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16 em carreira/ Comportamento/ Destaque/ Mayara Oksman no dia 17.01.2019

O peso do trabalho, ou “cresci e acho que ainda não sei o que quero ser”

Algumas pessoas aparentemente saem do útero sabendo qual o trabalho dos sonhos. Uma amiga minha sabia que queria ser médica desde que a conheci no colégio. Outra sempre quis ser juíza e tinha isso em mente e como foco de vida. Meu irmão sabia que faculdade nenhuma ia ensinar o que ele queria fazer. Então ele simplesmente deu tchau pros estudos e criou a empresa dele do zero.

Mas eu não sou uma dessas pessoas. Não que me falte garra e vontade. Eu só nunca tive esse negócio de saber exatamente o que eu queria chamar de trabalho.

Quando criança, dizia que queria ser professora, atriz, dançarina, cantora. Para a sorte de vocês – e do mundo – a última opção eu deixo como hobby, no chuveiro. Já adolescente, na época de ER, eu decidi que queria ser médica. “Mãe, quero trabalhar em Chicago e casar com o Dr. Carter”. Nas cenas em que aparecia muito sangue eu quase vomitava, mas tudo bem querer ser médica sem gostar de sangue, né? Né? Depois cogitei arquitetura, mas precisava saber muito de física e matemática, e eu nunca curti muito essas matérias.

O colégio que estudei em São Paulo dividia os alunos no segundo e terceiro ano do colegial por área. Em razão disso, no primeiro ano, todos passavam por um teste vocacional simples. E o tal do teste me disse que eu era duzentos por cento de humanas, colocando o meu super plano fictício de virar médica por água abaixo. Em resumo: eu sabia que era de humanas, mas não sabia qual profissão dessa área mega abrangente eu me encaixava.

>>>>>> Veja também: Eu não sou minha profissão. E você? <<<<<<

Direito nunca passou pela minha cabeça. Direito nunca esteve presente na minha família. Não sou neta ou filha de juiz, de advogado, de desembargador. Para ser sincera, eu nem sabia que existia um Código Civil e um Código Penal. Mas o que eu optei na hora de me inscrever no vestibular da USP? Pois é, amigos. Não sei se foi minha Elle Woods interior, a ideia de talvez fazer algo de bom pro mundo ou simplesmente o tal do prestígio que “vem” com a profissão. Só sei que em 2007 iniciei meu primeiro semestre de Direito.

Aos 17 anos tive que tomar uma decisão que me marcaria para o resto da vida. E não sou só eu, mas todo mundo que tem o privilégio de chegar nessa etapa da vida e poder escolher o que quer fazer.

Foram cinco anos de faculdade, estágios, estudos para passar na OAB, decisão sobre qual área do Direito seguir. Trabalho, suor, mais trabalho e mais suor. Aí cheguei num momento da carreira de criminalista em que isso não era mais o que me fazia super feliz. Fiz a transição de escritório pequeno para escritório grande e me vi trabalhando com compliance.

trabalho

No começo eu amei esse mundo completamente novo, achei que era o caminho a ser seguido. E aos poucos vi que ele não estava mais fazendo sentido. Muitas horas dentro do escritório, pressão, finais de semana trabalhando de casa. A balança com vida pessoal, que eu valorizo muito, não equilibrava. Eu perdia aniversários, jantares com as amigas, jantares em casa com meus pais. Eu nunca sabia que horas eu ia terminar, e quando terminava, só tinha ânimo para tomar banho e dormir.

Lógico que tiveram pontos positivos, não sou hipócrita! Foi esse trabalho que me possibilitou muita coisa legal. Mas no fim eu estava pendendo para o que na época senti e entendi como infelicidade. Se hoje eu continuo vendo dessa forma? Não sei. É diferente quando você olha tudo de fora, por outra perspectiva. Longe do stress e da ansiedade que aquela situação trazia. Mas enfim, o resto da história vocês já bem sabem.

A questão que quero trazer aqui é que eu não estou sozinha.

Tenho consciência que faço parte de um grupo de pessoas que não sabe exatamente o que quer fazer profissionalmente. Eu gostaria de trabalhar com algo que gosto muito, mas o que seria isso? E será que a partir do momento em que eu trabalhasse com algo que gosto muito, eu deixaria de gostar um pouco disso porque viraria trabalho e não um simples hobby? Estou vivendo uma crise que chega a ser irônica: não saber o que fazer porque eu posso fazer muita coisa.

É algo claramente da minha geração. Meus pais não tiveram essa escolha. Minha mãe batalhou para primeiro arranjar um emprego e depois construir uma carreira, mudar e se adaptar ao longo dos anos. Meu pai cresceu sonhando em ser arquiteto, mas não conseguiu fazer a faculdade de arquitetura. Não dava tempo de trabalhar e estudar e ele não tinha condições de só estudar. A Mayara de alguns anos atrás me diria: “para de reclamar e segue o caminho que você vem construindo ao longo dos anos”. A Mayara de alguns meses atrás foi a Mayara que decidiu pedir demissão primeiro para depois pensar. E a Mayara que vos fala agora está claramente pensando e buscando respostas das mais variadas formas, mas continua só nisso.

