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9 em Convidadas/ Música no dia 18.07.2016

Vai ter Anitta sim e se reclamar…

cantora-anitta

Que as pessoas estão cada vez mais chatas - e não estou falando da onda problematizadora, não - nós já estamos cansados de saber, né?! O último julgamento popular do Facebook foi a reação ao anúncio de que a Anitta cantaria na abertura dos Jogos Olímpicos.

Nessa hora sempre começa uma confusão entre os que amam e odeiam qualquer cantora que tenha alguma expressão e os pentelhos de plantão começaram assim: “AH! Mas como não chamaram a Ivete?”

Sim, Ivete é maravilhosa, espetacular, genial, rainha, mas é preciso aceitar que existem outros artistas bons no nosso país.

Além disso, tem outra coisa muito relevante: Os Jogos acontecerão no RIO DE JANEIRO, logo, acho muito natural que tal artista tenha suas raízes no Rio e que artista pop da atualidade tem mais cara da Cidade Maravilhosa do que Anitta?

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Aceitem, meu povo. Anitta é artista completa, ela canta (e canta bem, sim! Pode não ser a voz ideal para todos os ouvidos, como uma Marisa Monte ou Maria Rita, mas a menina canta!), dança como ninguém, é extremamente inteligente na hora de fazer o seu marketing, tem clipes esteticamente muito bem feitos e que fazem muito sucesso e tem uma visão que poucos artistas já tiveram por aqui. Ela pensa grande.

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As pessoas precisam entender que o que eles querem ver é ESPETÁCULO! ALEGRIA! VIBE BOA! Artistas pop são sempre bem vindos nessa hora!

Ah! E não me venham com esse papinho furado de que não é hora de sorrir no atual momento do Brasil. O mundo inteiro sabe que estamos com lama até o pescoço, mas não é numa COMEMORAÇÃO como essa cerimônia que devemos nos mostrar derrotados, é a hora de mostrar a alegria do nosso povo, a sensualidade SIM (e que mal há em ser sensual?), o carisma, o charme e o jogo de cintura que o carioca tem pra sorrir mesmo estando na M***** e nada melhor do que uma showoman como Anitta para fazer isso.

E para quem ainda está fazendo cara feia, não se esqueçam que Gil e Caetano estarão presente na festa de abertura também, então, ao invés de reclamarem, torçam para que ela faça um show sensacional para mostrar nossos artistas para o mundo! Vamos parar de reclamar, porque se continuarem reclamando, vou torcer pra colocarem logo todos os bailes funks do Rio pra animar a galera.

Beijos

Lela Gomes

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Você pode seguir a @lelagomes aqui

6 em Celebs/ Comportamento/ Convidadas/ feminismo/ Mayara Oksman no dia 30.05.2016

Vamos falar sobre Amber Heard?

Segunda passada os sites e revistas de fofoca foram à loucura com o que achamos que fosse apenas mais uma separação Hollywoodiana: Amber Heard deu entrada ao divórcio de Johnny Depp após quinze meses de casamento. Até aí, nada de novo, não é mesmo? Bom, tudo mudou na sexta, quando Amber acusou Depp de violência doméstica e entrou na justiça com uma “restraining order” para que o ator não se aproximasse dela. Aqui no Brasil também temos isso na Lei Maria da Penha e chamamos de “medida protetiva de urgência”.

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Independente dos aspectos legais, de um dia para o outro as opiniões foram divididas em: “coitada da Amber” ou “coitado do Johnny”. Alguns fãs do ator insistem em chamar Amber de vigarista, aproveitadora e mentirosa. A ex-mulher de Depp, Vanessa Paradis, saiu em defesa dele, alegando que que as acusações são ultrajantes e que durante os quatorze anos de casamento nunca sofreu abusos.

