A Roupa e seu Comprimento ao longo da História
Li esse mês uma frase muito interessante na Vogue que resolvi pesquisar mais afundo: “comprimentos estão intimamente ligados ao contexto social.“ Acabei constatando que sim, essa é uma das curiosidades mais verdadeiras na moda. O que se tornou um assunto muito bacana para a nossa coluna sobre história da moda…
Vocês sabiam que foi apenas na década de 20 que a muher passou a mostrar os tornozelos? Essa era uma ousadia para a época!
As mulheres dos anos 20 queriam dançar, sair, se movimentar e quebraram paradigmas. A roupa do momento possui a cintura na altura do quadril e as saias até quase a altura do joelho. Esse “uniforme” durou anos até a Grande Crise de 29 onde a moda voltou a ser mais conservadora.
Na Segunda Guerra ocorre um racionamento de tecido e novamente o comprimento das saias diminui. Surge a saia-calça que era mais confortável e se adequava a nova realidade das mulheres (que precisaram trabalhar pesado enquanto os homens iam para o front).
Até que Christian Dior surge com o New Look e, as mulheres cansadas dos anos negros da guerra se jogam num modelito onde a saia era ampla (e aí, gasta-se tecido), a cintura fina e o top ajustado.
Nos anos 60 surge a minissaia pela mão de dois estilistas: Mary Quant e André Courrèges.
O comprimento longo se destaca em toda a década de 70 primeiro com os Hippies depois com as Halstonetes do Studio 54.
Vinte anos depois, o mídi se tornou o que era mais chique no momento. Os anos eram os noventa e o ícone do momento era Carolyn Basset.
Assistimos recentemente uma década cheia de curtos e justos. A moda refletiu nas mínis todo um comportamento novo das mulheres que desejavam se sentir mais jovens, transgressoras e sexies.
Começmos a viver um novo momento, uma nova década surge e em seu início é certo que a elegância e a feminilidade irão retornar com força total. Novamente, o mídi e o longo se tornarão foco da nossa atenção e desejo.
E mais uma vez, os comprimentos estarão ligados ao contexto social!

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