Perguntei outro dia pros meus amigos no Instagram se eles estavam felizes com a profissão que escolheram. Se acabaram mudando de profissão ou se gostariam de fazê-lo. As respostas podem ser basicamente resumidas em:

1)estão completamente felizes e não querem mudar.
2) não estavam felizes, mudaram e agora estão muito felizes.
3) e, na maioria, não estão felizes e querem mudar, mas não sabem como fazer.

Então, gente, queria dizer que na realidade esse é um texto em que eu jogo para vocês o problema e espero cosmicamente que a solução venha.

Mentira. Verdade. Mentira. Talvez.

Essa sou eu dizendo para vocês que estou num limbo e que não me vejo saindo muito cedo dele. A não ser que:

1) eu volte duas casas para trás e continue advogando. Seja porque eu vejo essa possibilidade com outros olhos agora, seja porque é a opção mais “fácil”.
2) eu ligue o modo avião e não me preocupe com carreira, só com o trabalho que paga as minhas contas e outras coisas que eu gostaria de fazer.

>>>>>> Veja também: Você não é especial. Mas também não falhou <<<<<<

Independentemente da resposta, eu busco uma coisa: ser feliz. Independentemente do propósito do meu trabalho. Não pode ser algo que me deixe tão triste a ponto de não querer mais ir, a ponto de ter crises de ansiedade no domingo porque segunda vem chegando por aí. E talvez o que eu (e talvez a minha geração inteira) tenha que entender é que nem todo mundo nasce para trabalhar com algo extraordinário. Talvez nem todo mundo tenha que fazer algo com um propósito, algo que mude o mundo ou que ajude 100% outras pessoas. Talvez trabalho signifique apenas isso: fazer algo que a gente gosta mais ou menos, mas que pague as contas.

Alguém já parou para pensar nisso? Vamos bater um papo?

3 em Autoestima/ carreira/ Comportamento no dia 11.07.2018

Três fatos que podemos nos inspirar em… Kylie Jenner!

Muita gente viu com surpresa o fato de Kylie Jenner ter sido capa da Forbes, a maior publicação relacionada a negócios, como a bilionária mais jovem da história. Sim, a irmã mais nova da Kim Kardashian (que diga-se de passagem, também já foi capa da Forbes como a nova magnata da internet)! É nela que vou me basear para levantar fatos que podemos aprender com ela e nos inspirarmos!

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Você deve estar se perguntando como eu ouso falar de uma Kardashian num blog sobre autoestima, já que elas primeiro criaram um novo padrão que parecia revolucionário, porém acabou virando um outro novo padrão escravizador de aparência. Mas eu tenho um ponto aqui: apesar de concordar que elas não são exemplos em relação a como lidam com seus corpos e relacionamentos amorosos, quero te convidar a refletir comigo que, até mesmo quem vive preso a alguns padrões pode ter algo a nos ensinar. Então dê uma chance para a menina Kylie, que assim como nós tem suas falhas, e vamos tentar aprender com seus acertos!

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Ela soube transformar o seu limão na limonada mais valiosa do momento!

Kylie era uma mera coadjuvante no reality show da família, até que um fato passou a chamar a atenção de todos: a menina, aos 16 anos, admitiu ter injetado preenchedores para aumentar os lábios, assim como suas irmãs. Sim, foi seguir o padrão criado pela sua própria família. Eu sei que aqui nós também falamos sobre ir contra os padrões, calma! Todo mundo foi em cima dela, criticaram, com toda razão, e ela a partir de toda essa atenção negativa, fez o quê? Assim como sua irmã Kim, se aproveitou de um momento ruim e transformou numa coisa boa, que acabou virando uma carreira pra lá de rentável! Ela foi lá e criou a Kylie Cosmetics, que tem como carro chefe de vendas, batons! Poderia ter sido o momento mais triste da vida dela, quando apontaram um erro bem grande, porém, ela soube se aproveitar de algo ruim e criou uma oportunidade! Pense em como isso pode se adaptar a você de outras formas ;)

(Inclusive, acompanhando a evolução labial de Kylie, atualmente ela está com preenchimento labial quase zero, o que prova que ainda há esperança!)

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Primeiro o que importa

Kylie tem uma vida amorosa polêmica e no ano passado ela engravidou do namorado, Travis Scott. Ninguém viu Kylie grávida até que ela quisesse que vissem. A família mais vigiada do mundo atual manteve uma gravidez, que é a coisa mais impossível de se esconder, longe dos papparazzi. Como ela fez isso? Com ajuda da sua família. Ninguém disse nada. As irmãs acobertaram até o final, mesmo com todas as perguntas. Veja bem, não estou aqui te incentivando a se esconder, mas a ter uma rede de apoio que te incentive nos bons momentos e que seja por você na hora em que as coisas fogem ao controle. Podem ser seus pais, irmãos ou amigos que você sabe que te amam e você pode contar com eles. Crie a sua rede de apoio, ela vale para todas as pessoas e é uma das coisas que fazem a vida valer à pena. Inclusive, deixe seus amigos e familiares saberem que podem contar com você como rede de apoio, estamos nessa vida pra isso! Você pode achar o que quiser das Kardashian, mas jamais pode dizer que elas são desunidas.

