Então, vocês lêem minha coluna de filmes e alguns textos que já escrevi como convidada para o Futi mas apesar de eu falar MUITO - defeito que tenho desde criança - acho que não chego a passar uma ideia do que aconteceu comigo nos últimos anos e, portanto, vocês não me conhecem tão bem. Achei que com tanta coisa acontecendo - a chegada do Arthur, por exemplo, as viagens da Jo e a minha própria “bagunça” - valia a pena contar um pouco de quem eu sou e de como vim parar aqui. Quem sabe assim vocês não me conhecem melhor?
Para quem não sabe: Prazer, meu nome é Silvia - pode chamar de Sil - e assim como as donas desses blog sou carioca com orgulho, dessas que jurou que só saia do Rio para morar em NYC (metida, né? Risos!). Nasci no início da década de 80, tenho lembranças da queda do muro de Berlim, da inflação, da bota da Xuxa e lembro do meu primeiro computador e da primeira vez que vi TV à cabo. Já quis ser Bailarina, Diretora de Cinema, Roteirista, Jornalista, Marketeira de Moda, Museologista, Neurologista, Cerimonialista, Gerenciadora de Crise, Geneticista, Maquiadora de Efeitos Especiais, Professora de História da Arte, Investigadora Policial, Relações Públicas, Profissional de Comunicação Social de Moda e Pesquisadora. Só para vocês terem uma pequena noção do que se passa aqui dentro. Quando criança amava rosa, não vestia calça nem que minha vida dependesse disso, falei “bolsa” entre as minhas primeiras palavras e odiava fortemente amarelo. Depois, adolescente, usava calça de menino, raspei o cabelo e aboli o rosa da minha vida. Eu nunca tive medo de mudar…
Entretanto existem algumas coisas constantes na minha vida: eu sou falsa extrovertida - morro de vergonha de incomodar as pessoas; AMO cinema e assisto o Oscar desde que tenho 6 anos; para me fazer feliz, me dá Diet Cherry Coke; viúva de Steve Jobs; e, se faz algum sentindo, eu ODEIO mudança. Sim, com todas as minhas forças. E aí começa a minha jornada em meados de 2014 quando meu marido foi demitido logo antes da Copa do Mundo. Bem nessa época - a gente fala que tem certas coisas que não sabemos explicar - a Fany, uma leitora super querida aqui do blog, me mandou um amuleto de fé e proteção para o lar. Eu sou supersticiosa sim e acredito que nosso Hamsa nos protegeu de muita coisa. Então, apesar de tudo o que aconteceu de chato, tivemos muita sorte e fomos abençoados.
Em setembro de 2014 mesmo, Erick começou um novo emprego MAS tinha um porém: Era em uma outra cidade, e uma cidade em que eu NUNCA pensei morar: São Paulo -. Pois é, virei vizinha da Cá, risos! E aí achamos um apartamento excelente um mês depois, em um bairro ótimo - só que sem metrô, comércio muito pouco variado, bucólico, com uma vizinhança que não era meu estilo e por aí vai. Então, imaginem só a minha situação: minhas amigas e seus pimpolhos ficaram no Rio, meus pais ficaram no Rio, meu mestrado ficou no Rio, meu apartamento que era a minha cara ficou no Rio, minha terapeuta ficou no Rio (eu tenho um tipo de depressão e esse texto é um prelúdio para falar mais sobre ela) e lá vim eu para um apartamento branco e sem graça, em um bairro que não combinava comigo e sem perspectiva nenhuma de emprego.