Gente, em primeiro lugar: se fosse só uma separação eu não daria pitaco, já expliquei meus motivos para ficar quieta em outro post. Mas em uma semana tão triste para as mulheres brasileiras, essa notícia da Amber veio como um soco no estômago. Então sobre a questão da violência doméstica eu vou sim abrir a boca. Vejam, não importa se se trata de uma atriz famosa, de mim, da Carla, da Joana, ou de qualquer mulher que seja: quando uma de nós relatar para a polícia que sofreu violência doméstica somos SIM vítima e devemos SIM ser tratadas como tal até que se demonstre o contrário.

Vejam, pelo menos aqui no Brasil, em casos de violência doméstica (e estupro, aproveitando a deixa), nos quais o ato normalmente ocorre dentro de casa, sem testemunhas, a palavra de vítima tem extrema relevância. Aliás, só a palavra da vítima é suficiente para uma condenação. Ao contrário dos demais crimes, nos quais cabe à acusação provar que uma pessoa é culpada, os crimes previstos na Lei Maria da Penha em praxe invertem o ônus da prova: o acusado é quem deve demonstrar que é inocente. Não estou aqui dando minha opinião profissional, se acho juridicamente certo ou errado. Estou aqui falando como mulher.

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Ou seja, não importa a sua ou a minha opinião sobre a Amber. Não importa se ela está talvez, quem sabe, acusando injustamente seu ídolo master blaster querido de algo sério. Não importa se com a Vanessa Paradis ele nunca foi abusivo… não importa! Não é a hora de especular nada sobre eles, especialmente quem não os conhece pessoalmente (ou seja, praticamente todo mundo). Ele tem e deve ser afastado dela.

E se ele tiver provas de que nunca encostou nela, se ele demonstrar em algum momento que ela está mentindo e que é uma louca varrida, aí sim vocês podem vir até aqui e falar que eu defendi a pessoa errada. Enquanto isso, estou sim do lado dela. Cem por cento do lado dela.

Todos os textos da Mayara estão aqui!

7 em Deu o Que Falar no dia 23.05.2016

Deu o que falar…

1 - Blake Lively e a bunda

Já rolou um post aqui no blog contando como Blake Lively é maravilhosa no instagram. A atriz vive usando essa mídia social para postar suas fotos com legendas espirituosas e mostrar que é da zuêra mesmo.

Nessa última temporada do Festival de Cannes, Blake foi uma das atrizes que mais chamou a atenção dos fotógrafos, das revistas e dos sites em geral. Todos os looks usados foram pensados para valorizar sua barriguinha de grávida, mas um deles em especial acabou valorizando um outro, digamos, ângulo.

blake-lively-booty-19may16Blake nem se fez de rogada, postou a foto de frente e de trás e a legenda foi uma parte da música Baby Got Back do Sir Mix-a-Lot, que fez sucesso nos anos 90. Por que deu o que falar isso tudo? Porque a parte da letra postada dizia: “Rostinho de L.A. com bunda de Oakland”, sendo que Oakland era uma cidade com população majoritariamente negra na época que a música foi lançada. Muita gente se ofendeu com o fato de uma mulher completamente dentro dos padrões estar usando o corpo de mulheres negras para fazer piada e assim criou-se a polêmica.

Como Blake não se manifestou sobre o assunto, a Page Six, famosa coluna de fofocas, achou o próprio Sir Mix-a-Lot para falar sobre o assunto. Segundo Anthony Ray, nome real do rapper, ele criou a música em uma época onde a magreza era exaltada de uma forma que quem não seguia o padrão não era bonita e quem tinha um corpo mais voluptuoso era chamada de gorda ou prostituta. Ele viu que o padrão das mulheres reais não era esse e quis criar uma música para encorajar essa aceitação (mas há controvérsias, afinal, se formos parar para analisar a letra, essa “”aceitação”” só acontece porque tem um homem dizendo que homens gostam de bundas grandes).

Anthony disse que achou que a legenda de Blake mostra que as normas mudaram e as pessoas dentro do padrão estão aceitando esse ideal de beleza. Será?