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Ela continua indo atrás dos seus sonhos, mesmo quando todos a subestimam

As Kardashian e as Jenner são tratadas pelo mundo como mulheres fúteis e sem talento. No entanto, todas elas – agora lideradas por Kylie – estão mostrando que os talentos são muitos, a começar pelo marketing impecável que está se refletindo num talento imenso para ganhar dinheiro! Kylie, Kendall e Kim lideram listas de mais ricas, mais seguidas, curtidas e outras tantas por aí, porque apesar do que a maioria das pessoas dizem, elas seguem fazendo o que acreditam e confiam em si mesmas. Não deve ser fácil colocar o pé na rua, postar uma foto ou começar um negócio quando a maioria das pessoas te acha incapaz e sem talento. Ainda assim elas fazem! Deixe falarem o que quiserem, não questione sua capacidade e siga atrás do seu sonho! Acredite em você!

Eu fico feliz quando vejo notícias como essa, porque renovam a nossa perspectiva das coisas e mostram que o jogo pode virar, sim! Com confiança, apoio e sem esquecermos dos motivos que despertam nosso coração a agir, é sempre possível alcançar até mesmo os lugares mais altos!

0 em Autoconhecimento/ carreira/ Comportamento/ Convidadas no dia 09.06.2017

Por que os 30 nos fazem questionar nossas escolhas profissionais?

Faça um teste rápido: pergunte aos seus pais se eles eram felizes e viam sentido no trabalho quando tinham 30 anos. Possivelmente eles irão estranhar a pergunta, ou responderão que foi graças ao trabalho que criaram os filhos e construíram a vida. Muito provavelmente não vão entender que o seu questionamento está relacionado ao propósito de vida ou relevância daquilo que fazemos diariamente.

Questionar o sentido da profissão e valorizar um estilo de vida mais pleno, no qual a felicidade não é algo a ser alcançado, mas sim sentido em pequenas doses durante o caminho, é uma das principais características da geração que vive hoje na casa dos 30 anos. Essa busca por realização profissional pode gerar estresse e ansiedade, mas também coloca muita gente na estrada do autoconhecimento e até do empreendedorismo.

É natural fazermos uma revisão de rotas quando chegamos na casa dos 30. Para as mulheres, então, é praticamente inevitável. A pressão social pelo sucesso na carreira, pela formação de uma família e por realização financeira parecem cada vez mais oprimir em vez de ser algo para comemorar. Quem nunca, ao chegar aos 30 anos, foi questionada por ainda não ter um cargo mais alto ou por não ter se casado ou não ter tido filhos?

Essa é uma pressão externa que muitas vezes faz com que percamos de vista o nosso verdadeiro propósito. Quando nos permitimos fazer uma revisão sincera e percebemos que estamos nos guiando pela vontade do outro e não pela nossa própria, vemos nascer em nós um desejo forte de mudança e um alinhamento com aquilo que nos motiva, o que pode significar largar tudo e mudar de profissão, ou empreender dentro da sua área de atuação, ou ainda tirar um período para viajar e se reconectar com você mesma.

Busque autoconhecimento em vez de reconhecimento

Os caminhos a seguir a partir da constatação da infelicidade profissional é o que difere uma reflexão bem sucedida sobre nossas escolhas do impulso destrutivo de questionarmos nossas competências e valores pessoais. Muitas vezes associamos dúvidas e incertezas à fraquezas e incapacidade, o que pode destruir nossa autoestima. A culpa e o esgotamento mental causados pela insatisfação profissional também podem abrir caminhos para sérios transtornos mentais, como Síndrome de Burnout, Síndrome do Impostor e crises de pânico.  A saída para um movimento positivo de mudança não está em buscar certezas ou o reconhecimento alheio, mas sim na busca pelo autoconhecimento e satisfação pessoal.

A psicóloga Renata Green, que atende no Zenklub, acredita que o segredo para ser feliz na profissão – ou durante uma transição de carreira – é entender o que te move, seja seu catalisador dinheiro, status, sua contribuição com os outros ou ter mais tempo em casa e para o relacionamento. “Mais importante do que estar contente com o seu trabalho atual é procurar a sua motivação intrínseca. O que gente vê são pessoas fazendo coisas a partir de motivadores externos, ou seja, o que os outros esperam que elas façam”, destaca.

Encontrando o seu motivo, vai ser muito mais fácil trocar de trabalho, de carreira ou permanecer onde você está. Já sabe o que te move? Os 30 estão aí pra isso. Se joga!