Pronto! Dezembro começa a chegar ao fim e junto com isso começam a surgir muitas questões que envolvem a alimentação. Nós já falamos aqui de alguns dos problemas que o famoso “Projeto verão” traz consigo. Ele mexe com a cabeça e autoestima das mulheres, e consequentemente com a alimentação das pessoas. Nessa época do ano os memes parecem variar entre o problema de se alimentar de forma restrita para estar apta para colocar o biquíni e o extremo oposto, isso é, o medo de comer de forma exagerada durante as festas de final de ano.

Já viu a confusão interna que isso gera, né?
As comidas de fim de ano são totalmente carregadas de memórias afetivas. Pensa aí qual a comida que não pode faltar na sua ceia de Natal? Qual lembrança veio à tona? Lembrou?! Aposto que você acabou de lembrar dela na boca, provavelmente ficou salivando. Não se preocupe, é normal e tá tudo bem. Você precisa saber que comida também é isso! É memória afetiva, é representatividade e sabor. Sim, comida te alimenta e nutre, mas ela não tem apenas esse fim, ela pode e deve ser prazeirosa. A verdade é que entre tantos mitos esquecemos de uma verdade: ela não tem poderes extraordinários que vão te engordar ao comer apenas uma vez.
Mais uma vez quis ouvir vocês, então fiz uma enquete nas minhas redes sociais e no nosso grupo do #paposobreautoestima. Pedi que as pessoas me contassem quais alimentos não podiam faltar na ceia de Natal das suas casas. Sabe qual foi o prato campeão da nossa audiência?
Claro, a rabanada.
Sim, aquela que leva glúten e lactose (e tá tudo bem)!
Um dos pratos natalinos mais presentes na nossa memória afetiva. Além de ter em sua receita um dos nutrientes mais demonizados dos últimos tempos, o carboidrato. Ela é feita de pão também leva açúcar, leite, leite condensado e ainda por cima é frita. Ou seja, praticamente um prato que depõe contra toda a cartilha de quem está em uma dieta - restritiva ou nem tão rígida assim. Imagine só que absurdo um prato feito com glúten e lactose na mesma receita?
Mas vamos conversar, qual o problema de comer rabanada uma vez por ano?!?!?!
Quero viver em um Brasil onde a gente consiga preservar nossas comidas regionais, nem que seja nas datas especiais. Precisamos tomar esse cuidado, é a nossa história e são as nossas tradições.
Deixamos essas crenças de lado? Ótimo, vamos para outro ponto importante, uma pergunte que chove para mim essa época do ano:
Como faço para não comer exageradamente nas festas de fim de ano?
Vocês lembram que sempre explico que nós temos comer quando temos fome e temos que parar de comer quando estamos saciados? E que estar satisfeito é diferente de estar cheio?! Saber essa diferença também vai ser importante na noite de Natal. Estar cheio seria aquela sensação desagradável de que “não cabe nem mais uma uva passa!”. Isso é ruim pois você está ali basicamente para ter prazer comendo comidas que você gosta, e de tanto que você comeu, esse prazer nem está mais presente. Nessa hora fica apenas aquela sensação ruim. Não queremos isso. Queremos que você coma bem, que coma o que gosta, mas que ainda esteja sentindo a sensação do prazer.
Algumas dicas úteis para as festas de fim de ano:
- As opções no Natal costumam ser muitas. Peru, chester, tender, bacalhau, arroz, farofa, salpicão, maionese de batata, rabanada, e por aí vai. Na ceia, veja os pratos servidos à mesa e pense: “qual comida dessas eu gosto muito?” Pois nem todos os pratos servidos ali você gosta muito, de verdade! Com certeza tem coisa ali que você gosta mais ou menos. Por isso, foque no gosto muito! É importante ressaltar que você não vai comer mais por isso, pelo contrário, você vai saciar seu apetite com aquilo que você realmente quer comer.
- Muitas vezes as pessoas exageram nas comidas de Natal porque elas simplesmente estão disponíveis ali na mesa. Não coma “só porque está ali” e sim porque você está com fome e gosta muito daquilo.
- Que tal optar por pratos que só tem nessa época? A rabanada e o panetone estão nessa lista.
Prestando atenção na fome x saciedade, criando seu prato com aquilo que você ama, você não vai sair da mesa se sentindo mal por estar cheio. O melhor? Ainda vai continuar sentindo o prazer daquela refeição que envolve tanta memória afetiva.
Um bom natal para todo mundo!
Só não se esqueça do mantra: é só uma rabanada!
Grande beijo.