E aí que a vida gira e a gente percebe que por mais que a depressão não vá desaparecer, que seu couro cabeludo já está destruído de tanto você coçá-lo de nervoso e stress, você não se aguenta mais. E nessas horas - quem já passou por isso vai entender - você precisa encarar a realidade seja ela qual for. A minha era que eu era velha demais e convencional de menos para entrar para o mercado de trabalho conseguindo um emprego formal e, depois de já ter perdido 1 ano e meio tentando, insistir seria apenas me frustrar, eu não podia voltar para o Rio de Janeiro e odeio fazer coisas sozinha. Não sei como eu consegui coragem para conversar com a Jo e a Cá e comecei o Filmes da Sil, espaço do qual eu tenho MUITO orgulho. E acho que já falei o quanto eu sou grata a elas, mas nunca vai ser o suficiente, então, obrigada de novo meninas por me darem essa oportunidade! <3
Apesar de todas as coisas complexas que aconteceram em 2015, eu posso dizer que acabei o ano em um novo apartamento, ainda em São Paulo, mas agora em um bairro mais a minha cara e pelo menos com um lavabo que já está bem colorido (só questão de tempo e dinheiro para o resto da casa ficar também), achei uma nova cabelereira que amo e que me deixou platinada com mechas roxas e cabelo bem curto (por que não?). Agora, além de tudo isso eu tive oportunidades únicas na vida: vi o Henry Cavill de perto, participei da coletiva do Jack Black, fui a duas cabines - sessões de filmes para a imprensa - que eram para poucos jornalistas de filmes que eu queria muito ir, e contei tudo aqui, conheci o Lázaro Ramos e ainda fiz pergunta para ele, fui na Comic Con onde participei da super exclusiva com os atores das séries Jessica Jones e Sense 8 e a cereja no topo do sundae, aquela viagem para LA para entrevistar as atrizes de “Como Ser Solteira”.
Bem, agora que vocês já sabem mais sobre todo o furacão que passou pela minha vida nesse último ano e meio, eu pergunto: o que mais vocês querem ver no Filmes da Sil? Cinema Infantil? Filmes mais “cabeça”? Enfim, participem para que esse espaço fique cada vez mais digno de fazer parte do Futilidades e também a cara de vocês!
Beijão para todas da fã número 1 do blog,
Sil


6 Comentários
Fany
01.04.2016 às 19:44Oi Silvia, um beijão nesse lindo coração. Que bom que pude fazer algo por vc, meio que intuitivo, sei lá, como diria minha filha , só Freud explica. Amo o blog, sua resenha de filmes e como vó coruja de 5 netinhos (lindos, claro, já viu vó falar outra coisa?) claro que fico sempre esperando os infantis, para levar as crianças. Bjks meninas, Fany
Muito Além do Tailleur
01.04.2016 às 23:31Silvia, qdo criança eu queria ser escritora, fazer vídeo clip, depois filmes, costureira para cexecutar as roupas que estavam na minha mente, já que não sabia transpor p o papel. Acabei fazendo Direito, já faz uns longos bons anos que sou Procuradora. Passei tb uns perrengues danados até me estabelecer profissionalmente. Na vida adulta, deixei de lado esse meu lado mais multicultural, mas recentemente retornei, via Instagram, com @muitoalemdotailleur. E isso tudo é para dizer que pessoas com estórias de vida como a sua, ou com o trabalho tão fabuloso, como a Jô e a Cá (sem falar no carinho delas pelas leitoras), que inspiram outras pessoas como eu a expor ideias ‘fashionistas’ nas mídias sociais. Parabéns e que vc cresça muito mais, sempre amando o que faz. Bjs
Juliana
03.04.2016 às 1:30Que legal Sil! Adoro seus posts, espero toda semana pra ver oq vc vai dizer antes de ir ao cinema! Adoro séries tb mas acho q sai um pouco do tema… Enfim continue escrevendo para nós! Adorava filme cabeça mas como a vida anda tão difícil, hoje em dia prefiro filmes mais leves e divertidos… Bjs
Jana Arruda
03.04.2016 às 14:40Sil, prazer! Comecei a ler loucamente sua coluna - como boa cinéfila - e ficava me perguntando quem é essa Sil que escreve maravilhosamente sobre filmes? Googlei, pesquisei no blog os colaboradores, achei seu face. Enfim, queria muito conhecer essa pessoa que parecia que estava falando diretamente para mim nas resenhas de filmes. ;D
Dúvida esclarecida da melhor forma possível, um prazer poder saber quem é você! Bjs e sucesso!
Mariana Borges
04.04.2016 às 18:25Silvia, que história incrível!!! Acompanho-te desde a época que você comentava no blog - aliás adorava tuas opiniões sobre produção de moda, volta com eles por favor! Aquele teu post sobre seu casamento em Las Vegas também foi muito legal. Gosto bastante da tua opinião sobre os filmes, embora nem sempre comente. Não para não, tá?
Joana
04.04.2016 às 22:38Amei suas colocações Mariana!