Outro dia estava jantando com meu marido e minha mãe quando começamos a falar de exposição nas redes sociais. Eram 2 tentando me convencer que eu não tinha que mostrar muito a minha vida e eu, sozinha, tentando explicar que meu trabalho envolve um pouco disso. Para mim, o blog e o instagram sempre foram meus lugares seguros, menos por medo de exposição e sim por causa da (falta de) espontaneidade. Sou uma péssima pessoa espontânea e me sinto uma maluca falando sozinha com o celular, principalmente no Snapchat (que como vocês já viram, é completamente dominado pela Jô).
Mas voltando ao assunto, segundo eles, eu não devia mostrar muito do meu casamento, do meu cachorro, da minha casa (detalhe: eu nem mostro médio, quanto mais muito). O motivo? Ficar mostrando minha vida na internet poderia trazer gente invejosa. Aliás, por algum tempo eu fiquei aterrorizada com a possibilidade do Jack ter ficado doente porque eu o expunha “muito”, acreditam? E nem sei porque eu caí nessa, já que todas as vezes que eu me expus mais do que o meu costume, o feedback foi super positivo.
Agora com um bebê a caminho, obviamente eles queriam ver o que eu ia falar, e a minha resposta foi: não sei. Respeito quem não gosta de expor os filhos por consideração ao que eles vão achar no futuro (aliás, essa é uma questão que não podia ser mais atual, né?), mas não me venham com o argumento da inveja virtual, pois para isso eu tenho a resposta certinha: eu não caio nessa.
Para começar, eu não acho que tenho motivos para ser tão invejada quanto minha mãe acha que eu sou. Amo a minha vida e não trocaria por nada, mas vamos combinar…não viajo metade do que tantas meninas viajam, não sou milionária, não sou maravilhosamente linda, enfim. Com tanta gente no mundo pra invejar, me invejar é praticamente uma perda de tempo. Rs
E se for assim, tadinho do George, filho do Príncipe William, ou então da Gisele Bundchen, né?
Segundo, eu acredito piamente em inveja e sentimentos negativos, mas assim como não consigo entender quem acha que tudo de ruim que acontece é inveja alheia, também não consigo conceber a inveja virtual. Creio plenamente que deve ter meia dúzia de pessoas desocupadas que não gostam de suas vidas e, ao invés de correr atrás de mudá-las, preferem achar que o mundo é injusto e que as pessoas não merecem aquilo que mostram nas redes sociais. Mas também acredito que esse sentimento ruim não penetra na foto e passa pelo celular, atingindo o alvo invejado. Para mim, a inveja virtual só vai fazer muito mal para quem está sentindo, e ponto.
O que eu mais gosto das redes sociais é o poder de compartilhar seus momentos. Se você prefere mostrar apenas o lado bom, feliz e glamuroso, ótimo, se você gosta de compartilhar o dia de trabalho e a louça para lavar no final do dia, ótimo também, e se você prefere algo mais impessoal e conceitual, vá em frente. Só não vai deixar de fazer algo que você gosta porque tem medo de gente invejosa, até porque – sem querer apavorar ninguém - esse tipo de gente costuma ficar mais perto do que a gente imagina.
E vocês? Acham que inveja virtual pega?
Beijos!
Cá


21 Comentários
Tati ViNog
16.07.2015 às 20:15Oi Cá! Nesses dias estava comentando com meu marido sobre isso. Estou com um probleminha de saúde e uma amiga ficou chocada qdo soube, disse q me acompanhava nas redes socias e eu apresentava estar ótima. E realmente não sou de ficar postando a parte ruim da minha vida, não tô querendo mostrar q sou a “fodasticamente feliz”, mas apenas acho q coisa ruim a gente encontra em qualquer canto… é na tv, é na net, é no rádio, é no jornal… Só tem desgraça! Se torcer o jornal é capaz de sair até sangue! rs… Qdo posto a parte boa, posto pra poder compartilhar a minha felicidade e não me “exibir” como muitos acham! Só isso! Agora se a minha felicidade incomoda alguém só lamento! Se provoca inveja lamento mais ainda. Pois acredito q vá afetar mais a ela q a mim!
