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4 em Autoestima/ Deu o Que Falar no dia 01.11.2016

Ignorando a Beyoncé

Outro dia parei para ver um vídeo que estava sendo super compartilhado na minha timeline. Nele, uma série de vídeos e fotos de Beyoncé e Kim Kardashian aparentemente provavam que Kim tenta forçar uma amizade com Queen B mas é constantemente ignorada. Imaginem, nem playdate da Nori com a Blue Ivy aconteceu! *** muito sarcasmo envolvido***

Por um momento vamos fingir que isso não foi uma tentativa do tabloide de criar uma competição entre mulheres (o que tá na cara que foi) e vamos fingir que não é porque os maridos delas são amigos que elas são obrigadas a virarem BFF’s. Quero me basear apenas na informação de uma pessoa que é flagrada ao ser ignorada por alguém que ela tenta impressionar.

Afinal, quantas de nós já não passaram por essa situação? De querer a amizade ou simplesmente a aprovação de alguém que não dá - e nem faz questão de dar - a mínima pra gente? Se eu for pautar por mim, isso já me aconteceu dezenas de vezes e nem sempre eu estou preparada para lidar com isso.

Inclusive passei por uma situação há poucos meses, quando fui solenemente ignorada por uma pessoa que nunca foi exatamente próxima mas eu sempre curti e admirei. Fiquei alguns dias bem chateada até que comecei a me perguntar: Eu fiquei mais chateada pelo sumiço sem explicação ou pela rejeição? Eu realmente preciso da aprovação dessa pessoa para viver minha vida?

E foi aí que, por incrível que pareça, me peguei usando esse exemplo das duas celebridades para refletir. Supondo que realmente Beyoncé não suporte Kim Kardashian, a primeira coisa que me veio na cabeça é que Kim não precisa de Beyoncé para nada. Só conseguia pensar que ela é uma mulher extremamente bem sucedida e influente e nunca precisou de Beyoncé para isso, por que precisaria agora? Claro que no meio delas, uma amizade sincera seria ótimo e provavelmente Kim se beneficiaria disso, mas ela realmente precisa da aprovação de Beyoncé? Não sei vocês, mas eu concluí que não.

Acho que tirando situações de trabalho, que bem ou mal é bom ter a aprovação da sua (ou do seu) chefe se você quiser continuar no emprego (e mesmo assim sempre existe a possibilidade de largar tudo e tentar vaga em outros lugares), não vejo o mínimo sentido em ficar se esforçando por gente que não faz questão.

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Aprendi recentemente com a Thais, coach com foco no universo feminino, que quem tem que ficar, fica. É um processo natural, sem drama, sem precisar ficar mendigando atenção ou aprovação. Pode parecer óbvio, mas não é. Talvez a gente não consiga se aproximar de quem a gente gostaria e provavelmente teremos que engolir alguns sapos no meio do caminho, mas faz parte. Se Kim não precisa de Beyoncé, você também não precisa se esforçar para conseguir a aprovação de quem não merece seu tempo. ;)

Beijos!

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39 em carreira/ Celebs/ Mayara Oksman no dia 21.07.2016

O sucesso da garota “sem talento”

Eu fiquei com receio de falar sobre esse assunto, pois a princípio me pareceu meio “da semana passada”, mas acabei de ler algo na internet e, bom, vi que temos sim que falar sobre Kim Kardashian. E não, não estou falando da briga dela com a Taylor, isso eu estou apenas observando, sentadinha no sofá e comendo meu fandangos de presunto.

Vejam, não é de hoje que quando vão falar sobre a Kim sempre mencionam a sex tape que ela fez há mais de dez anos (sim, amiguinhos, o vídeo vazou em 2007 mas foi gravado em 2003). Falam de como ela ficou famosa por causa disso. Como ela ganhou dinheiro por causa disso. Como ela casou por causa disso. Como ela teve filhos por causa disso. Ou seja, ela pode estar em 42º lugar das 100 celebridades mais bem pagas do mundo e tudo o que vão lembrar é que um dia ela fez uma sex tape. Como se tuuuudo o que a Kimberly fez desde então dependesse apenas dessa maldita sex tape.

Pessoas sempre me perguntam como faz para ficar famoso. Minha resposta é simples. Tenha um pai que defenda a morte de uma mulher. Vaze uma sex tape. É isso. Boa sorte. | A ironia de uma das mulheres com menos talento no mundo atacando uma das mulheres mais talentosas.

