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filmes da sil

0 em Comportamento/ entretenimento no dia 06.05.2016

Filmes da Sil: Capitão América : Guerra Civil

Esse filme era para entrar na semana passada mas a verdade é que eu me questionei muito se deveria escrever esse post. Depois de terminado, precisei revisar algumas vezes para diminui-lo sem que perdesse o sentido. Peço desculpas, mas não ser sincera com vocês seria injusto e hoje em dia está complicado ter uma opinião diferente da maioria…

Capitão América: Guerra Civil

guerracivilVocês lembram quando eu contei um pouco aqui de que esse ano existiria uma enorme competição pela atenção, ou melhor, bilheteria entre as grandes distribuidoras de cinema? Então chegou o momento do segundo “grande” filme do ano. E quando falo grande, não só em orçamento, em nome, mas também em duração: Capitão América: Guerra Civil é apenas alguns minutos mais curto do que o seu rival Batman vs Superman.

Agora dessa vez a luta é entre o Steve Rogers, herói que dá nome ao filme e outro Vingador: Tony Stark ou Homem de Ferro. Personagens da Marvel, mais conhecidos como “filhos” de Stan Lee (o velhinho simpático que aparece em todos os filmes, embora nem todas as persongens sejam criações somente dele), hoje os Vingadores pertencem à Disney, que sempre preza por filmes mais familiares. Essa é uma vantagem que a Warner teve com Batman vs Superman já que puderam usar do peso dramático necessário em um filme sem se preocupar com a classificação etária. Em breve teremos um outro exemplo disso com Esquadrão Suicida, que terá um Coringa totalmente psicopata e sádico, diferente de todos os outros que já vimos.

Porquê eu estou falando tudo isso? Bem, se alguém aqui leu alguma HQ ou é fã das histórias da Guerra Civil saberá que é impossível recriá-la no cinema, o que torna o filme bem diferente do material original. Eu, particularmente, amo a ideia da Guerra Civil, onde o governo Americano decide criar um Ato de Registro de Super Humanos onde todos heróis devem entregar suas reais identidades para o público. No mundo onde isso acontece, existem os X-men também (que será o próximo filme de herói da FOX), que são os mais prejudicados, afinal o preconceito contra eles sempre existiu no universo da Marvel. Mas não só eles, qualquer um que tenha um poder ou não seja um humano “normal” como é o Sr. Stark, que só vira super herói por causa de sua armadura tecnólogica, começa a ser discriminado. Nós podemos fazer aqui várias analogias com essa intolerância, a mais óbvia é o nazi/fascismo, que é a soma de todos os tipos de intolerância e preconceito com o próximo que nossa história já viu.

Como fã dos quadrinhos confesso que fiquei um pouco decepcionada com as mudanças. A gente entende que elas são necessárias mas e quando elas fazem o filme perder completamente o motivo da história original? Eu confesso que ainda tenho dificuldades de separar completamente minha opinião mais passional de espectadora da minha visão crítica, que deveria ser mais imparcial e técnica.

O filme é divertido? É claro que é! As cenas de luta são fantásticas, os atores estão bem em seus papéis, alguns personagens finalmente ganharam personalidade e mais estilo, e o Pantera Negra - personagem introduzido no filme - é disparado o melhor trunfo do filme. T’Challa é o primeiro super herói negro criado para revistinhas, portanto, seu debut no cinema era muito esperado. Felizmente, do traje à personalidade passando por detalhes como as garras retráteis de seu traje, T’Challa ficou perfeito e foi, para mim, o melhor do filme.

Complicado explicar o que me incomodou em um mundo em que todos estão aplaudindo o filme, especialmente sem dar nenhum spoiler. Bem, a Marvel é cheia de personagens femininas fortes, inclusive duas delas estão muito bem representadas: Viúva Negra e Feiticeira Escarlate. Mas não é possível que nesse universo não pudéssemos ter mais personagens femininas. Um exemplo está no próprio filme. A Agente 13 - que aparece no 2o filme do Capitão América - interpretada por Emily VanCamp (protagonista da série Revenge), que é subutilizada.

Outro fator é a mudança da personalidade de Tony Stark. O Homem de Ferro fez sucesso por causa daquela arrogância charmosa criada pelo ator Robert Downey Jr., um caso onde literalmente o ator fez a personagem. Se nas HQs o Homem de Ferro já tem alguns problemas de constância com sua personalidade, no filme achei que destruíram todo o charme que Robert havia dado a Stark. Os roteiristas perderam a oportunidade de explorar Tony e consertar os erros que os quadrinhos cometeram. E nem vou começar a falar sobre o desperdício de vilões, especialmente o Zemo interpretado pelo excelente Daniel Brühl.