Mas tb acho tenebroso felicidade armada, felicidade falsa… Pessoas q fingem coisas e situações! Isso acho o fim! Mais aí né e cada um com sua consciência! Bjs!!!
Carla
17.07.2015 às 15:52Oi, Tati! Espero que em breve você melhore, viu? E eu também prefiro expor mais as coisas boas do que ruins, mas quando contei sobre momentos complicados que vivi, tive tanto apoio que me surpreendi, então, para mim, até isso foi uma ótima experiência (por pior que fosse o momento!). E quanto à felicidade armada, acho que isso já é outro texto! hahaha E pelo menos para mim, dá para ver de longe esse tipo de “felicidade”!
Beijoos
Ale Garattoni
16.07.2015 às 22:42Tudo que a gente compartilha - seja numa mesa de três pessoas ou numa internet pra milhões - vai atrair energias boas e energias ruins. Quem compartilha é que vai escolher qual quer receber em troca! Acredito muito nisso!
Carla
17.07.2015 às 15:52Verdade, Alê!
Rafa
16.07.2015 às 22:58Oi, cá! Eu não gosto de me expor muito, nem pessoalmente! Por isso comento tão pouco rs! Acho esse um tema complexo…certamente tem gente que vive uma vida paralela na internet, e talvez poste pra “ostentar” mesmo, sabe? vocês não estão nesse grupo, e, falando por mim, acompanho vocês com admiração e mandando energias positivas!
Carla
17.07.2015 às 15:54Oi, Rafa! Acho que essas pessoas que vivem vida paralela na internet uma outra história, quem sabe eu consigo escrever algo sobre isso? rs E muito obrigada pelas energias positivas, essas eu acho que conseguem passar pela tela do computador! hehehe
Juliana
17.07.2015 às 1:20Ai Carla eu TOTAL caio nessa! Infelizmente. Sou do time da tua mãe e do marido, não gosto de compartilhar minha privacidade por duas coisas: inveja pelo lado ruim e alta expectativa quando é algo bom. Tenho conhecimento que isso é uma fraqueza minha e que por muitas vezes me limita. Muitas vezes com amigas minhas tipo tu e a Jo eu não divido também. Sei lá coisa minha. Mas busco a melhoria!
Bjs!!
Carla
17.07.2015 às 15:56Eu sempre fui uma pessoa muito difícil de compartilhar coisas minhas, nem com a minha mãe eu costumo me abrir! O blog tem me ajudado muito a conseguir me libertar, e quando vejo que minhas experiências permitem troca de ideias, de comentários e tudo, para mim vale a pena. Mas acredito que se eu não tivesse o futi, eu continuaria igual ao que eu sempre fui, até porque na “vida real”, eu continuo meio fechadona! rs
Lyanna
17.07.2015 às 7:50Cá amei o post e concordo in-tei-ra-men-te com você. A minha exposição no blog é a que eu considero apenas necessária. E eu apareço bem pouco, tanto que se torna até um defeito, pois novos leitores e seguidores ficam da dúvida de quem faz ou quantos fazem o blog e as redes sociais. Então a conclusão é que devo aparecer mais, porém acho que devem ser aparições interessantes e com conteúdo relacionado ao blog, ou seja, casamento. E embora o tema casamento seja um mundo que rende bastante conteúdo, o assunto casamento não faz parte da minha vida 24h, no caso eu tenho uma vida de casada que envolve outra pessoa e eu entendo e respeito que a outra pessoa (meu marido) não queira aparecer e qualquer outra pessoa que conviva comigo. Afinal a blogueira, a que escolheu e que deve se expor um pouco mais, sou eu (é dessa forma que minha cabeça de advogada funciona).
Essas são as razões pelas quais não apareço muito, mas minha mãe e meu marido adorariam conversar com sua mãe e seu marido, pois eles acreditam piamente na força da energia e inveja virtual.
