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body positivity

0 em Autoestima/ Moda/ Patrocinador no dia 29.11.2017

Lingerie vinho: mais cor, mais festa e mais liberdade!

Desde que lançamos o #paposobreautoestima muita coisa mudou e fizemos uma série de coisas pela primeira vez. Primeiras fotos de roupa de banho, primeira vez de lingerie, primeiras fotos na praia e piscinas publicadas e aos poucos nosso olhar mais amoroso e acolhedor com o nosso corpo como ele é hoje foi se transformando numa forma de nos enxergarmos mais poderosas, completas, interessantes e até mesmo bonitas. Esse não é o único processo de autoaceitação, tampouco é o caminho certo - até porque não existe isso - mas foi a melhor forma que encontramos para encontrarmos nossa liberdade.

Hoje vamos falar de um dos maiores desafios que vivemos nessa fase do Futilidades e da nossa vida profissional, uma primeira vez bem impensada: fotografamos uma campanha de lingerie para a Marcyn, nossa maravilhosa patrocinadora, que acredita no nosso projeto, grupo e propósito de uma forma tão verdadeira e coesa que nos mata de orgulho.

Nesse verão eles vão lançar a campanha MARCYN MAIS (M+) e nós faremos parte disso em vários momentos com esse posicionamento cujo objetivo é mostrar mais cor, mais leveza, mais naturalidade, mais autenticidade (vocês verão muito disso no próximo post), mais conforto, mais alegria e muito mais amor - próprio e compartilhado - nesse verão. Sentimentos maravilhosos para essa época de celebração!

Com a nova campanha da qual fazemos parte, a Marcyn se posiciona para inspirar as mais variadas mulheres de verdade! Agora a comunicação resolveu destacar um trabalho que eles já fazem há muito tempo: criar lingeries para as diversas silhuetas brasileiras.

As nossas fotos irão aparecer aos poucos por aqui e no nosso instagram. Os posts virão de acordo com os lançamentos do site, da loja de São Paulo e dos revendedores por todo Brasil. Portanto, tudo que fotografamos vai virar post. E é claro que vamos dividir tudo isso, afinal foi uma vitória em tantos aspectos que só podemos agradecer a cada uma de vocês que nos apoia.

Hoje falarei das peças na cor vinho, um lançamento que pode não parecer, mas tem tudo a ver com quem vai usar branco no final do ano.

Joana: sutiã + calcinha | Mayara Cardoso: Body

O primeiro lançamento desse final de ano é quase inusitado se vocês pensarem que todas as lojas de lingerie estarão investindo na tríade queridinha das brasileiras: branco, vermelho e amarelo (nos tempos de crise não tem jeito). A primeira entrada dessa leva de Marcyn Mais é da coleção cápsula da cor vinho!

“A proposta? Sumir sob a roupa branca. Aparecendo menos que os tons cor de pele.”

Como assim, Joana? Você está doida?! Não, não estou. Se você é do time que acha que a única cor de lingerie que não marca na roupa branca é a cor da pele, seja ela qual for, está muito enganada. Não vou demonizar aqui nenhum tom de bege (minha cor de lingerie), porque eu adoro, mas se você é do grupo que não gosta ou guarda traumas dos tipos populares na associação com a cor da calcinha de vovó, pode chegar que vou te contar um segredo: lilás e vinho são ótimas escolhas que não costumam marcar em roupa branca. Marcam menos que as tão temidas “cor de pele”.

Foi num bate papo desses que a turma da MARCYN contou pra nós que o intuito de VINHO nesse fim de ano é sair do óbvio e ir com mais cor para os looks brancos da temporada de festas, seja no ano novo ou em qualquer ocasião onde a cor branca vai ser a escolha de roupa.

Sutiã fashion | Sutiã clássico

Achei bacana a cor de vinho porque me pareceu ficar bem em todos os corpos e tons de pele, tem um apelo sexy e chique ao mesmo tempo, além de combinar com vários tons de roupa. Foi um lançamento que no início me deixou com dúvidas, mas ao ver ao vivo me ganhou de vez, principalmente com os modelos que fazem parte dessa linha.

Separei todos os modelos do lançamento para vocês verem.

Body | Sutiã e calcinha hot pant | Top e calcinha renda

Quem for de São Paulo ou frequenta lojas pelo Brasil que revendam Marcyn, pode pedir pra experimentar ao vivo e a cores. Já a galera que prefere ou precisa escolher pelo site, como eu, recomendo olhar a tabela de medidas e todas as experiências que ajudam na verificação de tamanho. De toda forma, pra quem tem medo de comprar online, a política de troca com relação às lojas virtuais é bem bacana, vale lembrar que se você devolver o produto em menos de 7 dias você pode ter seu dinheiro de volta, inclusive. O que funciona para experimentarmos com toda higiene do mundo e trocarmos ou devolvermos quando a compra é online ou por catálogo. Depois que eu acertei meu tamanho, comprar online tem sido mais fácil, cada vez mais fácil. :)

Vou deixar pra falar de como eu acho essa campanha uma grande vitória pra nós no próximo post. Talvez ela seja a coisa menos provável de toda nossa vida de blogueira que nos aconteceu até agora. Nós, que já recebemos proposta fazer publi divulgando campanhas de outras blogueiras, estrelamos uma campanha de lingerie. Logo a gente, que por tantas vezes perdeu trabalhos por ter um corpo considerado inadequado para os cruéis padrões da moda. Quero em algum momento falar sobre isso, mas por enquanto vou começar a celebrar a diversidade de corpos na qual a Marcyn acredita.