Existem outros problemas no filme que não chegaram a comprometer a diversão. Aliás, Guerra Civil vale o ingresso para quem curte filmes de super heróis. É um bom entretenimento e eu me diverti em diversos momentos. Agora, seria injusto dizer que não esperava mais. Na verdade, acho que mudar o verdadeiro motivo pelo qual dois grandes amigos começam literalmente uma Guerra, retirando algo que convivemos todos os dias que é o preconceito e a intolerância com o diferente, enfraqueceu a história. E é uma pena, pois nós podíamos aprender um pouco mais com os heróis sobre como enfrentar vilões reais…

Beijos enormes,

Sil

1 em Comportamento/ entretenimento no dia 24.04.2016

Filmes da Sil: O Caçador e A Rainha do Gelo

O filme da semana demorou um pouquinho por conta de viagens, não viagens, trabalhos… Além disso, sempre tem as questões dos filmes que não saem nunca de cartaz ou que são complicados de achar para assistir. Isso é algo tão frustrante - e olha que não posso reclamar muito pois moro em Sampa, né?

O Caçador e A Rainha do Gelo

“Espelho, Espelho Meu, Quem é a Mais Bela de Todos?”. Eu não assisti o primeiro filme “Branca de Neve e o Caçador”, mas posso estar sendo parcial aqui quando digo que é meio injusto para a Branca de Neve de Kristen Stewart, disputar um concurso de beleza com a Rainha Má de Charlize Theron. De qualquer forma, como é de se esperar, pelo menos no filme, Branca de Neve triunfa com a ajuda do Caçador Chris Hemsworth e derrota Ravenna - nome da Rainha Má - e seu espelho no filme de 2012. Entretanto, na sequência, vemos que a vitória real foi de Charlize, que conquistou um papel na história de origem desses personagens.

A inspiração maior dessa vez vem do conto de Hans Christian Andersen, A Rainha de Gelo. Uma das maiores histórias do escritor, ela serviu de inspiração também para nada mais, nada menos do que um dos desenhos atuais da Disney mais aclamado: Frozen. E também não podemos esquecer de um dos clássicos modernos da literatura infantil: O Leão, A Bruxa e o Guarda Roupa, primeiro livro das Crônicas de Nárnia de C.S.Lewis. Ou seja, é uma história que é conhecida e que por isso deve ser trabalhada com cuidado. Mas isso não significa que ela não pode ser contada de novas formas e “O Caçador e A Rainha do Gelo” é uma prova disso.

Com um elenco feminino de tirar o fôlego: Emily Blunt, como Freya, a Rainha de Gelo; Jessica Chastain como Sara e Charlize Theron reprisando a Rainha Má Ravenna, poderíamos esperar um filme não só com figurinos belíssimos e maquiagens maravilhosas, mas repleto de talento.

O título em inglês, que se traduzido literalmente seria O Caçador: A Guerra do Inverno, mostra onde está o foco da narrativa. E acho uma pena que mesmo com essas três mulheres poderosas e uma possibilidade de explorar mais a força das personagens femininas, o foco seja no caçador. Mesmo assim, é lógico que Chris Hemsworth é um ator cativante e que segura bem o papel de ator principal de um filme de ação baseado em um conto de fadas. Ele não se leva a sério e isso funciona muito bem para um herói que não é nem o estilo dos mocinhos atuais, nem está inserido nos moldes dos cavaleiros modernos.

Aliás o maior charme do filme, que tem uma pegada infanto-juvenil (a classificação aqui é 12 anos), é aquele “ar fantasia anos 80”, que não é mais tão comum. Uma pegada Sessão da Tarde, entendem? E como a história é fantasiosa, aqui os efeitos especiais bem livres pertencem e casam muito bem com o filme.

Ou seja, se você espera ir ao cinema para assistir algo sem compromissos, com uma história leve, um filme de ação sem ser aquelas ações hiper masculinizadas, vá sem restrições, é bem divertido. Charlize está um pouco exagerada, mas parece que a personagem já foi criada assim no outro filme. Emily está perfeita, Jessica também e Chris parece se divertir, como todos os bons mocinhos de filmes de aventura dos anos 80.