E eu acredito que, como tudo na vida, essas energias vão nos cercar sempre e nesse ponto concordo perfeitamente com a opinião da Ale Garattoni, qualquer exposição vai atrair energias boas ou ruins. Seja na vida de exposição de blogueira, seja na nossa vida privada, real ou virtual, a gente vai aprendendo o que fazer quando se depara com uma carga muito ruim. Na minha vida privada eu simplesmente tento me afastar das energias ruins e na virtual eu meço e penso bastante o que vai ser postado. Não quero perder a espontaneidade, mas uso dois filtros antes de postar algo sobre minha vida: Por quê? e Pra quê? É o que tem me norteado!
Carla
17.07.2015 às 16:00Ly, mas a minha “briga” com eles foi que eles estavam me dando uma dica que eu acho que já sigo. Principalmente no blog, eu só exponho o que eu acho válido, eu faço essas perguntas que você faz. No insta eu tento deixar um pouco mais livre, até porque uma das coisas que eu mais gosto de fazer de vez em quando é dar uma olhada nas fotos antigas e lembrar do lugar que eu fui, da reunião com as amigas que eu tive, de uma viagem que eu fui. Mas não concordo que eu postar o Jack fez ele ficar doente, por exemplo. Não acho que meia dúzia de invejosos que eu nem sei se tenho conseguiram essa proeza. Para mim, a vida tem momentos bons e ruins, e isso independe de inveja alheia!
May
17.07.2015 às 10:53Eu sou a favor de fazer o que a gente quiser fazer e compartilhar o que a gente quiser compartilhar, sem medo de ser feliz. Mas também sou dessas que de vez em quando toma um banho de sal grosso e que trancou o instagram há alguns meses para evitar gente de fora fuçando e vendo coisas minhas, dos meus amigos e da minha família.
Só que não fiz isso por questão de inveja, fiz por questão de privacidade. Senti que estava nessa fase da vida, de não querer pessoas que não gostam de mim ou que nem me conhecem sabendo o que faço ou deixo de fazer, quem eu vejo ou deixo de ver.
E também sou dessas que acha que independente de você compartilhar algo, invejosos sempre invejarão. São pessoas que fazem isso sem nem notar, já faz parte de si próprio. Se você não postar sobre o Jack ou o baby boy, vão invejar a camiseta branca da Hering que você postar um dia no look. Vão invejar a cor do seu cabelo, do seu olho. A bolsa, o quadro na sua sala, a grama do seu jardim.
Ou seja, faça o que te fizer feliz. Se postar algo, mas passar pela sua cabeça que ta rolando inveja, toma seu banho de sal grosso. E acima de tudo, pensa positivo. Isso já é metade do caminho andado. Fui muito confusa? Hahahahaa
Carla
17.07.2015 às 16:04Não te achei nem um pouco confusa, May! Acho que privacidade é bem diferente de inveja, e é uma explicação que faz muito mais sentido inclusive! Eu até dei usei esse argumento na conversa com eles, porque um dos dois soltou que uma celebridade X não fica dividindo a vida nas redes sociais, aí eu disse “óbvio, eles já têm milhões de pessoas seguindo, fotografando e procurando saber da vida deles, eles fazem isso por privacidade e não por inveja alheia. rs”
Alice
17.07.2015 às 11:11Adorei sua reflexão. Aliás, tudo que vc escreve é super sensato e ao mesmo tempo tão leve, Cá. Concordo com vc, muitas vezes, nós é que damos importância demais para essa questão da inveja, o que não deixa de ser um pouco presunçoso e até fantasioso ficar imaginando as pessoas te invejando. Por outro lado, quando expomos nossa vida (seja muito ou pouco) damos brecha para o feedback negativo ou positivo. E o que chateia, até p mim que não sou blogueira nem nada nem me exponho muito, é ter que ver comentários negativos gratuitos. Eu nem encaro como inveja, simplesmente considero uó lidar com isso porque, querendo ou não, vc se estressa, fica c raiva, indignada (mesmo que seja pouquinho) e fica essa “energia negativa” pairando ao seu redor. Não sei se me fiz entender, mas acho que tem mais a ver com os sentimentos “ruins” que são despertados dentro de vc por nada, por besteiras. Mas não caio de jeito nenhum nessa coisa de ficar imaginando que os outros estão me invejando, só me preocupo quando isso se concretiza em palavras ou atitudes.
