0 em Comportamento/ entretenimento no dia 06.04.2016

Filmes da Sil: A Série Divergente: Convergente

Semana passada eu contei que passei por tempos complicados. Felizmente tudo terminou bem e já estou com a cabeça no lugar - ou no máximo que ela fica ;P Obrigada pela paciência que todos tiveram!

A Série Divergente: Convergente

convergente

Eu não sei vocês, mas sabe quando você não gosta do livro mas está ansiosa por um filme? Então… Aí o filme saiu de presente de aniversário para mim ;) Assisti e gostei mas fiquei pensando - e as vezes pensar demais não é bom, risos! E nesse meio tempo aconteceram coisas, eu tentei reler o livro e pior, teimei que precisava rever para ter certeza do que estava certa da minha opinião.

De novo, eu contei com a ajuda do meu santo marido, como fiz no Insurgente, afinal ao contrário da Cá, eu li o terceiro livro aos trancos e barrancos e nem lembrava mais de alguns trechos! Só lembrava do “mimimi” romântico e de em alguns momentos da primeira metade do livro e de não aguentar mais a Trix e o Quatro. E no trailer não aparece nada disso. Mas o segundo filme fugiu completamente do segundo livro, para pior na minha opinião - com aquela confusão de 100% Divergente - e então, o que eu poderia esperar desse?

Felizmente se você não gostou do livro e espera algo 100% fiel, comemore! Apesar de ser mais um livro que virou dois filmes, “A Série Divergente: Convergente” “enxugou” muito drama pessoal e se tornou um filme voltado para o público infanto juvenil, mas sem os melodramas básicos que costumam rondar esse gênero. A palavra de ordem aqui é ação e finalmente vislumbramos o que poderia ser a real história por trás da saga. E sim, vemos aquele mundo distópico e até o meu sonho de “Admirável Mundo Novo” dar uma leve temperada e mostrar que talvez - vamos colocar aqui um talvez bem grande - Veronica Roth tenha sim se inspirado no meu livro preferido para escrever seus livros, ou pelos menos os roteiristas.

Particularmente curti o visual do filme e os efeitos especiais, tirando um momento de uma gosma laranja, nada assustador, só não foi a melhor solução para mim. Aliás, vale a pena prestar atenção nos 20 minutos finais, pois os efeitos são importante para parte da história e são sutis (eu cheguei a ficar na dúvida na primeira vez que assisti). E achei que os momentos ficção científica do filme ficaram bem mais acreditáveis e interessantes, mas talvez a história contribua para isso.

Quem já viu o trailer (ou o filme) talvez tenha reparado em um rosto conhecido falando com Trix, mas não sabe bem onde viu o moço antes. Ele é membro do clã Skarsgärd, irmão mais novo de Alexander (True Blood e em breve Tarzan) e Gustaf (da série Vikings), Matthew - que apesar de já ter feito outras pontas é conhecido por protagonizar a série original do Netflix, Hemlock Grove, onde ele interpreta um vampiro assim como seu irmão mais velho. Em compensação, uma moça que aparece conversando com Quatro - Nadia Hilker como Nita - me era desconhecida até então, e parece ter futuro. Pelo menos a personagem é menos irritante que eu me lembrava no livro =)

Lógico que o elenco original mostrou evolução, inclusive Theo James parece ser o que mais se esforçou em melhorar seu trabalho. Já Shailene está bem em algumas cenas, mas não acredito ser o melhor filme de sua carreira. Mas é Milles Teller como o oportunista Peter - alguns podem argumentar que ele é só um sobrevivente, risos - que rouba as cenas todas as vezes em que aparece na tela. E o faz sem esforço, Milles tem talento e timing, e dessa vez não esqueceu de trazer suas qualidades para o set.

Em um momento político como o qual estamos vivendo no Brasil, onde vemos tantas pessoas tão extremistas, ver as disputas de facções e não facções do mundo de Convergente já não nos parece tão estranho. Entretanto devemos lembrar que apesar de filmes muitas vezes terem finais felizes, a realidade nem sempre é igual. Não devemos sonhar só com finais iguais aos de “Jogos Vorazes” onde heroínas resolvem magicamente nossos problemas políticos, afinal infelizmente alguns embates são ainda mais complexos. E as vezes mesmo com uma Divergente 100% devotada como a Trix, temos que tentar entender o que está acontecendo à nossa volta antes de agirmos, ou corremos o risco de cairmos nas mãos dos líderes errados. ;)

Beijocas,

Sil

PS: Conversas políticas sempre são bem vindas, discussões e radicalismos entretanto não são adequados aqui. =)

PS2: Apesar de não ter vergonha de minhas opiniões políticas, no momento eu, Silvia, só quero PAZ! Não quero ver mais ninguém brigando como vi algum tempo atrás, simplesmente por não querer ter tolerância. Já deu, né? Todo mundo quer é um Brasil melhor e temos que começar nos entendendo e dialogando mais para isso. E mais beijos pq beijos nunca são demais!

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