1 em Comportamento/ entretenimento no dia 24.07.2018

Você já ouviu falar de Nanette?

Sim, vou chover no molhado aqui. A essa altura, muita gente já deve ter ouvido alguma amiga falar sobre Nanette. Ou leu rapidamente algum post compartilhado no seu Facebook. Ou cruzou com algum tweet de alguma celebridade nacional ou internacional que deu a dica. Então aqui estou eu, aumentando o coro.

Se você tem uma conta na Netflix e está afim de assistir algo que vai te impactar de alguma forma, pode ver Nanette sem medo. O stand up, que de comedy tem pouca coisa, comandado pela comediante australiana Hannah Gadsby é poderoso e instigante.

Recentemente ele foi super indicado no grupo e o que eu achei curioso é que ele tocou pessoas de formas muito diferentes. Então, ao invés de ficar aqui fazendo textão para indicar esse filme, achei melhor trazer para cá alguns dos comentários que vi por lá.

hannah-gadsby-nanette

“Assisti essa semana e é realmente maravilhoso! Não conhecia a Hannah e fiquei hipnotizada com a forma dela de abordar temas tão sensíveis. Recomendo demais!!” - Fernanda

“Dentre outras coisas, falamos mto da força que ela transmite, da dor ao falar da violência e da coragem. Eu, bem capricorniana, destaquei umas falas que me pegaram na veia:
- “ não há nada mais forte do que uma mulher destruída que se reconstruiu”
- “Sua resiliência é sua humanidade”
- “Envergar e não quebrar, isso é uma força incrível”
- “Diversidade é força”
- “Ninguém tem o direito de espalhar raiva”
- “O que cura são as histórias”” - Margareth

“Eu terminei de assistir hj de manhã. Como chorei. Como todo mundo (principalmente homens brancos heterossexuais - como ela mesma disse) devem assistir. Mto forte e mto sensível.” - Laura

“Só consegui assistir ontem e realmente o discurso vai ganhando uma força, um peso. Como ela mesma disse, ela é muito boa em segurar a tensão. Incrível.” - Camila

“Ja tinha visto varias pessoas recomendarem, mas so hoje conseguir ver. Deu aquele nó sabe? Achei incrível demais, vale recomendar mil vezes mesmo, todo mundo deveria ver.” - Roberta

“Assistir ontem. Ainda não tinha me rendido com medo de ela se auto depreciar no show. Mas vi trechos no IG da Cecília. Aí sim entendi a proposta. E só amores. A parte que ela fala sobre: “temos a necessidade de estar certo, só pra discutir e não ajudar o outro a se construir.”Outro trecho: “não odeio homens, tenho medo deles. Se você não sente medo de estar em uma roda só de homens então nunca conversou com nenhuma mulher ao seu redor.” Pra refletir e muitooooo terminei o vídeo impactada.” - Jacqueline

“Eu assisti 2X para pode entender tudo. E na 2a vez eu chorei de soluçar por pensar que merda de patriarcado que fez isso com as mulheres. Que temos um caminho longo pela frente. Que talvez as futuras gerações ainda vão sofrer muito com racismo, homofobia e machismo. Quem começou a assistir e achou meio arrastado da uma chance. O início é um stand up não muito engraçado mas depois ela vira a mesa e tudo se encaixa.” - Tania

“Assisti há dois dias. nunca vi nada tão bem escrito, bem amarrado e bem falado na VIDA. ela reescreveu a história da arte com olhos femininos. reescreveu a comédia com olhos femininos. reescreveu a própria história. é muito difícil ser respeitada quando vc está BRAVA. ninguém quer ver uma mulher puta da vida não é mesmo???? nãaaaaao. só homem pode ficar puto da vida. a gente tem que ser fofinha compreensiva e acolhedora. mulher assertiva???? ai. não pode. mas há motivos para estar puta. me identifiquei com hannah em vários níveis. temos a mesma idade, inclusive. É difícil pra mim explicar o tanto que amei esse monólogo da hannah e o quanto me identifico com muito do que ela acredita e até muito do que ela é.” - Juliana Ali de novo rs

Você já assistiu? O que achou?

Gostou? Você pode gostar também desses!

1 Comentário

  • RESPONDER
    Geanina Gomes
    27.07.2018 às 10:34

    eu olhei ontem, depois de ler este post. eu tenho uma criança de três anos, e, de tudo que ela falou, o que mais mexeu comigo foi ela assumir que não se aceitava pois foi criada dentro de uma cultura homofóbica muito forte (que eu entendo muito pois também moro em uma cidade muito pequena). como mãe, isso me assustou muito, me identifiquei com a mãe da Hanna, e isso me da um pavor imenso, muito grande mesmo, de passar isso pro meu filho. concordo com a Ju, ela contou a historia da arte pelos olhos de uma mulher, da comedia, e tudo isso em… 2018. Amei, já indiquei pra todo mundo, e acho sim, que tá tudo muito errado e que a Hanna teve uma coragem e uma força imensa em abrir isso tudo com a gente. e vcs também, tem um papel muito mas muito importante nisso tudo. em reescrever, desconstruir essa doença que nós já nos acostumamos a achar que é o normal.

  • Deixe uma resposta