Beijos,

Sil

9 em Comportamento/ entretenimento no dia 15.04.2016

Filmes da Sil: Mogli O Menino Lobo

Vocês já ficaram tão emocionadas que não conseguiam nem falar? É mais ou menos assim que eu estou. Eu não esperava aquele post e as reações que minha apresentação teve - sim, foi uma certa surpresa e eu mal consegui escolher as fotos. Enfim, eu preciso me recompor e agradecer os comentários mais lindos! <3

Portanto, depois de muito debate interno, decidi falar de um filme fofo, que pertenceu à minha infância - e acho que de outras pessoas também - e que no fim fala sobre o mais belo e puro tipo de amor: A AMIZADE.

Mogli: O Menino Lobo

mogli

Baseado na obra de Rudyard Kipling, o desenho homônimo da Disney de 1967, faz parte da minha época preferida de animações. Sim, “A Espada era a Lei” e “Robin Hood” meus dois desenhos preferidos dos estúdios de Walt Disney - quem achou que eu era uma menina de princesas se enganou, risos - são da Era de Prata e Bronze, respectivamente dos Estúdios. Sim, até a Disney classifica os seus desenhos em épocas e acredito que a maior parte de nós cresceu na chamada Era da Renascença: época da Ariel, Simba, Aladdin e claro, a Bela e a Fera. Mas até termos idade para irmos ao cinema, nossos pais nos levavam mesmo eram nas matinês dos grandes clássicos. E tenho certeza, que assim como eu, muitas crianças cantaram com o Urso Balu, a famosa música “Somente o Necessário, o Extraordinário é demais”.

Em algum momento do ano passado, a Disney anunciou que iria fazer o filme “Live Action” - aqui a dificuldade de traduzir pois os animais não são reais, mas o menino que faz o Mogli é - me assustou um pouco. Será que eles iriam conseguir traduzir em computação gráfica a expressão dos animais sem parecer ridículo e sem tirar a gente da imersão? Como fazer um ator novato interpretar em tela azul, trabalhando com dublês, sem recair em erros do passado? Era uma tarefa e tanto. Logo as primeiras fotos começaram a surgir e elas eram encantadoras, mas uma foto é fácil, quero ver fazer um longa metragem…

Uma conversa que já tivemos aqui antes: a dublagem, risos! Eu assisti o filme legendado com um elenco que já tinha me convencido a ir ao cinema mesmo com medo dos efeitos. Idris Elba (pausa para respirar, risos!) na voz potente do Tigre Shere Khan; Ben Kingsley como a sábia Pantera Baguera; Bill Murray como o simpático Balu; Lupita Nyong’o como Raksha, a mãe Lobo de Mogli; Giancarlo Esposito como Akelá líder da Matilha; Chistopher Walken como Rei Louie e Scarlett Johansson como a Cobra Kaa. E posso dizer? As vozes estão perfeitas!

Como não assisti ao dublado - sei que escolheram excelentes atores como Thiago Lacerda, Marcos Palmeira, Alinne Moraes, Thiago Abravanel - não posso comentar sobre o assunto além do trailer que assisti. Infelizmente, eu não reconheci a voz dos atores brasileiros no filme, o que me deixou triste, espero que seja um problema do trailer. Mas acho que a criançada não vai se incomodar com essa situação e a Disney lançou cópias para as “crianças” de todas as idades ;)

O filme tem algumas diferenças do desenho que conhecemos, é uma versão mais fiel ao livro mas no fim achei que são todas positivas - mas pode ser que alguns não curtam tanto. Para quem pretende levar os pequenos ao cinema eu recomendo ver os trailers antes, as cenas que mais me incomodaram estão nele e são as cenas com a Kaa e o Khan, os “malvados” da história. Mas eu já aprendi que crianças muitas vezes são mais fortes do que a gente, ou pelo menos do que eu no cinema! =)

O filme é uma graça e parabéns para a Disney que conseguiu fazer com que eu saísse do cinema como vontade de voltar para assistir de novo - e pretendo ir esse final de semana levar o que um dia foi o meu “lobinho” (denominação de escoteiro novinho) para ver um desenho que marcou a infância dele. Aliás por falar em lobinhos, eu duvido que vocês não saiam do cinema com vontade de arrumar um filhote de lobo. Se o filme já é fofo, os “irmãos de criação” do Mogli são o ápice da fofura! <3 Eu só sei que se a Disney lançar a linha de bichos de pelúcia eu vou à falência!

lobinho

Beijos,

Sil

PS: Coloquei os trailers para vocês compararem a diferença, parece que fizeram auto-tune na voz dos atores brasileiros…