2015 às 16:11Obrigada Léli!
Esse tipo de filme sempre deixa a gente com um certo medo né? Agora meu novo “medo” é o “Exterminador do Futuro: Gênesis”, espero que me surpreenda positivamente também!
Que bacana que seu namorado gostou! Eu não sei o quanto “Cult” ele é mas semana passada eu falei do “Promessas de Guerra” e “Crimes Ocultos” que são dois filmes diferentes mas bem bacanas! Adorei os dois!
Beijos!
PS: Aquele salto já virou ícone! Risos! =)
Carla
16.06.2015 às 16:13Sil, agora você precisa falar sobre um assunto relacionado ao universo de filmes que está me deixando com a pulga atrás da orelha: por que tantos remakes/filmes baseados em antigos sucessos? Crise criativa? Medo de apostar em algo grandioso que não dê muito retorno financeiro? Nostalgia? Estou querendo entender muito isso, porque eu nunca vi um ano com tantos filmes nesse estilo!!
Silvia
16.06.2015 às 16:15Sim Senhora! ;)
Beijos!!!
Anair
07.07.2015 às 20:57Achei ótima sua visão bjo