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dicas de livros

4 em Book do dia/ Comportamento no dia 26.02.2015

Book do dia: Eu só queria ser uma mulher normal, de Débora Rubin

Esse livro eu ganhei da Rosana, amiga e leitora que sabe o quanto eu amo ter pauta nova aqui no BDD! Um dia ela me chamou no whatsapp e disse que tinha um livro de uma amiga dela para indicar, já que ela tinha certeza que eu ia curtir a leitura.

Desculpa, Ro, eu não curti. Eu AMEI!

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A sinopse, para quem quiser saber mais um pouco é a seguinte: Ao completar trinta anos, Cecília percebe que sua vida está bem longe de ser tudo o que imaginava que seria. Separada, desempregada, morando com a mãe e sofrendo com a paixão não correspondida, ela começa a acreditar que definitivamente, não é uma mulher normal.
À procura de uma justificativa para esse carma que a persegue, Cecília faz uma viagem à cidade natal da mãe para descobrir mais sobre as histórias de amor das mulheres de sua família e acaba convencida de que inegavelmente, a “anormalidade” está em seu DNA. É em meio a uma avalanche de segredos tirados do fundo do baú que Cecília acaba descobrindo a si mesma e, aos poucos, coloca em xeque o que significa, afinal, ser uma mulher normal.

Quem está querendo uma leitura super rápida, leve e descontraída, esse livro é a pedida certeira. Ele tem 136 páginas e é uma delícia, as páginas vão passando e você nem sente. Foi tão rápido que eu passei na frente o livro que eu achei que seria o BDD dessa semana, porque terminei em 1 dia e meio.

Na verdade, eu só peguei esse livro e “atropelei” minha leitura (não gosto de ler dois ou mais livros ao mesmo tempo) porque ontem acordei sem luz e fiquei nessa situação por aproximadamente 6h (!). Estava crente que ia terminar meu livro do Ibook e começar outro, mas quando fui pegar meu Ipad, surpresa! 8% de bateria e mais de 100 páginas para ler. Definitivamente, não ia dar. Peguei o próximo da fila, que não precisava de tomada para funcionar, e acabei terminando, me empolgando e querendo contar logo! :)

Cecília é o tipo de personagem carismático que é impossível se identificar. Mesmo que você não esteja passando pelas mesmas coisas que ela, você se pega pensando em diversos trechos que você teria a mesma reação, que você faria igualzinho. Eu fiquei apegada, juro. Terminei o livro querendo saber mais, querendo uma série, querendo que Cecília virasse minha nova Becky Bloom (no sentido de querer outros livros para acompanhar o resto de sua vida, não no sentido de serem personagens parecidos).

Em uma parte da história, quando ela começa a caçar as histórias de sua família, senti uma vibe Jojo Moyers em A Última Carta de Amor e caí de amores completamente. Tanto que fiquei chateada que essa parte da história não se desenrolou tanto quanto eu queria. Mas dá para entender, o foco do livro não era bem esse, era a auto descoberta de Cecília.

Enfim, não quero falar mais porque estou me empolgando e acho que posso acabar contando mais do que deveria. Por isso, só digo: quem gosta de livros de chick lit fofos, leves e com uma pegada de comédia romântica, nem precisa pensar duas vezes.

Esse foi o primeiro romance de Débora Rubin e confesso que já estou esperando novos títulos dela! Ou que, pelo menos, Cecília ganhe novas histórias!

Quem ler, me conta o que achou!

Beijos

Carla

 

2 em Book do dia/ Comportamento no dia 13.06.2014

Book do dia: Só Garotos, de Patti Smith

Ganhei esse livro em 2011 e, não tenho ideia do motivo, ele foi para a prateleira e ficou lá, intocado. Semana passada, estava dando uma arrumada no meu escritório e tirando a poeira acumulada dos livros e me deparei com ele. Como tinha acabado de ler Divergente e não tinha comprado nenhum dos livros que está na minha lista de dicas de títulos que vocês têm me dado, resolvi começar.

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A sinopse, para quem quiser saber mais sobre a história: Crescida numa família modesta de Nova Jersey, Patti Smith trabalhou em uma fábrica e entregou seu primeiro filho para adoção, antes de se mandar para Nova York, com vinte anos, um livro de Rimbaud na mala e nada no bolso. Era o final dos anos 1960, e Patti teve de se virar como pôde - morou nas ruas de Manhattan, dividiu comida com um mendigo, trabalhou e dormiu em livrarias e até roubou os colegas de trabalho, enquanto conhecia boa parte dos aspirantes a artistas que partilhavam a atmosfera contestadora do ‘verão do amor’. Foi então que conheceu o rapaz de cachos bastos que seria sua primeira grande paixão - o futuro fotógrafo Robert Mapplethorpe, para quem Patti prometeu escrever este livro, antes que ele morresse de aids, em 1989. ‘Só Garotos’ é uma autobiografia nada convencional. Tendo como pano de fundo a história de amor entre Patti e Mapplethorpe, o livro é também um retrato confessional da contracultura americana dos anos 1970. Muitas vezes sem dinheiro e sem emprego, mas com disposição e talento, os dois viveram intensamente períodos de grandes transformações e revelações - até mesmo quando Robert assume ser gay ou quando suas imagens ousadas e polêmicas começam a ser reconhecidas e aclamadas pelo mundo da arte.

Não sei se eu já disse isso por aqui, mas eu adoro biografias. E fazia um certo tempo que eu não lia uma. Talvez esse tenha sido o motivo de ter terminado o livro tão rápido, apesar de eu suspeitar que o motivo principal é que o livro é muito, muito bom!

Na verdade, ele é uma biografia de Patti, mas bem focada na relação que ela teve com o artista e fotógrafo Robert Mapplethorne. E, apesar de não ser bem uma história de amor, é uma história de carinho, compreensão, amizade acima de tudo.

É impossível não ficar encantada com o período histórico que ela viveu e as pessoas que fizeram parte da vida dela. Jimi Hendrix, Janis Joplin, Lou Reed e muitos outros monstros da música e das artes frequentavam os mesmos lugares e faziam parte do mesmo grupo de amigos. Em segundo lugar, a descrição que ela vai fazendo da Nova York dos anos 70 é tão bem detalhada que é quase impossível não entrar nesse mundo e ficar com vontade de se teletransportar para lá.

Achei bem curioso como ela consegue escrever de forma tão romântica, mas tão verdadeira, sem ilusões e sem fazer do passado um momento onde tudo era fácil. É uma leitura gostosa, deliciosa na verdade, e nada cansativa.

Quem curte esse estilo de livro, com certeza vai amar! Alguém já leu Só Garotos?

Beijos!

Carla