2 - Britney como nos velhos tempos

Ontem quando Britney Spears chegou no Billboard Music Awards com um body preto com transparências e uma “sandabota” (da Schutz, inclusive) acima dos joelhos, lançando sorrisos meio congelados (o que ela fez nessa boca, gente??) achamos cafona mas acabamos ignorando tal fato porque é Britney.

britney-spears-2016-billboard-music-awards-in-las-vegas-nv-1_thumbnailAlém do histórico de looks questionáveis em red carpets, vamos dizer que ela tem certa liberdade poética, sem contar que ela seria a grande homenageada da noite com o Millenium Awards, então a expectativa era grande apesar de ficarmos sempre com um medinho de não vermos a Britney de outrora no palco (nota da Cá: eu vi o show dela em Las Vegas e ela estava em um daqueles dias sem muita vontade de fazer nada, apesar de ter cantado todas as músicas, eu não curti o show porque não vi energia nenhuma da parte dela)

Não foi o que aconteceu. Foram 8 minutos de show com direito aos maiores hits, muito bate cabelo, aqueles looks de palco que só funcionam nela, muita sensualidade. Enfim, era a Britney!

tumblr_o7lwdtE9zd1uul194o1_540-1O sorriso congelado que vimos no tapete vermelho? Nem sinal dele, durante aqueles minutos Britney mostrou que It’s Britney, Bitch.

A Carla e a Joana de 15 anos ficaram muito felizes! Quem quiser ver o vídeo, o Papelpop postou!

3 - Misturados, caricatos e criticados

Já faz alguns meses que a C&A lançou uma coleção genderless, isso é, sem definição de gênero e que pode ser usada por homens ou mulheres. Na teoria - e nos comerciais - tudo parece lindo, mas muita gente que foi conferir a coleção nas lojas alertou para alguns problemas, como por exemplo, as roupas continuaram separadas por feminino e masculino, alguns atendentes olharam de forma estranha para homens que resolveram experimentar as peças mais femininas e a modelagem de certas peças que não funcionavam muito bem nos diferentes tipos de corpos.

Mesmo assim, a C&A continua apostando nessa área sem gênero, tanto que o comercial de Dia dos Namorados que já está sendo veiculado chama-se Dia dos Misturados. A campanha deu o que falar mas nem tudo foi positivo.

Para começar, a cantora gospel Ana Paula Valadão usou seu Facebook para tentar promover um boicote à marca pois era um absurdo incentivar homens a vestirem roupas de mulheres e vice versa.

Apesar de odiarmos o discurso intolerante e acharmos que ninguém tem nada a ver com o que as outras pessoas querem vestir, achamos que o principal problema do comercial são alguns problemas em relação ao conceito genderless como, por exemplo, uma cena em que aparece um casal que troca de roupa incluindo os sapatos. Ele aparece com um scarpin, enquanto ela está com um sapato masculino alguns números maior. O estilo boyfriend, com roupas que têm carinha de que foram roubadas do armário do respectivo, existe e até está incluso nesse conceito agênero, mas isso não quer dizer que a menina precisa pegar o sapato do namorado para sair de casa com o pé sambando dentro de um calçado. Já existe no mercado inúmeros mocassins e oxfords - inclusive as alpargatas, mais sem gênero impossível! - com uma pegada masculina e na numeração certa. #fikdik

Logo depois começaram a surgir alguns outros questionamentos interessantes e mais profundos sobre o comercial, tais como: Por que tantas pessoas ruivas? Por que só casais hetero trocando de roupas? Por que tantos casais com o mesmo tipo físico? O Modices fez um texto bem legal explicando melhor esses erros de conceito e como a C&A não teve êxito em passar a mensagem de quebra de preconceitos e estereótipos.

No fim, achamos que a intenção foi ótima mas errou no excesso de caricatura e na confusão sobre o que realmente é ser genderless (e olha que vários looks ficaram legais tanto nos homens quanto nas mulheres). Vocês curtiram o comercial?