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para pensar

27 em Comportamento/ Reflexões no dia 28.11.2013

Eu uso G, e você?

Outro dia ouvi uma história que, nesse mundo de blogs, tem gente que diz usar PP ou P quando claramente se vê que um M seria o tamanho perfeito. Bem, eu uso G/42 e são pouquíssimas as lojas que o M/40 realmente fica legal. E nunca tive o menor problema em admitir isso. Odeio roupa que é feita para ser larguinha apertando e, fazer o quê, não sou gorda mas sou larga, tenho peito grande e minha cinturinha tá longe de ser pilão.

Não sei se sou eu que sempre fui bem resolvida ou se a história de viver de aparências está saindo dos limites a ponto de alguém mentir numeração para “passar de magra“, só sei que achei essa história um absurdo. Mesmo assim, pensando bem, ela tem ramificações que não são exatamente novas.

Vamos pegar, por exemplo, a história do presente. Muita gente morre de medo de comprar um presente G por achar que a presenteada vai levar como um desaforo ou uma alfinetada para que ela emagreça. Bem, eu sempre deixo bem claro para quem eu tenho intimidade que meu desconforto vai ser bem maior se eu tiver que ir na loja trocar porque teimaram em me dar algo que não é do meu tamanho. Mesmo assim, dá pra entender que o M é meio universal, ainda mais se você for presentear alguém que não conhece muito.

E sempre existe também o grupo das que preferem se iludir e comprar números menores porque eles fecham. Não é porque uma calça 38 fecha em mim que isso significa que ela vestiu bem. Querem o maior exemplo? Esse kaftã que eu experimentei na coleção da Adriana Barra para C&A. Ele é 38, eu sou 42, sabia desde o início que não ia dar certo, experimentei só porque eu já estava com a mão na massa.

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Resultado? Fiquei parecendo o Gominho.

Eu experimentei a versão curta dele, em outra estampa, até mostrei nesse post e dá pra ver claramente como ele veste bem no tamanho certo e, em compensação, acaba contigo se estiver na numeração errada. Resumo da ópera: É 38? Sim! Mas de que adianta ter entrado em uma roupa 2 números menor e ela ter me engordado uns 10 kgs fácil? Melhor continuar no meu 42 que veste bem e me valoriza!

Muitas vezes pode ser frustrante ver que você tá fazendo dieta, exercícios e mesmo assim seu número não muda, eu entendo e muitas vezes já fiquei frustrada com isso também. Mas vamos lembrar que os tamanhos por aqui não são padronizados e, muitas vezes, uma mesma loja pode te deixar de cabelo em pé por causa da numeração maluca, por isso, digo por experiência própria: não vale se ligar nisso! O importante é a roupa vestir bem, no mais, o número só importa mesmo caso você queira estabelecer algum parâmetro nas suas medidas!

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E tem mais: se esse é um assunto que te incomoda, pra quê ficar falando sobre ele? Por via das dúvidas, corta a etiqueta e caso alguém perguntar é só falar que não lembra! Fica bem mais fácil, né? Só não dá pra ficar encucada, achando que engordou 5 kgs só pelo ato de sair de uma loja e entrar em outra!

E vocês? Já passaram por isso?

Beijos!

Carla

12 em Ásia/ Comportamento/ Reflexões/ Viagem no dia 20.11.2013

Reflexão: Minha cabeça viajou pra Ásia

Pedir pra alguém fazer uma foto sua em um ponto turístico e esse registro sair no mínimo decente tem a mesma probabilidade de acontecer do que pedir pra um apicultor bombar no look do dia com seu uniforme.

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Aqui na Asia não foi diferente. Eu e Carla já passamos por Bangkok, Ko Phi Phi com suas praias maravilhosas e pelo Camboja, com uma infinidade de templos deslumbrantes. Acontece que o registro que vamos deixar dessa nossa viagem para a posteridade é, no mínimo, escalafobético (adoro essa palavra mas raramente posso usá-la). É óbvio que não podemos exigir que todo ser humano seja um exímio fotógrafo. Até porque, se nós todos tivéssemos nascido da costela de Sebastião Salgado, o mundo nem cor teria (com todo respeito ao tremendo fotógrafo que ele é).

Pensando assim, se civilizações futuras encontrarem registros dessa nossa viagem daqui a mil anos, vão achar que a família Romero era descendente do Sr. e Sra Cabeça de Batata. Explico: todas as fotos que tiramos juntos tiveram o corpo cortado, só sobrando a cabeça.

Outro erro recorrente dos turistas caolhos é cortar os seus pés na foto. Não sei da onde vem a mania dessa gente de achar que os pés são uma parte sem importância do corpo e que não merecem o status de aparecerem junto à Torre Eiffel ou a uma pirâmide no Egito. Na minha opinião, os pés são mais importantes que as mãos. Vide a moda pra comprovar minha teoria. Quanto custa um Louboutin? Pois é. Já as mãos, coitadas… Quanto custa um DVD da Eliana Dedinhos? Tá vendo? Matemática pura!

