Faz tempo que a gente não faz post sobre restaurantes por aqui, né? Na verdade, geralmente esse tema é mais da Jô do que meu. Ela é mais aventureira e eu sou do time que elege uns poucos lugares como preferidos e só vai neles. Ela experimenta pratos mais diferentes e eu prefiro fazer escolhas mais “seguras”. Então, no fim das contas, ela acaba tendo muito mais assunto para esse tema do que eu. rs
E infelizmente, hoje eu volto à essa categoria, mas não vai ser para elogiar. Não curto fazer esse tipo de post-reclamação, mas é que dessa vez foi fora do normal, ainda mais que foi em um restaurante que eu não só frequentava, como indicava para todo mundo. Mas deixa eu começar do começo.
Nessa última segunda feira, dia 27, minha mãe e minha vó estavam aqui em São Paulo e resolvemos sair para jantar. Ficamos na dúvida de onde ir, até que minha mãe sugeriu o Chez MIS, restaurante do mesmo grupo do Chez Oscar que eu apresentei pra ela e foi super aprovado. Só que o Chez MIS fecha às segundas, por isso, sugeri o da Oscar Freire, que estava aberto e eu sabia que tinha o cardápio bem parecido, ambiente legal e que não seria uma escolha errada. Como eu estava equivocada.
Essa é a bruschetta caprese antiga, com lascas de parmesão, que era maravilhosa e com pão normal! rs
Chegando lá, começamos pedindo uma bruschetta caprese (R$44 por duas bruschettas pequenas, achei absurdamente cara) e sem perguntarmos, recebemos a explicação do garçom que agora esse prato era feito com pão feito na casa. Ok, ué, que bom então! rs Bem…que bom não, porque eu nunca vi pão mais duro na minha vida. Cortar uma bruschetta cheia de tomates picadinhos virou uma tarefa hercúlea, com direito a tomatinhos voando pela mesa. Faca? Não, traz uma serra elétrica, por favor? Mas até aí tudo bem, era uma segunda feira meio vazia, o pão poderia não estar no auge do seu frescor, né? Acontece.
Depois de muito esforço, acabamos as bruschettas e veio uma garçonete limpar a mesa cheia de tomates. Daí ela pegou um dos guardanapos de papel que usamos, juntou os tomatinhos e….empurrou tudo para o chão! Sério, eu nunca vi isso na minha vida, até pé sujo tem uma política de limpeza mais higiênica que aquilo. Ela foi embora e deixou nós 4 pasmos, olhando para os tomatinhos que agora jaziam tristes no chão.
Um dos pratos maravilhosos que saíram do cardápio do Chez Oscar: o risoto de lula baby (e tinha a opção integral). Vi no site que ainda tem no Chez MIS, mas não sei dizer se chegando lá vai estar no menu.
Pegamos o cardápio para darmos uma olhada no prato principal e, para a minha surpresa, ele tinha sofrido uma reformulação das brabas e vários pratos maravilhosos saíram. Aliás, reformulações de cardápio são sempre bem vindas, mas o que eu vi foi um menu decepado. Conversei com o garçom super simpático que veio nos atender e ele explicou que trocou o chef e essa pessoa nova vem de uma outra escola, mais rígida que o anterior e provavelmente o cardápio seria reduzido mais um pouco em breve (!!!).
Confesso que fiquei chateada porque todas as minhas opções foram embora (beijo, risoto de lula baby maravilhoso) e, por isso, acabei pedindo o bife à milanesa, o único prato que eu já conhecia, junto com o nhoque rústico, que ainda estava por lá. O acompanhamento do bife é purê de batatas, mas perguntei se podia trocar por outro. A resposta: “só dá para trocar por batata frita, qualquer outro acompanhamento tem que ser pago à parte”. Detalhe: o acompanhamento que eu queria custava em torno de R$20, o prato R$59. Quando um bife à milanesa com acompanhamento - para uma pessoa - custa quase ou mais de R$80?? Pedi com batata frita, né…não tive muita saída. O Bernardo deu um pouco mais de sorte, já que o risoto de cogumelos que ele costumava pedir ainda constava no menu - só que como o chef mudou tudo, agora não existe mais a opção de arroz integral (que para ele, que é diabético, sempre foi a opção perfeita).
O nhoque rústico recheado de muçarela com creme de parmesão e farofa de pão
é um dos carros chefe dos dois Chez e foi o pedido da minha avó.
Apesar de tudo, a comida estava boa como sempre, mas já estávamos tão chocados com tantas mudanças e acontecimentos estranhos que nem conseguimos aproveitar tanto. Quando acabamos, a mesma técnica de limpar mesas, e dessa vez, pedaços de rúcula (do prato da minha mãe) e farofa de pão (da minha vó) se juntaram aos tomatinhos no chão.
Como se já não tivesse material o suficiente para uma legítima noite do terror, quando recebemos a conta, mais uma surpresa. A caipirinha da minha mãe custava “apenas” R$37. E não, não era uma vodka dessas mais sofisticadas, era de Absolut, que é uma das mais baratas das internacionais. A surpresa até poderia ser evitada se a gente olhasse a carta de drinks antes, mas ela sempre toma caipirinha nos restaurantes e costuma pedir direto - e até hoje nunca rolou um susto como esses. Sem contar que eu já pedi inúmeras vezes essa bebida tanto no Chez Oscar quanto no Chez MIS e nunca levei um susto na conta final.
Saí completamente decepcionada e triste. A última vez que fui lá foi em Fevereiro e tive uma noite ótima, super agradável, onde comi bem, bebi bem, fui super bem atendida e saí satisfeitíssima, sem me sentir roubada. Não sei o que houve para qualidade ter caído tanto e o preço ter disparado.
A penúltima vez que eu fui, em Fevereiro, depois de uma noite ótima!
Sempre fico mal quando vejo um lugar que eu gosto mudar para pior, e no fundo, eu espero que tenha sido apenas uma noite ruim, mas e a coragem de voltar outro dia e gastar uma fortuna para ter uma experiência parecida? Não vejo problemas em pagar caro e certos lugares, mas o que não dá é para sentir que o custo benefício não compensou. O trauma foi tanto que até no Chez MIS - que sempre foi o meu preferio - eu estou com um certo medinho de ir! :/
Beijos
Cá
