É, eu sei que eu andei sumida. Mas precisei de umas férias para resolver umas burocracias chatas da vida. Nada sério, nada ainda resolvido, mas eu não poderia deixar vocês sem esse lançamento, né? E confesso que fiquei com saudades =)
Algumas coisas mudam com o passar dos anos: se antigamente eu esperava acabar um livro para ver um filme, hoje nem trailer assisto mais! Eu me lembro o sufoco que foi correr com “Sobre Meninos e Lobos”- aliás filme e livro maravilhosos, mas ambos pesados – para conseguir ver o filme ainda no cinema. Dá-lhe noites em claro lendo! =)
Quando soube que existia o livro homônimo “A Garota No Trem”, e que a Cá tinha resenhado no aqui no Futi, confesso que guardei o texto dela para ler depois. Isso tudo para não deixar me influenciar em absolutamente nada quando assistisse o filme. E não é que funcionou? Fui assistir só sabendo que Emily Blunt fazia o papel principal e pronto.
Honestamente para um filme de suspense foi a melhor escolha que poderia ter feito: aproveitei cada segundo da trajetória da vida de Rachel, enquanto “nós” observamos da janela do trem, um filme bem construído com personagens interessantes. E claro, uma trilha composta pelo excepcional Danny Elfman.
Pelo que percebi uma grande mudança aqui é o cenário: da Inglaterra para Nova Iorque – sim Carla, Rachel é sua vizinha, risos. Apesar de ter saído do cinema comentando que o filme teria mais lógica para mim se fosse passado na Inglaterra, a verdade é que esse fato não alterou significativamente a narrativa.
É muito complicado falar ou discutir qualquer detalhe do filme, contado basicamente sobre o ponto de vista de Rachel, sem entregar algum detalhe. Mas vamos lá: em uma narrativa não muito linear, o diretor Tate Taylor mostra como a percepção que temos de nós e do nosso passado pode afetar como percebemos os outros. Ou pior, como deixamos os outros nos perceberem. E é assim que a vida de três mulheres: Rachel, Megan (Haley Bennett) e Anna (Rebecca Furguson), acabam interligadas por uma simples fração de segundos, tempo suficiente para que se perceba algo de uma janela de um trem.
Não se enganem, o filme tem muito a oferecer e um final que deveria ser discutido abertamente, especialmente nos dias de hoje. Mas o suspense é bom e eu creio que vocês merecem assistir “A Garota no Trem” sem nenhum spoiler. Ele estréia oficialmente nas salas brasileiras dia 27/10, mas acho que já vi em algumas salas adiantado.
Pra quem gosta de curtir cinema e de se entregar à trama, vai ser difícil não ter momentos de empatia com alguma das personagens femininas. Pelo menos, eu mesmo não sendo parecida com nenhuma delas, me envolvi com a motivação das mesmas em alguns momentos e no medo que todas as três, cada uma de sua forma, tinha de que o trem passasse e elas deixassem de ser “a mulher ideal” que eram. Só para mostrar que nem todo filme de suspense é só um thriller, e pode nos deixar pensando em que tipo de mulheres nós queremos ser hoje.
Beijos saudosos!








4 Comentários
Arnaldo
22.10.2016 às 11:10GOSTEI MUITO DE SUA VISÃO/RELATO DA ESTÓRIA…OBRIGADO.
Irene
22.10.2016 às 11:13Não iria assistir um filme com est título, mas depois da sua resenha pretendo ir
Mas vou correndo é para a livraria…descobri o livro por sua causa !
Irene
22.10.2016 às 11:17Não iria ver um filme com esse título, mas depois da sua resenha pretendo ir
Mas vou mesmo é correr para a livraria…descobri o livro através de você
Nome (obrigatório) :
22.10.2016 às 13:31Gostei de ler sobre o filme