2 em Book do dia/ Comportamento no dia 13.06.2014

Book do dia: Só Garotos, de Patti Smith

Ganhei esse livro em 2011 e, não tenho ideia do motivo, ele foi para a prateleira e ficou lá, intocado. Semana passada, estava dando uma arrumada no meu escritório e tirando a poeira acumulada dos livros e me deparei com ele. Como tinha acabado de ler Divergente e não tinha comprado nenhum dos livros que está na minha lista de dicas de títulos que vocês têm me dado, resolvi começar.

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A sinopse, para quem quiser saber mais sobre a história: Crescida numa família modesta de Nova Jersey, Patti Smith trabalhou em uma fábrica e entregou seu primeiro filho para adoção, antes de se mandar para Nova York, com vinte anos, um livro de Rimbaud na mala e nada no bolso. Era o final dos anos 1960, e Patti teve de se virar como pôde – morou nas ruas de Manhattan, dividiu comida com um mendigo, trabalhou e dormiu em livrarias e até roubou os colegas de trabalho, enquanto conhecia boa parte dos aspirantes a artistas que partilhavam a atmosfera contestadora do ‘verão do amor’. Foi então que conheceu o rapaz de cachos bastos que seria sua primeira grande paixão – o futuro fotógrafo Robert Mapplethorpe, para quem Patti prometeu escrever este livro, antes que ele morresse de aids, em 1989. ‘Só Garotos’ é uma autobiografia nada convencional. Tendo como pano de fundo a história de amor entre Patti e Mapplethorpe, o livro é também um retrato confessional da contracultura americana dos anos 1970. Muitas vezes sem dinheiro e sem emprego, mas com disposição e talento, os dois viveram intensamente períodos de grandes transformações e revelações – até mesmo quando Robert assume ser gay ou quando suas imagens ousadas e polêmicas começam a ser reconhecidas e aclamadas pelo mundo da arte.

Não sei se eu já disse isso por aqui, mas eu adoro biografias. E fazia um certo tempo que eu não lia uma. Talvez esse tenha sido o motivo de ter terminado o livro tão rápido, apesar de eu suspeitar que o motivo principal é que o livro é muito, muito bom!

Na verdade, ele é uma biografia de Patti, mas bem focada na relação que ela teve com o artista e fotógrafo Robert Mapplethorne. E, apesar de não ser bem uma história de amor, é uma história de carinho, compreensão, amizade acima de tudo.

É impossível não ficar encantada com o período histórico que ela viveu e as pessoas que fizeram parte da vida dela. Jimi Hendrix, Janis Joplin, Lou Reed e muitos outros monstros da música e das artes frequentavam os mesmos lugares e faziam parte do mesmo grupo de amigos. Em segundo lugar, a descrição que ela vai fazendo da Nova York dos anos 70 é tão bem detalhada que é quase impossível não entrar nesse mundo e ficar com vontade de se teletransportar para lá.

Achei bem curioso como ela consegue escrever de forma tão romântica, mas tão verdadeira, sem ilusões e sem fazer do passado um momento onde tudo era fácil. É uma leitura gostosa, deliciosa na verdade, e nada cansativa.

Quem curte esse estilo de livro, com certeza vai amar! Alguém já leu Só Garotos?

Beijos!

Carla

 

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2 Comentários

  • RESPONDER
    Salua
    13.06.2014 às 13:35

    Li esse livro há uns três anos atrás, e é simplesmente maravilhoso! É incrível como uma biografia te faz mergulhar tão bem dentro de uma época. Super recomendo.

  • RESPONDER
    Tati
    14.06.2014 às 11:45

    Cá, amo Patti e Robert e esse é um dos meus livros favoritos, acho o relacionamento entre eles maravilhoso. Você já leu Sangue, ossos e manteiga? É da chef Gabrielle Hamilton e também biográfico. Também em NY, amei conhecer a estória de como ela se tornou chef. E dica, o restaurante dela é uma graça e delicioso. Bjs

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