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Devaneios da Mari

0 em Convidadas/ Devaneios da Mari no dia 01.12.2016

Devaneios da Mari: Girl power, comece por você!

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Quem aí já assistiu as mesas redondas da The Hollywood Reporter? A revista americana reúne suas estrelas de capa no dia da sessão de fotos para debaterem assuntos variados. Shout out pra minha amiga Dju que me apresentou a essa maravilha. Vou falar uma coisa pra vocês: as roundtables apenas com convidadas mulheres são uma aula de girl power. Tenho assistido várias e está valendo por uma sessão extra de terapia - sim, sou meio exagerada.

Elas debatem temas como a disparidade dos salários, o machismo nos bastidores, suas inseguranças, suas ideias… E a gente lembra que elas podem até ser super famosas e vestir looks milionários nos red carpets por aí, mas são mulheres que trabalham muito, correm atras, acordam cedo, lutam pelo espaço delas e vivem alegrias e desapontamentos no trabalho exatamente como a gente. Por que o glamour é só a embalagem. Você diria que a Sarah Paulson, atriz fantástica de American Horror Story e American Crime Story, vive na incerteza se seu dia de gravação rendeu como deveria? “Eu nunca sei se fui incrivelmente bem ou péssima.”, ela diz na mesa redonda em que participa ao lado de outros nomes poderosos como Constance Zimmer, da série unReal que, veja você, revelou se sentir da mesma forma.

Numa dessas discussões super produtivas, acho que foi a Gina Rodriguez (de Jane, The Virgin), que colocou muito bem: “Repararam como a gente está falando o tempo todo apenas sobre os problemas e não sobre as soluções”. Kate McKinnon (do Saturday Night Live e de Ghost Busters) e Tracee Ellis-Ross (de Black-ish, e filha da diva Diana Ross), concordaram que precisamos começar a repensar a nossa abordagem. E eu tenho pensado bastante sobre isso.

Claro que é fundamental colocarmos pro mundo o que está errado. Mas, colocar as soluções - e tentar vivê-las - é tão importante quanto. Vamos exigir do mundo o que merecemos, e fazer por onde pra isso. Parece uma ideia totalmente fantasiosa, mas eu acredito piamente que, se começarmos dentro de nós, antes de qualquer outra coisa, lembrando diariamente a nós mesmas que somos incríveis, que a gente pode e que quando queremos muito conseguimos, vamos de fato conseguir qualquer coisa.


Aliás, pra te ajudar a começar, já te conto que tenho várias musas: Pati Smith, Rashida Jones, Tina Fey, Donna (personagem da série Suits), Kate McKinnon… A lista é longa. E as suas, quais são?

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3 em Devaneios da Mari no dia 17.11.2016

Devaneios da Mari: A felicidade também gosta de companhia

Oi leitorxs do Futi, tudo bom? Depois de vários papos incríveis e “sessões de terapia entre amigas”, a Jô e a Carla me chamaram pra colocar aqui um pouco das ideias que têm passado pela minha cabecinha caótica nessa nova fase do blog cheia de novidades. Estou super contente de poder compartilhar essas ideias e vou amar a troca com todxs do outro lado da tela.

Temos falado muito no grupo incrível do Futi no Facebook sobre como precisamos valorizar nossas conquistas, mesmo a menor delas, antes de nos entristecermos por qualquer coisa no presente. Sem duvida a valorização do que ja temos, do que já conseguimos, é parte fundamental no quebra-cabeça da nossa auto estima.

Mas já há algum tempo tem me chamado atenção, principalmente no grande muro das lamentações que o Facebook também pode ser, que entra ano sai ano e aquele numeral é xingado e amaldiçoado… “Já vai tarde 2012”, “se soubesse que 2015 seria essa desgraça não tinha falado tão mal de 2014”, “que 2017 seja menos pior do que esse 2016 assustador”… E por aí vai. Com certeza comentários como esses povoam a sua timeline.

Piadinha que já rola desde 2011...ou seja, faz tempo que tá na moda reclamar do ano vigente

Piadinha que já rola desde 2011…ou seja, faz tempo que tá na moda reclamar do ano vigente

Parece que O Ano, assim, com letras maiúsculas, se tornou uma entidade. Parece que o que acontece em cada Ano acontece seguindo uma ordem própria, sem qualquer influência nossa, mas que ao mesmo tempo, sem que a gente queira, ou que tenhamos pedido, interfere totalmente na nossa vida. Não sei o que me assusta mais, a possibilidade de que quem escreve realmente se sinta dessa forma ou a possiblidade da pessoa falar apenas por falar. Li outro dia uma frase que me fez pensar bastante: o sofrimento gosta de companhia. Ou seja, qualquer um fica aliviado em saber que suas agruras são compartilhadas por outras pessoas.

Reclamar sobre O Ano na timeline, é garantia de vários likes em concordância e alguns comentários amargos contendo superficialidades chatíssimas com as quais qualquer um de nós muito provavelmente lidou nos últimos meses. Esse quadro que descrevi nos últimos parágrafos é tão cansativo, tão chato, que só de escrever sobre ele já estou meio de saco cheio do meu próprio texto. Por isso já vou virar o disco para uma ideia mais positiva.

Os meses recentes foram muito complicados no mundo todo? Foram. Foram intensos nas nossas vidas pessoais? Foram. Mas olha, uma coisa é certa, basta estarmos vivos para passarmos sempre por altos e baixos. Então, por que não gastar essa energia de uma forma mais positiva? Pego como exemplo o meu ano de 2016. Foi um ano difícil, me decepcionei com pessoas muito próximas, do ponto de vista profissional foi um ano estressante, consequentemente do ponto de vista financeiro também. Eu poderia, mais uma vez, reclamar sobre como O Ano foi uma desgraça. Até que me dei conta que se nada disso tivesse acontecido, eu não teria amadurecido o tanto que amadureci, não teria finalmente iniciado a reeducação financeira sobre a qual vinha falando (e vinha adiando) há tanto tempo - com consequências desastrosas, diga-se de passagem - não teria chegado um pouco mais perto do equilíbrio tão precioso entre o trabalho e a vida fora dele… Enfim, já deu pra entender que foi também um ano de muitos ganhos né?

frase JK Rowling, autora do Harry Potter

“A felicidade pode ser encontrada até nos momentos mais escuros, é só nos lembrarmos de acender a luz” frase JK Rowling, autora do Harry Potter

Então, não estou aqui pra dizer que devemos todxs ser Polianas, vivendo num eterno jogo do contente e vendo só o lado colorido das coisas. Mas sim, pra incentivar que a gente tente encontrar, decifrar quais são as cores que estão escondidas no que parece ser totalmente cinza.

A felicidade também gosta de companhia. E cultiva-lá dá menos trabalho, além de fazer bem pra nossa saúde. Não acha?

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