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Convidadas no dia 05.05.2017

Body positivity no Coachella

Aqui no Futi se fala muito sobre o processo de autoconhecimento e autoaceitação. O meu começou há alguns anos e se intensificou com a vinda para NY. Sempre fui muito tímida e me vestia de forma mais séria – tanto que na adolescência um amigo me apelidou de “mãe”, porque achava que eu me vestia como uma. Foto sozinha? Nem pensar! Até que há alguns anos comecei a entender que cada coisa tem seu tempo e conforme me descobria e soltava minha personalidade, meu estilo mudou em um reflexo direto disso. Minha mudança para Nova York me deixou ainda mais livre para explorar. Me vi em novas situações e absorvendo alguns costumes novaiorquinos. Cheguei aqui com um tênis de academia e um slipper. Vou embora com mais três pares de “tênis urbanos”, daqueles bonitinhos pra andar por aí. E um monte de fotos fazendo pose sozinha pela cidade.

Chegar aqui sozinha e fazer amizade aos poucos me tirou o “amiga, com que roupa você vai?” que, querendo ou não, nos padroniza. Ajuda a dar ideia e referência, mas pode ser também aprisionador. O meu grupo de amigas se vestia de forma bem similar e eu entrava nessa talvez por querer pertencer, talvez por não querer me destacar, ainda não descobri o real motivo. Mas aqui eu tenho que pensar sozinha o que me deixa confortável, que lado da minha personalidade eu quero ver representado na minha roupa.

Semana passada saí de férias e fui para o Coachella, Orange County e Los Angeles, na California. Fiz um post no grupo do futi comentando sobre minha experiência e minha irmã comentou como conseguia ver essa mudança e a aceitação do meu corpo; e olhando minhas fotos e a forma como curti esse momento vejo como é verdade. Tive três preocupações quando pensei nos looks do Coachella: estar confortável, evitar marcas de sol e explorar um pouco de fashionismo. Chegando lá, o primeiro look já foi diferente do que eu havia planejado. Fazia 38 graus no deserto, com o céu mais azul que eu já vi, sem uma manchinha branca sequer. Saí do banho e coloquei a parte de cima de um biquini porque não queria sujar a blusa que usaria.

Minhas amigas viram o look e a reação positiva delas foi imediata. Nunca que eu imaginaria usar apenas o biquini no lugar de uma blusa, mesmo com a saia sendo cintura altíssima. “Meu braço é grande”, “meu desvio na coluna evidencia minhas costas largas e as gordurinhas”, entre outros, foram argumentos que usei pra convencer minhas amigas de que não estava bom não. Até que parei e percebi quão confortável estava. Que minhas costas não estavam tão expostas assim. Que tava todo mundo se vestindo da forma que se sentia confortável – tinha gente quase pelada, tinha gente com tanta roupa que eu não entendia como estava suportando o calor; tinha menina sem um pingo de maquiagem, outras montadíssimas; tinha gente descalça, de tênis, rasteira e salto alto.

A gente vê fotos e lê sobre o Coachella à distância e mesmo sabendo que é no deserto, que faz muito calor, que se anda muito, que festival de música é um ambiente de exploração de ideias, de estilos, de tentativas, de celebração… A gente julga os looks da galera a partir da nossa realidade. Mas estar lá além do festival (já que também acampei com minhas amigas por ali) me deu a oportunidade de reconhecer que é um dos lugares mais sem julgamento em que já estive – e olha que eu moro em NY. Ninguém liga pra o que você está vestindo, ou quem você é (a não ser que seja celebridade). Como num ambiente desses, numa vibe maravilhosa, eu ia ficar me preocupando se o biquini que resolvi usar ia marcar demais as gordurinhas nas minhas costas?! Não dava! Era perder tempo e energia demais numa situação com a qual eu sonhei por tantos anos. A realidade tava incrível demais para que eu deixasse algo tão pequeno interferir.

Então eu fui. Primeiro dia de Coachella e eu usei um biquini e uma saia com fendas vertiginosas. Não porque eu queria aparecer, mas porque eu estava fresca, leve e confortável num dia que exigiria energia para enfrentar a primeira maratona de cerca de 14h de calor, multidão e quilômetros de distância entre o camping, o festival e os palcos. Aceitei que esse é o corpo que eu tenho e que não preciso escondê-lo com medo do que vão pensar dele.

O processo de transformações que tenho passado nos últimos anos me trouxe até aqui. Passar três meses vendo o #paposobreautoestima ganhar vida com mulheres lindas se libertando de prisões e padrões ao postarem fotos usando biquini ou maiô e curtindo o verão me incentivou a me ajudou a entender que um corpo é um corpo, não importa a forma que tenha. Esse corpo é presente, é casa, é abrigo. O que ele carrega dentro é muito mais importante do que a aparência que tem por fora.