Carla
17.07.2015 às 16:07Alice, primeiro, muito obrigada pelo elogio! Segundo, você conseguiu traduzir em palavras algo que eu não consegui! Porque eu não acredito que inveja alheia passe pela tela do computador, mas eu sei que energias positivas passam, porque eu já vivenciei isso diversas vezes. E é isso: é porque eu foco nos comentários legais e isso me dá sentimentos bons. Talvez eu não achei que inveja virtual passe porque - graças a Deus - dificilmente temos comentários maldosos em qualquer rede social. Isso de certa forma blinda a gente, né? Talvez se eu fosse a Thassia, eu pensasse diferente, mas nunca saberei! hehehe
Alice
18.07.2015 às 22:45Realmente, não sei como a Thassia suporta! Tem que ser muito evoluída…
Giovanna
17.07.2015 às 11:29Que texto perfeito!!! Assim como você acredito sim que a inveja e energia negativa as vezes podem estar mais perto do que a gente imagina mas sou super a favor de expor meus momentos felizes no face, no insta, etc… Poxa a vida já anda tão complicada porque não exaltar o belo, o feliz ou invés de dar ênfase ao negativo… Sou a favor de espalhar amor e felicidade sim e acho que é justamente assim que nos blindamos da energia negativa que, sim, existe aos montes por aí!
Beijão
Carla
17.07.2015 às 16:08Concordo, Giovanna! Eu adoro ver fotos genuinamente legais, de momentos que pessoas que eu gosto estão vivendo! É meu escape! hehehe
jo
17.07.2015 às 20:08acho que a chave do sucesso é a liberdade de vc expor aquilo que vc quer. acho que o blog é sua casa virtual e como vc falou o feedback é muito bom e positivo, nao vejo porque vc nao compartilhar isso, ademais acho que a exposiçao sadia, sem ostentaçao é super saudavel, ate porque quem acompanha o blog gosta de vcs, e muitas leitoras, se nao a maioria, vai torcer por vcs, acho que o blog quanto mais comercial pior, perde a essencia e identidade, ficando uma comunicaçao puramente comercial.
espero que vc nao mude, acho que seu marido e sua mae podem ate questionar, mas eles ja perguntaram quantas coisas boas o blog ja te ofereceu por causa do feedback das leitoras? ja se questionaram se isso foi negativo em algum aspecto? talvez a reflexao seja mais deles do que sua. bjs!!!
Angela Maria
19.07.2015 às 12:40Inveja não pega, volta pro dono!!! Inveja virtual então, nem pensar…pois não é possível que em um mundo tão vasto,alguém tenha a capacidade de ficar perseguindo alguém por inveja.
Expresse-se a vontade e seja feliz!!!
A mesa está posta para todos, cada um que procure a sua fatia.
Todos nós viemos ao mundo com a nossa própria provisão, é só olhar para si mesmo ao invés de querer o que o outro possui. Abraço
Adriana
20.07.2015 às 8:03Adorei o texto Cá, mas eu discordo de vc. Acho que inveja virtual pega sim e MUITO! Sou muito precavida com qualquer mínima coisa que coloco na internet, e sempre levo muito a sério aquele pensamento de que “quanto menos gente souber, mais feliz você será”, pra mim isso é fato! Beijos
Paola Alves
20.07.2015 às 12:51Pra mim, se a gente for ficar pensando na energia negativa dos outros que pega em nós, olho gordo, inveja e essas coisas todas.. a gente não vive! Prefiro sempre transmitir coisas boas, fazer o bem para as pessoas, dar o melhor de mim e acho que essa é a melhor coisa pra combater esses paranauês HEHEHEHE <3 http://simsemfrescura.blogspot.com.br/