Tweet 1: Pessoas sempre me perguntam como faz para ficar famoso. Minha resposta é simples. Tenha um pai que defenda a morte de uma mulher. Vaze uma sex tape. É isso. Boa sorte. Tweet 2: A ironia de uma das mulheres com menos talento no mundo atacando uma das mulheres mais talentosas.

Primeiro: e daí? Segundo: o que pode ter começado com uma sex tape, virou algo nunca antes visto. Kim Kardashian (agora também West) fez um tonel com infinitos galões de limonada com os limões que tinha. A mulher tem um reality show de sucesso, linhas de roupa, de maquiagem, um livro, emojis próprios e um dos jogos de maior venda do mundo. Não sou eu que to puxando a brasa para a sardinha da Kim, não. Ela foi capa da Forbes. Sabe, a Forbes? E foi capa porque ela tem sim uma bela visão para negócios e ganhou nada menos que 45 milhões de dólares com seu jogo para celular.

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Kim é especialista no quesito marketing. Ela transformou seu próprio nome em uma marca e ganha dinheiro atrás de dinheiro todos os dias. Ela fez dos seus casamentos um espetáculo visto por milhões de pessoas. Ela fez do seu livro de selfies quase um best-seller. Ela consegue com que marcas famosíssimas queiram estar no seu joguinho: Balmain e Chanel são duas delas.

Eu adoro quando pessoas me subestimam e depois ficam agradavelmente surpresas

Eu adoro quando pessoas me subestimam e depois ficam agradavelmente surpresas

E enquanto eu procurava dados e fatos sobre a Kimberly para escrever esse texto – e tive que ler comentários bestas e maldosos enquanto fazia isso – cheguei à conclusão de que ela representa sim, muitas de nós. Ela é subestimada sempre e por quê? 1) porque ela fez uma sex tape; 2) porque ela coloca o popô para jogo; 3) porque ela tem um reality show; ou 4) porque ela é mulher? Eu diria que todas as anteriores.

Um dos paralelos que consigo fazer entre ela e eu é que talvez o simples fato de não sermos homens faz com que precisemos, todos os dias, provar o quanto somos capazes. Eu posso não receber as críticas que ela recebe (e nem quero começar a receber), mas percebo a dúvida estampada na cara de algumas pessoas quando digo que sou advogada criminalista, uma área com muitos mais homens do que mulheres. Isso quando não me olham com cara de espanto e soltam a famosa “nossa, tão bonita e trabalha com isso?“. Pois é, mas isso é papo para um outro post.

Então enquanto eu e você estamos aqui sentados – e você está chamando Kim de fútil e outras coisas piores – ela está viajando o mundo, curtindo sua família, bebendo bons drinks e pensando na próxima estratégia de marketing que ela pode criar para ganhar ainda mais dinheiro. Queria eu ser uma garota sem talento como ela.

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7 em Celebs/ Comportamento/ Fast Fashion/ Moda/ Reflexões no dia 02.04.2015

Kim Kardashian e a lição da “konfiança”

Ontem as redes sociais piraram com a notícia de que Kim Kardashian vai assinar uma coleção para C&A e resolvemos nem esperar o deu o que falar para tocar no assunto. Claro que a Thereza já postou suas apostas para a coleção no Fashionismo e do jeito que ela anda acertando, acho que podemos ter um caminho do que vai rolar. Sem contar que ninguém entende mais de Kardashian do que ela em território brasileiro, não é? #Kim&TheTakeCeA

No entanto, hoje não vim aqui para falar da coleção assinada para a fast fashion. Aproveitei a carona no “sucesso” de Kim nas páginas do Brasil para contar para vocês o motivo dessa mulher super impactante ter chamado minha atenção.

Por que todos nós precisamos falar de Kim Kardashian?

Quem me conhece sabe que eu sou uma zero à esquerda com fofocas de celebridades. Eu realmente não sou boa nisso e quase nunca sei o nome de alguém. Se eu sou fã, sou fã mesmo, se não, não sei de nada da pessoa. Para alguém que vive nos tablóides de fofoca ganhar minha atenção, é preciso ter algo mais.

E a Kim tem muita coisa a mais mesmo. Eu a conheci nas páginas do Fashionismo. e de cara torci o nariz para o estilo pessoal, mas adorava as maquiagens. Desde o contorno (kontorno rs) as vezes exagerado, ao olhão poderoso que grita “sou diva!”. Tudo isso seria supérfluo se ela não chamasse atenção por outros motivos.

