Quem já leu o nosso #bookdodia do “O segredo do Chanel número 5” sabe que nós amamos o assunto perfume. Quem ama a história da moda misturada a história do mundo moderno pode e deve se interessar pela história do perfume no mundo contemporâneo!
Essa semana o Futi foi convidado para conhecer a fábrica de O Boticário em Curitiba, e entre uma programação e outra, nós tivemos uma verdadeira aula sobre perfume, sobre sua história e não só aprendemos como cada fragrância é única, como também nos ensinaram o processo!
No “berçário” dos lírios, elemento fundamental do perfume Lilly!
Claro que não conseguirei passar nem um décimo do que eu aprendi nesses dias, por isso, resolvi pegar algumas dicas de bibliografia para quem se interessa pelo assunto. O Perfume, romance policial que vai à fundo na história da perfumaria para contar a história é uma super opção. Para acompanhar uma cronologia vale a pena ler o “Brasilessência, a cultura do perfume“.
A verdade é que durante a História, as essências acompanham grandes mulheres, desde os tempos de Cleóprata as fragrâncias e os banhos com cheiros já eram importantes. Sem contar a queima de incensos, madeiras e outras ervas aromáticas que já iniciava a história do perfume e começaram a ser usados para a adoração dos Deuses e depois foi dando lugar ao profano relacionado à desejo, algo mais “sexy”.
A perfumaria moderna nasceu no Renascimento Florentino, na Itália, não na França como todo mundo imagina. A realeza começou a usar perfume e, posteriormente, a industrialização permitiu que no século XIX o hábito de se perfumar começasse a chegar para todos.
Nessa palestra incrível, nós viajamos por todos os perfumes mais famosos dos anos 60, 70, 80, 90 até hoje. Sentimos várias dessas fragrâncias que nos permitiram viajar no tempo e nas nossas histórias. Fiquei tão empolgada que quis trazer um pouco da palestra aqui para o blog!
Depois dessa imersão na história do perfume, nós acabamos vendo e revendo os perfumes de O Boticário. Foi quase uma sessão nostalgia, já que algumas das 104 fragrâncias fazem parte da minha história e essas eu vou compartilhar com vocês.
Minha história de cheiros cruza muito com algumas fragrâncias da marca. O primeiro perfume que me lembro de ter era o “perfume do boto cor de rosa”, quando eu ainda era bem criança. Além dele eu usava a espuma de banho (com embalagem de boto). Depois passei para o Aqua Fresca, primeiro perfume de “mocinha” que eu usei!
Depois desses dois eu passei para o Thaty, queridinho das minhas épocas de escola e das pré adolescentes. Depois disso, passei muitos anos usando perfumes importados mas ano passado, voltei a eleger uma outra fragrância nacional como queridinha, o Make B., eu diria que é um clássico moderno que eu acho que vale muito a pena experimentar.
A verdade é muitos perfumes fazem parte da nossa história, sejam eles nacionais, importados e afins, cada um representa um ano, uma época ou uma fase. É muito especial passear por tudo isso e mais ainda ver o quanto uma empresa tão importante no mercado nacional investe para ter uma fábrica e profissionais de ponta por aqui.
Fiquei com muita vontade de saber quais são os cheiros de vocês! Aposto que nós todas usamos vários perfumes em comum, né?
Beijos
Jô
PS da Carla: Sei que a Jô pediu para que vocês compartilhassem seus perfumes, e não eu, mas não resisti porque choquei com a lista dela, é muito parecida com a minha! Principalmente a parte de quando a gente era mais nova, passei por todos: Thaty, Tartine et Chocolat, Issey Miyake, Ralph Lauren (incluo nessa quatro clássicos da adolescência, o feminino da Tommy Hilfiger, Cool Water da Davidoff e o CK One e CK Be da Calvin Klein!). Hoje a gente procura fragrâncias que nos diferenciem, mas na adolescência a gente queria usar o mesmo perfume que todo mundo usava, né?
Já que estou aqui, vou aproveitar para contar os meus preferidos atualmente, que são apenas 3: Coco Mademoiselle da Chanel, La Petite Robe Noire da Guerlain e o Lilly do Boticário!

