Quinta feira passada foi a minha vez de fazer mais um encontro do #paposobreautoestima. Na realidade, nem posso e nem quero dizer que fui a responsável por fazê-lo acontecer do jeito que foi porque não seria verdade. Eu apenas lancei que estaria em Londres e falei com algumas das meninas do nosso grupo do Facebook sobre isso, crente que nos encontraríamos para um jantar ou um happy hour. Virou um desdobramento do #picnicdopapo, só que pelo clima precisou ser apenas #papoemLondres!
Até que a Julia Ramil e a Paula Ghelli – que já escreveu aqui no Futi com esse texto sobre viajar e esse sobre como ser magra fora do padrão não fez maravilhas para a sua autoestima – escolheram lugar, organizaram o grupo e quando me vi, estava entrevistando a atriz Fabiana Karla.
Logo eu, que tenho verdadeiro pavor de falar em público e que em praticamente todos QG’s do Fhits ficava tímida e esperava alguém fazer perguntas para a entrevistada (ou entrevistado) da vez, de repente me vi desembuchando e tendo que encarnar a Marília Gabriela. Estão vendo o que o #paposobreautoestima tem feito pela gente também? hahaha
Se em todos os piqueniques e encontros que a Joana fez até o momento o formato era de conversa, troca e empatia em geral, o encontro de Londres teve um formato um pouquinho diferente. Ter uma pessoa com uma história legal para dividir, um projeto bacana para contar e uma visão da vida inspiradora para compartilhar foi incrível. E a Fabiana fez justamente isso.
Infelizmente não consegui fazer tudo, e a parte de conversa e troca de experiências que a Jô costuma fazer ficou bem para o final, onde trocamos bastante sobre a experiência de morar fora e tentar se redescobrir e se reinventar. Acho inclusive que vou conversar mais sobre isso no piquenique de Nova York (agora, dia 09 de julho!) e fazer um post sobre o assunto, que rende bastante!
Ela começou o papo contando dos seus dois livros, um infantil chamado “O rapto do galo” e outro chamado Gordelícias, um livro que, como diz na capa, é uma reunião de “crônicas de quatro mulheres felizes com seus corpos”. Tem mais a ver com o que a gente fala aqui do que isso? Segundo a Fabiana, ela, junto com Cacau Protásio, Simone Gutierrez e Mariana Xavier, criaram esse livro como resposta para um período em que a patrulha do corpo perfeito estava muito forte. Apesar de ter alguns livros na lista de leitura (oi, série Napolitana viciante), já dei um jeito de trazer ele para o topo da lista justamente para contar logo em um #bookdodia! :) Agora vou contar aqui algumas das partes mais legais da entrevista!
“Quando você é famoso, quando você está no alvo, você é mais aceita”
Fiz questão de perguntar sobre a pressão que ela sente por ser atriz e estar na mídia. Confesso que esse é o tipo de pergunta que eu sempre tive vontade de fazer porque para quem está de fora, a impressão é de que a pressão é muito maior, e obtive a resposta acima. E ela contou que a principal motivação do livro é para que mulheres e meninas que não são famosas se inspirem e se empoderem para aproveitarem tudo que a vida pode oferecer sem ter o corpo como empecilho.
“Nós temos que quebrar essa falta de aceitação do outro”
Como eu falei acima, o livro foi feito em um período onde as pessoas estavam mostrando toda a sua intolerância (e eu me questiono se essa época já passou, infelizmente acredito que não) e ele serviu como resposta, uma mensagem de apoio vinda de 4 mulheres que se sentem muito felizes do jeito que são e não vão se intimidar com quem não as aceita.
“Se o preconceito me ligou, eu não atendi essa ligação”
Uma das coisas mais legais na entrevista com a Fabiana Karla foi poder ver a forma que ela encara a vida. Em um dado momento, ela disse que é adepta do “move on”, de continuar vivendo e passando por cima, e essa frase exemplifica muito isso. É não se vitimizar, não achar que não vai conseguir realizar coisas por algum empecilho que a gente mesmo se coloca.
Também conversamos sobre criação dos filhos e como ela é importante para o desenvolvimento da autoestima, como se fazer presente mesmo na distância, sobre educar para ser um indivíduo que respeita os outros. Enfim, foi uma conversa muito legal, super inspiradora e alto astral, muito melhor do que eu jamais poderia imaginar. Espero de verdade que a gente consiga trazer esse formato em mais encontros, assim como marcar outros para que a gente possa trocar experiências e questões, como tem sido nos piqueniques que a Jô tem feito. <3
Vamos seguir a Fabiana Karla no insta? É @fabianakarlareal!
Vamos entregar nosso engajamento para quem traz um conteúdo tão dentro do que acreditamos!
Quem quiser ver o papo completo, ele está agora na nossa fanpage!

























