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5 em Autoestima/ Convidadas/ Destaque/ Looks/ Moda no dia 29.05.2017

Listras horizontais e plus size combinam? Óbvio que sim!

Como mulher plus size, sempre notei o quanto a moda me exclui e me ignora. Toda nova tendência lançada vem sempre com uma observação para mulheres que possuem o corpo como o meu, acima de 44. Lembro que em 2009, quando eu tinha uns 14/15 anos, lia algumas revistas adolescentes e nunca conseguia me enxergar nas matérias. Depois de anos estudando moda e comportamento, hoje vejo o quanto ela, mesmo sem querer, pode ajudar a melhorar minha autoestima.

Não, você não leu errado. Eu sei que é um paradoxo pensar que a mesma moda que é tão opressora com quem está fora do padrão de beleza é a que me faz ter forças para quebrar esses padrões e melhorar minha autoestima. Falam que o top cropped é moda, mas gorda não pode usar. Falam que comprimento midi é moda, mas gorda não pode usar. Quem disse? Saber o que dizem que eu não posso usar me dá ainda mais vontade de testar, experimentar e ousar. Depois de grande parte da minha vida sendo podada, descobri que posso usar todos os artifícios que a moda me oferece para quebrar padrões e estereótipos falhos, aumentando assim minha autoestima.

O primeiro grande exemplo de quebra de regras diz respeito às estampas. Ouvi a minha vida inteira que eu não poderia usar estampas de listras horizontais pois elas ampliam visualmente a silhueta. Sim, ampliam mesmo. Só que essa ampliação toda não me incomoda. Me sinto bem de listras horizontais, é uma das estampas que mais tenho em meu guarda-roupa, de todas as cores e formas possíveis.

Muitas vezes a gente se prende tanto às regras ditadas, que esquecemos o nosso estilo pessoal, do nosso gosto. Nada melhor do que vestir uma peça que nos transforma, que nos deixa maravilhosa, que nos faz olhar no espelho e só ver qualidades. É exatamente assim que me vejo quando uso listras horizontais e isso independe do que a moda diz sobre minha silhueta poder ou não usar esse tipo de peça. Quando quero dar esse ar de alongar o corpo, opto pela terceira peça, que geralmente é um colete ou uma jaqueta jeans. Quando não quero, me jogo sem neura e sem culpa de “parecer maior”.

E quando se trata de mix de estampas o problema é ainda maior na visão dos fashionistas maníacos. Se uma estampa dá aquela impressão de aumentar a silhueta, imagine duas? Pois aos poucos eu consegui experimentar em meu dia a dia. Comecei com versões mais simples, as vezes com a mesma padronagem em diferentes cores ou larguras.

Optei pela listra horizontal, por exemplo, como zona de conforto para aos poucos ganhar confiança nesse novo habitat de estilo. Depois, parti para mix mais ousados, porém em regiões distantes como a blusa de poá e o calçado de animal print. Logo eu já estava louca para fazer misturas mais ousadas e cheias de estilo. Me sinto confortável, por exemplo, com um maxi colete chevron e blusa listrada. Ainda uso combinando com minha calça destroyed, que quase anda sozinha por ai, para ter mais a minha cara.

Eu sei o quanto é importante descobrir qual a nosso tipo de corpo para valorizá-lo, quais os pontos positivos para ressaltar o que nos faz sentir bem. Porém, acho que ditar uma regra de estilo pode ser perigoso para nossa saúde mental. É muito difícil afirmar para uma pessoa o que ela deve ou não vestir, apenas julgando pelo formato do corpo. Pra mim, o correto seria avaliar primeiro o estilo da pessoa e adequar as peças favoritas ao seu tipo de corpo. A moda deve nos servir, não o contrário.

Queria agradecer imensamente o convite da Jô e da Cá para escrever esse post-desabafo aqui no Futi, um blog que acompanho há anos. Espero ter ajudado a inspirá-las a quebrar um pouquinho dos padrões que a moda nos empurra goela abaixo todos os dias, seja nas revistas, jornais, TV ou blogs de moda comuns.

3 em Looks/ Moda no dia 29.05.2017

Look da Cá: quando uma brincadeira vira O detalhe do look

Já tem alguns meses que tenho visto bandanas passeando pelos Pinterests da vida, e apesar de gostar dos looks, não me via usando. Eu acho o máximo usar acessórios poderosos para dar vida à produção, mas nesse sentido acho que era um pouco bitolada porque sempre associava esses acessórios à colares, pulseiras, uma bolsa ou até mesmo um sapato mais tchan.

Assim como eu tinha preconceito com estampa vichy, eu acho que também tinha com lenços no pescoço, por isso mesmo não os encara muito como um acessório modificador de look. Quando não estava associando à uniforme de aeromoça - que não é feio, mas é formal demais para o meu estilo - lembrava de looks da minha avó e achava que não iria combinar comigo MESMO.

Até que vi em uma menina que cruzou comigo no meu prédio. Ela estava maravilhosa com um vestido preto e uma bandana vermelha amarrada. Depois cruzei com outra na rua, de camiseta branca, jeans (praticamente meu look, né? rs) e uma bandana preta. E depois eu vi pra vender em algumas lojas (Urban Outfitters, Madewell, todas estão vendendo) e fiquei bem tentada a comprar mas meu juízo falou mais alto e me convenceu a não comprar algo que provavelmente eu enjoaria ou usaria pouco.