Existe também aquela frase que se você quer que faça bem feito, faça você mesmo, certo? Errado. Uma “selfie” também é uma tortura. Você nunca consegue enquadrar direito, a sua cara fica gigante, seu papo fica maior do que um papo entre mães aposentadas, volta e meia parte do seu braço acaba fazendo parte da foto e o fundo, que costuma importar bastante, praticamente não aparece. Isso sem contar o malabarismo que é para fazer uma “selfie” bem feita.

Vamos combinar? Cortar partes de seres humanos é crime. Uma prática selvagem digna de filmes de terror. A solução é torcer pra aquele turista com uma camera gigante que tem tudo para fazer uma foto maravilhosa não ser descendente do Jack, o Estripador.

Bernardo Romero

0 em Comportamento/ Fhits/ Moda/ Reflexões/ Semanas da Moda no dia 29.10.2013

Todo mundo dá uns tropeços pela vida!

Já falamos do constrangimento do bem por aqui, aquele em que quando você menos espera, um desconhecido avisa que você tem batom no dente ou está com a camisa desabotoada. Na reflexão dessa semana aproveitamos o contexto da semana de moda para abordar um assunto que também constrange, mas faz parte da nossa história e, no fim, gera boas risadas,

Quem nunca falou: Levanta, sacode a poeira de dá a volta por cima? Quase todo mundo já falou ou ouviu isso mas quando a coisa acontece de forma mais literal, parece que o tempo de reação é que vai definir quem vai se sair bem ou mal dessa situação. Tem que planejar como sacudir a poeira, dar a volta por cima e cair na gargalhada, não necessariamente nessa mesma ordem.

Já deu para perceber que estamos falando de tropeços, tombos, escorregões e situações que nos levam literalmente ao chão! Para nós, a reação número zero tem que ser uma rápida verificação de saúde. Caiu? Ok. Ta bem? Machucou? Se a resposta é não, entra a segunda questão: como perder a pose sem perder a pose? Para dar um toque leve à situação e diminuir o tamanho do estrago, nós preferimos sempre levar a situação no bom humor. Mas sabemos que, para muita gente, a reação está diretamente ligada ao tipo de lugar e à quantidade de pessoas que assistiram o mico.

Para ilustrar o tema da discussão do dia, nós juntamos fotos inacreditáveis de modelos que tropeçaram na passarela, por isso, falamos que aproveitamos a semana de moda de SP para compartilhar esse texto com vocês. Nesse caso, nem achamos que cabe tentar achar graça de si mesma, nem levantar e dar a volta por cima. É levantar, dar a volta por cima e terminar o trabalho! É um acontecimento péssimo para a modelo, já que se trata da carreira dela, e torna tudo ainda mais delicado. Mas se o momento for menos desesperador melhor.

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Quem não lembra de quando Ana Claudia Michels parou para ajudar a outra modelo Ana Beatriz Barros a se levantar? Foi em pleno Fashion Rio, no desfile da Blue Man e na nossa opinião foi um sucesso. Um super exemplo de solidariedade e capacidade de lidar com o imprevisto de forma sensacional, toda trabalhada no jogo de cintura.

A coisa pode ser grave tanto para a modelo que está na passarela quanto para uma pessoa que está em uma situação mais “inóspita”, se sentindo insegura. Nesse caso uma queda pode ser o fim de uma tentativa de estar bem naquele ambiente, pode desconstruir a confiança de uma mulher em fração de segundos. Por isso, é sempre muito importante se sentir bem consigo mesma. Pode parecer clichê, mas quanto mais segura e confortável você estiver, mais fácil será de se esquivar de situações que fogem do seu controle. Acha que a auto estima não tá das melhores? Também somos muito a favor de buscar ajuda naquela roupa que você sabe que não tem erro, em uma super maquiagem e/ou acessórios maravilhosos. E, quem sabe, sem querer, transformar um belo de um tombo em algo quase artístico, como aconteceu com Jennifer Lawrence no Oscar!

Na verdade o ponto que nós queremos mesmo abordar é o seguinte: tropeções acontecem, literalmente ou não, ao longo da vida. Nos cabe ter a cabeça boa para tentar fazer uma limonada suíça especial com meros limões secos que caem na nossa cabeça. São nesses momentos inesperados que saem as melhores histórias e aprendizados!

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No susto ou não, se reconstruir e rir de si mesmo nessas horas de saia justa é fundamental. Assim como ajudar a quem passa por uma situação como essa, afinal, nunca dá para saber se a pessoa vai levar numa boa ou mesmo se machucar e precisar de ajuda. Solidariedade é elegante, chique e nunca sai de moda. Vamos torna-la tendência!

Fotos: Getty Images