Como bem postou a The, a capa de janeiro da Elle Inglesa nos fez pensar. O borogodó da Kim nos últimos anos estava realmente atrelado à sua questão de confiança. Tudo bem que no meio do caminho ela fez plásticas e escorregou na aceitação em alguns momentos, mas Kim é uma mulher de verdade com fraquezas e fortalezas. E no meio disso tudo, essa mulher, que é uma das mais seguidas do mundo, mostrou que dá para ser musa e sucesso absoluto sem vestir manequim 36. Ela chegou para nos lembrar que ser magra não é pré requisito para ser estrela.

Ao meu ver, Kim trouxe mais “auto confiança” para muitas mulheres. Muita gente perdeu o medo da saia lápis, do bumbum grande e das curvas por causa dessa morena aí. Ela não só nos fez lembrar de deixar para trás a necessidade de ter o corpo das atrizes e modelos, como fez muita mulher desejar ter curvas, curvas de verdade.

Em tempos de uma severa ditadura de peso, Kim Kardashian chegou para mudar a forma como muitas mulheres do time curvalicious se viam no espelho. Comecei a ver a saia lápis dando vida à looks com quadris evidenciados e gente escrevendo em suas legendas que a Kim realmente inspirou um movimento de aceitação.

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No fim, não desejo que todas as mulheres lutem por ter bunda, cintura fina, peito ou quadril. Acredito que Kim quebrou um padrão para fazer muito mais do que se tornar um novo padrão. Ela chegou numa hora de discussões tão quentes que nós precisamos aproveitar o exemplo dela para nos lembrar que não devem existir padrões. Cada uma precisa encontrar confiança e beleza dentro do seu biotipo.

Eu nunca tive bunda, nunca tive quadril e mesmo assim, Kim mexeu comigo. Ela mexeu para lembrar que posso me vestir diferente e buscar o que funciona melhor para o meu corpo, para me valorizar e ser a melhor versão de mim.

Se quero perder peso por questão de saúde, ótimo, mas não posso sair buscando algo que não cabe nos meus ossos, algo para pertencer a uma tribo para que, no fim, eu vire apenas mais uma no meio de uma multidão massificada.

Não vou negar que se vestísse 36 ou 38, a vida de blogueira poderia ser mais fácil, mas sem dúvida nenhuma tenho muito orgulho mesmo de onde cheguei vestindo 42 (ou mais, afinal, ainda sou sanfona). Respeitando cada dia mais o meu corpo, minha forma e minha estrutura.

Aliás, não só Kim, mas Khloé também, nos fazem lembrar que o mundo é miscigenado. Por mais que muita gente tente, não dá para forçar um padrão de mulher em meio a tantas culturas, países e crenças. Cada uma precisa aprender a lidar com a sua genética.

Já que vivemos a era da gordofobia, acho que a maioria das meninas que não são manequim 36/38 se consideram fora de um padrão imposto de beleza pelo menos alguma vez na vida. Pessoas como Kim conseguem mostrar que dá para ser gata, ter sucesso e musa inspiradora para muitas mulheres, mesmo sendo diferente do óbvio.

Dá para influenciar multidões sendo boazuda mesmo sem ter aquele corpo escultural, daqueles que a dona só posta foto de biquini ou com roupa de academia. Nem toda mulher com curvas quer ser sarada.

Tudo é possível, e graças à Kim Kardashian, acredito que demos mais um pequeno passo na luta contra a padronização da beleza.

Se as marcas tiveram que se ajustar ao combo “cintura fina e bundão” de Kim, talvez elas tenham que se adaptar aos mais diferentes “tipos de mulheres”, não? Sei lá, eu vejo uma esperança nisso tudo e espero não estar sendo pollyana demais! rs

Obrigada Kimberly Kardashian West, precisávamos mesmo de alguém para fazer os criadores de moda repensarem suas grades e padrões.

Se já ficamos curiosas com as coleções assinadas da C&A, imaginem com essa? Vem Kim, o Brasil está te esperando de braços abertos e a The já abriu o champagne.

Beijos

Se você já voltou para o twitter (todas estamos voltando) pode seguir a Kim, vale a pena ficar de olho e aproveitar algumas “futilidades” para relaxar.