Por coincidência, meu marido fez aniversário sexta passada e ganhou um presente bem singular, que era pra ser zoeira. Obvio que era uma bandana. Assim como fizeram no nosso casamento, os amigos adoram sacanear o Bernardo por causa de uma fase que ele andava com uma bandana na cabeça (sim, essa fase existiu e não, eu não estava presente nessa época, acompanhei de longe apenas rs). Na hora eu virei para o amigo dele que deu o acessório e disse: “você sabe quem vai usar isso, né? Obviamente sou eu!”

Ele enxergou zoeira, eu enxerguei oportunidade e pronto, no dia seguinte do aniversário, lá estava eu botando o lencinho no pescoço pra jogo nesse look aqui:

Camisa Madewell | Calça Eva | Sapato Steve Madden | Bolsa DVF

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Não vou dizer que me olhei no espelho e achei maravilhoso de cara. Eu estranhei um pouco, a imagem do uniforme de aeromoça tentou vir à tona mas eu não deixei. Imaginem, eu tava de calça rasgada, blusa largada, zero formal, não tinha como a associação acontecer. Depois, assim como acontece com tudo que eu visto e não me sinto segura de cara, fiquei achando que todo mundo estava olhando pra mim. Mas aí fui cruzando com tanta gente usando lenço no pescoço (sim, a tendência tá bem forte nas ruas daqui) que concluí que ninguém estava nem aí para o que eu estava usando (como 99,9% das vezes, aliás). Aí relaxei de vez. :)

No dia seguinte tentei de novo, dessa vez com o lenço mais solto no pescoço e já estava achando que ele era uma ótima forma de dar graça aos looks. Ou seja, acho que ele ainda vai aparecer por aqui ou pelo insta algumas - muitas - vezes!

Vocês curtem essa ideia do lenço no pescoço??

Beijos!

1 em Looks/ Moda no dia 25.05.2017

Look da Jô: uma bota pode mudar tudo!

Acho engraçado que todo mundo passou o último mês elogiando minhas botas, nenhuma delas é da coleção desse ano mas todas são da Cavage. Parece até que eu estava escondendo o jogo, mas para falar a verdade é o tempo do Rio que não me ajudou no último “inverno”.

Bom, verdade seja dita, assim como algumas cariocas, eu já tive umas 1.200 questões com botas antes de virar blogueira. Nunca fui de usar por aqui e as que tive na infância e adolescência eram da minha “versão vaqueira”, então rolou uma associação fashionística de um período onde meu estilo era muito mal resolvido.

Sim, para quem não sabe eu fui criada indo pra fazenda todo fim de semana, andando de galocha, subindo no cavalo, tirando leite da vaca, usando esporas quando necessário e ouvindo o CD Amigos. Sertanejo era uma paixão minha muito antes dessa moda do universitário. Ou seja, a contextualização serve pra eu dizer que além da minha cidade não ter muito a DEMANDA de botas, esse calçado sempre me fez lembrar da época que eu me vestia toda descombinada na roça.

O tempo passou, meu estilo ficou mal resolvido por outros motivos que eu ainda desconheço. Volta e meia eu montava looks caricatos de tão vintage tentando encontrar aquilo que comunicaria minha personalidade. Eu amo renda, amo peças românticas, modelagens femininas e um toque antigo, sim, mas descobri que acho tudo isso muito mais moderno, divertido e a ver comigo quando eu consigo dar um toque mais urbano ou rock and roll.

Ai voltamos às botas e chegamos no look de hoje.

Quando a Barbara, minha amiga do Ceará que é coordenadora de estilo de uma marca muito bacana de lá, me ajudou a resolver o problema que eu tinha com esse vestido.

Eu contei pra ela que adorava a peça, a modelagem, mas que tinha problemas de usar porque toda vez eu apostava numa bolsa delicada e um scarpin elegante. Fica ótimo, chique, mas ao mesmo tempo muito óbvio, não traz o outro lado da minha personalidade que eu tenho tentado trazer pro meu estilo, um toque mais moderninho.

Assim, ela sugeriu duas coisas: uma jaqueta de couro + uma bota bem moderna. Na hora lembrei que foi mesmo uma maravilha me livrar do preconceito com botas, porque elas realmente ajudam nesse tipo de proposta. Peguei minha bota envernizada com salto de madeira e coloquei pra jogo.

vestido Zara | jaqueta Naf Naf | bota Cavage (inverno 2016)

Não poso negar, eu AMEI a produção. O vestido perdeu o ar “boa moça” que eu queria tirar e trouxe um toque mais urbano, fashionista, que eu queria. Não é que tenha sido a descoberta da pólvora, mas foi o toque simples que fez a diferença. Se antes eu usaria esse look de sapatilha e blazer, em Curitiba aderi à ideia da Barbara e deixei tudo mais interessante.

Esse foi o look que usei para chegar em Curitiba e passear no Jardim Botânico.

O que vocês acharam?

Beijos